*Curdas Criam Vila só Para Mulheres

Do: AGENCIA PUBLICA / POR YB ROCHA

A cidade de Jinwar, no Norte da Síria, está quase pronta; são 20 casas e uma escola para abrigar mulheres que se rebelam contra o jugo dos homens em meio à violência da guerra.

Siham Ali, de 40 anos,  faz guarda na entrada de JinWar e ajuda na construção

Ex-guerrilheira Siham Ali, 40, trabalha na construção de uma casa / Ribeiro Castro/Agência Pública

Djila Abdula tem 24 anos, mas já carrega um passado caudaloso atrás de si. Tímida, com os cabelos aloirados cobertos por um véu azul, dificilmente olha no olho de seus interlocutores. Em especial, dos homens. Casada por imposição da família aos 16 anos, Djila se cansou de uma vida que ela conta ter sido marcada pela exploração, pelo desrespeito e pela violência. Largou o marido há cerca de dez meses e se tornou a primeira moradora oficial de Jinwar, uma vila só de mulheres que está sendo construída no norte da Síria, perto da fronteira com a Turquia, em uma região de domínio curdo conhecida como Rojawa.

Djila Abdula em Rojava

À esquerda, Djila Abdula, de 24 anos, deixou o marido há 10 meses e hoje vive na Vila de JinWar

O vilarejo, um conjunto de 20 casas e uma escola com capacidade para até 70 pessoas, é um projeto dos comitês de mulheres curdas para abrigar aquelas que se rebelam contra o jugo dos homens, como Djila, ou que preferem ficar sozinhas depois de perderem o marido nos confrontos internos da guerra na Síria. “Estamos abertas também a mulheres que queiram experimentar viver em comunidade sem a presença dos homens, sem necessariamente terem passado por traumas”, diz Haval (“camarada”, em curdo) Rumaitat, uma militante política ligada ao Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK). “A única obrigatoriedade é abrir mão das relações afetivas e sexuais com os homens enquanto estiver vivendo aqui”, conta ela, celibatária por opção.

A vila, batizada de Jinwar (algo como “terra das mulheres” ou “o espaço da vida”, em uma tradução bastante livre do dialeto curdo kurmanji), é um projeto antigo, mas só começou a sair do papel há cerca de dois anos. Agora quase todas as casas feitas de adobe, no estilo tradicional da região, estão prontas. Só falta a escola para que a vila possa ser oficialmente inaugurada, dando início a uma experiência diferente de vida comunitária. “Essa é uma ideia transformadora. Queremos mostrar aos homens que as mulheres são capazes de viver sem eles, que são tão fortes e capazes quanto eles. Essa foi a lição que Apo nos ensinou e a estamos colocando em prática”, diz Haval.

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Siham Ali, de 40 anos, é uma ex-guerrilheira que agora faz guarda na entrada de Jinwar (Foto: YB Rocha/Agência Pública)

Apo é o apelido de Abdullah Öcalan, o grande ideólogo e fundador do Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK), encarcerado em uma prisão de segurança máxima na Turquia desde 1999. De inspiração marxista-leninista, o movimento criado por Apo não só busca a autonomia dos curdos na Turquia e nos países vizinhos como também prega de forma bastante contundente a igualdade de gêneros, bandeira pouco usual entre os líderes sunitas do Oriente Médio. A partir de seus livros, discursos e métodos, o PKK se tornou rapidamente um movimento em que as mulheres ocupam papéis tão relevantes quanto os homens. Há batalhões inteiros compostos exclusivamente por mulheres no braço armado do PKK. Lá, como na vila de Jinwar, elas são celibatárias. Apo chegou a criar um movimento específico para discutir a igualdade de gênero, a “jinealojia”.

Neste momento, oito mulheres estão vivendo em tempo integral na vila. Cabe a elas organizar as atividades, cuidar das plantações e supervisionar as obras. Quando a reportagem visitou Jinwar, no início de abril, a maior parte dos trabalhos de construção estava sendo feita por homens. “Muitos deles apoiam nossa ideia e nos ajudam, estão aqui também como voluntários”, me contava uma jovem alemã de 27 anos que vive em Jinwar desde que a vila começou a ser construída. Ela adotou o nome curdo de Nujin Derya – e se recusa a revelar seu nome verdadeiro – e atua como interlocutora entre as curdas e mulheres de outros países que vêm conhecer a experiência. “Estamos abertas a qualquer mulher que queira vir até aqui viver em uma vila autossustentável. Esperamos não precisar de nenhum dinheiro que não seja produzido por nós mesmas.”

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Portão de entrada de Jinwar: a expectativa é que Jinwar esteja repleta de moradoras e crianças após o verão (Foto: Ribeiro Castro/Agência Pública)

A expectativa é que Jinwar esteja repleta de moradoras e crianças após o verão. Até lá a escola estará pronta e as casas equipadas para receber as novas moradoras. No entorno das casas, plantações de oliveiras, tomates, pepinos e pistache já estão dando os primeiros frutos. “Temos tido muito apoio de organizações de mulheres do exterior, todas querem que esse seja um projeto de sucesso”, diz Haval. Ela sabe, no entanto, que pode enfrentar problemas nas comunidades locais. “Se os islamistas políticos se opuserem ou tentarem nos atacar, nós sabemos nos defender”, diz. Ao seu lado está Siham Ali, uma ex-guerrilheira de 40 anos que atua como guarda de Jinwar. Passa o dia na portaria da vila, armada com um AK-47. Ela, no entanto, diz que não vai se juntar ao grupo. “Sou casada e feliz, não quero largar meu marido”, conta rindo.

A família de Djila Abdula, a jovem curda que agora está morando permanentemente aqui, não gosta da ideia de ela estar sem marido e morando apenas com mulheres. “Eles não aceitam minha decisão”, diz ela. “Mas aqui sou mais feliz, posso fazer o que quero e não preciso seguir as ordens de um homem, como era com meu marido.” O maior sofrimento de Djila neste momento é a saudade dos três filhos. Pela tradição local, se a mulher decide abandonar o marido, a família dele pode ficar com os filhos. Foi o que aconteceu com ela. Os dois meninos e uma menina permanecem no Iraque. Ela não os vê desde que terminou o casamento. “Um dia eles virão viver aqui comigo”, diz ela.

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Parte das casas já está pronta

As mulheres de Jinwar ainda não decidiram até que idade os filhos homens das moradoras podem permanecer na vila. Algumas defendem que até os 14 anos, outras, até os 16. “Essa é uma questão que vai ser decidida de forma democrática, entre as mulheres, mas em algum momento os meninos terão que partir”, diz Haval.

Leia na íntegra: Jinwar: a vila criada por e para mulheres no Curdistão

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 ATITUDES IGUAIS A ESTAS DE MULHERES DE ROJAVA É POSSÍVEL 

*Como FDR (Roosevelt) Forçou o Japão a Atacar Pearl Harbor Dando a Entender que Evitava a Guerra

Leia na íntegra: The Unz Review

Robert B. Stinnett, Day of Deceit: The Truth about FDR and Pearl Harbor (New York, Free Press, 2000)

Um radialistA (operador de rádio) da Marinha da Segunda Guerra Mundial que virou jornalista, Robert Stinnett estava no “Arquivos Nacionais” em Belmont, Califórnia, pesquisando um livro de campanha do ano ‘sobre a carreira da marinha de guerra de George Bush em reconhecimento aéreo‘ –  George Bush: Seus Anos da Segunda Guerra Mundial  (Washington) , DC, Brassey, 1992) – e encontrou cópias duplicadas não indexadas de registros de interceptação de rádio de Pearl Harbour de transmissões em código da Marinha Japonesa – evidência documental do que realmente aconteceu em Pearl Harbor e como ela surgiu.

Depois de oito anos de pesquisa adicional e um prolongado caso na justiça sob a Lei de Liberdade de Informação para obter a liberação parcial desses materiais, Stinnett publicou  Day of Deceit  (2000).

Stinnett demonstra, com base em evidências factuais incontestáveis ​​extensas e em uma análise auto-evidentemente precisa, que o presidente Roosevelt supervisionou o dispositivo e o desdobramento de um plano secreto para incitar os japoneses a atacar Pearl Harbor e monitorá-los enquanto eles o faziam. Stinnett supõe que Roosevelt fez isso a fim de precipitar um público americano, até então, indisposto a apoiar a intervenção estadunidense na Segunda Guerra Mundial, mas quaisquer que sejam os motivos ou propósitos, os fatos agora são abundantemente claros. Stinnett estabelece e prova seu caso com evidências documentais volumosas, incluindo quarenta e sete páginas de Anexos [p. 261-308] apresentando reproduções fotográficas de registos oficiais chave, bem como numerosas outras reproduzidas no corpo do texto, e 65 páginas [309-374] de notas de referência estreitamente detalhadas.

Essa evidência  comprova  as afirmações, argumentos e conclusões factuais de Stinnett. Seus arquivos e anotações de pesquisa são depositados na biblioteca do Instituto Hoover em Stanford. Day of Deceit  é uma historiografia documental exemplar. Apresenta o testemunho material em que se baseiam suas análises e conclusões. Sua validade será clara para qualquer leitor imparcial. O livro de Stinnett resolve e resolve discussões e debates racionais, sinceros, honestos e baseados em fatos sobre o pano de fundo do ataque a Pearl Harbor.

Como mostra Stinnett, o plano que culminou no ataque japonês a Pearl Harbor foi iniciado no início de outubro de 1940, baseado em um memorando de oito ações, datado de 7 de outubro de 1940 … pelo tenente-comandante Arthur H. McCollum, chefe do Far. Secretária do Leste do Escritório de Inteligência da Marinha. ”É claro que é improvável que McCollum a tenha elaborado por sua própria iniciativa, mas é aí que começa a trilha de papel de Stinnett. “Suas oito ações exigem virtualmente a incitação de um ataque japonês às forças americanas terrestres, aéreas e navais no Havaí, bem como aos postos coloniais britânicos e holandeses na região do Pacífico…” [pág. 6-8; o memorando é reproduzido em 261-267]:

A. Faça um acordo com a Grã-Bretanha para o uso de bases britânicas no Pacífico, particularmente em Cingapura. 

B. Fazer um acordo com a Holanda para o uso de instalações de base e aquisição de suprimentos nas Índias Orientais Holandesas [agora Indonésia]. 

C. Dê toda a ajuda possível ao governo chinês de Chiang Kai-shek. 

D. Envie uma divisão de cruzadores pesados ​​de longo alcance para o Oriente, Filipinas ou Cingapura. 

E. Envie duas divisões de submarinos para o Oriente. 

F. Mantenha a força principal da Frota dos EUA, agora no Pacífico, nas proximidades das ilhas havaianas. 

G. Insista em que os holandeses se recusem a conceder demandas japonesas por concessões econômicas indevidas, particularmente petróleo.

H. Conclua o embargo a todo o comércio com o Japão, em colaboração com um embargo semelhante imposto pelo Império Britânico.

Com o desdobramento do plano, seu desenvolvimento foi monitorado de perto por interceptações decodificadas de comunicações de rádio diplomáticas e navais japonesas. McCollum supervisionou o encaminhamento de inteligência de comunicações para FDR, de 1940 a 7 de dezembro de 1941, e forneceu ao presidente relatórios de inteligência sobre a estratégia militar e diplomática japonesa. Todos os relatórios militares e diplomáticos japoneses interceptados e decodificados destinados à Casa Branca passaram pela seção do Extremo Oriente na Ásia da ONI, que ele supervisionou.

A seção serviu como uma câmara de compensação para todas as categorias de relatórios de inteligência…. Cada relatório preparado por McCollum para o Presidente baseou-se em interceptações de rádio reunidas e decodificadas por uma rede mundial de criptógrafos militares americanos e operadores de interceptação de rádio…. Poucas pessoas no governo ou nos militares americanos sabiam tanto sobre as atividades e intenções do Japão quanto McCollum. ”[8] O conhecimento do plano era de perto restrito a 13 membros do governo Roosevelt e oficiais militares e 21 membros da Inteligência Naval e operações relacionadas [ listados no Apêndice E 307-308]. O item C já era política dos EUA quando McCollum escreveu seu memorando. O Item F foi lançado em 8 de outubro, itens A, B e G em 16 de outubro de 1940, Item D e E em 12 de novembro de 1940. [Cap. 1 n. 8 p. 311-312; 120 ff. etc].

Enquanto isso, também no outono de 1940, em campanha para um terceiro mandato em Boston em 30 de outubro, o presidente Roosevelt disse: “Eu já disse isso antes, mas vou repeti-lo várias e várias vezes: seus meninos não serão enviados em qualquer guerra estrangeira ”. No dia 1º de novembro, no Brooklyn, ele disse:“ Estou lutando para manter nosso povo fora das guerras estrangeiras. E continuarei lutando. ”Em Rochester, no dia 2, ele disse:“ Seu governo nacional… é igualmente um governo de paz – um governo que pretende manter a paz para o povo americano ”.

No mesmo dia em Buffalo ele afirmou: “Seu presidente diz que este país não está indo para a guerra”, e em Cleveland no próximo ele declarou: “O primeiro objetivo de nossa política externa é manter nosso país fora da guerra”. [William Henry Chamberlin “Como Franklin Roosevelt encontrou a América para a guerra”, em Harry Elmer Barnes,  Guerra perpétua para a paz perpétua  (Caldwell, Idaho, Caxton, 1953), capítulo oito, p. 485-491].

O almirante Richardson, comandante da Frota do Pacífico, opôs-se às ordens de Roosevelt para estacionar a frota em Pearl Harbor como um risco para a frota, então ele foi substituído pelo almirante Kimmel, com o almirante Anderson da ONI como terceiro em Kimmel Harbor, para supervisionar a operação de interceptação de rádio lá, sem o conhecimento de Kimmel. [10-14; 33-34] “Anderson foi enviado para o Havaí como um guardião da inteligência” [36]. Quando ele chegou, estabeleceu sua habitação pessoal bem longe de Pearl Harbor, fora do alcance do ataque que se aproximava.

Embora ele fosse o comandante dos sete navios de guerra que sofreram o impacto do ataque com a perda de mais de dois mil vidas, o almirante Anderson estava a salvo em casa, do outro lado da montanha, quando o ataque ocorreu. [36-37; 244, 247] Enquanto isso, os comandantes do Havaí, “o almirante Marido Kimmel e o tenente-general Walter Short, foram privados de informações que poderiam torná-los mais alertas aos riscos da política de Roosevelt, mas obedeceram a sua ordem direta de 27 de novembro. 28 de janeiro de 1941: “Os Estados Unidos desejam que o Japão cometa o primeiro ato declarado.” [6-8] Depois disso, eles foram gozados.

No início de janeiro de 1941, os japoneses decidiram que, em caso de hostilidades com os EUA, começariam com um ataque surpresa a Pearl Harbor. A inteligência americana soube deste plano em 27 de janeiro [30-32]. Em 21 de julho de 1941, o item H, do tenente-comandante McCollum, acendeu o estopim. Até o final de novembro, a Casa Branca continuou a bloquear tentativas concertadas de diplomatas japoneses para discutir uma acomodação. [Sobre essa história diplomática, ver Charles Beard  , American Foreign Policy in the Making  (1946) e  President Roosevelt e the Coming of the War  (1948); Frederic Rockwell Sanborn,  projeto para a guerra  (1951) e Charles Tansill,  Porta dos fundos para a guerra  (1952).]

A partir de 16 de novembro de 1941, as interceptações de rádio revelaram a formação da frota japonesa perto das ilhas Kurile, ao norte do Japão, e de 26 de novembro até a primeira semana de dezembro a seguiram pelo Pacífico até o Havaí [41-59 etc.]. O chefe de Operações Navais, o Almirante Stark (um dos 34 participantes informados), ordenou a Kimmel que despacha seus porta-aviões com uma grande frota de escolta para entregar aviões para as Ilhas Wake e Midway. “Sob ordens de Washington, Kimmel deixou suas embarcações mais antigas dentro de Pearl Harbor e enviou vinte e um modernos navios de guerra, incluindo seus dois porta-aviões, a oeste em direção a Wake e Midway… Com sua partida, os navios de guerra que permaneceram em Pearl Harbor eram em sua maioria de 27 anos de idade. relíquias da Primeira Guerra Mundial ”

Isto é, os encouraçados afundados em Pearl Harbor com suas tripulações foram empregados como  iscas  [152-154]. Em 22 de novembro de 1941, uma semana depois que a frota japonesa começou a se reunir e quatro dias antes de partir para Oahu, o almirante Ingersoll emitiu uma ordem de “Mar Vago” que desmarcou todos os navios e em 25 de novembro ordenou a Kimmel que retirasse seus navios. patrulhando a área da qual o ataque aéreo seria encenado [144-145]. FDR acompanhou de perto o desdobramento final da trama enquanto as interceptações de rádio continuavam a rastrear sua viagem para o Havaí [161-176].

Stinnett comenta: “O Battleship Row de Pearl Harbor e seus antigos navios de guerra em ruínas apresentavam um alvo de dar água na boca. Mas foi um grande erro estratégico para o Império. Os 360 aviões de guerra do Japão deveriam ter se concentrado nas enormes reservas de petróleo de Pearl Harbor… e destruído a capacidade industrial das docas secas da Marinha, oficinas mecânicas e instalações de reparos ”[249]. Seis meses depois, nas batalhas do Mar de Coral (4-8 de maio de 1942) e Midway (4-7 de junho), os navios de guerra da Frota do Pacífico que estavam no mar quando o ataque a Pearl Harbor destruiu permanentemente a capacidade ofensiva de a Marinha do Japão a operar no Pacífico oriental e prejudicou permanentemente sua capacidade defensiva no oeste do Pacífico. Posteriormente, como observadores bem informados entenderam, um ataque ou invasão japonesa na Costa Oeste da América foi uma impossibilidade logística total.

O encobrimento de Pearl Harbor começou imediatamente depois com os oficiais de justiça do Almirante Kimmel e do General Short, continuando através de oito investigações do Congresso durante e após a guerra, com a purgação e retenção de documentos e falso testemunho de participantes e outros [253-260 & passim; 309-310] e persistiu durante as audiências do Congresso presididas por Strom Thurmond em 1995 [257-258].

Na data de publicação (2000) numerosos documentos ainda foram retidos da Stinnett ou liberados em forma extensa- mente censurada. Mas seu caso é conclusivamente provado com base nas evidências que ele apresenta, como qualquer leitor imparcial pode ver. A única maneira de refutar ou desmentir seria estabelecer que sua evidência documental é forjada e prová-la. Em face do caráter dessa evidência, a ideia é absurda.

Uma ruptura importante para a pesquisa de Stinnett foi a descoberta de cópias duplicadas de relatórios de transmissões de códigos navais japoneses da estação de interceptação de rádio de Pearl Harbor encaminhadas após a guerra para os Arquivos Nacionais de Belmont (Califórnia), e ainda muito depois das cópias em Washington. , Arquivos de arquivo DC haviam desaparecido.

Escritores recentes, fingindo desmascarar as evidências de Stinnett, ressuscitaram alegações de que os códigos navais japoneses não haviam sido decifrados e de que a frota japonesa mantinha silêncio no rádio – afirmações que foram refutadas repetidamente por décadas. Famosa, a operadora de rádio do navio americano  Mariposa interceptou sinais repetidos da frota japonesa em direção ao Havaí e transmitiu seus rolamentos progressivos à Marinha. Isto foi bem conhecido durante a guerra aos marinheiros americanos da marinha mercante do Pacífico e é mencionado em contas publicadas.

A pretensão de que os códigos navais e diplomáticos japoneses não tivessem sido decifrados foi primeiro refutada em um tribunal federal em Chicago em 1943. Como conta seu biógrafo Ralph G. Martin, Cissy Patterson, editora-chefe do Washington  Times-Herald  em 7 de dezembro de 1941 (e por décadas antes e depois) se opôs à intervenção americana em outra guerra mundial – como mais de 80% de seus colegas americanos, incluindo seu irmão Joe Patterson, editor do New York  News , e seu primo Robert McCormick, editor do Chicago  Tribune . Servindo na França como oficial de campo de batalha, Robert foi ferido, duas vezes com gás e decorado por bravura. Seu Chicago  Tribune, como os jornais de seus primos e muitos outros, especialmente na costa leste, foi vocalmente antiintervencionista – até Pearl Harbor.

Em  Cissy  (Nova York, Simon & Schuster, 1979) Martin escreve: “Enquanto as notícias do desastre [em Pearl Harbor] continuavam chegando [à  redação do  Times-Herald ], Cissy perguntou amargamente [a editora de domingo] Roberts sobre Roosevelt. ‘Você acha que  ele providenciou isso?’ Mais tarde, quando soube que os criptógrafos americanos tinham violado os códigos japoneses antes de Pearl Harbor, ela estava convencida de que Roosevelt sabia de antemão que os japoneses pretendiam atacar ”[418]. “O Chicago  Tribune,  o  Times-Herald  e outras dezenas de outros jornais publicaram mais tarde um artigo de um  Tribune. correspondente de guerra que indicou que os Estados Unidos haviam prevalecido [na Midway] porque os códigos japoneses haviam sido quebrados… O Departamento de Justiça decidiu apresentar acusações de que o  Tribune  e o  Times-Herald  haviam traído os segredos militares dos EUA. O Procurador Geral Francis Biddle sentiu que a revelação desse avanço era equivalente a traição, porque dava aos japoneses a chance de mudar seus códigos. Waldrop [ editor do Times-Herald  ] foi chamado a Chicago para depor perante um grande júri… No meio do depoimento, a Marinha revelou que um censor da Marinha havia passado o artigo do  Tribune  . Forçado a largar o caso, Biddle disse que “se sentiu um tolo”. [431-432] Ele não era o único.

Leia na íntegra: The Unz Review

*Na prisão há 30 dias, Preta Ferreira desabafa: ‘Estou presa porque nasci mulher, preta e pobre’

Gustavo Horta

A ativista por moradia Preta Ferreira, presa junto com sua família no dia 24 de junho por suposta extorsão, concedeu entrevista à Rádio Brasil Atual Fonte: Rede Brasil Atual – Na prisão há 30 dias, Preta Ferreira desabafa: ‘Estou presa porque nasci mulher, preta e pobre’

via Na prisão há 30 dias, Preta Ferreira desabafa: ‘Estou presa porque nasci mulher, preta e pobre’ — Brasdangola Blogue

CHEGAMOS LÁ. NADA NOS DISTINGUE DO CONTEÚDO DA FOSSA.
> https://gustavohorta.wordpress.com/2019/07/24/chegamos-la-nada-nos-distingue-do-conteudo-da-fossa-2/
CHEGAMOS LÁ. NADA NOS DISTINGUE DO CONTEÚDO DA FOSSA.

“O PIOR MAL É AQUELE AO QUAL NOS ACOSTUMAMOS” – J.P. Sartre.

Tantas fez o MARRECO que acharam um pato hacker por nome “Alecio” como um bode e não pato. Putaquiopariu. E os patinhos sempre ali esperando o Prato Feito. O PF que a tudo se presta. O PF que não se digna ao respeito saciado e saciando.

A pedra sobre a fraude, com o…

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*Codinome Echo Papa, Exposto

Do: The intercept

Por dentro da unidade traiçoeira de “Erik Prince”, para construir uma força aérea privada

 Em novembro de 2014, um Mercedes SUV preto estacionou na rua, em frente de uma empresa austríaca especializada em aviação, 48 quilômetros ao sul de Viena. Os funcionários da empresa Airborne Technologies, especializada em projetar e equipar pequenas aeronaves com plataformas de vigilância sem fio, receberam ordens para trabalhar naquele fim de semana porque um dos investidores da empresa estava programado para inspecionar seu mais recente projeto.

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Foto: Thrush 510G

Durante quatro meses, a equipe da Airborne havia trabalhado quase sem parar para modificar um espanador Thrush 510G de fabricação norte-americana para as especificações exatas de um cliente não identificado.Tudo sobre o projeto estava oculto em sigilo. Os executivos da empresa se referiam ao cliente apenas como “Echo Papa” e instruíam os funcionários a usar palavras de código para discutir certas modificações feitas no avião.Agora, os funcionários aprenderiam que a Echo Papa também possuía mais de um quarto de sua empresa.

Um homem com cabelos loiros e olhos azuis, saiu do Mercedes e entrou no hangar da Airborne. Echo Papa, que muitas vezes era chamado de EP, apertou a mão de uma dúzia de funcionários da Airborne e examinou o avião. “Ele era o sol e todos os administradores eram planetas girando em torno dele” (puxa sacos – parenteses nosso), disse uma pessoa presente naquele dia.

Um dos Thrush 510G sendo modificado no hangar da Airborne Technologies em Wiener Neustadt, Áustria. Prince possui pelo menos 25% da empresa.

 

Um dos mecânicos logo reconheceu Echo Papa a partir de fotos de notícias – ele era Erik Prince, fundador da empresa de segurança privada Blackwater. Vários membros da equipe da Airborne sussurravam entre si, espantados por terem trabalhado para o mercenário mais conhecido dos Estados Unidos. O sigilo e as solicitações estranhas de modificação dos últimos quatro meses começaram a fazer sentido. Além dos equipamentos de vigilância e de mira a laser, a Airborne equipou o avião com janelas à prova de balas, um bloco de motor blindado, malha anti-explosiva para o tanque de combustível e fiação especializada que podia controlar foguetes e bombas. A empresa também instalou pods para a montagem de duas metralhadoras de 23 mm de alta potência. A essa altura, os engenheiros e mecânicos estavam preocupados com o fato de terem violado várias leis austríacas, mas foram avisados ​​de que tudo ficaria bem desde que todos mantivessem o segredo.

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Erik Prince, ou “Echo Papa”, fundador da Blackwater e presidente do Frontier Services Group, empresa de logística e aviação de capital aberto. 

Foto: Mark Peckmezian

 

Prince parabenizou a todos por tornar o avião “robusto” e depois saiu. O avião estava previsto para o sul do Sudão, onde era urgentemente necessário salvar o primeiro contrato oficial de Prince com sua nova empresa, a “Frontier Services Group“. Prince estava ansioso para colocar o Thrush 510G no ar.

A conversão de espanadores agrícolas em aeronaves de ataque leve fazia parte da visão de Prince de derrotar terroristas e insurgências (?) na África e no Oriente Médio. Na visão de Prince, esses aviões monomotores de asa fixa, adaptados para zonas de guerra, revolucionariam o modo como as pequenas guerras eram travadas. Eles também gerariam um lucro substancial. O hangar do Thrush in Airborne, um dos dois espanadores agrícolas que ele pretendia transformar em armamento, foi o passo inicial de Prince para conseguir o que um colega chamou de sua “obsessão” em construir sua própria força aérea privada.

A história de como Prince secretamente planejou transformar as duas aeronaves em seu arsenal de serviços mercenários é baseada em entrevistas com quase uma dúzia de pessoas que trabalharam com Prince ao longo dos anos, incluindo atuais e antigos parceiros de negócios, bem como documentos internos, memorandos. e e-mails. Durante um período de dois anos, Prince explorou empresas de fachada e recortes, propriedade corporativa oculta, um encontro com o fornecedor de armas do traficante de armas russo Viktor Bout e pelo menos uma guerra civil em um esforço para fabricar e finalmente vender sua aeronave armada de contra-insurgência. Se conseguisse, Prince possuiria dois protótipos que serviriam de base para uma força aérea de baixo custo e alta potência, capaz de gerar “lucros saudáveis“, enquanto realizava seu sonho de privatizar a guerra.

Foto: Marwan Naamani / AFP / Getty Images

 

NOS PRIMEIROS DIAS da guerra contra o “terror“, Prince construiu agressivamente uma ala de aviação na Blackwater e forneceu aviões para a CIA e outras agências do governo. Seus helicópteros – “pequenos passarinhos” – com comandos armados pendurados em seus quadros – se tornaram um símbolo notório da ocupação do Iraque pelos EUA.

Em 2013, depois de escândalos, investigações e um acordo de US $ 42 milhões com o Departamento de Justiça, a Blackwater foi desmembrada, com suas peças renomeadas e Prince praticamente excluído de suas operações. Mas sua visão de criar uma força aérea privada continuou.

No início de 2014, a Prince e o Citic Group, a maior empresa estatal de investimento da China, fundaram a “Frontier Services Group – FSG“, uma empresa de logística e aviação de capital aberto sediada em “Hong Kong” (a mesma região dos guarda-chuvas, parte da China que quer cometer crimes em Hong Kong, mas não querem ser julgados em Pequim – parenteses nosso). A FSG oferecia serviços como o transporte de minerais, voos fretados para executivos e medevacs (serviços de urgência ou evacuação)ocasionais de locais remotos africanos. Nos últimos dois anos, Prince deu entrevistas e discursos descrevendo sua visão do FSG.“Este não é um esforço patriótico nosso”, disse Prince sobre sua nova empresa. Estamos aqui para construir um grande negócio e ganhar dinheiro fazendo isso.” A China (Hong Kong conforme observado anteriormente – parenteses nosso)), disse ele, “tem o apetite para assumir riscos de fronteira, o risco expedicionário de ir àqueles mercados menos seguros e menos normais. Mas, enquanto ele polia sua nova imagem como presidente de uma empresa pública, supervisionava secretamente o programa de aeronaves de ataque clandestino.

Prince, junto com um pequeno grupo de deputados (EUA) “leais“, escondeu esse esforço da liderança corporativa na FSG por meio de e-mails criptografados. Quando Prince apresentou contratos de logística aos governos africanos em nome da FSG, ele e sua equipe desenvolveram simultaneamente planos para contratos paramilitares com esses mesmos governos.

Em 2013, quando a FSG estava sendo criada, Prince e sua equipe já estavam desenvolvendo um projeto secreto para espanadores de colheitas armadas para atacar terroristas e ajudar nas operações de contra-insurgência na África . Originalmente elaborado no final de 2013, o plano foi atualizado mais de 100 vezes até o final de 2015. O objetivo era oferecer superioridade aérea acessível e de alta potência aos clientes da Prince que pudessem “quebrar o paradigma da guerra de atrito em conflitos de baixa intensidade”. O plano de Prince previa uma forte “comercialização global” para os pequenos aviões de ataque.

Leia o documento: o projeto de Erik Prince para aeronaves de ataque leve.

A aeronave, que o projeto sugeria, poderia ser produzido de uma maneira que contornaria as “restrições” às exportações (hibrido ? – parenteses nosso), seria modificada para transportar tanto munições guiadas com precisão, quanto sistemas de armas mais simples. Mas, o plano observava, “armas, foguetes e bombas não guiados, oferecem a carga de arma mais rentável para o ambiente de ataque / ameaça, alvo. (mais lucrativo – parenteses nosso)” Os aviões conterão cockpits, motores e fuselagens blindados, equipamento de reconhecimento sofisticado semelhante ao usado em drones , bem como capacidades de visão noturna. O projeto visava segmentar grupos de insurgentes, barcos, veículos e posições estáticas. Segundo o plano, a aeronave teria autonomia de 12 horas de voo para realizar as operações.

A aeronave modificada de ataque leve “oferece capacidade acessível [para] elevar, treinar e sustentar para uma a ‘guerra de longa duração‘ necessária na Contra Insurgência”, de acordo com o projeto. Mas essa aspiração não era uma que Prince compartilhasse abertamente com as pessoas que ele estava recrutando para construir sua nova empresa pública.

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NO VERÃO DE 2013, Prince já estava montando uma equipe para executar o FSG. Entre os recrutas estava Gregg Smith, um velho amigo e ex-fuzileiro naval, que acabaria se tornando o CEO da empresa. Smith era um banqueiro de investimentos que ajudou a guiar Prince através da venda da Blackwater e de outras entidades depois que o governo dos EUA começou a investigar suas empresas. Naquele mês de julho, enquanto discutiam seu novo empreendimento, Prince e Smith fizeram uma viagem à fronteira de Burkina Faso e Níger, na África Ocidental, onde Prince estava considerando investir em uma mina de magnésio, segundo Smith. Os homens desembarcaram em uma pista de pouso controlada pelas forças francesas.O Níger era um país perigoso com agitação civil e uma afiliada regional da Al Qaeda.

Enquanto pesquisavam a mina, os dois discutiram as vantagens de adicionar câmeras de vigilância a pequenos aviões civis para sobrevoar operações de mineração ou campos de petróleo. Esses aviões seriam úteis para alertar as empresas de mineração e as forças do governo sobre um possível ataque de insurgentes ou bandidos. “Se você está em uma zona de conflito e tem uma mina extrativa, ou mesmo petróleo e gás, você quer saber o que está acontecendo ao seu redor e isso nem sempre é fácil nesses tipos de áreas“, disse Smith em uma entrevista. Ter a capacidade de colocar uma aeronave no céu que tenha boas capacidades de ISR (inteligência, vigilância e reconhecimento) e monitore o raio ao seu redor, é bom.

Prince usava e-mails criptografados, alias, engano, não existe segurança 100%.

Essa aeronave de vigilância seria relativamente barata de operar e poderia fornecer o que Smith e Prince acreditavam que seriam bons lucros para sua nova empresa, que eles concordaram que deveria ter uma frota de aeronaves cruzando o continente africano. Quando montamos a empresa e tivemos discussões sobre o que seria ou não a FSG, ficou muito claro de que não seria uma empresa de segurança, não haveria pessoas armadas”, Smith disse à The Intercept . No entanto, Prince e FSG contemplaram a oferta de serviços de inteligência e vigilância, bem como apoio logístico não letal, em zonas de guerra.

Prince era lendário por assumir o risco, particularmente ao definir o que constituía os serviços militares ou de segurança legalmente constituídos.

Esses contratos poderiam exigir licenças e autorização do governo dos EUA, e os novos executivos da FSG duvidavam que pudessem obtê-los com Prince como presidente da empresa (por seus antecedentes – parenteses nosso).

Em fevereiro de 2014, um mês depois que Prince assumiu a presidência da FSG, ele autorizou a compra de dois aviões modificados Thrush 510G fabricados em Albany, na Geórgia. Cada aeronave custa aproximadamente US $ 1 milhão. Prince disse às autoridades e executivos da FSG que a compra era urgente porque ele havia recebido uma luz verde para um projeto de apoio ao governo do Mali em sua batalha contra uma afiliada regional da Al Qaeda.

O plano era ter os aviões equipados com equipamento de vigilância aérea com um link de dados para uma estação terrestre, para que a aeronave pudesse fornecer reconhecimento para as forças que operam no solo.

Prince afirmou que o Projeto Mike, como era chamado internamente, “era uma aposta e, como parte disso, forneceríamos o suporte ISR e precisaríamos desses ASAP”, segundo uma fonte com conhecimento direto do funcionamento interno da FSG.

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SCAR Pod em um avião modificado Thrush. 

Foto obtida pelo The Intercept

Prince providenciou para que os aviões fossem equipados com câmeras e outros equipamentos de vigilância na Airborne Technologies na Áustria. A Airborne, fundada em 2008, é mais conhecida por produzir um dispositivo proprietário, conhecido como SCAR Pod, que é montado em aeronaves pequenas e permite que câmeras de vigilância aéreas forneçam vídeo ao vivo e outros dados sem fio. Em material promocional, a Airborne chama isso de “vigilância fora da caixa”.

O que os executivos da FSG não sabiam na época era que Prince, por meio de uma de suas entidades corporativas veladas, possuía 25% da Airborne. Dorian Barak, o advogado pessoal de Prince que cuidou de seus investimentos, intermediou a participação acionária de Prince na Airborne no início de 2013 e representou Prince no conselho da empresa. Ao preparar o acordo, Barak sugeriu que a Airborne estava aberta a expandir para o setor de segurança, com Prince fornecendo “orientação estratégica”, contatos e vendas, de acordo com um memorando preparado para Prince.

Barak não respondeu a um pedido de comentário. Prince não respondeu a vários pedidos de comentários.

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Christiaan “Serge” Durrant, ex-piloto das forças especiais da Austrália, comandou a “divisão de aviação de especialidade” da FSG. Foto: LinkedIn

Prince e sua equipe fizeram planos para que a aeronave voasse dos EUA diretamente para o hangar da Airborne no aeroporto Wiener Neustadt East, ao sul de Viena. O contrato oficial com a Airborne consistia em modificar os aviões com equipamentos de vigilância, incluindo uma câmera FLIR (Forward Looking Infrared) similar àquela usada nos drones de ataque e espionagem dos EUA.

Em maio de 2014, ambos os aviões Thrush foram levados dos EUA através do Oceano Atlântico para o hangar da Airborne. Quando chegaram à Áustria, Prince assegurou o controle efetivo das modificações e a capacidade de tomar decisões tanto pela FSG como pela Airborne. O projeto Thrush foi gerenciado pelo colaborador de longa data de Prince, Christiaan “Serge” Durrant. Prince contratou Durrant, um ex-piloto das forças especiais da Austrália, para dirigir a “divisão de aviação de especialidade” da FSG. A essa altura, Prince estava negociando um acordo secreto com executivos da Airborne para transformar os aviões em aeronaves paramilitares.

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O espanador da Air Tractor foi armado pela CIA para uso na Colômbia no início dos anos 2000. Foto: Lowvelder

A IDEIA DE armar aviões agrícolas para ataque não se originou de Prince. No início dos anos 2000, um programa secreto dirigido pela CIA na Colômbia empregava um outro cultivador agrícola americano, o Air Tractor. Durante o dia, em um contrato do Departamento de Estado, os aviões pulverizavam herbicidas nos campos de coca. Mas a aeronave foi modificada com ISR e equipamentos para o transporte de armas, segundo um ex-oficial americano familiarizado com o programa, para que os aviões pudessem ser usados ​​em missões de bombardeio noturno contra rebeldes das FARC e cartéis de cocaína (? – parenteses nosso).

Prince não estava envolvido com esse programa, mas em 2008 comprou um Super Tucano, um avião de ataque leve de fabricação brasileira. Prince então alugou o avião para o Pentágono como protótipo, e quase uma década depois, os EUA começaram a fornecer Super Tucanos armados à força aérea do Afeganistão. Ele também tentou lançar um avião de ataque leve à CIA para apoio aéreo aproximado no Iraque e no Afeganistão, de acordo com dois ex-colegas de Prince que estavam envolvidos no projeto.

Os aviões eram baratos, duráveis ​​e relativamente discretos.

Na visão de Prince, de acordo com várias fontes que trabalharam com ele por anos, sua ideia foi roubada pelo governo dos EUA e seus concorrentes, um dos quais tem um contrato com o governo para vender aviões Thrush armados. Mas Prince não abandonou suas ambições, e as modificações do Thrush que ele agora coordenava eram muito promissoras. Os aviões eram baratos, duráveis ​​e relativamente discretos.

Meses antes de embarcar no ‘trabalho secreto‘ no hangar austríaco, Prince e seus aliados da Airborne começaram a elaborar estratégias sobre como enfrentar um obstáculo potencialmente terminado no projeto: as regulamentações austríacas de exportação de defesa. Eles sabiam que o governo veria os aviões personalizados da Thrush pelo que eles eram: aeronaves militarizadas. A Áustria, que desempenhou um papel central no início de duas guerras mundiais, tem uma firme política de neutralidade e regulamentos rigorosos que se aplicariam à exportação de um avião paramilitar fabricado pela Áustria para uso em uma guerra civil.

Este não foi um novo desafio para Prince. Através de seu antigo empreendimento da Blackwater, ele adquiriu ampla experiência desafiando ou evitando as regulamentações de exportação de defesa dos EUA. Em um esforço para evitar as leis de exportação da Áustria e da Europa, Prince olhou para o sul para a Bulgária, uma nação conhecida por seus regulamentos de exportação de defesa frouxa e papel como um centro para os traficantes de armas internacionais. É muito difícil fabricar [tais aeronaves] na Áustria e manter tudo quieto“, disse um ex-funcionário da Airborne que trabalhou no avião. É muito arriscado para eles. Então a ideia era ir para a Bulgária.

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Kristof Nagl, diretor financeiro da Airborne Technologies, ajudou Prince a montar uma empresa de fachada búlgara. Foto: Tecnologias Aerotransportadas

Em maio de 2014, Kristof Nagl, diretor financeiro da Airborne, escreveu para Prince discutindo explicitamente a criação de uma empresa de fachada na Bulgária para disfarçar a produção de aeronaves prontas para armas. Nagl citou discussões anteriores com Prince e Dorian Barak e confirmou para Prince que eles estavam avançando com “a fundação de” uma empresa búlgara chamada LASA Engineering Ltd. “LASA significa aeronave de vigilância leve armada”, escreveu Nagl. No memorando, Nagl descreveu uma estrutura para a LASA na qual Prince “fornece aos clientes e sabe como”. Airborne, de acordo com Nagl, iria adquirir aeronaves Thrush e fazer as modificações de reconhecimento e vigilância. A LASA, no entanto, “seria usada para marketing” e “venda de soluções aéreas leves”, embora seus materiais promocionais não mencionassem diretamente a palavra Thrush. Essa omissão, escreveu Nagl a Prince, seria feita “de acordo com o seu desejo“.

Sob o acordo proposto, a LASA compraria a aeronave Thrush modificada pela Airborne diretamente da empresa em seu preço padrão “para que toda a margem fique como sempre com” Airborne. A transformação dos aviões em aviões de ataque leve seria lavada em Sofia. A LASA obteria as licenças de exportação necessárias do governo búlgaro para que os aviões pudessem ser vendidos ou implantados no exterior.

A vantagem da frente corporativa, de acordo com Nagl, era que eles poderiam obter “acesso indireto a clientes potenciais, que temos que recusar agora e o ‘risco de exportação’ é coberto pela” entidade búlgara recém-formada. Ele também propôs que os parceiros envolvidos no acordo, acumulassem uma porcentagem do custo de criação da LASA, que “não precisará de nenhum investimento significativo”.

Em resposta a perguntas detalhadas da The Intercept , um advogado representando a Nagl e a Airborne alegou que as afirmações neste artigo são “incorretas, exceto pelo fato de que nosso cliente está oferecendo ao mercado modificações ISR em várias aeronaves, incluindo Thrush”. “Nosso cliente obteve todas as licenças de exportação exigidas em todas as transações passadas e continuará assim também no futuro.” O advogado afirmou que a Nagl e a Airborne “seguem rigorosamente todas as leis e regulamentos relevantes e aplicáveis ​​de controle de exportação“. , Specht & Partner, também representou Prince na Áustria. Após o prazo para este artigo, o advogado da Airborne enviou mais comentários, escrevendo que a empresa nunca fabricou ou vendeu uma aeronave armada e “não detém (direta ou indiretamente) ações de uma empresa” (Lembram da empresa aberta na Bulgária ? – parenteses nosso).

Prince fez arranjos para visitar a Bulgária em maio de 2014 para uma reunião da Airborne e uma visita à fábrica do Arsenal em Kazanlak. O Arsenal é o maior fabricante de armas na Bulgária, e Prince estava interessado em ver sua linha de “armamento aéreo“, incluindo armas, foguetes, bombas e sistemas de gerenciamento de armas para aeronaves, de acordo com um documento interno revisado pela The Intercept .

No mês seguinte, segundo documentos internos, Shawn Matthews, contratado da FSG e ex-piloto das Forças Especiais da Austrália, que serviu como vice de Durrant no programa Thrush, foi à Bulgária para encontrar Peter Mirchev, um traficante de armas búlgaro que apresentou Viktor Bout. (Bout atualmente cumpre uma sentença de 25 anos de prisão nos EUA por tentar vender armas às FARC na Colômbia. [Percebam como a industria das armas vendem para os dois lados, acima, o Intercept nos mostra que o espanador da Air Tractor foi armado pela CIA para serem usados contra as FARC – chave nossa]) Quando um funcionário da FSG descobriu que Matthews havia se encontrado com Mirchev, instruiu Matthews e Durrant a cessar todo o contato com ele.Não se sabe o que Matthews e Mirchev discutiram, mas a autoridade do FSG alertou os homens de Prince para que não tentassem armar o avião do Thrush, dizendo que seria uma violação clara da lei dos EUA. Matthews se recusou a comentar o registro. Durrant se recusou a comentar.

Shawn Matthews, um empreiteiro da FSG e ex-piloto das forças especiais da Austrália, serviu como vice de Serge Durrant no programa Thrush. Foto: LinkedIn

Segundo o ex-funcionário da Airborne e um segundo denunciante da empresa, quase todas as modificações seriam efetivamente realizadas na Áustria. Quando a aeronave chegou à Bulgária, um engenheiro conseguiu completar uma instalação simples de hardware. A instalação final das armas seria feita na Bulgária”, disse o ex-funcionário.

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Arsenal é o maior fabricante de armas na Bulgária. Prince disse que estava interessado em ver sua linha de “armamento aéreo”. Foto: Google Maps

POR MAIS DE DUAS décadas, Prince construiu constantemente uma rede labiríntica de entidades e empresas da cadeia de suprimentos em sua busca por soluções militares “completas” de espectro completo. Com uma participação acionária na Airborne e uma empresa de fachada na Bulgária, Prince, auxiliado por seu advogado Dorian Barak, estava comprando e expandindo todo um ecossistema de serviços paramilitares: vigilância, armas, engenharia e um aparato clandestino para contornar os regulamentos de defesa nacionais e internacionais.

Duas linhas comuns surgem ao examinar muitas das recentes propostas militares e empresas offshore de Prince: Ele possui várias partes das cadeias de fornecimento para o envio de forças armadas privadas para países estrangeiros; e pelo menos desde 2012, ele não conseguiu implementá-las.

O plano que Prince e sua equipe planejaram para transformar os espanadores da Thrush foi um pesadelo de engenharia. Os homens de Prince trataram o hangar da Airborne como seu laboratório particular de Frankenstein, onde eles dirigiam engenheiros e mecânicos em um perigoso experimento para transformar um avião agrícola em um tanque voador improvisado. E Prince queria que fosse rápido.

Dirigidos por Prince, os engenheiros da Airborne instalaram vidros à prova de balas em aeronaves modificadas da Thrush. Foto obtida pelo The Intercept

A Intercept revisou dezenas de documentos relacionados às modificações da aeronave Thrush na Áustria. O ex-funcionário da Airborne, que desempenhou um papel central nas modificações realizadas no Thrush, concordou em falar com o The Intercept sob condição de anonimato por causa da sensibilidade do programa e temores de retaliação por Prince e a Airborne.

Ficou claro, quase tão logo os aviões Thrush chegaram ao hangar fora de Viena, que o objetivo era criar aeronaves de ataque de nível militar, de acordo com o ex-funcionário. Ele disse que Nagl, diretor financeiro da Airborne, e Wolfgang Grumeth, o CEO da empresa, devem ter sabido que as modificações que estavam fazendo provavelmente seriam proibidas pelas leis austríacas. Os funcionários da Airborne, que haviam trabalhado em projetos sensíveis para vários governos, foram levados a acreditar que estavam envolvidos em um contrato secreto, mas legítimo.

A Grumeth não respondeu a um pedido de comentário, mas o advogado da Airborne afirmou que a empresa está “seguindo estritamente todas as leis e regulamentos austríacos e internacionais aplicáveis ​​em conexão com seus negócios“.

O trabalho começou na Áustria em um dos aviões Thrush em julho de 2014. Shawn Matthews, assistente da Durrant, embarcou no hangar austríaco para supervisionar as modificações, que os funcionários da Airborne foram instruídos a descrever usando palavras como “aeromagnético” e “sensor“. para se safarem das as discussão sobre armas.

Dentro de um hangar na Áustria, os Thrush foram desmontados e reconstruídos como aeronaves paramilitares. Foto obtida pelo The Intercept

As modificações iniciais envolveram anexar o SCAR Pod e a câmera de vigilância. Além das câmeras e outros sistemas de reconhecimento, de acordo com o ex-funcionário, eles instalaram armaduras pesadas no avião, substituíram as janelas do Thrush por vidros balísticos de 19 mm de espessura e alinharam o cockpit com Kevlar. Eles colocaram uma malha especial no tanque de combustível para não explodir se fossem atingidos por balas ou estilhaços e anexaram uma montagem de câmera que permitia que o pacote de vigilância fosse abaixado assim que o avião estivesse no ar para que pudesse ser usado como uma plataforma laser.

Já era evidente para a maioria dos funcionários trabalhando no avião que as modificações, solicitadas por uma empresa que conheciam apenas como Frontier, eram profundamente problemáticas. Ficou claro que eles não se importavam com a certificação“, disse o ex-funcionário da Airborne, descrevendo a atitude da equipe de Prince. Se você fizer uma modificação em uma aeronave e não a certificar, a operação da aeronave será completamente ilegal. A não certificação na Europa, é muito ilegal. Você está quebrando muitas leis. ”Ele se lembrou de um dos vice de Prince dizendo que a aeronave seria usada para operações de vigilância na África e na Africa, ninguém se importa com certificações ”. O ex-funcionário disse que a ele e aos outros funcionários que trabalhavam no projeto Thrush. Foi-nos dito que a certificação e o licenciamento eram o problema do proprietário da aeronave. A mensagem foi: “Nós não temos um risco enquanto todos ficarem quietos“.

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A aeronave modificada da Thrush tinha câmeras de vigilância retráteis semelhantes às instaladas nos drones de ataque dos EUA. Foto obtida pelo The Intercept

EM AGOSTO DE 2014 , um mês após a comunicação de Nagl com Prince sobre o estabelecimento da LASA, a empresa estava oficialmente aberta para negócios em Sofia – ou melhor, uma entidade chamada LASA apresentou documentos frente ao governo búlgaro. O homem de Prince na Bulgária era Zachary Botchev, um homem de negócios com formação norte-americana cuja biografia profissional afirma que ele criou o maior produtor de revestimentos cerâmicos nos Bálcãs e fundou uma companhia aérea de jatos.

Botchev era um investidor inicial da Airborne e em determinado momento controlava um terço das ações da empresa. Botchev e Nagl haviam trabalhado juntos antes da fundação da Airborne, segundo o ex-funcionário. A ideia“, disse ele, era que Botchev acabaria “comprando um aeródromo na Bulgária e eles armariam os aviões lá“.

Botchev não respondeu a vários pedidos de comentário.

No memorando que Nagl enviou para Prince, delineando o plano para estabelecer a LASA, ele afirmou que Botchev forneceria contatos locais na Bulgária para licenças de exportação e “produtos”. Ele também foi encarregado de selecionar o diretor administrativo da LASA. Foi Botchev quem organizou a visita de Prince à fábrica de armas na Bulgária.

Botchev é um criminoso condenado com um mandado de prisão para os EUA, de acordo com os arquivos do tribunal. Ele foi considerado culpado de roubo por roubar arquivos comerciais de um empregador no Texas, enquanto morava em Dallas na década de 1990. Botchev violou os termos de sua liberdade condicional e fugiu dos EUA

De acordo com os registros corporativos da LASA com o governo búlgaro, seu endereço oficial e número de telefone são os mesmos de uma empresa de aviação búlgara, controlada pelo Botchev, que reivindica uma “estreita parceria” com a Airborne. No site esparso da LASA, o e-mail de contato vai para um endereço de vendas da empresa de Botchev. Os documentos fundadores e outros formulários da LASA arquivados junto ao governo búlgaro não mencionam os aviões Prince, (Airborne, FSG ou Thrush). No papel, a LASA foi estabelecida por um consórcio de empresas ligadas a Botchev que compartilhavam um punhado de endereços e números de telefone comuns.

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Um dos escritórios da LASA em Sofia, Bulgária. Foto: Google Maps

Em um e-mail, um advogado da LASA escreveu que a empresa estava “em total conformidade com todas as respectivas leis” e não podia comentar sobre “acordos comerciais“.

Os associados de Botchev, que povoam uma rede obscura de empresas búlgaras, constituem 100% da propriedade e da administração da LASA. Entre os endereços fornecidos ao governo búlgaro pela LASA e outras empresas afiliadas a Botchev, há um prédio coberto de grafite em Sófia e um escritório em um shopping center destruído. Em seus arquivos, a LASA descreveu seus negócios como engenharia na Bulgária e no exterior, obtendo licenças, intermediação de tecnologia, comércio interno e externo, “bem como qualquer outra atividade comercial não proibida por lei”. Não houve menção de armamento ou modificação de aeronaves.

Em setembro de 2014, Durrant disse à FSG que algumas das modificações e testes do Thrush precisariam ser realizados na Bulgária, e que ele tinha um acordo para a LASA ser o fornecedor. Quando a FSG começou a investigar a LASA, não encontrou quase nenhuma informação disponível publicamente que indicasse que a LASA já havia feito algum tipo de negócio. A empresa não parecia ter contratos prévios para modificar aeronaves, nem tinha uma fábrica ou equipe para realizar tal trabalho. De acordo com seus registros financeiros de 2014 na Bulgária, a LASA pagou menos de US $ 5.000 em salários. Um oficial da FSG envolvido com a revisão disse que a LASA parecia uma “empresa de papel”. Prince e seus representantes eram “deliberadamente vagos“, disse o oficial, ao explicar a natureza das modificações e testes adicionais e por que era necessário contratar a LASA.

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Em seus registros ao governo búlgaro, a LASA listou este prédio coberto de grafite em Sofia, na Bulgária, como um de seus escritórios. Foto: Google Maps

KRISTOF NAGL TERIA INFORMADO A equipe da Airborne’s Thrush na Áustria, em setembro, que teria que trabalhar horas extras substanciais para concluir as modificações, de acordo com o ex-funcionário e o outro denunciante. As pessoas que trabalharam para a FSG no projeto com Prince o descreveram como responsável pelo programa Thrush, como se a FSG não fosse uma empresa pública com um CEO ou acionistas, mas sim sua empresa privada. Um deles descreveu Prince direcionando a Airborne para equipar o Thrush com “mais brinquedos” sem alertar ninguém no FSG. Estávamos muito ocupados com esta aeronave“, disse o ex-funcionário da Airborne. Não havia tempo para pensar, apenas para o trabalho, porque tínhamos que fazer muitas modificações nessas aeronaves. Nós trabalhamos dia e noite, sábado e domingo à noite. ”

A equipe de Prince disse aos engenheiros da Airborne que eles queriam a capacidade de montar metralhadoras russas de 23 mm em ambos os lados do avião. Essas armas criam um poderoso recuo que os engenheiros da Airborne lutaram para compensar com modificações adicionais complexas.Eles trabalharam o tempo todo e substituíram todo o sistema elétrico do avião. À medida que o prazo para a implantação do Thrush se aproximava, os homens de Prince enfrentaram um novo desafio: eles não conseguiam comprar os pilares, faltava o hardware necessário para montar bombas e foguetes nos aviões.

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Modificações adicionais para suportar metralhadoras montadas no avião Thrush. Foto obtida pelo The Intercept

Após tentativas fracassadas de adquiri-los em vários países, eles admitiram a derrota. O avião teria que ser implantados sem os pilares. Mas eles instruíram a Airborne a começar a construir pilares personalizados capazes de transportar munições russas e da OTAN que poderiam ser adicionadas mais tarde. De acordo com o projeto Thrush original do Prince, o objetivo era patentear um novo pilar. Criar um dispositivo desse tipo foi um desafio, mas os engenheiros da Airborne acabariam conseguindo construí-lo, de acordo com o ex-funcionário da Airborne. Foi realmente uma realização de engenharia impressionante“, disse ele, apontando que as bombas ocidentais e russas exigiam montarias diferentes. Você poderia armar essas aeronaves com qualquer arma – da OTAN ou do pacto de Varsóvia” – com os pilares que construímos. Foi incrível.

Em outubro de 2014, Prince finalmente conseguiu convencer a FSG a assinar um contrato para que uma das aeronaves Thrush fosse modificada e testada pela LASA na Bulgária, com o trabalho previsto para começar na primavera seguinte. O chefe quer isso“, disse uma das pessoas envolvidas no negócio, Serge Durrant. O chefe era Prince, embora a natureza exata das modificações adicionais permanecesse vaga.

Nesse ponto, a Airborne já tinha anexado mais de 1.500 libras de equipamento a um dos aviões Thrush. Os engenheiros foram informados de que o avião precisava ser enviado para a África imediatamente – eles foram levados a acreditar que o destino era o Quênia. Sob pressão da administração da Airborne e dos homens de Prince, o ex-funcionário da Airborne disse que eles organizaram apressadamente um vôo de teste de 30 minutos na Áustria. Foi um desastre. Depois de todas essas modificações, tivemos apenas um voo de teste”, disse ele. Encontramos 30 problemas e só tivemos dois dias para resolver os problemas porque eles precisavam transportá-los para a África.

“Não estamos apenas fazendo algo arriscado, estamos fazendo algo completamente ilegal”, disse um ex-funcionário da Airborne.

Apesar de uma série de preocupações de segurança dos técnicos da Airborne, alguns dias depois, o fortemente modificado Thrush decolou para a África. Mas o piloto teve que abortar a viagem e fazer um pouso prematuro por causa de uma bomba de combustível danificada. Depois que o avião foi consertado, foi levado para Malta, onde um observador de avião tirou uma foto da aeronave. O Thrush, de acordo com o seu número de cauda, ​​foi registrado no mini-estado europeu de San Marino. A foto que o spotter de avião postou em um site de amadores mostrou uma aeronave blindada com uma aparência claramente militar e um equipamento de vigilância claramente visível no estilo drone. Eventualmente, a aeronave foi levada de volta para a Áustria, onde os trabalhadores da Airborne passariam três semanas consertando-a.

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Depois que esta foto da aeronave Thrush foi postada por um observador de avião em Malta, as autoridades de aviação cancelaram o registro do avião. Foto: Burmarrad Camenzuli / Flick

Como a equipe trabalhava na aeronave em um sábado daquele mês de novembro, de acordo com o ex-funcionário da Airborne, Nagl anunciou que estava esperando um visitante especial no local. Nagl não citou o visitante, disse o ex-funcionário, mas descreveu-o como “algo como um dono de nossa empresa” que era “muito importante“. O visitante, chegando no Mercedes SUV preto, era o misterioso Echo Papa. Não tínhamos ideia de quem era esse cara. Quando ele entrou no hangar, conheci seu rosto, mas não consegui lembrar o nome dele”. ”Um de seus colegas disse a ele que o homem era Erik Prince, da Blackwater“.

O ex-funcionário havia lido sobre Prince anos antes no jornal local e imediatamente o procurou no Google em um computador no hangar. Erik Prince é o co-proprietário de nossa empresa?“, Ele lembrou, pensando com desgosto. Foi nesse momento que ele percebeu que o Thrush que ele ajudou a modificar não se destinava ao que ele e seus colegas consideravam um cliente legítimo, “mas foi construído para o material de Erik Prince“.

O ex-funcionário disse que a aprendizagem da participação e do papel do Prince no programa Thrush levou-o a concluir: “Não estamos apenas fazendo algo arriscado, estamos fazendo algo completamente ilegal“. Vários funcionários da Airborne desistiram das preocupações sobre o projeto e Principe.

Quando Prince visitou o hangar naquele sábado, o primeiro Thrush estava quase pronto e capacitado para o armamento completo.Noventa e nove por cento do trabalho pesado já havia sido feito“, disse o ex-funcionário da Airborne. O avião tinha uma câmera retrátil que poderia ser baixada abaixo da hélice para lasers para apoiar o alvejamento de bombas e foguetes, bem como um sistema de link de dados sem fio que poderia permitir disparar munições remotamente, de forma semelhante a como funciona um drone armado.“Se eu fizer uma aeronave militar e for entregue na Suíça ou na Alemanha, não tenho problemas com isso“, disse o ex-funcionário. Mas um avião blindado privado? É completamente impensável para mim fazer isso”.

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Técnicos trabalham no equipamento de vigilância ligado a um dos aviões Thrush. Foto obtida pelo The Intercept

 

POR SEIS MESES , os executivos da FSG não ouviram quase nada sobre o Projeto Mike do trabalho do Mali, para apoiar uma campanha contra a Al Qaeda que Prince citou como a razão para acelerar a compra da aeronave Thrush no início de 2014. Isso não surpreendeu os executivos. Eles sabiam, a partir de sua história, que Prince estava sempre procurando o próximo acordo e muitas vezes mesclava seus planos aspiracionais com os concretos. Todos esses projetos sobre os quais Erik falou sobre onde a FSG participaria deles nunca aconteceram”, disse a fonte, com conhecimento direto do funcionamento interno da empresa. Erik estava sempre correndo por aí falando sobre coisas que poderiam acontecer, mas nenhuma delas estava acontecendo.

Então, no verão de 2014, Prince trouxe um projeto para a FSG que ele acreditava que poderia servir como um teste para os aviões recém-modificados do Thrush e ajudar a empresa a ficar de pé. Envolveu o Sudão do Sul, onde Prince teve um longo histórico que remonta à época da Blackwater. Antes da independência do Sudão do Sul em 2011, a Blackwater foi multada pelo governo dos EUA por intermediar serviços de defesa para rebeldes cristãos do sul sem uma licença do Departamento de Estado. Em 2006, ignorando instruções explícitas do governo dos EUA, a Blackwater propôs um contrato de segurança com forças leais ao líder rebelde Salva Kiir, um cristão devoto e futuro presidente de um Sudão do Sul independente.

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Salva Kiir, um cristão devoto e presidente do Sudão do Sul, tem um relacionamento com Erik Prince que dura mais de uma década. Foto: AFP

Quase uma década depois, quando Prince negociou o acordo da FSG, o Sudão do Sul foi governado por Kiir, cujo chapéu de cowboy de marca registrada foi um presente do presidente George W. Bush. No verão de 2014, o país jovem e rico em petróleo estava há vários meses em uma guerra civil que reduzira a produção de petróleo em um terço, e Kiir precisava do apoio de Prince. Mas, como foi o caso com muitas das propostas de Prince, os serviços que ele afirmava oferecer estavam em contraste com seu verdadeiro plano.

A FSG, de acordo com a proposta que Prince apresentou à empresa, forneceria ao Ministério do Petróleo e Mineração do Sudão do Sul serviços logísticos para ajudar a reativar os campos de petróleo e refinarias do país.O contrato de 12 meses, que oficiais da companhia dizem valer US $ 150 milhões, pediu à FSG que manobre a vigilância de vários campos petrolíferos no sul do Sudão, construa e forneça acampamentos próximos aos campos e transporte trabalhadores e engenheiros de helicóptero e avião.

A disposição para operar em uma guerra civil refletia o apetite por risco da nova empresa; A FSG reconheceu uma oportunidade de lucro em partes do continente africano onde os concorrentes tinham medo de se aventurar. Prince, como presidente e fundador da empresa, viu-se abrindo as portas para os negócios na “fronteira” africana. Mas, de acordo com várias fontes, os serviços que a FSG entendeu que forneceriam ao sul do Sudão nunca incluíam assistência de defesa. A empresa não solicitou, nem possuía, as licenças de exportação de defesa exigidas pelo governo dos EUA.

Não estamos apoiando o exército“, disse Gregg Smith à Bloomberg News em dezembro de 2014. “O contrato é claramente com o Ministério do Petróleo e Mineração para apoiar os serviços de campo de petróleo e garantir que a produção de petróleo continue fluindo.

Na Áustria, a Airborne já havia elaborado esquemas detalhando como diferentes configurações de armas afetariam o consumo de combustível e o tempo de voo do Thrush, de acordo com uma cópia dos planos. As plantas ofereciam três opções de configuração: missão de ataque misto, missão ISR e missão de bomba. Todos eles envolvidos, armando os aviões com uma combinação de metralhadoras, bombas ou foguetes.

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Uma das configurações desenvolvidas pela Airborne Technologies para o armamento da aeronave Thrush.

DE ACORDO COM O QUE os empregados da Airborne haviam sido informados, o Thrush não se destinava a uma operação queniana. O avião foi finalmente levado da Áustria para Juba, no Sudão do Sul. Nesse meio tempo, as autoridades de aviação de San Marino viram a foto do Thrush publicada pelo avião e cancelaram o registro da aeronave. Eles informaram à FSG que o avião não aparentava ser a aeronave civil para a qual haviam emitido um certificado de operação. Em poucas semanas, o Thrush foi transportado de Juba para um hangar em outro país da África Oriental, onde permanece até hoje.

Até o final de 2014, o governo do Sudão do Sul havia parado de pagar a FSG. Quando os executivos da FSG perguntaram ao ministério do petróleo, os sudaneses do sul foram evasivos, dizendo que só falavam diretamente com Prince. Eles pararam de pagar e não falaram com ninguém e disseram: ‘É preciso que Erik Prince venha até aqui’“, lembrou a fonte com conhecimento direto das operações da empresa. Eles não falavam conosco, não nos pagavam, não faziam nada.

A FSG enviou pessoal para Juba para determinar por que o contrato estava desmoronando. Embora o governo não disse à FSG qual é o problema, uma autoridade do Sudão do Sul disse a um funcionário da FSG no país, que Prince prometera fornecer ao governo uma aeronave de ataque. Os sudaneses do sul, de acordo com uma pessoa com conhecimento do encontro, ficaram inicialmente confusos e depois ficaram com raiva quando os aviões militarizados nunca chegaram.

[Os sudaneses do sul] pensaram que estavam comprando aeronaves de ataque que poderiam perseguir os rebeldes de maneira muito séria”, disse a fonte, que sabe sobre os assuntos internos da FSG. Erik prometeu coisas para esses caras, capacidades que não tínhamos e que nunca teríamos.

Prince prometera ao governo do Sudão do Sul uma força mercenária estrangeira se contratasse a FSG para fornecer logística e vigilância aérea. Prince não informou os executivos da FSG sobre esse negócio paralelo, alegando que ele havia oferecido apenas “monitorar os campos de petróleo, monitorar qualquer atividade dentro e ao redor deles, para dar a linha de visão do governo para que eles mantivessem o petróleo fluindo“, segundo a fonte. familiarizado com assuntos internos do FSG.

Erik prometeu-lhes ISR, aviões que lançam bombas, helicópteros de ataque, recursos de evacuação médica, uma equipe de ataque e treinamento para 4.000 soldados“, disse a segunda pessoa com conhecimento do plano. O contrato era para apoio logístico e construção de acampamento, coisas para apoiar os campos de petróleo. [Prince] prometeu verbalmente o resto.

Enquanto isso, um dos tenentes de Prince, um oficial de forças especiais sul-africano aposentado, começou a construir uma proposta para Prince que poderia ser apresentada ao presidente Kiir. Com o nome de código Project Iron Fist, a proposta afirmava que Prince e seus colegas haviam sido “convidados” pelo Sudão do Sul a “elaborar uma proposta” para “treinamento em segurança em campos de petróleo, intervenção de segurança e serviços de apoio à proteção do governo do Sudão do Sul”.

Leia o documento: proposta de Iron Fist de Erik Prince.

 

Os associados de Prince planejaram explicitamente uma estrutura de negócios para o contrato que não exporia nenhuma conexão rastreável a eles, de acordo com um documento revisado pela The Intercept . Eles acreditavam que isso lhes permitiria ocultar violações dos regulamentos de defesa dos EUA e internacionais.

Na época em que o plano estava sendo preparado, o Conselho de Segurança das Nações Unidas estava considerando um conjunto de sanções e um embargo de armas contra Salva Kiir e a facção armada de seu rival político.

A proposta de US $ 300 milhões de Prince para ajudar as forças de Kiir explicitamente exigia ataques terrestres e aéreos, inicialmente a serem conduzidos por uma unidade de combate ao exterior de 341 pessoas. As forças de Prince conduziriam “ataques deliberados, ataques e emboscadas” contra “objetivos rebeldes”, seguidos de “intervenção rápida contínua de média a alta intensidade”, que incluiria “buscas [e] missões destruídas”. a proposta, obtida pela The Intercept , revela um planejamento meticuloso, até o número exato de munições e rádios portáteis específicos que seriam comprados. Iron Fist pediu a aquisição de pelo menos 600 bombas, 3.500 foguetes, 7.500 morteiros e mais de 30 milhões de cartuchos de munição.

Entre as aeronaves oferecidas no plano estavam dois aviões Thrush armados e equipados com vigilância.

Leia o documento: Apresentação em PowerPoint do Iron Fist de Erik Prince.

 

Iron Fist representa – mais do que qualquer outro documento conhecido – a visão de Erik Prince da guerra contemporânea no continente africano, onde a mera presença de um espanador agrícola armado oferece uma oportunidade para derrotar uma rebelião, um grupo terrorista ou uma insurgência. Enquanto o foco da proposta era proteger o setor petrolífero do Sudão do Sul, duas pessoas com conhecimento direto dos esforços de Prince disseram que sua intenção real era fornecer uma força estrangeira, leal ao presidente Kiir, para ser usada em uma guerra civil em grande parte étnica e religiosa. Iron Fist prometeu que os rebeldes seriam “neutralizados”. De acordo com uma das pessoas com conhecimento do projeto, Prince e sua equipe planejavam estabelecer e treinar uma força para defender a agenda do presidente Kiir. Eles também ofereceriam “spin-offs” da unidade mercenária estrangeira original, de acordo com a proposta do Iron Fist.

Depois que o contrato de logística da FSG se desfez e o governo suspendeu seus pagamentos para a empresa, Prince viajou sozinho para o Sudão do Sul várias vezes no início de 2015, em um esforço para salvar o negócio.Funcionários da FSG disseram que Prince nunca informou a empresa sobre suas reuniões e que nunca receberam uma explicação formal sobre o que eles falharam em fornecer ao governo do Sudão do Sul. “Nunca recebemos o pagamento e tomei a decisão de desligá-lo”, disse Smith.

EM N MARÇO DE 2015 , Prince viajou para uma nação da Ásia Central onde procurava um contrato. Ele sugeriu a ideia de usar o Thrush para esse trabalho, uma sugestão tomada por executivos da FSG preocupados com possíveis violações dos regulamentos de exportação de defesa dos EUA.

Até então, a empresa já havia começado a explorar a venda dos dois aviões Thrush. Após o fracasso no Sudão do Sul, a liderança da FSG decidiu que fornecer aeronaves de vigilância não faria parte do futuro modelo de negócios da empresa. Em um esforço para avaliar o valor dos aviões, em abril de 2015, a FSG começou a revisar os custos das modificações feitas em suas aeronaves. Em junho, Prince disse à FSG que a Airborne estava interessada em negociar a aeronave.

Do ponto de vista da liderança da FSG, os dois aviões da Thrush – um preso na África Oriental, o outro alojado no hangar da Airborne na Áustria – estavam se tornando um incômodo e queriam tirá-los dos livros da empresa. A FSG realizou uma inspeção preliminar no avião na África, em um esforço para determinar seu valor. Após essa inspeção, os executivos da FSG foram informados de que ela havia sido modificada além das capacidades de vigilância em que haviam sido informados. “Nós dissemos: ‘Caramba, talvez não saibamos o que temos’. Nós nunca demos uma olhada fisicamente nessas aeronaves ”, disse a fonte com conhecimento direto das operações da FSG. “Ninguém tinha, exceto Erik, Serge e os caras”, que fizeram as modificações, acrescentou.

Quando os inspetores relataram suas descobertas à FSG, a empresa entendeu que tinha um problema potencialmente sério com as regulamentações de exportação de defesa dos EUA. O primeiro Thrush, de acordo com a inspeção, tinha pontos duros na asa, um cockpit blindado, armadura de nariz, vidro balístico, capacidade de visão noturna e outras melhorias paramilitares.

Com medo de que a FSG pudesse estar violando as regulamentações do governo dos EUA, a empresa recorreu ao conselho legal. Eles foram avisados ​​de que, para ser cauteloso, a FSG deveria ver o avião como um “artigo de defesa estrangeiro” – uma arma voadora que a empresa não tinha licença para vender. Os advogados também concluíram que, mesmo que a FSG possuísse corretamente o avião modificado, qualquer cidadão dos EUA que tentasse intermediar sua venda ou uso por uma potência estrangeira poderia estar violando a lei dos EUA. Sua opinião legal era de que havia um “risco material” de que o governo determinasse que o príncipe e outros funcionários da FSG tivessem se envolvido em corretagem não autorizada. Os advogados ficaram tão preocupados que aconselharam a empresa a considerar a autorrelato da questão ao governo.

A FSG iniciou uma revisão interna. Seus auditores logo descobriram uma série de ordens e outros arranjos que Prince e a Durrant haviam feito sem informar completamente a empresa sobre seu verdadeiro propósito. Até então, Prince estava pressionando FSG para vender os aviões Thrush para a LASA na Bulgária. A LASA, por sua vez, os venderia ao comprador de Prince na Ásia Central. Documentos mostram que Prince queria vender os dois aviões por US $ 16 milhões. Smith disse que ficou preocupado com a possibilidade de vender os aviões para uma empresa sobre a qual não conseguiam encontrar quase nenhuma informação sobre um país famoso por tráfico de armas. Nos bastidores, Prince tentou pressionar um oficial da FSG a rever o possível acordo para carimbá-lo. Ele foi rejeitado.

Apesar do desejo declarado da FSG de vender a aeronave, a Prince, a Airborne e a LASA avançaram com seus esforços para completar o armamento do segundo Thrush. No início de 2015, a Airborne havia enviado dois funcionários para a Ucrânia e Bulgária para visitar fabricantes de armas, em um esforço para avaliar o hardware que seria necessário para terminar o trabalho, de acordo com o ex-funcionário da Airborne. O hangar do Thrush na Airborne na Áustria, que havia sido modificado de maneira quase idêntica à que estava na África, foi levado para a Bulgária.“Todas as modificações foram feitas na Áustria, exceto a montagem dos pilares, que deveria ser feita na Bulgária”, disse o ex-funcionário (faltou a explicação do porque, já que os pilares foram projetados e desenvolvidos na Airborne Áustria – parenteses nosso).

Em setembro de 2015, a diretoria da FSG foi notificada de que seu avião aterrado na África Oriental havia sido modificado para armas e provavelmente seria considerado um artigo de defesa estrangeiro aos olhos do governo dos EUA. Uma segunda inspeção foi ordenada, desta vez para avaliar a aeronave FSG na Bulgária. Quando o círculo íntimo de Prince percebeu a iminente inspeção, eles se engajaram em uma conspiração para frustrar os esforços dos investigadores e ocultar a verdadeira extensão das modificações. De acordo com duas fontes internas, Prince e seus representantes esconderam o fato de que eles estavam preparando o Thrush para ser armado, com ele acusando que eles “deliberadamente ocultaram” informações.

Nos bastidores, os homens de Prince estavam em pânico. Matthews, o piloto da Thrush, expressou confidencialmente preocupações a um colega de que o CEO da empresa não parecia entender o que estava acontecendo e perguntou se a empresa entendia a extensão das modificações. Ele defendeu o adiamento da inspeção do avião na Bulgária para que eles pudessem, sub-repticiamente, remover o equipamento militar instalado. Na época em que souberam da inspeção, o Thrush já havia sido equipado para testes de armas. O avião foi adaptado para um estado em que “em uma semana você poderia ter transformado este avião em um avião armado”, segundo o ex-funcionário da Airborne. Antes da inspeção, um dos vice-Prince descreveu a gravação de um painel de controle de armas instalado no cockpit.

Quando os inspetores da FSG chegaram à Bulgária no final de setembro para examinar o Thrush, de acordo com duas fontes informadas no relatório, encontraram armaduras na armação e no nariz do avião, equipamentos de mira a laser, vidro balístico e um mecanismo anti-explosivo no tanque de combustível. Eles também descobriram modificações dentro do cockpit para controlar sistemas de armas e equipamentos para armar as aeronaves com bombas, foguetes e metralhadoras. Os inspetores observaram que a instalação búlgara onde as modificações supostamente ocorreram não parecia ter o equipamento ou pessoal capaz de realizar o trabalho.

A descoberta desencadeou uma batalha interna no FSG. Altos executivos acusaram Prince de colocar executivos da empresa – incluindo um almirante aposentado de quatro estrelas – em risco legal com o governo dos EUA, com um executivo sênior alegando que o Prince dirigia “um programa secreto dentro de nossa organização”.

Smith solicitou uma revisão completa das comunicações internas e da rede de computadores da empresa para documentar como e por que os aviões foram modificados, de acordo com três pessoas com conhecimento direto dos eventos. Funcionários da FSG encontraram registros, incluindo faturas que não correspondiam a contratos assinados, indicando que Prince e Durrant haviam secretamente autorizado aproximadamente US $ 2 milhões em modificações adicionais. “Houve um esforço conjunto para minimizar as modificações. Há uma diferença entre modificação e armamento ”, disse um insider da FSG. Gregg Smith sabia que eles estavam sendo modificados? Óbvio, se eles foram armados é uma questão diferente. Isso foi deliberadamente mantido pela alta gerência. 

Alterações adicionais

Técnicos trabalham na instalação de equipamentos de vigilância retráteis. Foto obtida pelo The Intercept

OUTUBRO, O FRONTIER Services Group realizou sua reunião semestral do conselho em Hong Kong (citado anteriormente, Pequim quer julgar culpados – parenteses nosso). Gregg Smith entregou os resultados da investigação interna, que deixou poucas dúvidas de que Prince, o presidente e fundador da FSG, havia usado sua posição na empresa para pagar e construir o protótipo de uma força aérea privada.

Prince já sabia o que enfrentaria na reunião. Os executivos da FSG forçaram o seu próximo tenente Serge Durrant a uma licença administrativa baseada em evidências que Durrant havia ajudado a direcionar o esforço não autorizado para armar o Thrush e depois ocultá-lo da diretoria da empresa. Prince divulgou formalmente sua propriedade parcial da Airborne, mas negou ter qualquer ligação com a LASA Engineering. O conselho também soube por Prince, pela primeira vez que outra de suas empresas havia sido paga pelo equipamento de construção usado para construir um dos acampamentos do campo de petróleo no sul do Sudão. Além disso, Prince divulgou quatro outras entidades que possuía ou controlava, todas as quais haviam recebido pagamentos da FSG por serviços.

Smith e o conselho votaram em fechar a divisão de aviação de especialidade e demitiram Durrant, Matthews e várias outras contratações do príncipe. Ao todo, mais de 20 funcionários foram expulsos. A diretoria decidiu formalmente cancelar os gastos de US $ 8 milhões dos dois espanadores da Thrush e suas modificações. Os aviões teriam os componentes militarizados desinstalados, em um esforço para vendê-los, ou a aeronave seria vendida para sucata.

O conselho também privou Prince de qualquer autoridade sobre as operações diárias da empresa.“A Empresa reitera sua política de não adquirir ou modificar itens controlados” sob os regulamentos de exportação de defesa dos EUA, declarou uma resolução do conselho revisada pela The Intercept . Acrescentou que a FSG não “se envolveria em atividades que exigem” licenças do governo dos EUA.

As projeções de crescimento da FSG para 2016 eram fortes e os executivos da empresa acreditavam que haviam conseguido colocar o problema de seu presidente para trás. Uma resolução final reiterou que os negócios da FSG eram em transporte e logística – e que qualquer negócio fora dessa descrição exigia a aprovação de um comitê de “alto risco” liderado pelo membro mais proeminente da FSG, o aposentado William Fallon, de quatro estrelas.

Mas Prince continuou com atividades não autorizadas, incluindo uma reunião secreta com a inteligência chinesa em Pequim e o estabelecimento de uma conta bancária no Banco da China em Macau. Em janeiro de 2016, os executivos da FSG ficaram cada vez mais alarmados, e os esforços de Prince na China tornaram-se parte de uma investigação do governo dos EUA sobre suas atividades de intermediação de defesa. Victoria Toensing, uma das advogadas do Prince, disse ao The Intercept que a conta bancária chinesa de seu cliente estava de acordo com os regulamentos dos EUA (Entendeu ? – parenteses nosso).

Em fevereiro, de acordo com várias pessoas com conhecimento direto dos eventos, representantes da FSG viajaram para Washington para se reunir com funcionários do Departamento de Justiça. Na reunião, eles divulgaram evidências relativas às modificações da aeronave Thrush e à tentativa de intermediar uma venda na Ásia Central, bem como às reuniões da Prince na China. Entre os funcionários com os quais os representantes da FSG se reuniram estavam o chefe da Divisão de Segurança Nacional do Departamento de Justiça e um promotor sênior do controle de exportação em sua seção de contra-espionagem.

Nada disso parece ter atrasado o programa Thrush modificado. O premiado coproprietário americano da Airborne indicou que havia um grande interesse de compradores no Oriente Médio e na África pelo Thrush modificado, de acordo com uma fonte com conhecimento direto dos encontros internos da Airborne. A produção futura de 100 a 150 dos aviões foi mencionada.

Em fevereiro, a Airborne apresentou os aviões personalizados em uma feira de defesa em Cingapura. A empresa também publicou em seu site um ensaio escrito a partir da perspectiva da aeronave Thrush. “Sou caracterizado por um design robusto em combinação com resistência de longo alcance, isso me torna confiável e robusto em tempos difíceis”, dizia o ensaio. “Eu venho junto com um corpo de aço, então estou acostumado a carregar cargas pesadas sem esforço. Eu sou capaz de trabalhar sob pressão e me mantenho firme quando os outros voam para mim. Apesar de tudo, eu sou o cavalo de batalha (agora sim – parenteses nosso) perfeito em qualquer lugar e em qualquer situação. ”Uma nota após o ensaio se referia à armadura de“ tanque ”do Thrush e ao quadro“ robusto ”. “Devido às suas características de design incrivelmente robustas, duráveis ​​e confiáveis, a aeronave Thrush está pronta para uso quando outras pessoas atingirem seu limite”, disse Wolfgang Grumeth, CEO da Airborne. Em seu site, a Airborne começou a promover ativamente a venda de aeronaves modificadas da Thrush. Ele apresentava uma foto de um dos planos modificados da FSG.

Um legislador austríaco, que investigou o tráfico de armas durante anos, está nos estágios preliminares do que ele acredita que se tornará uma investigação criminal da Prince and Airborne Technologies. Peter Pilz, membro do Parlamento austríaco, diz que planeja apresentar um promotor público com provas documentais sobre as modificações do Thrush e os planos de militarizar a aeronave. “Temos certeza absoluta de que é contra nossas leis de neutralidade”, disse Pilz ao The Intercept.. Ele disse que a investigação também examinaria possíveis violações dos regulamentos de exportação de defesa da Áustria. “Prince e todos os outros não são culpados até que haja um caso e um julgamento. Mas este caso é forte o suficiente. Vai ser definitivamente um caso criminal. ”Citando a história da Blackwater no Iraque e o“ negócio do soldado da fortuna ”, Pilz disse:“ É inaceitável que tenhamos pessoas como Erik Prince na Áustria. Temos que deixar isso muito claro.

O hangar de Airborne fica a poucos passos do que antes era a fábrica de aviões Wiener Neustadt, que os nazistas usavam para fabricar aviões de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. Bombardeiros aliados atacaram repetidamente a fábrica e acabaram reduzindo toda a cidade de Wiener Neustadt a escombros. “O mais importante é que uma empresa em Wiener Neustadt esteja mais uma vez construindo aviões de combate, enquanto os aviões de combate já foram a razão pela qual esta cidade foi completamente destruída”, disse o ex-funcionário da Airborne. Este fato, de acordo com Pilz, não será perdido nos moradores da cidade. “Eu acho que quando as pessoas em Wiener Neustadt são informadas sobre o que está acontecendo na área de sua cidade, será um grande escândalo político”, disse Pilz.

A Airborne não parece preocupada. No início de março, seus executivos deram início a uma nova instalação no aeroporto Wiener Neustadt, na Áustria. O prefeito local estava presente para celebrar, junto com Nagl e Grumeth. Um comunicado de imprensa da Airborne anunciou que a empresa havia ganhado recentemente “várias ordens significativas da polícia internacional e forças militares”. A empresa previu um crescimento sem precedentes e uma substancial expansão de sua força de trabalho. Entre as estruturas que pretende construir até setembro está um grande hangar para abrigar projetos sensíveis.

Kristof Nagl e Wolfgang Grumeth com o prefeito de Wiener Neustadt na cerimônia de abertura de uma nova instalação da Airborne Technologies. Foto: Tecnologias Aerotransportadas

Uma recente proposta comercial da LASA entregue a um governo estrangeiro, revisada pelo The Intercept , se ofereceu para fornecer aeronaves Thrush altamente modificadas e armadas. Anunciou a capacidade de equipar os aviões com mísseis, bombas e metralhadoras, embora tenha notado que as armas não foram incluídas como parte do pacote específico. O discurso de vendas continha várias fotos de um Thrush modificado em voo. Seu número de cauda combinava com o avião da FSG aterrado na África Oriental.

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Esta aeronave Thrush, originalmente comprada pela FSG, atualmente é aterrada em um hangar na África Oriental. Foto obtida pelo The Intercept

NAS SEMANAS precedentes a reunião do conselho da FSG em março, em Hong Kong, uma guerra civil grassava dentro da empresa. De um lado estavam Smith e Adm. Fallon, do outro, Erik Prince, apoiado pelos membros do conselho representando a participação do governo chinês (Hong kong – parenteses nosso) na empresa. Como a liderança norte-americana da FSG se reuniu com funcionários do governo e outros, vários deles foram encorajados a romper os laços comerciais com Prince. A investigação do governo estava se expandindo, disseram-lhes, e isso poderia afetar os negócios da FSG.

Do ponto de vista da facção de Smith, a reunião do conselho em Hong Kong decidiria se a empresa que eles construíram poderia ser recuperada. Na sua opinião, a FSG nunca teve a intenção de se aventurar nos negócios de segurança. Uma empresa de capital aberto dirigida pelo mais conhecido mercenário norte-americano, em sua avaliação, não seria capaz de obter as licenças e permissões do governo dos EUA necessárias para operar na indústria militar privada atendendo a governos estrangeiros. Em Hong Kong, haveria um momento de verdade: ou Prince anunciaria uma nova direção para a empresa, ou Smith e os outros americanos que Prince recrutara três anos antes solidificariam a missão original da FSG.

Nos últimos dias de março, o conselho se reuniu nos escritórios da FSG no 39º andar de um prédio de escritórios com vista para a baía de Kowloon, em Hong Kong. Os membros do conselho chinês da FSG não perderam tempo em declarar sua lealdade ao Prince e a sua nova visão para a empresa.  A experiência e a reputação de Prince, segundo eles, ajudariam a empresa a oferecer serviços de segurança e treinamento, bem como consultoria antiterrorismo para empresas chinesas, segundo um ex-funcionário da inteligência dos EUA informado após a reunião.

O conselho nem precisou votar. Prince, os investidores do governo chinês e seus aliados no conselho controlavam o suficiente da companhia para dar as ordens. A FSG, disseram os norte-americanos, foi criada para apoiar o plano econômico global da China (Lembram ?). A logística e a aviação pareciam ter sido um espetáculo à parte. A decisão foi uma completa repreensão da liderança norte-americana da FSG, especificamente Smith e Adm. Fallon.

Prince venceu a batalha.

Mas, com uma investigação em expansão do governo dos EUA sobre suas atividades e um cenário de negócios repleto de pontes queimadas, uma questão importante continua a assombrar Prince: Ele vencerá a guerra?

“Ideia brilhante – logística na África – Prince fala sobre isso há dez anos”, disse o ex-funcionário de inteligência dos EUA (CIA ? – parenteses nosso), que trabalhou extensivamente com Prince (huummmm – parenteses nosso). “Ele poderia ter ganhado dinheiro com a FSG com os olhos fechados. Todo mundo concorda e ele não fez isso. Por quê ? Porque ia ser chato.

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Atualização: 11 de abril de 2016
Este artigo foi atualizado com um comentário adicional do advogado da Airborne.

Pesquisa Adicional: Janis Kreilis.
Foto de cima: Retrato de Erik Prince, de Mark Peckmezian. Colagem: O Intercept.

Relacionado: 
Erik Prince no Hot Seat

Leia na íntegra: Planta de Armamento Thrush

 

 

 

*Homicídios e Vozes na Cabeça

O espectro de vítimas desta política de eliminação daqueles que ameaçam a impunidade das máfias financeiras que controlam os países ocidentais é maior do que muitos podem imaginar.

De: Ramon Martinez para o Kaos en la red

Um autor que escreveu sobre política e usou o pseudônimo “Herr Koch” publicou em 2008 um artigo em periodistadigital.com intitulado “Às vezes ouço vozes”. O artigo, que denunciava o uso ilegal de tecnologias que produziam vozes na cabeça, afirmava o seguinte:

“Da próxima vez que você achar que ouviu vozes em sua cabeça, preste atenção nelas. É possível que não se trata de sua imaginação desenfreada ou do estresse insuportável tão comum em nossos dias. Pode não ser uma possessão vulgar de um punhado de diabinhos querendo irritá-lo. É possível que as vozes sejam reais. De fato, a capacidade de introduzir as vozes de outras pessoas nas mentes dos outros não é exclusiva de alguns telepatas de ficção científica, mas a tecnologia necessária para fazê-lo está disponível há pelo menos quarenta anos ( provavelmente mais). De fato, ela foi usada em mais de uma ocasião para realizar, digamos, “operações secretas” de controle da mente que, por meio do gerenciamento remoto de uma mente imprudente, deixou seus promotores a salvo de qualquer suspeita. É reconfortante para o organizador, por exemplo, um magnicídio, o fato de que, se prenderem a pessoa responsável pela execução material do assassinato, ele pode jurar (e fazê-lo com total convicção) que agiu dessa maneira porque “a voz de Deus”. (ou o diabo) então me mandou …; Acredite em mim, senhor, eu não minto para você, sua voz me disse de novo e de novo o que eu deveria fazer … »

Embora possa parecer que o artigo era sobre teorias da conspiração, é surpreendente que o assassino de Anna Lindh, ministra sueca da AAEE, tenha ouvido “vozes na cabeça” ordenando que ela a atacasse. Além disso, foi demonstrado que a vida do ministro socialista poderia ter sido salva após o ataque, mas este não foi o caso devido à negligência dos médicos que a trataram quando ela chegou ao pronto-socorro. Dá a impressão de que terminaram no hospital, e isso reforça a ideia de que, na realidade, era uma operação secreta contra um político que incomodava certos poderes. Não é a primeira vez que um político socialista sueco é assassinado, e esse assassinato se soma a muitos outros políticos que, sendo contra os interesses dos EUA. Eles morreram violentamente . Somente na Operação Condor estima-se que centenas de milhares de pessoas foram torturadas e mortas por causa de sua afinidade política.

Mas, além de possíveis operações secretas, há outras razões para usar essas tecnologias ainda mais perigosas. Se ouvir “vozes na cabeça” está associado a homicídios, é possível espalhar o medo para aqueles que se dizem vítimas dessas tecnologias, porque são estigmatizados como esquizofrênicos. Embora se descubra que a grande maioria das pessoas que ouvem “vozes na cabeça” não são perigosas , basta procurar na Internet as palavras “Homicídio” e “Vozes na cabeça” para entender que realmente existem muitos casos que contribuem para criar um tipo de psicose em relação àqueles que relatam ter esses sintomas.

Na Suécia, a situação é muito mais séria. Pesquisando na Internet por palavras-chave “Mord” (homicídio) e “Röster i huvudet” (vozes na cabeça) pode nos surpreender o número de homicídios que acontecem na Suécia causada por pessoas que dizem “ouvir vozes em suas cabeças”. Uma vítima sueca criou um site ( TV Branca ) que coleta muitos casos de pessoas que cometeram assassinatos sob a pressão de programas ilegais do que eles chamam de “controle da mente”.

No caso de ser verdade que houve uma conspiração para causar mortes em operações secretas, qual seria o objeto desses homicídios? Para responder a esta pergunta você tem que atender a diferentes situações e não dar uma única resposta como uma possível explicação.

  • Na Espanha, devemos lembrar o artigo no quarto andar da clínica Opus Dei , que, de acordo com as vítimas, “os servos do pé (da Opus) são responsáveis ​​por causar no paciente infeliz alguns dos sintomas que eles conseguirão dar com seus ossos no hospital, a cadeia ou a psiquiátrica “. Neste caso, trata-se de eliminar, por assédio, pessoas que se interpõem no interesse do Opus Dei. As razões podem ser políticas, administrativas, etc. Embora no final tudo seja sempre reduzido a interesses econômicos.
  • Na Suécia houve numerosos casos de homicídios onde os agressores reclamaram de ouvir vozes em suas cabeças que ordenaram que atacassem. Por exemplo, um caso em uma escola na cidade sueca de Tröllhättan estabeleceu precedentes para criar um clima de psicose em relação àqueles que afirmam ser vítimas dessas tecnologias. Graças a esses ataques, muitas vítimas das tecnologias mencionadas provavelmente preferem manter silêncio e viver uma vida de assédio contínuo, por medo de possíveis conseqüências e da certeza de que ninguém acreditará nelas.
  • Na Holanda, de acordo com um estudo conduzido por pesquisadores holandeses , muitas pessoas consideram saudáveis ​​ouvir vozes regularmente. Nesse caso, o abuso contra a população é normalizado sem que as vítimas sejam necessariamente consideradas uma ameaça. Embora possa parecer irrelevante, as neurociências têm uma aplicação assustadora na produção animal e os hominídeos não escapam a esses objetivos.

Não é alguma semelhança entre o uso dessas tecnologias com a Operação Condor , o fim parece ser o mesmo, eliminar ou torturar oponentes políticos, ou talvez mais precisamente; as pessoas que representam um obstáculo para os interesses econômicos das máfias financeiros que dominam os países Ocidentais. O espectro de mortes desta ‘política‘ de eliminar aqueles que impedem ou ameaçam a impunidade dessas máfias, é maior do que muitos possam imaginar, e não apenas sobre (simplesmente):

Alguns exemplos:

*Membros  esquerda (Marielle, Anderson e tantos outros)

*Ativistas e jornalistas, membros das forças de segurança de Estado,

*Justiça (Teori) 

Eles estão morrendo violentamente sem que os fatos sobre essas mortes sejam esclarecidos. Desta forma, poderia explicar como certos lobbies podem obter grandes lucros com a impunidade graças à invenção neoliberal, para os quais, graças à privatização maciça do setor público (ultra-neoliberalismo), (nem a sociedade, que é quem realmente paga por tudo isso), pode evitá-lo. A grande diferença com a Operação Condor, é que as tecnologias baseadas em neurociências desenvolvidos nas últimas décadas, (antes tinham outra estratégia), tentam demonizar os réus e usá-los como pretexto para aumentar as medidas repressivas, semelhante à forma como eles tem usado em atentados terroristas, como único pretexto, tomar medidas contra a integridade de cidadãos, completamente inaceitáveis ​​em uma democracia.

Leia na íntegra: A seita Opus Dei

Leia também: 10 fatos sobre a morte de Teori Zavascki 

Leia também: MP diz que PM matou Marielle por repulsa às causas dela

Leia também: Projeto MK Ultra: um programa de controle mental

*Neonazistas Recorrem a Games e Memes Para Recrutar Crianças

Gudrun Burwitz fotografada com seu pai, Heinrich Himmler, em 1938; ele era um dos homens de confiança de Hitler (AP)

GENEBRA – O envolvimento de jovens em movimentos nazistas faz parte da própria história da ideologia. Mas, no século 21, entidades clandestinas têm usado justamente as novas tecnologias e até games para seduzir crianças, algumas a partir de 13 anos.

Isso é o que revela uma nova investigação conduzida por relatores da ONU (Organização das Nações Unidas) e que aponta para o fato de que o apoio a movimentos neonazistas no mundo está cada vez mais jovem e violento, principalmente na Europa e na América do Norte.

O documento, preparado pela relatora Tendayi Achiume, indica como esses jovens são vistos pelos grupos extremistas como “impressionáveis, sozinhos, marginalizados e buscando um sentido de identidade”. Muitos, segundo a investigação, não têm a capacidade de distinguir entre verdade e informação falsa, o que os torna ainda mais vulneráveis.

Nos anos 1930, eram programas de rádio, acampamentos e escolas que garantiram a atração desses menores à Juventude Nazista. Dezenas de ligas foram criadas pela Alemanha com a finalidade de formar bases para a sobrevivência do modelo. A partir de 1936, meninos e meninas passaram a ser incluídos em grupos nazistas de forma compulsória.

“Hoje, grupos de ódio usam estratégias similares em seu modelo de recrutamento”, alerta o documento da ONU. Mas, agora, contam com a tecnologia.

Um exemplo é o website neonazista Daily Stormer. Seu editor afirmou que o site foi “projetado principalmente para atingir crianças”, com o objetivo de radicalização. “Para atrair crianças, esses sites incorporam música, atividades, jogos e personagens de desenhos animados”, diz. “Alguns sites de ódio apresentam-se como sites educacionais e são preenchidos com informações falsas e interpretações intencionalmente distorcidas de trabalhos acadêmicos confiáveis”, indica.

“Além disso, os grupos de ódio frequentemente empregam memes como um meio de levar as crianças a compartilhar crenças racistas.

” A investigação também revela que líderes de grupos de ódio concentram seus esforços em atingir adolescentes universitários. Ali estariam “os futuros líderes dos movimentos”. “Nos Estados Unidos, houve cerca de 300 incidentes documentados de circulação de panfletos racistas em mais de 200 campi”, aponta o relatório.

“Após a mais recente eleição presidencial (nos EUA), os líderes nacionalistas brancos aumentaram seu recrutamento de estudantes universitários.

” Games Mas o recrutamento também é sofisticado. “Grupos de ódio se infiltraram cada vez mais no mundo de games como uma nova forma de atingir membros potenciais, incluindo crianças de até 13 anos”, afirma. “Jogos de vídeo e fóruns relacionados a jogos, salas de bate-papo e sites de streaming ao vivo (YouTube, por exemplo) estão entre os espaços mais populares de recrutamento e radicalização neonazista”, relata.

Um ex-simpatizante neonazista descreveu o processo usado. A estratégia começa com calúnias sobre diferentes raças ou religiões, uma espécie de estratégia para “testar as águas”. Ele relatou que “uma vez que eles sentem que têm seus ganchos sobre os jovens, aumentam a velocidade da operação e então começam a enviar propaganda, links para outros sites ou começam a falar sobre tropas antissemitas racistas”.

Num primeiro momento, ao se comunicar e se espalhar por outros espaços online, esses grupos evitam se apresentar como supremacistas brancos e apenas citam partidos que legalmente atuam no cenário eleitoral ou políticos populistas. Com isso, esperam ampliar a base social dos movimentos.

Segundo o informe, enquanto estão jogando, a doutrina é passada. “Espaços de games são mais populares para o recrutamento neonazista do que plataformas como o Facebook, possivelmente devido aos mecanismos de rastreamento deste último”, explica a relatora da ONU.

A investigação não despreza, porém, o fato de que plataformas como o Facebook e o Twitter estejam sendo amplamente utilizadas. Mas, neste caso, o discurso é acima de tudo para aumentar o potencial de comunicação para recrutadores.

Outra maneira de seduzir os jovens é usando a música. Na avaliação do informe, ela teve “um papel importante nas estratégias de recrutamento”. Com seu início nos anos 1980, a white-power music teria criado um terreno fértil para que esses extremistas passem a uma etapa mais direta de convencimento.

Em julho de 2018, por exemplo, foi organizado na Alemanha o festival Rock Gegen Überfremdung (Rock contra a dominação estrangeira). Pelo menos 6.000 pessoas estiveram presente. Mas o fenômeno vai muito além de um festival. Por ano, cerca de 150 shows são organizados na Alemanha, envolvendo diretamente 15 mil pessoas na produção ou distribuição de material de publicidade.

Motivação

Estudos mostram que os motivos dos jovens para se juntarem inicialmente a grupos de ódio não são principalmente ideológicos ou políticos. “Esses motivos estavam mais ligados a razões sociais e emocionais e à busca de afiliação, proteção, reconhecimento e aventura”, indica o informe.

“Alguns estudos mostram que a frustração de certas necessidades psicológicas motiva muitas vezes os jovens a encontrar conforto através da adesão a grupos racistas extremistas”, aponta. “A necessidade de pertencer é uma das necessidades psicológicas mais básicas dos seres humanos, e a procura de pertencimento, comunidade e significado pode levar os jovens a se juntarem a grupos extremistas violentos”, diz a ONU.

“Esses grupos podem também proporcionar aos jovens um sentimento de segurança, incluindo a proteção contra a intimidação ou atormentação por outros”, constata.

“À medida que os jovens se esforçam para encontrar sentido na vida e provar seu valor para si mesmos e para os outros, alguns estarão mais propensos a se envolver em comportamentos extremos e de alto investimento a serviço de valores idealistas. Entre esses valores estão a preservação, a promoção e a defesa do próprio grupo e os ideais de justiça e verdade”, explica. “A conduta extremista oferece a certos indivíduos uma restauração da autossignificação ameaçada”, declara.

Muitos ex-integrantes de grupos extremistas contam que, ainda crianças, foram alvos de condições adversas: “abuso físico na infância, abuso sexual, negligência emocional e física, encarceramento parental, abandono parental, testemunhos de violência grave e ruptura familiar”.

“Vários estudos psicológicos têm provado que eventos deste tipo podem contribuir para uma maior probabilidade de radicalização neonazista e extremista”, destaca a ONU.

No caso de um ex-membro neonazista, ele explicou sua “descida ao movimento neonazista americano” fez parte de uma busca por identidade e proteção diante de uma infância de abandono.

Avanço

Na avaliação da ONU, governos têm fracassado em lidar com o avanço desse fenômeno. “A ideologia neonazista está se tornando mais difundida na Europa e na América do Norte.”

De acordo com a relatora Tendayi Achiume, houve um aumento de 30% no número de grupos que pregam o ódio nos EUA desde 2014. Hoje, eles seriam mais de mil grupos. “Houve também um aumento de 182% na propaganda supremacista branca nos EUA nos últimos cinco anos”, disse Achiume, observando que o típico neonazista ou seguidor de grupos de ódio é geralmente jovem, branco e homem.

De acordo com a investigação, as atividades neonazistas ocorrem por conta da persistência de ideologias supremacias dentro de administrações públicas, inclusive nos altos escalões de países europeus e nos EUA.

“A prevenção do extremismo neonazista continua a ser complexa e desafiadora porque, ao contrário de outras formas de extremismo, as ideologias neonazistas e outras ideologias supremacistas brancas são política e publicamente toleradas em muitas regiões”, alertou.

A relatora indicou ainda que recebeu relatos alarmantes de crimes xenófobos e antissemitas perpetrados na Europa por grupos. Ela também ouviu relatos de incidentes que glorificaram regimes nazistas e fascistas em Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Lituânia, Suíça e Ucrânia, incluindo manifestações, bem como a construção de monumentos e a renomeação de ruas que glorificaram antigos líderes nazis ou fascistas.

O informe também revela como, na Europa, ataques e manifestações violentas de caráter neonazistas e extremistas têm aumentado desde 2011. Em 2017, o número de pessoas presas por crimes de extrema-direita foi quase o dobro do de 2016.

“Na Europa, as mensagens neonazistas e ideológicas conexas fazem muitas vezes parte do discurso dominante, e isto está relacionado com a ascendência política nacional e local de partidos que abraçam visões de extrema-direita, o que pode incluir ideologia racista enraizada em teorias de supremacia branca e etnonacionalismo”, alerta a relatora.

“O endosso político de visões de extrema-direita ajuda no endosso mais amplo de tais visões, mesmo quando o discurso extremista islâmico permanece amplamente rejeitado na região”, explica.

O relatório observa que a informação e os dados disponíveis sobre a implicação dos jovens no extremismo violento se concentram principalmente no extremismo islâmico. “Muito pouca informação está disponível sobre os programas contraextremistas centrados no extremismo de extrema-direita ou neonazista”, lamenta. Nos Estados Unidos, os extremistas de direita perpetraram 71% das mortes relacionadas ao extremismo entre 2008 e 2017.

Nos Estados Unidos, os extremistas de direita perpetraram 71% das mortes relacionadas ao extremismo entre 2008 e 2017.

“Apesar do aumento do extremismo neonazista e do extremismo supremacista branco, apenas alguns países europeus e da América do Norte abordaram a radicalização e o recrutamento por grupos de ódio nas estratégias nacionais de combate ao terrorismo, que estão largamente centradas no extremismo islamista”, completa.

Como vemos e sempre observamos, o projeto neonazifascista para o Brasil e boa parte do plenata é para daqui 20 anos, ou uma geração como preferir

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