*Sobre Ativistas Políticos – Por villorblue

Os ativistas politicos, no geral, são vistos sobre duas óticas:

*Primeiro: É a ótica das massas revolucionárias. Para estas, ativistas são considerádos donos de imensa coragem, as massas revolucionárias enxergam os ativistas como algo entre “heróis e humanos”, colocam suas espectativas nos ativistas, pensam ser o ativista o porta-voz de suas dores e seus anseios, os procuram e os confiam, são os arietes humanos que impulsionam as massas em sua marcha de transição.

*Segundo: Para a burguesia, a pequeno-burguesia e as massas de manobra ou reacionários (réactionnaire’s), ativistas não passam de subversivos eles os caçam como a classe dominante caçava pessoas na idade média, denominavam-as “brux@s”, predendo-@s, julgando-@s. Queimando-@s na pira inquisitória contempoânea.

Leia também:  https://radioproletario.wordpress.com/2016/10/13/pobre-de-esquerda-e-pobre-de-direita-diferencas-basicas-por-villorblue/

 

*EUA Assumem Controle da Embraer sem Pagar Nada

A Embraer foi privatizada há muitos anos e está sendo acusada, nos EUA, de corrupção. Coisa bem pesada.

Mas até aí tudo bem. A empresa foi acusada de corrupção e tenta hoje se corrigir.

O bizarro é a solução encontrada.

A empresa, outrora uma orgulhosa estatal brasileira, a partir de agora será vigiada, por dentro, por um executivo de um escritório de advocacia norte-americano.

O Estadão fala ainda que Petrobras e Braskem “se espelham” no modelo da Embraer.

Os EUA, que fazem as guerras mais corruptas do mundo, nas quais matam milhões de pessoas, destroem toda a infra-estrutura dos países, apenas para que suas empreiteiras e outras empresas possam arrancar, do contribuinte americano, algumas centenas de bilhões de dólares para a reconstrução, ensinarão às empresas brasileiras como se manter longe da corrupção…

EUA, o país mais corrupto do mundo, é o novo guardião anticorrupção das empresas brasileiras.

Naturalmente, esse monitoramento implica interferência nos negócios e prejuízo à soberania da empresa e do país.

É importante observar que a Embraer representa a ponta mais avançada da indústria brasileira. Através de fartos financiamentos do BNDES e outras linhas públicas, a Embraer conseguiu se firmar como uma das maiores exportadoras mundiais de aviões de pequeno e médio porte.

Ler na íntegra: http://www.ocafezinho.com/2017/01/28/efeito-lava-jato-eua-assumem-controle-da-embraer-sem-pagar-nada/

Ler também: http://altamiroborges.blogspot.com.br/2017/01/a-verdade-sobre-base-de-alcantara.html

*Brasil de Temer vai Demitir 1,2 Milhão de Trabahadores em 2017, 30% dos Cortes Globais

Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que o Brasil, que mergulhou em depressão econômica depois que o PSDB e o PMDB se aliaram para derrubar a presidente Dilma Rousseff em um golpe parlamentar no ano passado, terá o pior desempenho no mercado de trabalho em todo o mundo neste ano.

O desemprego no Brasil será de 12,4%, de acordo com a previsão da organização, maior do que o dobro da média global (5,5%) e dos países emergentes (5,7%). O índice é quase um ponto percentual maior do que no ano passado. A OIT espera que o País tenha esse ano um milhão e 200 mil desempregados a mais do que hoje: um total de 13,8 milhões de pessoas sem emprego ao fim de 2017.

De acordo com a OIT, o Brasil será responsável por 30% das demissões em todo o planeta. O relatório também demonstra espanto com a rapidez com que o País saiu do pleno emprego, no governo Dilma Rousseff, para o caos atual, e alerta para o risco de convulsão social no Brasil.

Ao apresentar o relatório, Guy Ryder, diretor-geral da OIT, afirmou que os desafios no mercado de trabalho são particularmente graves na América Latina, em decorrência da severa crise econômica brasileira. Ele alertou também para o aumento do descontentamento social.

 

Ler na íntegra em: http://www.brasil247.com/pt/247/economia/274881/OIT-Brasil-de-Temer-vai-demitir-12-milhão-em-2017-30-dos-cortes-globais.htm

*Quando Você Mata dez Milhões de Africanos, Você não é Chamado de “Hitler”

“Genocídios da História” na Wikipédia,O seguinte texto foi escrito por Liam O’Ceallaigh para a página Diary of a Walking Butterfly, em dezembro de 2010. O original pode ser acessado aqui.

O texto foi retirado e traduzido por http://muitoalemdoceu.wordpress.com/.

Leopoldo II foi Rei da Bélgica de 1865 a 1909, data de sua morte. Ele comandou o Congo de 1885 a 1908, quando cedeu o controle do país ao parlamento belga, após pressões internas e internacionais.

Olhe para essa foto. Você sabe quem é?

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A maioria das pessoas não ouviu falar dele.

Mas você deveria. Quando você vê seu rosto ou ouve seu nome, você deveria sentir um enjoo no estômago assim como quando você lê sobre Mussolini ou Hitler, ou vê uma de suas fotos. Sabe, ele matou mais de 10 milhões de pessoas no Congo.

Seu nome é Rei Leopoldo II da Bélgica.

Ele foi “dono” do Congo durante seu reinado como monarca constitucional da Bélgica. Após várias tentativas coloniais frustradas na Ásia e na África, ele se instalou no Congo. Ele o “comprou” e escravizou seu povo, transformando o país inteiro em sua plantação pessoal com escravos. Ele disfarçou suas transações comerciais como medidas “filantrópicas” e “científicas” sob o nome da Associação Internacional Africana. Ele usou o trabalho escravo para extrair recursos e serviços congoleses. Seu reinado foi mantido através de campos de trabalho, mutilações corporais, torturas, execuções e de seu próprio exército privado.

A maioria de nós não é ensinada sobre ele na escola. Não ouvimos sobre ele na mídia. Ele não é parte da narrativa de opressão repetida amplamente (que inclui coisas como o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial). Ele é parte da longa história de colonialismo, imperialismo, escravidão e genocídio na África que se chocaria com a construção social da narrativa de supremacia branca em nossas escolas. Isso não se encaixa bem nos currículos escolares em uma sociedade capitalista. Fazer comentários fortemente racistas recebe (geralmente) um olhar de reprovação na sociedade “educada”; mas não falar sobre genocídios na África cometidos por monarcas capitalistas europeus está tudo bem.

Mark Twain escreveu uma sátira sobre Leopoldo chamada “King Leopold’s Soliloquy; A Defense of His Congo Rule” [Solilóquio do Rei Leopoldo; Uma defesa de seu mando no Congo], onde ele ridiculariza a defesa do Rei sobre seu reinado de terror, principalmente através das próprias palavras de Leopoldo. É uma leitura simples de 49 páginas e Mark Twain é um autor popular nas escolas públicas americanas. Mas como acontece com a maioria dos autores politizados, nós geralmente lemos alguns de seus escritos menos políticos ou os lemos sem aprender por que é que o autor os escreveu. A Revolução dos Bichos de Orwell, por exemplo, serve para reforçar a propaganda anti-socialista americana de que sociedades igualitárias estão fadadas a se tornar o seu oposto distópico. Mas Orwell era um revolucionário anti-capitalista de outro tipo – um defensor da democracia operária desde baixo – e isso nunca é lembrado. Nós podemos ler sobre Huck Finn e Tom Sawyer, mas King Leopold’s Soliloquy não faz parte da lista de leituras. Isso não é por acidente. Listas de leitura são criadas por conselhos de educação para preparar estudantes a seguir ordens e suportar o tédio. Do ponto de vista do Departamento de Educação, os africanos não têm história.

Quando aprendemos sobre a África, aprendemos sobre um Egito caricatural, sobre a epidemia de HIV (mas nunca suas causas), sobre os efeitos superficiais do tráfico de escravos, e talvez sobre o apartheid sul-africano (cujos efeitos, nos ensinam, há muito estão superados). Nós também vemos muitas fotos de crianças famintas nos comerciais dos Missionários Cistãos, nós vemos safáris em programas de animais, e vemos imagens de desertos em filmes. Mas nós não aprendemos sobre a Grande Guerra Africana ou o reinado de terror de Leopoldo durante do Genocídio Congolês. Tampouco aprendemos sobre o que os Estados Unidos fizeram no Iraque e Afeganistão, matando milhões de pessoas através de bombas, sanções, doença e fome. Números de mortos são importantes. Mas o governo dos Estados Unidos não conta as pessoas afegãs, iraquianas ou congolesas.

Embora o Genocídio Congolês não esteja incluído na página “Genocídios da História” na Wikipédia, ela ainda menciona o Congo. O que é hoje chamado de República Democrática do Congo é listado em referência à Segunda Guerra do Congo (também chamada de Guerra Mundial Africana e Grande Guerra da África), onde ambos os lados do conflito regional caçaram o povo Bambenga – um grupo étnico local – e os escravizaram e canibalizaram. Canibalismo e escravidão são males terríveis que certamente devem entrar para a história, mas eu não pude deixar de pensar sobre que interesses foram atendidos quando a única menção ao Congo na página era em referência a incidentes regionais, onde uma pequena minoria das pessoas na África estava comendo umas às outras (completamente desprovida das condições que criaram o conflito, e das pessoas e instituições que são responsáveis por essas condições). Histórias que sustentam a narrativa de supremacia branca, sobre a inumanidade das pessoas na África, são permitidas a entrar nos registros históricos. O homem branco que transformou o Congo em sua plantação pessoal, campo de concentração e ministério cristão – matando de 10 a 15 milhões de pessoas congolesas no processo – não entra na seleção.

Sabe, quando você mata dez milhões de africanos, você não é chamado de “Hitler”. Isto é, seu nome não passa a simbolizar a encarnação viva do mal. Seu nome e sua imagem não produzem medo, ódio ou remorso. Não se fala sobre suas vítimas e seu nome não é lembrado.

Leopoldo foi apenas uma das milhares de coisas que ajudaram a construir a supremacia branca, tanto como uma narrativa ideológica quanto como uma realidade material. Eu não pretendo dizer que ele foi a fonte de todo o mal no Congo. Ele teve generais, soldados rasos e gerentes que fizeram sua vontade e reforçaram suas leis. Ele era a cabeça de um sistema. Mas isso não nega a necessidade de falar sobre os indivíduos que são simbólicos do sistema. – Leia a matéria completa em: http://sgq.io/GlGFGmfe#gs.aGZk5PA

Ler na íntegra: http://linkis.com/www.geledes.org.br/7CS11

 

*Caxemira: Uma História de Conflitos

Do: El Orden Mundial 

Há quase setenta anos, dois novos estados se uniram à sociedade internacional do pós-guerra: a Índia e o Paquistão. Cidadãos por mais de um século e meio, eles logo se tornaram vizinhos e rivais. Suas relações são marcadas pela desconfiança, mas não tem que ser assim. A origem dessa animosidade está em um processo de descolonização frustrada cuja alternativa ambiciosa teria mudado a história da região.

A área conturbada da Caxemira. Fonte: Wikimedia

As relações entre a Índia e o Paquistão apresentam grande complexidade. Para compreendê-los, é necessária uma visão geral, mas também para entender a origem da rivalidade. Caxemira, um território pequeno, primeiro Principado primeiro independente e depois membro da União Indiana, é a origem da discórdia, bem como a peça fundamental para iniciar novas relações de vizinhança. Atualmente o território está dividido em três administrações: o Estado de Jammu e Caxemira, pertencente à Índia; Caxemira de Azad, território do Paquistão; e Aksái Chin, controlado pela China. Enquanto a disputa começou com uma má administração da retirada britânica do subcontinente indiano, sua evolução foi condicionada pelo contexto internacional da segunda metade do século XX, pela Guerra Fria,

                                               Fuente: India Defence Review

 

 

A questão religiosa foi a primeira pedra e impediu uma resolução consensual do processo de descolonização. O território da União Indiana foi dividida em dois estados para facilitar a convivência entre vizinhos: um estado de maioria hindu da Índia, e outros Paquistão de maioria muçulmana -Para o tempo, e até 1971, o Paquistão consistiu em dois territórios: atual Paquistão e Bangladesh, também conhecido como Paquistão Oriental. A falta de consenso sobre várias disputas territoriais condicionou o futuro das relações entre os dois países, que foram construídos com base em suspeitas e desconfianças. Desde então, tem havido várias manifestações dessa rivalidade. O maior deles, a Caxemira, tornou-se um dos mais importantes conflitos fronteiriços atualmente.

O caminho para a partição

processo de descolonização da União Indígena foi longo e, portanto, apresentou os dois episódios de compreensão e boa convivência e períodos de tensão e violência entre as diferentes forças vivas. Embora a origem da Índia e do Paquistão não possa ser entendida sem considerar a dimensão religiosa, nem sempre determinou o caminho para a independência. O começo do processo repousa sobre uma frente política comum de natureza leiga e plural. O Congresso Nacional Indiano (CNI)também conhecido como Partido do Congresso, foi fundado em 1885 e serviu como um catalisador para a independência. Não foi até após a Primeira Guerra Mundial I , em que Mahatma Gandhi se tornou a força motriz por trás do movimento e assumiu o controle da geopolítica, quando a questão da independência da Índia foi colocado sobre a mesa de forma irrevogável. A doutrina de resistência passiva que defendia Gandhi, sob o seu carisma pessoal, cimentou-lo como o líder indiscutível de um movimento progrediu sem grandes rachaduras depois de um único Estado plural e democrático, sucessor da União Indiana, que Todos os tipos de minorias, especialmente muçulmanos e sikhs, seriam acomodados ao lado da maioria hindu.

 

Así era el Imperio Indio Británico religiosamente hablando en 1909. Fuente: Wikipedia
Así era el Imperio Indio Británico religiosamente hablando en 1909. Fuente: Wikipedia

Embora o caminhar histórico tenha um futuro idílico de soberania e compreensão, a história da descolonização da União Indiana é a história da divisão, do personalismo e da desconfiança. Durante as primeiras décadas do século XX, Gandhi consolidou sua liderança e o Partido do Congresso predominou sobre qualquer outra opção política. Entre os seguidores do movimento, a esmagadora maioria da população, eram representantes de todas as crenças religiosas ou grupos minoritários. Mas como esta é uma história de liderança e rivalidade, Mohamed Ali Jinnah, a quem podemos chamar a contraparte muçulmana Gandhi, foi quem lançou as bases de um sentimento naquele minoria tempo que defendia a criação de um estado muçulmano fora da Plural indiano de maioria hindu.

Ali Jinnah, advogado de profissão, manteve uma visão mais ponderada de como deveria ser o processo de independência. Em 1913 ele se juntou aos militares da Liga Muçulmana, fundada em 1906 e ligada ao nacionalismo muçulmano , mas manteve uma certa simpatia para com a abordagem sindicalista. A ascensão irrefreável de Gandhi e a adoção unívoca de sua doutrina na maior parte do movimento pela autodeterminação o levaram, em primeiro lugar, à retirada do ativismo político. Nos anos seguintes, até 1935, Ali Jinnah consolidou uma abordagem mais pragmática da posição dos muçulmanos em face da autodeterminação. A opção de uma União Indiana secular e plural suporia, de acordo com suas exposições, a supremacia dos hindus sobre o resto dos membros coletivos do Estado.

Apesar do afloramento de abordagens alternativas para o Partido do Congresso, que não era II Guerra Mundial, o grande ponto de viragem na evolução da região. Se a doutrina de Gandhi manteve a sua posição de oposição a uma administração colonial enfraquecido pela guerra, a Liga Muçulmana ofereceu cooperação total para os britânicos na guerra, especialmente após a ocupação japonesa da Birmânia, que colocou o Império do Sol Nascente às portas da União Indiana. 

O “partitionist alternativa” ganhou o apoio durante o curso do conflito mundial, mas não foi até o final da guerra, quando eventos acelerou a um ritmo tal que se dedicaram ao território à beira de uma guerra civil. No quadro da sociedade internacional do pós-guerra e do compromisso com o direito à autodeterminação defendido pelas Nações Unidas, a possibilidade de manter a integridade da União Indiana após a retirada britânica parecia inaceitável. Como resultado disso, o governo britânico anunciou em fevereiro de 1947 o início de uma transição que condicionaria o futuro da região.

Lord Mountbatten, último vice-rei da Índia, estava encarregado de administrar a descolonização. Sua solução, conhecida como Linha Mountbatten, materializou a partição do território em dois delimitado pela pergunta estados religiosos: Índia, de maioria hindu, eo Paquistão, de maioria muçulmana. Como poderia ser diferente, o ajuste territorial envolvia grandes movimentos populacionais. Estima-se que houvesse cerca de 20 milhões de pessoas deslocadas. materializou a partição do território em dois estados delimitados pela questão religiosa: a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, de maioria muçulmana. 

Como poderia ser diferente, o ajuste territorial envolvia grandes movimentos populacionais. Estima-se que houvesse cerca de 20 milhões de pessoas deslocadas. materializou a partição do território em dois estados delimitados pela questão religiosa: a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, de maioria muçulmana. Como poderia ser diferente, o ajuste territorial envolvia grandes movimentos populacionais. Estima-se que houvesse cerca de 20 milhões de pessoas deslocadas.

India fue anexionando territorios después de su independencia, algunos de manera pacífica y otros mediante conflictos. Fuente: Origins
India fue anexionando territorios después de su independencia, algunos de manera pacífica y otros mediante conflictos. Fuente: Origins

O procedimento parecia simples e, de certa forma, inquestionável: uma divisão territorial seria realizada de acordo com as maiorias presentes em cada província ou principado, bem como de acordo com a posição geográfica dos diferentes territórios. O destino das províncias foi resolvido com maior ou menor eficiência, chegando mesmo a concordar com a divisão de Punjabi ou Bengala. Nos principados, entidades com maior poder autônomo, a última palavra recaiu sobre os marajás-príncipes, independentemente de sua religião. Enquanto houve correspondência entre os interesses do marajá e a maioria da população, alguns como Junagadh e Hyderabad apresentou problemas na maioria dos principados, mas, sem dúvida, o caso que nós, Jammu e Caxemira diz respeito, é o mais representativo.

Caxemira, entre a Índia e o Paquistão: origens e evolução da disputa

A disputa da Caxemira repousa sobre uma diversidade étnica e religiosa que não foi resolvida durante a partição. A condição fronteiriça do território, seja na Índia ou no Paquistão, condicionava sua incorporação a um ou outro estado exclusivamente ao sentimento de sua população e, em última análise, à palavra do marajá. O Principado, servindo ao império britânico durante um século, estava sob o domínio de uma família hindu, enquanto 77% da população era de origem muçulmana, 20% hindu e os restantes 3% consistia em sikhs e budistas .

O ativismo político pela autodeterminação do território reproduzia as linhas gerais do mandato britânico, com um movimento plural incorporado na Conferência Nacional e outro muçulmano restritivo representado por uma divisão do anterior, a Conferência Muçulmana. Mohamed Abdalá, líder da Conferência Nacional, alinhou-se ao Partido do Congresso. O movimento pela autodeterminação na Caxemira apresentou uma certa singularidade nacionalista no início das duas opções majoritárias. No entanto, a liderança de Abdalá ganhou o movimento pluralista de apoio de massa, incluindo os muçulmanos. Foi no momento da partição, quando houve a grande contradição que acendeu o estopim de uma disputa que ainda não foi resolvida.

Com uma população majoritária a favor de um estado plural, foi o marajá de origem hindu que iniciou uma aproximação às posições paquistanesas. No entanto, como resultado da permissividade do marajá em relação ao movimento pluralista e, em particular, ao xeque Abdullah, a posição do Paquistão foi ameaçada de tal forma que ele optou por iniciar uma invasão silenciosa com o objetivo de ganhar o controle do território. Milhares de pashtuns entraram no principado sem encontrar pouca resistência, de modo que, diante da impossibilidade de deter seu avanço, o marajá pediu ajuda a Nova Déli. Como condição “sine qua non” marajá teve que comprometer a incorporação do território à Índia e, mais tarde, essa opção teve de ser endossada pela população. O Acordo de Adesão foi então assinado, uma decisão histórica que a Índia está empreendendo e o Paquistão rejeita até hoje.

Entre 1947 e 1948, o confronto terminou em uma guerra aberta entre os dois estados. As Nações Unidas trabalharam para um plano de paz que finalmente se materializou na exigência de um referendo e na criação de uma Linha de Cessar-fogo, que após os próximos conflitos seria renomeada Linha de Controle e se tornaria de fato na linha fronteira entre a Índia eo Paquistão.

Abdullah foi eleito primeiro-ministro de Jammu e Caxemira, que se juntou à Índia com um status de alta autonomia que apenas relegou a Nova Delhi os poderes de defesa, relações exteriores e comunicações. A conivência entre Abdullah e Nehru, bem como entre o Partido do Congresso e a Conferência Nacional, foi total a princípio. Seria de 1953, quando as relações entre ambos eram complicadas. Abdalá iniciou os preparativos para o referendo, mas modificou substancialmente seu conteúdo inicial: além das opções da Índia ou do Paquistão, deu mais um passo em direção à plena autonomia com uma opção que contemplava a autodeterminação do território como Estado soberano. Contra a deriva nacionalista de Abdalá,

Em 1959, surge um novo ator que completa a “quadratura do círculo”: China invade Tibet e afirma seus direitos sobre as áreas de fronteira em disputa com a Índia, Aksai Chin na Caxemira e Arunachal Pradesh norte de Assam. O avanço chinês levou ao fim de 1962 em um conflito armado que resultou na derrota de Nova Delhi e no subsequente controle de Aksái Chin por Pequim. O Paquistão começou a considerar a oportunidade que a China representava em sua rivalidade com a Índia.

Em Azad Conferência muçulmana da Caxemira, na guerra de 1947 foi posicionada no lado paquistanês, exerceu o controle efetivo do território sob Paquistão. Em 1965, aproveitando a crescente agitação social em Jammu e Caxemira gerada como resultado de uma década sem Abdala, dez anos de desconfiança New Delhi, o Paquistão lançou uma ofensiva militar na esperança de encontrar apoio entre a população muçulmana. No entanto, a animosidade contra Nova Deli não correspondia a uma mudança de bandeira. Índia derrota contra o Paquistão mergulhou em um período turbulento de crise interna sintetizou foi a guerra para a independência do Paquistão Oriental, hoje Bangladesh, que teve lugar em 1971.

Durante as décadas seguintes, salvando um período de relativa calma ocorrido a partir de 1977 com o retorno de Abdalá ao poder, predominou a violência, a repressão e a corrupção. Durante seus vinte anos de prisão, Abdullah suavizou sua posição ideológica ao ponto de rejeitar a auto – determinação e realinhados com os interesses de New Delhi para ganhar o controle de um território cuja autonomia tinha sido reduzida drasticamente. Após sua morte em 1982, o futuro político do território foi caracterizado pela instabilidade e pelo sectarismo. Movimentos políticos começaram a se formar e, a partir de 1990, tornaram-se organizações insurgentes , treinadas em território paquistanês, que recorreram ao uso de táticas terroristas.

As relações indo-paquistanesas desde o final dos anos oitenta foram marcadas, em geral, por disputas de baixa intensidade em nível internacional e por terrorismo interno. Juntamente com a corrida nuclear em que ambos os países iniciaram no final dos anos noventa, o maior expoente da rivalidade foi a Guerra Kargil (1999), que irrompeu quando soldados paquistaneses cruzaram a Linha de Controle em Jammu e Caxemira. Foi precisamente o resultado da guerra – um novo fracasso para o Paquistão e uma vitória política para a Índia -, bem como o novo contexto internacional e a necessidade imperativa de resolver um conflito sangrento, que levou ambos os países a refletir sobre a questão do conflito. Caxemira e suas relações bilaterais.

O Diálogo Omnicomprehensivo como princípio de compreensão

O processo de reflexão iniciado pela virada do século levou a conhecida como “Diálogo Omnicomprensivo”, que começou com um cessar-fogo na Linha de Controle em 27 de Novembro de 2003. Posteriormente, o processo foi aceito por ambas as partes como resolução espacial suas controvérsias. A importância da Caxemira no diálogo varia, uma vez que para o Paquistão representa uma singularidade que pré-condiciona o resto das questões, enquanto a Índia situa a controvérsia como outra questão nas relações com o vizinho. O Paquistão, por sua vez, defende a mediação das Nações Unidas e a convocação de um referendo no território.

La situación geoestratégica de India hace que su diferendo con Pakistán sea sólo uno de sus frentes. Fuente: Philippe Rekacewicz
La situación geoestratégica de India hace que su diferendo con Pakistán sea sólo uno de sus frentes. Fuente: Philippe Rekacewicz

Os primeiros anos do diálogo resultaram numa aproximação de posições na luta contra o terrorismo, na compreensão da moratória nuclear, na promoção das relações comerciais e na busca de uma solução para as disputas territoriais. No entanto, após os ataques de Mumbai (2008), o processo permaneceu no limbo. A Índia acusou o Paquistão de apoiar os perpetradores do ataque. Apenas alguns meses atrás, em dezembro de 2015, ambos os países optaram por retomar o diálogo. O compromisso atual retoma as questões de relevância e leva em consideração as principais preocupações atuais: o diálogo sobre paz e segurança regionais, disputas territoriais, cooperação em assuntos econômicos e comerciais, assim como as telecomunicações e a luta contra o terrorismo. e tráfico de drogas.

O septuagésimo aniversário da divisão da União Indiana está se aproximando e as conseqüências de sua má gestão são a base de uma rivalidade que hoje podemos considerar como histórica. Se a sociedade internacional da segunda metade do século XX condicionou claramente a evolução das relações entre a Índia e o Paquistão, bem como sua projeção internacional, atualmente ambos os países estão enquadrados dentro do mesmo paradigma e enfrentam problemas comuns, globalmente ou regionalmente. A resolução do diálogo é mais condicionada pela vontade política do que pela rivalidade histórica.

A retomada do diálogo é um sinal de uma política externa que amadureceu e aprendeu com os erros e conseqüências do passado. Décadas de confronto, mesmo de conflito armado, não resolveram uma situação que permaneceu no limbo. A Caxemira é a questão central de relações extremamente complexas com amplas repercussões regionais. No terreno, a desconfiança continua afetando uma população cansada de violência . O entendimento entre a Índia e o Paquistão repousa, em última análise, na resolução de um conflito que transcende a esfera local, mas cuja origem, em particular o fator religioso, permanece assim.

Ler na íntegra: http://twixar.me/PpC

*Yakuza: katanas, tatuagens e limousines

EXTRAÍDO EM PARTES DE: http://elordenmundial.com/2015/12/11/yakuza-katanas-tatuajes-y-limusinas/
Yakuza street fighter aggressively showing off his tattoo in Kabukicho, Shinjuku, Tokyo – 2010

Asimismo, las nuevas tecnologías preocupan a las fuerzas del orden de Japón, que temen una guerra en la que drones armados y pistolas fabricadas con impresoras 3D sean puestas en juego. No obstante, ¿quiénes forman la yakuza? ¿Y cómo una de las naciones más seguras del planeta ha dado lugar al grupo mafioso más grande del mundo?

Los orígenes: ronin, vendedores ambulantes y casinos

Los inicios de la yakuza se trazan alrededor de 1603, con el comienzo del Período de Edo (1603-1868). La estabilidad y la paz que llegaron con dicha época llevaron al desempleo a alrededor de 500.000 samurais, cuyas habilidades militares ya no eran necesarias. Sus opciones se limitaban a abandonar las armas y hacerse campesinos o convertirse en sirvientes de los nuevos señores feudales, los daimyo. No obstante muchos de ellos prefirieron elegir el camino del ronin, los samurais sin un señor al que servir, dedicándose al bandidaje y al saqueo de pueblos. Organizados en bandas, con un argot propio y una férrea lealtad, es probable que sembraran las primeras semillas de lo que hoy es la yakuza.

No obstante, las raíces más recientes de la mafia nipona aparecen a mediados del ya nombrado período de Edo, en forma de dos grupos situados en la parte más baja de la estricta estructura social de la época: los tekiya y los bakuto. Los primeros se dedicaban a la venta ambulante en ferias y mercados, muchas veces de mercancías robadas, ilegales o simplemente de mala calidad. Los segundos se dedicaban al negocio de las casas de apuestas. El juego, que se llevaba a cabo en templos y santuarios abandonados a las afueras de las ciudades, y considerado ilegal, les convertía en una casta aún más marginada que los primeros. De hecho, el nombre “yakuza” proviene de la pronunciación de 8-9-3 (Ya-Ku-Za) la peor mano en el juego de cartas japonés Oicho kabu. Sus actividades en los márgenes de la legalidad y su posición social como desheredados llevó a dichos grupos a nutrirse de criminales, de las castas marginadas y de los inmigrantes de origen coreano traídos a Japón como esclavos, desarrollando una serie de normas y una estructura organizativa propias.

A pesar de todo, se estima que el grupo más antiguo considerado oficialmente como yakuza, y aún existente a día de hoy, el Aizukotetsu-kai, data de finales del siglo XIX. Su creación coincide con los primeros años de la época Meiji, iniciada en 1867. Esta nueva era sumergió a Japón en un proceso de cambios acelerados que lo convertirían en la nación industrializada que conocemos a día de hoy. Los grupos yakuzas no se quedarían atrás, sino que se adaptarían a los nuevos tiempos, diversificando sus negocios e involucrándose en política, especialmente durante el auge del ultranacionalismo durante los años 30 e incluso participando en la invasión de Manchuria.

Sin embargo, sin duda alguna, la yakuza tal y como la conocemos a día de hoy se forjaría definitivamente después de la Segunda Guerra Mundial, cuando dichos grupos se involucraron directamente en la gestión del mercado negro de productos básicos y en la organización de apuestas, estableciendo incluso pactos con los estadounidenses para frenar la extensión del comunismo en Japón. A partir de ahí irían introduciéndose en el mercado inmobiliario de la postguerra, en actividades de extorsión, chantaje y fraude, hasta involucrarse en la política japonesa, aprovechándose del vacío de poder local durante los años de ocupación de los Aliados e incluso participando de la financiación del Partido Democrático de Japón, que vendría a gobernar durante los siguientes 50 años. El poder y la violencia desplegados por la yakuza se dispararon y fueron adquiriendo la estética que conservan aún a día de hoy: trajes de corte occidental, camisas blancas, gafas de sol oscuras, coches de lujo… Durante los años 50 su número se elevaría poderosamente, llegando a coexistir 5200 bandas por todo Japón, con alrededor de 184.000 miembros –más que el propio ejército japonés en aquellos momentos–, lo que llevaría a los primeros grandes y sangrientos enfrentamientos entre grupos.

El camino de la yakuza: disciplina y lealtad

A lo largo de su desarrollo, la yakuza iría desarrollando una estructura organizativa particular, basada en la dualidad oyabun-kobun, donde oyabun sería la figura patriarcal y protectora y kobun el hijo en el cual el primero deposita toda su confianza a cambio de una lealtad y un respeto ciegos y absolutos. Posteriormente, a medida que la yakuza crecía, los códigos de normas se harían más complejos y extensos hasta conformar el código jingi, configurando un modo de vida muy estricto basado en la lealtad, el deber y la justicia.

El resultado sería una jerarquía férrea de forma piramidal. En la cúspide se encontraría el kumicho, el oyabun supremo, cuya voluntad y decisiones permean hasta lo más bajo de la estructura, hasta el último de los kobun. Entre ambos extremos se sucederían una serie de posiciones de poder gobernadas por el mismo principio padre-hijo, tales como el saiko komon –el consejero supremo–, el ho sonbucho –el jefe del cuartel general– o numerosos wakashu –jefes inferiores–, cada una de las cuales con un determinado número de hombres y territorios bajo control. Las bases se nutren constantemente de jóvenes, generalmente pertenecientes a clases desfavorecidas, huérfanos o en riesgo de exclusión social. Los aspirantes a yakuza renuncian a sus lazos afectivos y familiares y los transfieren al líder de la banda, que a partir de entonces constituirá la espina dorsal de su vida. Es curioso cómo dicho vínculo con la organización de la que se es parte se reproduce de forma semejante en las empresas y compañías japonesas. De la misma forma, en la ceremonia de unión a la yakuza oyabun y kobun comparten sake para sellar su vínculo, una práctica común en otros ámbitos de la vida en Japón, que se realiza también, por ejemplo, para zanjar un matrimonio.

El vínculo con la banda se materializa también con otra práctica muy particular, el irezumi, consistente en tatuarse el cuerpo completo mediante la técnica tradicional japonesa. El procedimiento, muy doloroso y con un alto coste económico, simboliza no sólo la pertenencia a la banda grabada en la piel, sino también la resistencia física, la dureza y el poder económico del portador.

Por otra parte, contradecir una orden directa de un superior, el fracaso en una misión o cualquier acto que sea considerado una falta de respeto o una violación de la cadena de mando son acciones severamente sancionadas. Una de las fórmulas de castigo más particulares de la yakuza es la denominada yubitsume, consistente en cortar una o varias falanges de los dedos de la mano del miembro penalizado, empezando siempre por los meñiques. La tradición, que es llevada a cabo por el propio destinatario del castigo, hunde sus raíces en los orígenes de la yakuza, cuando seguían utilizándose katanas, o espadas samurai. El perder el meñique y el anular hace imposible blandir la espada con fuerza, haciéndote débil en el campo de batalla. Así, tu dependencia para con el kumicho se hace más fuerte. Con ello, la auto-amputación no es sino una muestra de sumisión ante el líder. Sin embargo, dicha práctica no está exenta de problemas, dado que al ser tan común y particular de los yakuza se convierte en un estigma difícil de ocultar en el caso de que, por ejemplo, un ex-miembro de la banda quiera reintegrarse en la sociedad o encontrar un trabajo en un entorno ajeno al grupo, lo que ha llevado a la proliferación de un rentable mercado de prótesis de dedos.

La yakuza hoy

Según la Agencia Nacional de Policía de Japón, entre 1992 y 2010 el número de miembros de la mafia nipona se mantuvo en alrededor de 80.000. A pesar de todo, distintas operaciones policiales a gran escala y el desarrollo de una legislación más estricta han llevado a la desintegración de muchos grupos yakuza en los últimos cinco años. Actualmente la mayor parte de la yakuza se divide en 21 grandes grupos con más de 53.000 miembros, siendo Yamaguchi-gumi el más numeroso de ellos, con entre 23.000 y 26.000 integrantes, si bien sus números se encuentran en declive. Es sin duda la banda más temida por las autoridades, y que controla directa o indirectamente más de la mitad de las actividades criminales de Japón.

De la misma forma se encuentran íntimamente vinculados con la clase política japonesa, participando no sólo en la financiación de campañas, sino también organizando la seguridad de los candidatos durante sus mítines. Así, por ejemplo, en 2012, el ministro de educación Hakubun Shimomura, ferviente defensor de una “educación moral”, se vio involucrado en un escándalo al revelarse que había recibido apoyo político y financiero por parte de Yamaguchi-gumi para su campaña de promoción como ministro. Su influencia alcanza todos los niveles, incluido el ministro de justicia, así como el mundo de la construcción, los ministerios de finanzas y el de industria y tecnología, o el comité de los juegos olímpicos, así como el mercado de divisas y el de trabajo, con una gran influencia en los sindicatos. Aportando una gran parte, por ejemplo, de la masa de trabajadores del sector nuclear, y lucrándose de crisis como la de Fukushima. Asimismo, los grandes bancos japoneses se han visto inmersos en los asuntos de la yakuza al revelarse que habían prestado dinero a entidades vinculadas al crimen organizado, que habían permitido abrir cuentas a conocidos miembros de la mafia o que habían facilitado información confidencial.

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Formalmente, las distintas organizaciones yakuza no son ilegales. Las direcciones de sus cuarteles generales se encuentran registradas por la Agencia nacional de Policía y sus líderes se relacionan y mueven como hombres de negocios cualquiera a través de compañías pantalla, totalmente indistinguibles de negocios legales, con tarjetas y logos empresariales propios. Además, la policía y las organizaciones mantienen ciertas relaciones formales poco usuales, siendo los detectives invitados a las sedes de la yakuza para tomar el té y mantenerse informados de cambios internos de las bandas, o concertando citas con antelación en el caso de que las autoridades vayan a registrar uno de los cuarteles generales. Asimismo, algunas como Yamaguchi-gumi, cuentan con fanzines, revistas semanales, comics y hasta himno oficial y una página web en contra del consumo de drogas. Todo ello, siguiendo fielmente el consejo de Kazuo Taoka líder de Yamaguchi-gumi entre 1946 y 1981: “Todos debéis tener un empleo legítimo”.

VÍDEO: Canción oficial de la Yamaguchi-gumi

Además, los líderes de la yakuza no se consideran a sí mismos criminales, y no cesan en sus intentos de demostrar su función solidaria y protectora para con la sociedad japonesa, buscando venderse como una suerte de organizaciones humanitarias destinadas a preservar el orden y las tradiciones en Japón. Todo ello a la vez que dan cobijo a los individuos tradicionalmente dejados de lado por la sociedad. De hecho, es notable su rápida actuación en situaciones de crisis, como en el caso del tsunami de 2011.

A pesar de ello, la inmensa mayoría de los ingresos de la yakuza derivan de actividades ilegales de todo tipo, incluyendo extorsión –especialmente en la versión llamada sokaiya–, lavado de dinero, chantaje, juego, pornografía y prostitución. Si bien es curiosa su postura frente al tráfico y consumo de drogas, consideradas ambas actividades perjudiciales para el individuo y la salud de la nación, aunque su vinculación con este tipo de negocios no es inexistente.

A nivel internacional la yakuza se vincula con otros grupos criminales para llevar a cabo sus actividades y se la ha acusado de tráfico de drogas y blanqueo de dinero. Por otra parte, en 2015, el Departamento del Tesoro de los estados Unidos los calificó de grupo transcontinental de crimen organizado, y Obama afirmó que no cesará en sus esfuerzos para limitar su influencia y cortar de raíz sus actividades a través de sanciones y otros medios, con el fin de asegurar su seguridad nacional.

La guerra que viene

En definitiva, la presencia de la yakuza no va a desvanecerse de la noche a la mañana. Han demostrado una enorme capacidad de adaptación a su tiempo desde hace más de un siglo y sin duda alguna venderán cara su extinción. A pesar de ello, el sindicato criminal deberá restructurarse y afrontar los nuevos retos, procedentes tanto desde el exterior, con los Estados Unidos situando a la yakuza en el punto de mira tras el olvido durante los años posteriores al 11 de septiembre; como desde el interior, con una población civil dispuesta a enfrentarse a las bandas y a denunciar sus actividades, y con un cuerpo policial cada vez menos dispuesto a colaborar y apoyada con “leyes anti-yakuza” que no dejan de proliferar y de endurecerse desde 1992.

LER NA ÍNTEGRA EM: http://elordenmundial.com/2015/12/11/yakuza-katanas-tatuajes-y-limusinas/