*Quem são os 165 Grupos Paramilitares que Atuam nos Estados Unidos

Do: BBC

Paramilitares
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Grupos paramilitares fazem parte do que especialistas descrevem como “ódio organizado

Eles se vestem com roupas de combate e carregam armas de uso militar. Dizem ser extremamente patrióticos e seus grupos têm nomes como Oath Keepers (Mantenedores do Juramento, em tradução livre), Three percenters (Os três porcento) e Posse Comitatus (Força do Condado, em tradução livre, e também o nome de uma lei americana que permite que um agente da lei recrute um civil para ajudá-lo a manter a ordem).
Os grupos também fazem patrulhas em seus estados e treinam operações relâmpago simuladas com munição real.
Mas eles não fazem parte das Forças Armadas ou das forças de segurança dos Estados Unidos, como pode parecer. Estes homens pertencem ao chamado “movimento patriota“.

São centenas de grupos paramilitares cuja missão, dizem, é evitar uma guerra contra o governo e “proteger as liberdades civis“.

Membro da milícia de Ohio
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Há 165 milícias americanas, que formam o braço armado do movimento patriota

O movimento das milícias, como é conhecido, são grupos extremistas antigoverno que começaram a ganhar força nos anos 1990“, explica Mark Pitcavage, pesquisador do Centro de Extremismo da Liga Antidifamação dos Estados Unidos

Como boa parte dos brasileiros são (como disse Stallone) muito engraçados, você da um tiro neles e eles te dão um macaquinho, surge aqui algumas possibilidades para o Brasil no futuro.

Leia na íntegra: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-42371433

Oath Keepers: https://en.wikipedia.org/wiki/Oath_Keepers

Posse Comitatus: https://en.wikipedia.org/wiki/Posse_comitatus

Também pode te interessar: Extremismo negro ganha força nos EUA – https://oglobo.globo.com/mundo/extremismo-negro-ganha-forca-nos-eua-19699183

*Estados Unidos da Europa

O QUE O “BONAPARTISMO MAÇÔNICO” DE MACRON PENSA SOBRE A UE NO FUTURO

Do: Sputnick

Bandeiras da União Europeia refletidas na entrada do Edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, em Bruxelas

 especialista comenta planos de converter UE em ‘império’

O ministro da Economia e Finanças francês afirmou que a União Europeia deve se tornar um “império”. Nessa conexão, um historiador russo precisou o que tais propostas podem realmente significar.

 

O ministro da Economia e Finanças da França, Bruno Le Maire, afirmou em entrevista ao jornal Handelsblatt que a Europa deve se tornar um “império”, semelhante aos Estados Unidos e à China.

 

Em particular, ao comentar a necessidade de proteger a União Europeia das sanções “ilegais” impostas pelos EUA ao Irã e de “ficar no caminho do governo de Donald Trump”, o político destacou que a “Europa não deve mais temer usar seu poder”.

Há poucos dias, o presidente da França, Emmanuel Macron, ressaltou que a Europa enfrenta inúmeras tentativas de interferência em seus processos democráticos internos e no ciberespaço e propôs a criação de um “exército europeu” independente de Washington. A iniciativa foi classificada como “muito ofensiva” pelo líder norte-americano, Donald Trump.

Nessa conexão, o especialista em história mundial da Academia de Ciências da Rússia, Yevgeny Osipov, avaliou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik as ideias dos políticos franceses.

“A ideia geral é clara: as declarações de Le Maire correspondem ao que Macron está falando nas últimas semanas, bem como outros políticos europeus. Trata-se de; a União Europeia dever se tornar uma força política autossuficiente, não só econômica, para poder desempenhar um papel independente na arena mundial — da mesma forma que os EUA, a China e a Rússia. Ou seja, se converter em um centro de poder”, enfatizou.

“Creio que aqui a palavra ‘império’ é mais uma figura de linguagem. Trata-se do reforço do status da UE, do futuro desenvolvimento da integração europeia. Trata-se do reforço do status da UE, do futuro desenvolvimento da integração europeia. De certa forma talvez se deva falar não de um ‘império’, mas de um termo um pouco esquecido — ‘Estados Unidos da Europa'”, declarou o especialista russo.

O especialista indicou que “os políticos europeus, quando comparam a Europa com os EUA, dizem que é necessário criar os Estados Unidos da Europa, isto é: um poderoso Estado federal unido, cujas partes não vão opor-se umas às outras em cada assunto, mas serão uma entidade única, inclusive em questões da política exterior”, concluiu.

Os políticos europeus propõem regularmente a criação de um exército comum da União Europeia. Por exemplo, o comissário europeu de Economia Digital e Sociedade, Gunther Oettinger, afirmou que sonhava com um exército “que seja conjuntamente responsável pela manutenção da democracia, direitos humanos, liberdade na Europa e missões estrangeiras”.

Ler na íntegra: Estados Unidos da Europa

NESTA BRIGA DO MAR CONTRA O ROCHEDO, NÓS, OS MARISCOS DO TERCEIRO MUNDO SOMOS QUEM SEMPRE PAGAM A CONTA, ELEMENTO DE COBIÇA PARA QUALQUER IMPÉRIO, TODOS QUEREM USURPAR, TIRAR, PROPAGAR O CAOS, DESTRUIR A UNIÃO DAS NAÇÕES TERCEIRO MUNDISTAS PARA DOMINAR E SAQUEAR. NESTA ALTURA, O QUE MENOS PRECISARÍAMOS SERIA MAIS UM IMPÉRIO.

*Matar Feministas: é Assim que Alguns fãs do Videogame mais Vendido se Divertem

FEMINISTAS DE TODO O PLANETA: UNI-VOS

Do: ABC

A Rockstar, desenvolvedora do “Red Dead Redemption 2”, já recebeu inúmeras críticas pela violência explícita ou tratamento de personagens femininas em títulos como a saga “Grand Theft Auto”

Quadro do vídeo que, após se tornar viral, deletou o usuário e em que essas cenas de violência foram vistas

Ele foi colocado à venda há apenas algumas semanas, mas já está dando muito o que falar. E não só porque arrecadou 635 milhões de euros em apenas três dias. Jogadores ‘Red Dead Redemption 2 » muito satisfeitos com esta nova versão e, embora o universo do jogo é vasto e cheio de tarefas, alguns deles decidiram registrado como alavanca para torturar e matar as sufragistas que vivem no jogo.

A segunda parte de “Red Dead Redemption” apresenta um enredo diferente, que deixa para trás o personagem de John Marston para mergulhar no bandido Arthur Morgan e banda de Van der Linde. Seu objetivo, atacar, lutar e roubar para sobreviver no seu caminho através do vasto e difícil coração da América.

Neste universo criado pela Rockstar Games e ambientado em 1899, as mulheres “suffragettes” aparecem como parte integrante da trama, embora o movimento só tenha se desenvolvido alguns anos depois. A Rockstar levanta missões para proteger os manifestantes das agressões que sofreram em plena luz do dia, mas alguns jogadores, no entanto, transformaram a trama que procura tornar visível a sua luta e aproveitá-la para torturá-las e matá-las. Vários que compartilharam no “YouTube” estas “aventuras” torturando as sufragistas , símbolo da luta das mulheres em um momento em que elas eram silenciadas, subjugadas, como aconteceu no século XIX, elas foram agredidas e humilhadas .

Você pensa que é so este game que virtualmente assassina mulheres ou LGBT+, em um game nacional jair bolsonaro assassina LGBTs+ e este é o premio, ganha quem matar mais:

Capa do game: Racista até  cerne

Resumo: bolsonaro tem a missão de matar gays, negros e mulheres em jogo virtual. O jogo “Bolsomito 2k18” está na plataforma Steam, que é especializada em games, e figura na lista dos mais vendidos atualmente.

As críticas feitas por usuários sobre o game são classificadas como “Muito positivas” pela plataforma. A maioria das pessoas apenas reclama da jogabilidade, elogiando a ideia e dizendo que a proposta é muito engraçada.

(foto: Reprodução/Steam)

Start-up desenvolve jogo em que ‘Bolsomito’ ganha pontos ao matar minorias

O jogo foi desenvolvido por uma startup chamada BS Studios, que não quis se pronunciar sobre a questão segundo o Correio Braziliense.

Em resposta a um usuário que reclamou de aspectos técnicos do game, o desenvolvedor – identificado apenas como Xahdy – disse que ele e sua equipe estão trabalhando em melhorias.

Quer enviar seu recado para a  Rockstar Games este é Twitter oficial deles: https://twitter.com/RockstarGames?lang=pt-br

QUEM FORAM AS SUFRAGISTAS NA VIDA REAL ?

Reprodução Instagram / Women Alliance

Reprodução Instagram / Women Alliance (/)

O movimento das sufragistas na Inglaterra teve início em 1897 com a criação da “National Union of Women’s Suffrage Societies” – NUWSS (União Nacional das Sociedades de Mulheres Sufragistas), mas a inquietação das mulheres pela busca por direitos já vinha desde 1792. Naquele ano, a britânica Mary Wollenstonecraft (mais conhecida como Mary Shelley, a autora de Frankenstein) foi pioneira ao lançar um livro sobre direitos femininos, intitulado “Uma Reivindicação pelos Direitos da Mulher”.

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Em 1904, lideranças femininas ao redor do planeta já estavam motivadas pela causa e naquele ano foi lançada a “International Woman Suffrage Alliance” (Aliança Internacional das Mulheres Sufragistas). Essa instituição existe até hoje, mas seu nome passou a ser “International Alliance of Women” (Aliança Internacional da Mulher).

Se você mulher tem direito a opinar através das urnas ou muitos outros direitos, dê graças a estas guerreiras também.

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Imagem: Mary Wollenstonecraft

Por incrível que pareça, existem dois países no mundo onde mulheres não podem votar: a Arabia Saudita e o Vaticano. Assim, são relegadas ao segundo plano politico

Arte gráfica creditada ao: Le Monde

Fontes:

macho do seculo 21

parliament 

wikipédia

m de mulher

Mary Wollstonecraft

Mulheres na política: a desigualdade persiste

*Fascismo Histórico e Retrofascismo

Do: Cinegnose

“Retrofascismo” é um conceito cunhado pelo pesquisador canadense em cultura e tecnologia Arthur Kroker. Uma mistura entre os motivos que fizeram surgir o fascismo histórico (depressão econômica e senso do enfraquecimento do nacionalismo) com hiper-tecnologia atual que virtualiza o outro e a si mesmo nas tecnologias de convergência.

A questão é que o retrofascismo é o fascismo histórico que retorna como farsa. Nos anos 1990, Kroker relacionava o fascismo com a ascensão das tecnologias que virtualizam o organismo sócio-biológico-linguístico humano (clonagem, virtualização do eu nas redes etc.). O fascismo atual como formação reativa ao senso de desaparecimento do eu por meio da personalidade autoritária: limpeza sexual, limpeza étnica, limpeza intelectual, limpeza racial, limpeza do Estado (moralismo anticorrupção) – limpeza como paradigma universal.

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Leia na íntegra: Retrofascismo: na Guerra Híbrida o fascismo retorna como farsa

*Genocídio Alemão na Namíbia – Ou o Primeiro Genocídio do Século 20

Do: AFRACAVENIR

Advocacia AfricAvenir - Sem Anistia ao Genocídio

Não há anistia a qualquer genocídio

Em 30 de setembro de 2011, o “Berlin Charité” restituiu 20 crânios humanos a uma delegação oficial da República da Namíbia.

Eles são uma fração dos muitos milhares de restos humanos de “Hererós e Namaquas” vítimas do genocídio perpetrado pelas tropas alemãs em 1904-1908, que foram contrabandeados para a Alemanha com o objetivo de provar teorias racistas.

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O governo alemão – contra todas as regras diplomáticas – não recebeu oficialmente a delegação e o ministro namibiano da Juventude, Serviços Nacionais, Esporte e Cultura Kazenambo oficialmente-, rejeitou a participação em uma discussão no pódio em 28 de setembro de 2011 e causou um escândalo quando Ministro de Estado Cornelia Pieper omitiu reconhecer o genocídio e pediu desculpas por isso em nome da nação e do Estado alemães.

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O tópico está intimamente relacionado com a questão da terra até então não resolvida na Namíbia, em que os descendentes das vítimas do genocídio alemão, cuja terra e gado foram expropriados pelos colonos (ugh) brancos, ainda hoje, em sua grande maioria, vivem na pobreza.

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Em estreita cooperação com outras ONGs e grupos, a AfricAvenir formou uma aliança chamada “Não Anistia ao Genocídio” cujo objetivo é pressionar o governo alemão para finalmente reconhecer o assassinato sistemático do povo Herero e Namaqua como sendo: o primeiro genocídio do século XX.

 

Leia na íntegra: No Amnesty on Genocide

Leia também: Caxemira: Uma História de Conflitos

 

*Entendendo a “Lei Magnitsky” Pela Ótica Oficial

Do: Jusbrasil 

A Lei Magnitsky, cujo nome remete ao advogado de origem russa com nome Sergei Magnitsky, morto aos 37 anos no centro médico do presídio Matrosskaya Tishina no dia 16 de novembro de 2009. Durante o período no cárcere foi submetido a condições sub-humanas, privação de alimento, higiene e saúde; e em decorrência desses seguidos acontecimentos veio a óbito.

O advogado foi responsável por acusar membros do governo russo pelo desvio de cerca de 200 milhões de dólares, mas, logo em seguida, foi acusado por autoridades por fraude fiscal. O governo russo é acusado por ativistas dos direitos humanos por negligenciar o atendimento médico a Magnistsky e ocultar as investigações e os responsáveis pela morte do advogado.

Prioritariamente com viés econômico, a Lei Magnitsky, firmada pelo Presidente Barack Obama no dia 14 de dezembro de 2012, revoga a emenda Jackson-Vanik, que era responsável por impor restrições comercias a Federação Russa. A lei em questão moderniza as relações comerciais dos Estados Unidos com a Federação Russa, mas prevê sanções contra russos que foram considerados como culpados, pelo governo norte americano, como violadores dos direitos humanos. Tal medida foi reprimida pelo Presidente Vladimir Putin pois esta impõe sanções a cidadãos russos.

A medida e opiniões divergentes

A Lei Magnistky proíbe a entrada e permite o congelamento de contas bancárias, em território americano, de funcionários públicos do governo russo que foram responsabilizados, pelo governo norte americano, como culpados pela morte de Sergei Magnistsky, com ênfase naqueles que estão vinculados a órgãos de segurança e ao sistema penitenciário.

Contudo, a medida do governo americano obteve um alcance maior com a sua publicação. Quando o Senador Ben Cardim, responsável pelos direitos humanos no congresso estadunidense, adicionou por volta de 65 termos[1] à lei que na data do fato ainda era um projeto. Assim seu alcance foi estendido e não mais atingia os responsáveis pela morte de Sergei, mas sim a todos os entes do Estado Russo que foram responsáveis por alguma violação dos direitos humanos.

Essa medida recebeu represaria de vários políticos russos. O líder do Partido Comunista da Federação Russa (PCFR) Guennadi Ziuganov afirmou: “É uma arbitrariedade, que dá a luz verde a ingerência em nossos assuntos internos, o que é totalmente inaceitável”[2]. Vale ressaltar que a não ingerência aos assuntos internos é um dos pilares do Direito Internacional que está ligado a autonomia dos estados

”Nenhum Estado ou grupo de Estados tem o direito de intervir, direta ou indiretamente, seja qual for o motivo, nos assuntos internos ou externos de qualquer outro. Este princípio exclui não somente a força armada, mas também qualquer outra forma de interferência ou de tendência atentatória à personalidade do Estado e dos elementos políticos, econômicos e culturais que o constituem”.[3]

Entretanto, outro fator que vai ao encontro da afirmação de Ziuganov, está no cerne da soberania que os Estados Unidos possuem, no ponto específico da regulação de normas, ao que compete também as questões de entrada no território sobre o domínio de determinado Estado. É possível elencar a este ponto a decisão da Corte Internacional de Justiça, na decisão de Max Hubber, pode tornar a visão de Ziuganov equivocada.

A soberania nas Relações Internacionais entre os Estados significa independência. A independência em relação a uma parte do globo é o direito de exercer as funções estatais nessa região. Excluindo todos os demais Estados. O desenvolvimento da organização nacional dos Estados durante os últimos séculos e, como corolário, desenvolvimento do direito internacional estabeleceram o princípio da competência exclusiva do Estado, no tocante a seu próprio território, de forma a tornar a soberania o ponto inicial de solução das questões relacionadas às Relações Internacionais”[4] .

Pode-se elencar a opinião de Yelena Afanasyeva, deputada do Partido Liberal Democrático Russo, diz que “lamentavelmente, os norte-americanos tentam outra vez monopolizar o papel de único juiz internacional, quando, sem qualquer procedimento em tribunal, determinam se alguém está envolvido em crimes”.[5] Como forma de manifesto a essa decisão, está dotada de muitos aspectos subjetivos dos quais não se pode contrariar com teses técnicas.

Suposta retaliação russa

Sancionada na sexta-feira, dia 28/12/2012; a “resposta” à Lei Magnitsky pelo governo russo vem com a aceitação de Vladimir Putin, vem com a Lei Dima Lakovlev (menino russo que morreu no ano de 2008, aos 2 anos de idade, quando seu pai adotivo que era americano o esqueceu dentro do carro em pleno verão) que proíbe os norte-americanos de adotar crianças russas e veta algumas organizações não-governamentais, que recebem financiamento norte-americano, e impõe o congelamento de bens e cancelamentos de vistos de viagem para os americanos que o governo russo considerar que violaram os direitos humanos de cidadãos russos no exterior. A oposição à medida russa se deu por meio de manifestações que reuniram cerca de 20 mil pessoas[6] composta por intelectuais, jornalistas e opositores.

Esta medida de proteção adotada, que restringe ao anseio dos órfãos em ter uma família, de receber toda a atenção necessária e todo cuidado e assistência para o seu desenvolvimento como enuncia o Princípio IV da Declaração dos Direitos da Criança

A criança necessita de amor e compreensão, para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade; sempre que possível, deverá crescer com o amparo e sob a responsabilidade de seus pais, mas, em qualquer caso, em um ambiente de afeto e segurança moral e material;” [7].

Para um país que nega desrespeitar os direitos humanos, um projeto de lei como a medida Dima Lakovlev vai ao encontro do princípio de respeito aos direitos da criança, pois restringe a possibilidade da adoção de crianças russas por norte americanas que, no ano de 2011, chegou a 936 das 3,4 mil crianças russas adotadas por estrangeiros.[8]

Divergências entre os países

A lei Magnistsky e a lei Dima Lakovlev são apenas um ponto da drástica relação dessas potências. Unidas na segunda guerra mundial e separadas logo com o seu encerramento com o início da Guerra Fria, demonstrou mais uma das faces dessa disputa.

O caso mais recente dessa tensão advém com a guerra civil na Síria. O apoio do presidente Vladimir Putin às forças do presidente Bashar al-Assad e o suporte dos americanos as tropas rebeldes só enfatizam a disputa pelo poder desses países. Mas o que os dois realizam é a violação do direito à vida dos sírios; que solicitam refúgio em diversos países como forma de recuperar o que haviam perdido no país de origem.

Conclusão

A relação entre os dois países presentes no artigo nem sempre foi amistosa, e conflitos e decisões como essas, são presentes em vários períodos históricos, conforme foi citado no tópico anterior, e a sua tendência é a de piorar. A medida tomada pelo governo norte americano agravou ainda mais essa relação, o que pode está influenciando no conflito.

De fato, a atitude dos Estados Unidos e da Federação Russa em regular a entrada que cidadãos, que são acusados por violar os direitos humanos, mas que não foram responsabilizados pelo país de origem, é uma medida ultrajante que utiliza critérios que não englobam apenas as questões relacionadas aos direitos humanos, mas sim a qualquer fato de interesse nessas nações em barrar cidadãos específicos das duas nacionalidades. A soberania deve prevalecer e a não ingerência nos assuntos internos deve ser respeitada. Os Estados Unidos têm a prevalência sobre a gerência das suas fronteiras, e o controle da sua legislação devem ser respeitados, prerrogativa essa que entende-se à Rússia. Pode-se avaliar a medida norte-americana como um meio para promover a mudança no ponto relacionado aos direitos humanos. Uma forma de provocação contra a impunidade e a luta dos direitos dos cidadãos. O que aconteceu com Sergei Magnistsky e com outras pessoas não pode ser esquecido. Estas supostas vítimas de um sistema aparentemente corrupto e que pode ferir o que lhe é mais sagrado a sua vida e a sua liberdade.

Leia na íntegra: Sergei Magnistsky

*A Ascensão do Fascismo na Alemanha – Brasil, Similaridades

Do: The Guardian (escrita por uma jovem antifascista)

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Eu moro entre neonazis na Alemanha Oriental. E é aterrorizante.

A cobertura da mídia sobre distúrbios racistas na cidade de Chemnitz, na Alemanha Oriental, no final de agosto , mostrou apenas a ponta do iceberg: aquele que desafia sob a superfície ainda está oculto.

Eu sou um estudante universitário e ativista antifascista e moro na Saxônia, não muito longe de Chemnitz. Durante muito tempo subestimei a extensão do extremismo de direita na Alemanha. Alguns anos atrás, antes de me mudar para cá, eu não conhecia a Saxônia e dava o antifascismo como garantia. Eu nunca conheci nazistas ou racistas violentos “reais”.

There were voices saying we should try to understand those among the protesters who were ‘of goodwill’.

Eu cresci em Berlim. Eu sou o filho de uma metrópole onde é normal não ser branco ou não ter um nome alemão. Meu avô francês era um lutador dos Aliados na Segunda Guerra Mundial – foi assim que meu pai chegou na Alemanha. Minha mãe, alemã, nasceu em Berlim Ocidental, este enclave ocidental no meio da República Democrática Alemã: um refúgio para pessoas “alternativas”, punks e objetores de consciência.

Durante muito tempo pensei que a divisão Leste-Oeste não precisava se preocupar. Eu nasci depois da queda do muro. Mas quando me mudei para o leste, comecei a pensar mais profundamente sobre meus pais ocidentais. Também tentei dissipar meus preconceitos e comecei a pensar mais criticamente sobre como a Alemanha conseguira se reunir.

Eu quero lutar contra a discriminação em todos os lugares e em todos os momentos, mas nessas pequenas cidades isso pode ser duro e desgastante. Alguém poderia pensar que a história do país seria suficiente para garantir que o fascismo e o nacionalismo tivessem o menor espaço negado. Estas são questões que devem ser motivo de preocupação para todos, certo? Infelizmente, as coisas não funcionam assim.

Quando o movimento ultra-radical de Pegida apareceu de repente , com demonstrações de até 20.000 pessoas na cidade de Dresden, chamando proclamações racistas e islamofóbicas, houve uma sensação de choque inicial entre o público. Mas logo os discursos da mídia mudaram e surgiram vozes dizendo que deveríamos tentar entender aqueles manifestantes de “boa vontade”. Pegida organizou chamadas semelhantes para muitas outras cidades, sendo principalmente recebida com um certo grau de auto-complacência. Então, o debate sobre a “questão do asilo” seria um problema e a necessidade de acabar com o número de refugiados. Pegida recebeu ainda mais ímpeto.

Depois veio a Alternative für Deutschland (AfD), um novo partido no espectro político, euro-cético, xenófobo e nacionalista . O pânico se espalhou entre os principais partidos para ver como eles perderam eleitores, enquanto a “questão do asilo” se tornou o tema central das eleições de 2017. A lei de asilo se tornou mais difícil. Em resposta, alguns grupos se organizaram para demonstrar wilkommenskultur ou a “cultura de boas-vindas”. Os refugiados foram recebidos em Munique com chá e biscoitos. As pessoas começaram a entrar em ação contra a discriminação. Na mídia, eles adoravam mostrar imagens de alemães reagindo a uma crise com amor e harmonia.

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Mas o que aconteceu principalmente despercebido foi ataques a estrangeiros e albergues de refugiados. Desde 2015, mais de 4 mil foram comprometidos, alguns envolvendo o uso de coquetéis Molotov, tacos de beisebol e neonazis armados, até atacando os quartos das crianças. 2016 registrou oficialmente uma média de 10 crimes de ódio por dia contra migrantes.

O que isso significa para o dia a dia dos lugares onde esses ataques são cometidos? Para entender sua dimensão, você tem que viver. Há uma conversa na padaria onde uma grande senhora reclama dos “maus” alienígenas na frente do dependente, o que lhe dá a razão. Há o motorista de bonde que, deliberadamente, só verifica os bilhetes para os passageiros negros. Há ataques em centros sociais e espaços culturais de esquerda – eles atiram pedras e atacam você, é a violência que você sente quando tenta se envolver. E há a passividade da chamada “população civil” – pessoas autóctones que passam por cima quando uma pessoa negra é espancada no centro da cidade. Isso aumenta a normalidade racista e fascista.

Famílias jovens e assistentes sociais são escassos. Pessoas que tentam agir contra grupos ultra-direitas lançando projetos “alternativos” vivem perigosamente, em confronto diário com o ódio. Lutas para organizar uma oficina escolar contra o extremismo e você tem que trabalhar duro para encontrar pessoas que querem considerar este tipo de trabalho nas áreas rurais. Afinal, quem quer viver em uma aldeia nazista? Pessoas com passaporte alemão podem escolher morar longe dessas cidades onde rodas de carros são furadas e casas são queimadas só porque alguém não gosta de quem você é, de onde você é ou quais são suas ideias políticas. Mas nem todo mundo tem facilidade em sair. Os requerentes de asilo têm obrigações de residência, se quiserem receber ajuda ou autorização de trabalho.

Neste momento, as cidades e aldeias que têm problemas com os nazis formam uma lista aparentemente interminável. Não termina em Chemnitz ou Dresden. Olhando para a Europa em geral, é óbvio que o fascismo deve ser combatido nas ruas – e isso significa estar fisicamente lá.

Também devemos entender que permitir slogans nacionalistas para ganhar legitimidade na mídia e política, deixando grandes eventos neonazistas ocorrer sem impedimentos e concedendo impunidade aos crimes de ódio, encorajamos contribuindo ainda mais para os fascistas. Eu vejo paralelismos com um tempo que pensamos confinado aos livros de história: tempos sombrios antes de Hitler.

Prefiro não mostrar meu rosto nem ligar para a cidade onde moro ou para o grupo ativista do qual faço parte – não há necessidade de expor ninguém a ainda mais perigo. Algumas semanas atrás, alguns estavam fazendo uma carona na mesma noite de outros distúrbios racistas. Um grupo de neonazistas nos viu e eles começaram a nos chamar de “cabras antifascistas”. Então eles viram nosso cachorro e eles voltaram. São as pequenas coisas, ao mesmo tempo que as grandes, que fazem você sentir que está na linha de frente de uma batalha contra algo sinistro e enorme.