*Três Irmãos Atingidos Pela Barragem de Acauã

Do: Movimento Dos Atingidos Por Barragens

Orlando Bernardo foi brutalmente assassinado na noite deste sábado (8) no Acampamento Dom José Maria Pires, localizado no município de Alhandra, na Paraíba. Irmão do coordenador do MAB Osvaldo Bernardo, tinha visto seu outro irmão morrer também assassinado em 2009. Conheça a história desta família de luta que expõe o fracasso da proteção dos lutadores de direitos humanos no Brasil e as inúmeras violações de direitos humanos geradas pela construção de barragens no país.

Orlando (à esquerda) e Osvaldo (à direita) no Assentamento Zumbi dos palmares, em Mari- PB.

Há quinze anos, 800 famílias paraibanas sofrem violações de direitos humanos em decorrência da construção da barragem de Acauã. Elas viviam da agricultura, mas ficaram embaixo da água. Suas terras, casas, trabalhos, laços de apoio e solidariedade: sua história. 

O Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana CDDPH (atual Conselho Nacional de Direitos Humanos) reconheceu a existência das violações de direitos humanos dos atingidos em missão realizada em 2007, realizando uma séria de recomendações como o reassentamento das famílias. Em 2013 foi realizada uma missão de monitoramento para verificar se as recomendações foram efetivadas e o Conselho constatou que muito pouco foi feito, agravando a situação das pessoas.

O relatório do CDDPH sobre a situação do povo de Acauã em 2013 não diferia muito daquela encontrada em 2007: “o empreendimento provocou uma degradação das condições de vida materiais das pessoas, com a ruptura de redes culturais, sociais e econômicas; agravando e piorando a sua anterior condição de existência; colocando-os em situação de exclusão social que não havia anteriormente”.

“Não existem dúvidas para o Grupo de Trabalho que a situação dos atingidos por barragens de Acauã é uma grave situação de violação de direitos humanos decorrente da implantação de uma barragem no Brasil” e que “as recomendações do CDDPH não foram analisadas, debatidas, estudadas, criticadas e muito menos implementadas neste período, demonstrando que o Estado, em seus três níveis (Federal, Estadual e Municipal) e nos seus três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) não têm tomado medidas eficientes para sustar e sanar as violações de direitos humanos dos atingidos por Acauã” – afirma o relatório de monitoramento.

Veja mais informações neste link.

A família de Odilon, Orlando e Osvaldo é uma dessas famílias atingidas pela barragem de Acauã que foi marcada de forma trágica pelo descaso do Estado brasileiro. Em 2009 Odilon Bernardo Da Silva Filho, aos 33 anos, foi assassinado com tiros pelas costas em uma emboscada na cidade de Aroeiras, na Paraíba, próximo a sua residência em Pedro Velho, um dos três reassentamentos onde estão alojadas 470 famílias atingidas pela barragem de Acauã. Odilon voltava para sua residência depois de um encontro com amigos e militantes do MAB. Antes do crime acontecer, integrantes do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens da região já vinham denunciando sofrer ameaças de morte. Uma semana antes do assassinato, um rapaz que passava de moto próximo a um dos reassentamentos havia sido atingido com um tiro pelas costas. A violência e o assassinato possuem ligação com as ameaças.

José Bernardo da Silva, conhecido como Orlando Bernardo, irmão de Odilon, em razão de sua família ter perdido suas terras por causa da barragem, passou a reivindicar a reforma agrária no Estado da Paraíba, participando do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Nove anos após a morte de seu irmão Odilon, foi brutalmente asassinado, junto com Rodrigo Celestino, na noite do sábado (8 de dezembro de 2018) no Acampamento Dom José Maria Pires, localizado no município de Alhandra (PB). Há mais de 20 anos o MAB vem organizando as famílias atingidas pela barragem de Acauã, denunciando a violação dos seus direitos e a reparação dos impactos sociais causados pela obra. A justiça social e econômica teria evitado essas duas mortes, assim como uma política nacional que reconhecesse os direitos dos atingidos por Barragens.

O terceiro irmão, Osvaldo Bernardo, que também integra a coordenação nacional do MAB, desde a morte de Odilon entrou para o Programa de proteção aos defensores dos Direitos Humanos. Osvaldo sempre denunciou que a indenização paga as famílias foi incapaz de manter as mesmas no campo: “A indenização que foi feita foi vergonhosa. Teve quem recebesse R$ 500, outras receberam R$ 1 mil. Para nós, deveria ter sido feito o reassentamento do povo, mas fizeram uma favela rural”. 

A Procuradoria Geral da República (PGR) reconhece que vivemos “diante do contexto sombrio de violência contra os movimentos sociais” e que estamos muito distantes no Brasil da “efetivação dos direitos garantidos pela Declaração Universal dos DDHH” que completa 70 anos hoje. O MAB reitera a necessidade de uma política efetiva no Brasil de proteção aos defensores e defensoras de direitos humanos e principalmente, de Reforma Agrária e de reparação às famílias atingidas por barragens, as verdadeiras razões da existência de organização e resistência popular no campo brasileiro junto ao MST e ao MAB.

Continuaremos exigindo a reparação das famílias, a proteção a Osvaldo, a punição na forma da lei dos responsáveis pelo crime contra o bem maior de qualquer pessoa: a vida. Àguas para vida, não para morte!

O documentário O Canto de Acauã denuncia a situação dos atingidos por barragens na Paraíba. O filme relata os problemas enfrentados pelas comunidades ribeirinhas depois da construção da Barragem de Acauã. A obra, construída para abastecimento de água, lhes tirou a terra, a moradia e o trabalho, ou seja, as condições para a vida digna. Não foi garantido nem o abastecimento de água para essas famílias, muito menos o acesso à saúde e à educação. Imagens coletadas em 2002, um pouco antes de a barragem ser concluída, mostram como era a vida das comunidades, as casas, o posto de saúde, etc. O vídeo faz parte de uma campanha nacional do MAB que visa denunciar a violação dos direitos humanos por ocasião da construção de barragens em todo o país.

*Terrorismo de Estado em Curitiba – 07/12/2018

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O dia 07 de dezembro de 2018 será lembrado como um dos dias mais tristes e revoltantes da história de Curitiba e da luta por moradia no Brasil.

A ocupação urbana 29 de Março foi completamente destruída devido a um incêndio, que segundo o relato dos moradores, foi causado pela Polícia Militar do Paraná. Além do fogo alastrado, ocorreram, pelo menos, duas execuções no local, vários desaparecidos e um número ainda desconhecido de mortos.

Luta por Moradia na Região – Ocupações urbanas recentes na Cidade Industrial de Curitiba (CIC)

A região que foi atingida pelo incêndio é um local de muita luta por moradia e vida digna na cidade. Em uma área da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), bairro da capital paranaense, estão localizadas quatro ocupações recentes, onde, somadas, abrigam mais de mil famílias.

As ocupações Nova Primavera (ocupada em 2012), 29 de Março(ocupada em 2015), Tiradentes (ocupada em 2015) e Dona Cida(ocupada em 2016) foram organizadas pelo Movimento Popular por Moradia (MPM)/Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Paraná (MTST).

Ao longo desses anos foram feitas diversas manifestações de rua, reuniões com o Poder Público, atividades e saraus. Desde então, a Prefeitura Municipal de Curitiba e a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (COHAB-CT) nunca deram resposta à altura das reivindicações do povo.

Neste fatídico dia 07 de dezembro, uma destas comunidades, a 29 de Março, foi completamente devastada. Mais de 300 famílias perderam suas casas, animais de estimação, móveis, alimentos, roupas e pertences.

Dentre essas famílias, estendemos grande solidariedade às famílias haitianas, que além de sofrerem com a dificuldade básica de comunicação por conta de seu idioma de origem, têm sofrido intensamente com o racismo e a xenofobia no Brasil. Não é incomum que essas pessoas, ainda que qualificadas, só consigam se inserir no mercado de trabalho em ofícios desgastantes, recebendo salários de miséria, não tendo moradia digna e condições de vida adequadas.

Terrorismo de Estado na Comunidade 29 de Março

Foi por volta das dez horas da noite que o fogo foi ateado em algumas casas da Comunidade 29 de Março. Logo o fogo se alastrou e tomou conta de tudo. O Corpo de Bombeiros do Paraná demorou por volta de uma hora para chegar ao local e a Polícia Militar tentou dificultar sua ação, de modo que as centenas de casas da comunidade acabaram por ser totalmente destruídas.

Relatos e detalhes em: “O Horror que a Polícia causou em Curitiba

Centenas de famílias perderam tudo o que tinham. Inúmeros cães morreram carbonizados. Muitas pessoas desaparecidas. Possivelmente outras mortes serão confirmadas.

O Estado Policial de Ajuste e a criminalização da pobreza

Caracterizamos o atual momento da conjuntura brasileira como sendo de um “Estado Policial de Ajuste“, marcado por uma agenda agressiva contra o povo, que escancara o lado mais selvagem do sistema capitalista. Caíram as máscaras e mediações que marcaram período recente de nossa história. Sempre soubemos, no entanto, que por trás das aparências, grande parte da população brasileira vive sob um “Estado de Exceção”, convivendo com a barbárie gestada dentro da farsa chamada “Estado Democrático de Direito”.

Para o povo pobre, negro, morador das periferias, a face do Estado sempre foi a da brutalidade. Os direitos básicos (saúde, educação, emprego, saneamento básico, moradia) são muito restritos, quando não estão completamente ausentes. Por outro lado, a repressão policial se faz muito presente no cotidiano dos moradores, que desde muito cedo convivem com as formas institucionalizadas do racismo e da criminalização da pobreza, as quais constituem a base da formação ideológica e de atuação das polícias brasileiras.

As ruínas do mito da “cidade modelo”

Foi na década de 1970 que se iniciou um mito brasileiro de que Curitiba seria uma “cidade modelo”, um exemplo de urbanização, mobilidade e qualidade de vida.

Esse mito foi construído com base não apenas em grande publicidade, como também na enorme exclusão da população pobre, que foi sendo “jogada” para as regiões mais distantes do centro e mais carentes de serviços públicos.

Essa farsa de um suposto “planejamento democrático” não é uma exclusividade da cidade de Curitiba, mas tem na capital paranaense um de seus principais símbolos, repetido em discursos de governantes e burocratas.

Em paralelo à propagação dessa mentira, a cidade guarda um histórico de lutas e martírios de movimentos sociais e associações de moradores na luta por um terreno, por um lar, por moradias dignas. Essas lutas ocorreram e ocorrem em todas as regiões da cidade e tem nas ocupações do CIC um de seus maiores exemplos.

Leia na íntegra: TERRORISMO DE ESTADO EM CURITIBA

Leia mais: Matéria do repórter Ricardo Vilches  

*Deus Salve a Rainha

Corria 1977, quando Elizabeth II, da Inglaterra, celebrava 25 anos de reinado, a banda inglesa Sex Pistols lançava seu segundo single, intitulado “God Save the Queen”.

Em seu segundo verso, a banda nada mais fez que dar nome ao regime monárquico Inglês, lembrando que a rainha Elizabeth ll é a maior latifundiária do planeta, ela é dona de países inteiros

Deus Salve A Rainha -1977 (tradução)
Deus salve a rainha
Seu regime fascista
Fez de você um boçal
Bomba de hidrogênio em potencial

Deus salve a rainha
Ela não é um ser humano
Não há futuro
Nos sonhos da Inglaterra

Não seja dito o que você quer
Não seja dito sobre o que você precisa
Não há futuro, nenhum futuro
Nenhum futuro para você

Deus salve a rainha
Falamos sério, madame
Nós amamos nossa rainha
Deus a salve

Deus salve a rainha
Porque turistas são dinheiro
E nossa representante
Não é o que parece

Ah, Deus salve a história
Deus salve seu louco desfile
Ah, Senhor, Deus tenha piedade
Todos os crimes são pagos

Quando não há futuro, como pode haver pecado?
Nós somos as flores na lixeira
Nós somos o veneno em sua máquina humana
Nós somos o futuro, seu futuro

Deus salve a rainha
Falamos sério, madame
Nós amamos nossa rainha
Deus salve

Falamos sério, madame
Não há futuro
Nos sonhos da Inglaterra

Sem futuro
Sem futuro
Sem futuro para você

Sem futuro
Sem futuro
Sem futuro para mim

Sem futuro
Sem futuro
Sem futuro para você

Sem futuro
Sem futuro
Sem futuro para você

Leia também: Os 5 Maiores Latifundiários do Planeta

*Botar crianças para trabalhar no Brasil dá multa de …R$ 400,00

Do: Luíz Mueller 

Criança que deveria estar na Escola, se posta a trabalhar por empresário inescrupuloso, custará só R$ 400,00 de multa. A Lei é benevolente com exploradores de mão de obra infantil. É o que constata a matéria da CUT que publico a seguir.  Se agora é assim, imagina depois do desmonte do Ministério do Trabalho, o que será. Segue a matéria da CUT BRASIL

58 trabalhadores são encontrados em situação precária e crianças são resgatadas

Uma ação de fiscalização do Ministério do Trabalho resgatou 16 pessoas com menos de 18 anos trabalhando em lavouras de quatro fazendas na região de Ponta Grossa, no Paraná. Entre eles, haviam 2 crianças

notice

Uma ação de fiscalização do Ministério do Trabalho resgatou 16 pessoas com menos de 18 anos trabalhando em lavouras de quatro fazendas na região de Ponta Grossa, no Paraná. Entre eles, havia uma criança de 11 anos e outra de 13. Ao todo, 58 trabalhadores atuavam sem registro em carteira nos locais.

Segundo os auditores, não havia água potável ou banheiros no local, nem espaço adequado para refeições. Os agricultores também não fizeram o exame admissional, como determina a lei, e não tinham equipamentos de proteção individual.

A operação do Ministério do Trabalho começou em 3 de dezembro e terminou nesta quinta-feira (6). Ao todo, nove frentes de fiscalização se dividiram em lavouras de batatas e maçãs nos municípios de Contenda, Lapa, Porto Amazonas e Palmeira.

A multa por cada caso de trabalho infantil é de R$ 400,00 e pode aumentar de acordo com o faturamento do empregador. A punição pela falta de registro em carteira e pelas condições insalubres chega a R$ 3 mil por trabalhador.

A matéria acima, como viram, se refere a uma ação no Paraná. No entanto no Brasil inteiro, em dois anos sem o PT no Governo, o desemprego e a miséria voltaram. E voltaram também as piores formas de exploração da classe trabalhadora e dos filhos dos trabalhadores, obrigados a trabalhar e até abandonar a escola para “ajudar no sustento da família”, com a redução dos Programas Sociais como o Bolsa Família. Leia no link a seguir o pior veneno que contamina os chocolates que você come e dá de presente:

Todo chocolate à venda no Brasil está contaminado… pelo trabalho infantil e por exploração de trabalhadores

Não se trata de não comer o chocolate no Natal, por que ninguém vai deixar de fazê-lo. Mas de se conscientizar de como ele é feito. E de que boa parte dos trabalhadores que trabalham na cadeia produtiva dele e as crianças submetidas a trabalho ilegal, ganham tão pouco que nem vão poder comer o chocolate fruto de seu trabalho. É a tal “Luta de Classes”, que muitos deixam de falar por que se sentem agora “empreendedores”. Mas continuam vivendo de seu próprio trabalho. Se pararem de trabalhar, não comem nem comida, que dirá chocolate. Se vivem do trabalho, são trabalhadores. Por que então estariam ao lado do Capital financeiro, dono das fábricas e cujos proprietarios de verdade a gente nem enxerga por que não se misturam com o povo trabalhador?

*Se prepara el desalojo de “La Ilusión”

De: Gran Canária tem luta por moradia

Texto original

La Comunidad “La Ilusión” se inició en junio de 2017. Después de una asamblea de desahuciadas, inquilinas y precaristas convocada por el SIGC (Sindicato de Inquilinas de Gran Canaria, organización independiente pero impulsada inicialmente por la Federación Anarquista de Gran Canaria), una persona, asistente también a dicha asamblea, se puso en contacto con las familias que habían compartido sus distintos problemas de vivienda. Dicha persona, en proceso de embargo bancario (según hemos averiguado después, con implicación directa de la SAREB en la adquisición de sus bienes inmuebles subastados), facilitaba dos edificios colindantes (ubicados en el Valle de los Nueve [municipio de Telde]) para que los habitaran personas sin hogar, a cambio de que los cuidaran y habilitaran, y evitaran con su presencia los continuos robos que estaban sufriendo los inmuebles. Cerrado al acuerdo se procedió a su socialización.

En un año y medio las vecinas, con sus pocos ingresos y la poca ayuda que hemos podido prestar desde el exterior, han ido habilitando los inmuebles, a los que inicialmente les faltaba de todo: cableado, lavamanos, vasijas, enchufes, interruptores, llaves de paso, tramos de tuberías, etc. Y que estaban bastante destrozados: humedades, puertas rotas, agujeros en techos y paredes, etc. Poco a poco los han ido arreglando, saneando, pintando y amueblando (casi siempre con materiales reciclados o buscando oportunidades de segunda mano), hasta convertirlos en auténticos hogares para ellos y sus hijos.

El dormitorio de una de las viviendas antes y después de que las vecinas lo arreglaran.

Las vecinos han intentado que las distintas empresas suministradoras de agua y luz les regularicen los suministros, pero ante las reiteradas negativas de éstas siguen tirando con lo que creemos es luz de obra y con cubas de agua que regularmente llenan los bidones que cada familia ha tenido que instalar en el garaje compartido que tienen ambos inmuebles.

En “La Ilusión” conviven 12 familias (en total 36 personas, 16 de ellas menores) que reúnen los distintos perfiles de la clase obrera canaria, empobrecida, excluida y marginada. Tenemos paradas de larga duración; manitas que arreglan cualquier desperfecto en el edificio y que sin embargo no encuentran un trabajo regular; madres solteras que realizan trabajos esporádicos como limpiadoras o cuidadoras de ancianos y también en hostelería, pero cuyos ingresos no les permiten pagar los cada vez más elevados alquileres que tenemos en Canarias (Las Palmas es la segunda provincia donde más han subido los alquileres [16%] sólo por detrás de Barcelona, sin embargo seguimos teniendo uno de los sueldos más bajos del Estado); migrantes en busca de un hogar que les permitiera la reagrupación familiar; mujeres maltratadas que han hallado en “La Ilusión” un refugio para ellas y sus hijos; personas que han sufrido la indigencia y que han sido rescatadas por la comunidad, con vecinas tan solidarias que hasta las han recogido en sus propias casas. Esta es la cara, altruista, digna y diversa, de “La Ilusión”.

El antes y el después de uno de los aseos (de los pocos que contaban con vasija).

Intento de desahucio

El pasado día 30 de noviembre las vecinas de “La Ilusión” recibieron una notificación judicial dirigida a “ocupantes desconocidos” en la que les concedían un plazo de 10 días (sin especificar si eran hábiles o naturales, a pesar del puente que se comía parte de la semana) para comparecer en juzgados y justificar bajo qué título habitaban el inmueble. Las vecinas rápidamente contactaron con la FAGC y se convocó una asamblea de urgencia, a la que también acudió como asesora legal la abogada Isabel Saavedra. La asamblea (más bien una reunión informativa) consistió en compartir con las vecinas las distintas opciones legales y de protesta que en opinión de la FAGC tenían. Las vecinas tomaron una resolución: lucharían por sus hogares.

La estrategia de lucha es la siguiente: se intentará plantar cara en el frente legal agotando todos los plazos posibles; se intentará provocar una verdadera “guerra de tinta” buscando tener la mayor presencia mediática posible para poner en conocimiento de la opinión pública el intento de desalojo a “La Ilusión” y generar todos los apoyos necesarios; paralelamente, se intentará negociar con el nuevo adjudicatario de los inmuebles (la SAREB) y con las instituciones públicas, para que las vecinas puedan conservar sus hogares en régimen de alquiler social o para que, en su defecto, se les garantice una alternativa habitacional; si los agentes implicados se niegan a negociar, tomaremos la vía de la protesta callejera, manifestándonos y concentrándonos en todos aquellos lugares que sea necesario hasta que la presión les obligue a sentarse frente a nosotras para llegar a un acuerdo; y si nada de lo anterior se produce tendremos que recurrir a intentar parar el desahucio a través de un piquete donde intentaremos movilizar al barrio, al municipio y a la isla entera, hasta poner delante de la puerta un colosal muro de resistencia popular.

“La Ilusión” demanda que se le permita conservar sus hogares, que llevaban abandonados durante más de 10 años y que nadie quería hasta que las propias vecinas, con su esfuerzo y trabajo, han demostrado que eran habitables.

“La Ilusión” demanda que se les conceda un alquiler social sobre sus actuales domicilios y muestra su total voluntad de regularizar contractualmente su situación.

“La Ilusión” demanda que, en caso de ser esto imposible, se les ofrezca una alternativa habitacional digna, porque sus actuales domicilios son su primera y única vivienda, y abandonarlos supondría ser arrojadas a la calle y romper sus familias.

“La Ilusión” no pide caridad, exige justicia y sólo quiere que el repetido derecho de todas las personas a una vivienda digna deje de ser una frase bonita y se convierta en una realidad material.

No se puede legislar contra la necesidad más básica, ni contra el instinto de supervivencia, ni contra la fuerza que nos impulsa a mantener sanos y seguros a nuestros hijos. Si nos prohíben respirar sólo obtendrán una cosa: que les desobedezcamos, como mínimo, 12 veces por minuto.

Leia na íntegra: Se prepara el desalojo de “La Ilusión”

*EUA. Uma Comunidade Desafia o Fascismo

EUA: Como algumas comunidades estão combatendo o fascismo

Nossa comunidade desafia fascistas

Por Asheville Solidariedade, O Coletivo Firestorm

Os fascistas recentemente “doxed” contra ativistas de Asheville em uma tentativa de intimidá-los. Mas a comunidade está se recusando a recuar, e quer que os moradores saibam como eles podem ajudar a apoiar a luta contra o fanatismo violento.

Acima: sinais de uma manifestação antifascista em setembro de 2017 que impediu que os racistas de extrema direita se reunissem na Praça Pack

No início deste mês, fanáticos e fascistas de extrema-direita locais “doxearam” mais de 20 ativistas anti-racistas e antifascistas locais – particularmente visando pessoas trans e não-binárias – na tentativa de intimidá-los. Isso incluiu publicar endereços residenciais e outras informações pessoais, além de segmentar membros da família.

Isso está longe de ser a primeira vez que a extrema direita tentou intimidar os ashevillianos. Uma tentativa de concentração de fascistas e neo-confederados no centro da cidade no final do ano passado foi interrompida quando os moradores rapidamente se uniram contra ela .

Freqüentemente, a mídia promoveu o crescimento da violenta extrema direita, minimizando o perigo que representam (neste ponto a mídia é igual em todos os países), dando-lhes perfis simpáticos, espalhando esforços de autodefesa da comunidade antifascista e continuando a ignorar ou perpetuar a opressão sistêmica. A necessidade de jornalismo e mídia que rejeita completamente essa possibilidade de injustiça foi a principal razão pela qual aAsheville Blade foi fundada.

Portanto, a Blade continua comprometida, sem reservas, com a luta contra o fanatismo e o fascismo em todas as frentes. Para esse fim, estamos publicando declarações do Asheville Solidarity (um grupo de alguns dos que foram alvo) e do Firestorm Collective (uma livraria anarquista / feminista e espaço de reuniões que enfrentou assédio). Essas declarações incluem uma explicação dos eventos, um lembrete da necessidade de solidariedade e formas pelas quais os locais podem ajudar.

– David Forbes, editor

Nazistas e supremacistas brancos estão perseguindo e perseguindo ativistas em Asheville, NC

Relembrando da solidariedade de Asheville

Nazistas e supremacistas brancos estão perseguindo e perseguindo ativistas em Asheville, Carolina do Norte e outros lugares. E eles não estão apenas nos atacando, eles estão assediando nossas famílias também.

Eles têm como alvo mais de vinte pessoas que acreditam estar envolvidas na organização anti-racista na Carolina do Norte. Eles publicaram informações como nossos endereços residenciais, locais de trabalho, membros da família, placas de veículos, perfis de mídia social – qualquer informação que eles pudessem encontrar. Eles parecem estar se fixando em pessoas trans e não-binárias em particular, e se deliciam em tentar nos proteger e nos enganar sempre que possível. Alguns de nós e alguns membros da nossa família receberam mensagens de assédio.

Eles escreveram sobre nós como se fosse um grande segredo que nos opomos ao fascismo, que nos opomos ao racismo, que nos opomos a todas as formas de fanatismo e opressão. Não é um segredo. Nós não estávamos nos escondendo. Nós não estamos envergonhados.

Isso não é um apelo por simpatia. Nossos amigos e comunidade imediata foram incríveis. Pelo contrário, esta é uma mensagem para que você saiba que, se você se encontrar alvejado pelos neonazistas e pela extrema direita, você não está sozinho. Nenhum de nós precisa enfrentar essa crescente onda de escória fascista sozinha. Nós temos um ao outro.

Robert Bowers, o atirador da Sinagoga de Pittsburgh, conversou ativa e publicamente com os trolls de “alt-right” que haviam “doxeado” ativistas anti-racistas. Ele até discutiu a violência contra os anti-racistas em nossa região. Este é provavelmente um bom momento para pensar seriamente em sua segurança online e na de seus familiares e amigos. Mas ficar seguro não é apenas uma questão de mudar suas configurações do Facebook ou tornar seu Instagram privado. É uma questão de nos mostrarmos um para o outro. De não deixá-los nos intimidar, não deixando que eles nos isolem. Não deixando que eles parem o nosso trabalho. Especialmente quando o trabalho está acabando com o fascismo.

“Foda-se nazistas para sempre” 
“Amor é um dos nossos alvos”

Eles também incluem um número de organizações, bandas e empresas locais em seus “doxes“. Mostrar apoio aos citados acima é uma boa maneira de conter sua agenda de nos silenciar:

Algumas organizações sendo alvo de seu ativismo

Firestorm Books 
TORCH 
Asheville Anti Racism – AAR beneficiará merch aqui 
O Final Straw 
Steady Collective ou Go Fund Me O 
Pansy Fest – o apoio solicitado vai para o Steady Collective 
Blue Ridge ABC – anote que é para BRABC 
Asheville IWW 
Blue Ridge GDC 
Asheville Service

Bandas que continuarão tocando publicamente apesar do assédio, considere apoiá-las

Máquina de guerra nômade 
Mau desculpa 
Adderall

Locais de trabalho que estão de pé por seus funcionários apanhados neste assédio e recebendo críticas negativas de trolls de alt-right. Considere apoia-los, deixando uma crítica positiva ou recebendo alguns de seus serviços

Centro de Saúde da Família Minnie Jones 
Salão Union Hill Salão 
Izzy’s Café 
Registros de Idade Estática 
Diamante Preguiçoso

Foto cedida por Firestorm Collective

Nossa cooperativa está sendo assediada pelos nazistas do teclado (virtuais)

E nós não somos os únicos

pelo coletivo Firestorm

Desde o final do verão, nossa cooperativa tem recebido a atenção indesejada de trolls de alt-right. Embora este assédio tenha sido basicamente limitado à internet, os assédios passaram ser contra nosso espaço físico: insultos gritados feitos por motorista que passava, fotografia irregular e conspícua de nosso prédio, um indivíduo que entrou em nossa loja para derrubar cartazes antifascistas e então fugiu. Acreditando que não havia muito a ganhar com a publicação de histórias, publicamente, ficamos quietos sobre eles quando ocorreram.

Esta semana – inspirada por outros que estão falando publicamente sobre o assédio do mesmo grupo de trolls alt-right – estamos compartilhando nossa experiência.

Firestorm está em conflito com fanáticos porque somos uma livraria que defende o fim de toda opressão. Sabemos que por causa de quem somos e do que fazemos, seremos direcionados apenas para existir neste mundo.

Já lidamos com reacionários antes. Como uma livraria anarquista / feminista dirigida por um coletivo queer e trans, nós tivemos ativistas anti-aborto protestando em frente a nossa loja e um transphobe anônimo uma vez chamado repetidamente para nos dizer que deveríamos ser fisicamente e sexualmente agredidos. Essas intimidações nunca foram muito, e nós as ignoramos com abraços e talvez com um pouco de risada (nervosa). Era fácil descartar qualquer ameaça que essas pessoas representassem e nos convencer de que “não era grande coisa“. O silêncio parecia ser a melhor resposta.

Mas se estamos sendo honestos, havia outro motivo para o nosso silêncio: medo. O medo de que, ao nos manifestarmos, possamos nos isolar.

Nós nos preocupamos que membros de nossa comunidade, já se recuperando de um ciclo de notícias dominado pelas palavras e ações dos fanáticos, ficarão com medo de se retirar, desaparecer e nos deixar mais vulneráveis. Nós nos preocupamos que, ao compartilhar nossas experiências e nos tornarmos vulneráveis, exacerbemos a ansiedade e o desgaste de tantos amigos, familiares e vizinhos.

Esse medo é em si mesmo uma forma de auto-isolamento, e é exatamente o que os agressores querem: alvos que ficam quietos, duvidam de que podem ser ajudados ou cuidados, perdem o apoio emocional e material de suas comunidades.

Na última sexta-feira, estudantes da UNC Chapel Hill falaram sobre as ameaças que estão recebendo na sequência de protestos contra o monumento confederado Silent Sam . O autodescrito White Nationalist por trás de grande parte do assédio está ligado ao shooter da sinagoga de Pittsburgh e também nomeou várias vezes nossa cooperativa no Twitter. Ele falsamente afirma viver em Asheville – sem dúvida um blefe intencionado.

Mais perto de casa, um grupo de organizadores da comunidade emitiu uma declaração na quarta-feira sobre assédio. Mais de vinte indivíduos, incluindo meia dúzia de membros antigos e atuais de nossa cooperativa, têm sido alvo de uma tentativa de “ doxing ”: seus endereços residenciais, números de telefone, locais de trabalho e informações pessoais de membros da família publicados no site social. meios de comunicação. Como nossos colegas em Chapel Hill, parece que as pessoas de Asheville foram alvejadas principalmente devido ao envolvimento em campanhas antirracismo ou à percepção de proximidade com outras pessoas que fazem esse trabalho. Praticamente todos os que foram escolhidos eram estranhos ou trans, e os insultos desajeitados e claros deixaram claro que isso não era um erro.

“Livrarias e bibliotecas sempre foram inimigas dos autoritários. Já em 213 aC, os imperadores ordenaram a queima de livros na China Imperial. Nós trabalhamos no legado do bombardeio de 2007 da Rua Al-Mutanabbi do Iraque (a “Rua dos Livreiros”) e do assassinato em 1991 de Bob Sheldon., fundador da Internationalist Books, em Chapel Hill, Carolina do Norte. Mas ataques a livrarias não são puramente históricos. Em agosto, a maior livraria socialista da Grã-Bretanha foi invadida por fascistas usando chapéus “Make Britain Great Again”, e na semana passada as janelas foram destruídas na MonkeyWrench Books, uma livraria coletiva e centro social em Austin, Texas. Voluntários notaram que era o aniversário da Kristallnacht (a “Noite dos Vidros Quebrados [noite dos cristais]“), uma operação militar nazista realizada contra civis judeus em 1938.”

Sentimos que temos o dever de ser transparentes e fornecer aos outros as informações necessárias para nos manter seguros, responder apropriadamente e contextualizar suas próprias experiências. Ao mesmo tempo, como adverte a autora feminista Sarah Schulman, “existe a oportunidade de confundir desconforto com ameaça, distorcer a ansiedade interna pelo perigo exterior”. Estar em conflito confere a responsabilidade de representar nossas experiências com precisão e não exagerar o dano. Sabemos que o risco de violência em nossa sociedade é real, mas, como coletivo, tentamos navegar em nosso trabalho sem tratar cada novo encontro como uma ameaça existencial.

Nossa cooperativa não será intimidada a mudar o que fazemos ou a esconder quem somos.

O que você pode fazer!

Existem inúmeras maneiras pelas quais você pode apoiar nosso coletivo e outras pessoas que estão enfrentando assédio. A coisa mais importante que você pode fazer é aparecer e continuar aparecendo: para nós e especialmente para os negros, judeus, transgêneros e imigrantes. Sabemos quem está sendo alvejado na América de Trump e todos nós temos oportunidades, grandes e pequenas, para sair de cena e proteger nossos vizinhos.

Por favor, venha para nossos espaços, venha para nossos eventos públicos. Se você não puder estar fisicamente presente, mantenha contato. Afinal, os fascistas são minoria e contam com a natureza covarde e obscura. Há uma lista completa de organizações e empresas impactadas no final da declaração local .

As empresas que enfrentam ameaças on-line também podem se beneficiar do recebimento de avaliações positivas para neutralizar as classificações negativas falsas postadas pelos trolls. Da próxima vez que você visitar nossa cooperativa, por favor, considere escrever uma crítica sincera com base em suas experiências. Lugares úteis para postar incluem Google, Facebook e Yelp.

Não podemos continuar combatendo os fanáticos se não existirmos, então, por favor, participe do Programa Comunitário de Sustentabilidade da nossa cooperativa , se você puder. Por apenas US $ 7,50 / mês, você pode nos ajudar a cobrir os custos de manutenção do espaço de movimento social e de uma programação de base substancial em West Asheville.

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