*Ultra-Neoliberalismo (parte 2)- Por villorBlue

Percebe-se atualmente, uma mudança do capitalismo frente a uma de suas maiores criações, ou melhor, de sua adaptação, frente ao liberalismo a sua outra grande criação.

Seguindo a velha cartilha pré-burguesa do empirista John Locke e seu discípulo Adan Smith, desenvolve-se nas últimas décadas o ultra-neoliberalismo, ele aparece com evidencia nos EUA após a segunda guerra e foi impulsionado pela indústria de guerra.

A OTAN e o Pacto de Varsóvia lutavam lado a lado, cada um objetivando os próprios interesses.

Enquanto a OTAN propunha combater o avanço do “comunismo” (neste ponto a OTAN se coloca ao lado do nazifascismo, os dois combatiam o comunismo, este era o ponto principal, este fator levou inclusive alguns políticos estadunidenses a declarar que “os EUA lutaram do lado errado na segunda guerra” imperialista) e neste ponto a “Doutrina Monroe era mais abrangente e não apenas um programa de não-ingerência, relacionada a divisão do planeta em áreas de influencia. O Pacto de Varsóvia defendia o “capitalismo de estado” de Stalin e sua soberania principalmente no Leste Europeu.

A indústria armamentista ocidental investiu muito na propaganda anticomunista nos últimos 70 anos. Sendo a “maioria” das guerras regionais, quando não por petróleo, foram por quebra da hegemonia das nações ocidentais – grupos nacionalistas a favor de independências – pelos quatro cantos.

Com a queda do muro de Berlim, o fim da União Soviética e a abertura da China para a economia de mercado (este foi um dos maiores embates da China com a Europa, para que a Europa reconhecesse a China como economia de mercado, apenas assim a China conseguiu colocar seus produtos na zona do EURO) – a adaptação dos produtos chineses à certificação RoHS fazia parte deste acordo – esta propaganda anti-comunista da OTAN perdeu grande impulso, porém, não perdeu sua razão de ser totalmente.

Tivemos este preâmbulo para mostrar como em poucas décadas o liberalismo se transformou em neo e agora o neo se transmuta em ultra. Tudo isso resume a uma ação: A sobrevivência do moribundo sistema capitalista de produção, distribuição e controle.

Esperamos para algumas décadas, com o fracasso da nova adaptação do liberalismo, o “totalitarismo pleno”, este “no futuro próximo”, muito pior do que os níveis mostrados no “Grande Irmão” de Orwell. Apenas assim o capitalismo terá garantido sua sobrevivência.

Então, questiona o leitor, o que teria de diferente na nova adaptação capitalista do liberalismo para o ultra–neoliberalismo?

A diferença está na postura do capital frente ao conceito denominado “estado burgues”. Enquanto no liberalismo (estado mínimo) as instituições privadas tomam a dianteira do estado e lhes dita as regras e as diretrizes, fazendo com que o estado tenha pouca influencia sobre uma nação, (estado mínimo) e sim o capital atuando diretamente. No ultra-neoliberalismo o capital toma o estado totalmente para si, o infla como um zeppelim, injetando dinheiro nos quatro poderes, tornando a propaganda (mídia) exclusiva para este fim e coloca as instituições burguesas numa coleira. Agora, como um cãozinho domado utilizado ao bel prazer do capital e não mais como possíveis câmaras de negociação dentro do sistema do capital. Hoje os dirigentes patronais são assumidamente partidários, muitos se candidatam a cargos políticos, estão nos ministérios praticando lobismo na cara dura em pró aos grupos aos quais pertencem.

De inicio, todo este aparato demanda uma enorme energia e queima de recursos, porém, após a engrenagem colocada para rodar, todos vão se acostumando e o mecanismo passa a funcionar de acordo com o proposto.

Pensamos num exemplo regional, o Brasil: Até a década de 80 do século passado, instituições empresariais e de trabalhadores tinham peso nas determinações das politicas no país. Quantas greves eram decididas entre sindicatos de trabalhadores e centrais sindicais, tendo do outro lado do ringue os sindicatos patronais, a justiça entrava em cena quando faltava acordos ou sobravam arestas. Mesmo no período autocrático de 64 até 90 muita coisa era resolvida entre os dois lados, se negociava alguma coisa ao menos, para termos ideia. Em 1917 o Brasil teve a maior greve geral de sua história e o movimento operário obteve enormes conquistas com ela.

Atualmente o que vemos? Não existem mais os embates entre a mão de obra não especializada, ou semiespecializada e a burguesia. Existe sim, castas em todos os âmbitos, infladas em seus egos, subservientes diante o dinheiro que hora jorra aos seus bolsos. Todos passos e movimentos do movimento operário são resolvidos primeiro com a justiça, depois com a repressão.

O estado burgues mundial como um todo, esta maior atualmente do que a meio século atrás.

Neste ponto o capital entendeu que reduzir o estado através do liberalismo era um antagonismo, o estado poderia ser reduzido até o seu fim, e o “fim do estado burgues” é uma reivindicação da comuna libertária e do marxismo.

Porque não ao capital, utilizar o estado agigantado aos seus propósitos? Seria uma plataforma gigantesca ao seu favor. Pense o leitor, o sistema ter todas as forças de segurança (do estado e privadas) trabalhando aos seus propósitos. Imagina o capital tendo o judiciário e o legislativo aos seus pés e o executivo e a grande mídia de quatro cumprindo as missões que lhe são atribuídas. Não existe outra forma de conseguir isso a não ser transformando o estado em estado máximo e aí está a diferença entre o liberalismo e o ultra-neoliberalismo. A injeção de quantias descomunais nesta mudança de paradigma faz parte deste “grande projeto” rumo ao planeta como estado absoluto.

Quando sabemos de um bunker em Salvador/Bahia/Brasil pertencente a um politico de direita, neste apartamento foi encontrado mais de 50Mi Reais, isso não representa nada para o capital e pode ser possível que faça parte do projeto midiático em andamento (isso não dá para afirmar) apenas a história esclarecerá, com este exemplo podemos entender melhor que dinheiro para o “grande projeto”, não representa nada, perde-se um pouco agora, porém no futuro.

Tudo que observamos atualmente não inclui apenas o terceiro mundo, a França de Macron privatizará tudo, os EUA agora com Trump quase não tem o que privatizar porém o seu PIB não cresceu, atingindo parcos 2% e isso com muito malabarismo do FED, a Itália pós-Berlusconni inflou o estado e ao mesmo tempo sofre com movimentos separatistas, a Argentina de Macri privatizará até a água que os argentinos bebem e agora o Brasil com seu golpe caboclo nos mostra isso, estão entregando tudo, até a previdência social e neste rodo de raspagem, bancos internacionais que nenhum vínculo com a nação brasileira tem, querem seu quinhão.

Ao mesmo tempo que discursam por um estado minimo, eles inflam o estado na nova onda “ultra-neoliberal mundial.

Afinal, o velho discurso do “estado burgues minimo” ficou para trás, a onda agora é comprar tudo, até os quatro poderes com aumento de salários, verbas a vontade e holofotes da mídia para satisfazer os egos e as idiossincrasias de seus membros. E enganam-se e enganam-nos ao dizer que atualmente se visa a diminuição do estado, o objetivo é justamente aumentar e coloca-lo a trabalhar totalmente a favor do capital.

E viva o ultra-neoliberalismo por mais algumas décadas, até o estado totalitário final.

Um comentário sobre “*Ultra-Neoliberalismo (parte 2)- Por villorBlue

  1. #LULALIVRE

    … ..
    COMO É LINDA A JUSTIÇA À BRASILEIRA!! QUALQUER FILHO DA PUTA SE SENTE TUDO PODENDO. E, O PIOR DE TUDO, É QUE TEM PODIDO MESMO FUDER COM QUALQUER UM NESTA SURUBA BRAZZZIIILLL. É O BORDEL PAULISTANO BAHAMAS DO CAFETÃO CÃO IMPUNE.

    QUE MERDA, TAQUIOPARIU!…

    FOI ASSIM, TEM SIDO ASSIM. CONTINUARÁ ASSIM?
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2018/04/24/foi-assim-tem-sido-assim-continuara-assim/

    … …O SILÊNCIO BARULHENTO DE UM TIRADENTES SILENTE. APENAS UM BARBUDO. SILENTE.

    SILENTE MESMO NO 22 DE ABRIL QUE SE DESCOBRE O PAÍS QUE NAÇÃO NAO MAIS TEM.

    PAÍS SEM NAÇÃO. NAÇÃO SEM NOÇÃO. EMOÇÃO DEMAIS A LEMBRAR. SÓ A LEMBRAR.

    SILENTE. SOMENTE. SÓ MENTE. SÓ MENTEM. MENTEM DESCARADAMENTE. MENTEM E MANTÊM. MENTEM PRA CARAI. … …

    Curtido por 1 pessoa

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