*Por que Hoje, a Revolução não é Possível ?

TÓPICO PARA QUE A ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA ENTENDA SUAS DIFICULDADES E PONTOS FRÁGEIS.

O que a mente revolucionária tem que entender, é que a classe dominante e o sistema capitalista mudou sua forma de atuação, por este motivo querem tirar as matérias que desenvolvem o senso critico nas escolas publicas.

Lutar contra o fim destas três matérias no ensino, deveria ser ponto primeiro em toda a luta pela educação de qualidade e em defesa da educação publica..

Outro ponto não tão visível, porém muito importante é a hierarquia dentro das empresas, dificilmente encontraremos a “figura” do chefe como canalizador da energia da luta de classes, caso encontre, “elas” são facilmente substituídas e as desculpas para as substituições, são as quebras de manuais de operação, as gerencias geralmente ficam em lugar remoto, as diretorias ficam em outros países (em muitos casos).

Sem contar que, para o sistema, é de extrema importância a manutenção do desemprego, este atua como regulador das “lutas de classe“, usando analogia, o desemprego é uma torneira, quando a massa trabalhadora faz pressão por melhorias ou melhores condições, acontecem as demissões ou abrem-se as portas migratórias e os trabalhadores de outros países abafam todas as reivindicações (por este motivo os trabalhadores devem sempre lutar pelo internacionalismo “nenhum ser humano é ilegal”), em época de desemprego ninguém faz greve, os lideres classistas se calam ou desistem, os sindicatos amedrontados recuam, muitos cooptam.

Do: EL PAIS

Para decifrar a alta estabilidade do sistema de dominação liberal é preciso entender como os atuais mecanismos de poder funcionam. O comunismo como mercadoria é o fim da revolução

Por que hoje a revolução não é possível?
EVA VASQUEZ

Quando debati com Antonio Negri, um ano atrás, no Berliner Schaubühne, ocorreu um embate entre duas críticas do capitalismo. Negri estava entusiasmado com a ideia da resistência global ao império, ao sistema de dominação neoliberal. Ele se apresentou como revolucionário comunista e se autodenominava professor cético. Clamava com ênfase à multidão, à massa interconectada de protesto e revolução, a quem confiava a tarefa de derrotar o império. A posição do comunista revolucionário me pareceu muito ingênua e fora da realidade. Por isso tentei explicar para Negri por que as revoluções já não são mais possíveis.

Por que o regime de dominação neoliberal é tão estável? Por que há tão pouca resistência? Por que toda resistência se desvanece tão rápido? Por que a revolução já não é mais possível apesar do crescente abismo entre ricos e pobres? Para explicar isso é necessária uma compreensão adequada de como funcionam hoje o poder e a dominação.

Quem pretende estabelecer um sistema de dominação deve eliminar resistências. Isso é certo também para o sistema de dominação neoliberal. A instauração de um novo sistema requer um poder que se impõe frequentemente através da violência. Mas esse poder não é idêntico ao que estabiliza o sistema por dentro. É sabido que Margaret Thatcher tratava os sindicatos como o “inimigo interior” e os combatia de maneira agressiva. A intervenção violenta para impor a agenda neoliberal não tem nada a ver com o poder estabilizador do sistema.

O poder estabilizador da sociedade disciplinadora e industrial era repressivo. Os proprietários das fábricas exploravam de forma brutal os trabalhadores industriais, o que ocasionava protestos e resistências. Nesse sistema repressivo são visíveis tanto a opressão como os opressores. Existe um oponente concreto, um inimigo visível diante do qual a resistência faz sentido.

O caráter estabilizador do sistema já não é repressor, mas sedutor; ou seja, cativante

O sistema de dominação neoliberal está estruturado de uma forma totalmente diferente. O poder estabilizador do sistema já não é repressor, mas sedutor, ou seja, cativante. Já não é tão visível como o regime disciplinador. Não existe um oponente, um inimigo, que oprime a liberdade diante do qual a resistência era possível. O neoliberalismo transforma o trabalhador oprimido em empresário, em empregador de si mesmo. Hoje cada um é um trabalhador que explora a si mesmo em sua própria empresa. Cada um é amo e escravo em uma pessoa. Também a luta de classes se torna uma luta interna consigo mesmo: o que fracassa culpa a si mesmo e se envergonha. A pessoa questiona-se a si mesma, não a sociedade.

É ineficiente o poder disciplinador que com grande esforço oprime os homens de forma violenta com seus preceitos e proibições. É essencialmente mais eficiente a técnica de poder que se preocupa com que os homens por si mesmos submetam-se à trama da dominação. Sua particular eficiência reside no fato de não funcionar através da proibição e da subtração, mas através do deleite e da realização. Em lugar de gerar homens obedientes, pretende fazê-los obedientes. Essa lógica da eficiência é válida também para a vigilância. Nos anos oitenta, se protestou de forma muito enérgica contra o censo demográfico. Os estudantes até mesmo foram para as ruas. Da perspectiva atual, os dados necessários como função, diploma escolar ou distância do local de trabalho são ridículas. Era uma época na qual se acreditava ter pela frente o Estado como instância de dominação que arregimentava informação das pessoas contra sua vontade. É precisamente esse sentimento de liberdade que torna impossível qualquer protesto. A livre iluminação e o livre desnudamento próprios seguem a mesma lógica da eficiência que a livre auto exploração. Protestar contra o que? Contra você mesmo?

É importante distinguir entre o poder que impõe e o que estabiliza. O poder estabilizador adquire hoje uma forma amável, ‘smart’, e assim se faz invisível e inatacável. O sujeito submetido nem sequer é consciente de sua submissão. Acredita ser livre. Essa técnica de dominação neutraliza a resistência de uma forma muito eficiente. A dominação que submete e ataca a liberdade não é estável. Por isso o regime neoliberal é tão estável, é imunizado contra toda a resistência porque faz uso da liberdade, em lugar de submetê-la. A opressão da liberdade gera resistência de imediato. Ao contrário, isso não ocorre com a exploração com a liberdade. Depois da crise asiática, a Coreia do Sul estava paralisada. Veio então o FMI e deu crédito para os coreanos. Para isso, o Governo teve que impor a agenda neoliberal com violência contra os protestos. Hoje mal existe resistência na Coreia do Sul. Pelo contrário, predomina um grande conformismo e consenso com depressões e síndrome de Burnout. Hoje a Coreia do Sul tem a mais alta taxa de suicido do mundo. A pessoa emprega a violência contra ela mesma, em lugar de querer mudar a sociedade. A agressão ao exterior que teria como resultado uma revolução cede diante da autoagressão.

Cada um é amo e escravo. A luta de classes se torna uma luta interna, consigo mesmo

Hoje não existe nenhuma multidão cooperativa, interconectada, capaz de se transformar em uma massa de protesto e revolucionária global. Pelo contrário, a solidão do auto empregado isolado, separado, constituiu o modo de produção presente. Antes, os empresários competiam entre si. Entretanto, dentro da empresa era possível existir solidariedade. Hoje todos competem contra todos, também dentro da empresa. A concorrência total ocasiona um enorme aumento da produtividade, mas destrói a solidariedade e o sentido de comunidade. Não se forma uma massa revolucionária com indivíduos esgotados, depressivos, isolados.

Não é possível explicar o neoliberalismo de um modo marxista. No neoliberalismo não existe lugar nem sequer para a “alienação” a respeito do trabalho. Hoje dedicamo-nos com euforia ao trabalho até a síndrome de Burnout [fadiga crônica, ineficiência]. O primeiro nível da síndrome é a euforia. Síndrome de Burnout e revolução se excluem mutuamente. Assim, é um erro pensar que a multidão derrotará o império parasitário e instaurará a sociedade comunista.

E o que ocorre hoje com o comunismo? O sharing (compartilhar) e a comunidade são constantemente evocados. A economia dosharing deve suceder a economia da propriedade e a posse. Sharing is caring [compartilhar é cuidar], diz a máquina da empresa Circler no novo romance de Dave Eggers, The Circle. Os paralelepípedos que formam o caminho até a central da empresa Circler contém máximas como “busque a comunidade” ou “envolva-se”. Cuidar é matar, deveria dizer a máxima da Circler. É um erro pensar que a economia do compartilhar, como afirma Jeremy Rifkin em seu mais recente livro, A Sociedade do custo marginal nulo, anuncia o fim do capitalismo, uma sociedade global, com orientação comunitária, na qual compartilhar terá mais valor que possuir. É exatamente o contrário: a economia do compartilhar conduz, em última instância, à comercialização total da vida.

A mudança, realizada por Rifkin, que vai da posse ao “acesso” não nos libera do capitalismo. Quem não tem dinheiro, tampouco terá acesso ao sharing. Também na época do acesso continuamos vivendo no Bannoptikum, um dispositivo de exclusão, no qual os que têm dinheiro ficam excluídos. O Airbnb, o mercado comunitário que transforma cada casa em hotel, rentabiliza até mesmo a hospitalidade. A ideologia da comunidade ou do comum realizado em colaboração leva à capitalização total da comunidade. A amabilidade desinteressada já não é mais possível. Em uma sociedade de valorização recíproca a amabilidade também é comercializada. A pessoa é amável para receber melhor valorização.

Na economia baseada na colaboração também predomina a dura lógica do capitalismo. De maneira paradoxal, nesse belo “compartilhar” ninguém dá nada voluntariamente. O capitalismo chega em sua plenitude no momento em que o comunismo é vendido como mercadoria. O comunismo como mercadoria: isso é o fim da revolução.

Byung-Chun Han é filósofo.

https://www.youtube.com/watch?v=5z3ltjBbzq8

Sociedade do cansaço – Byung-Chul Han

*Os Braços de Defesa da EMBRAER

Quais são os braços de defesa da Embraer?

Do: SPUTNIK

O setor de defesa da Embraer é líder na América Latina e composto por cinco companhias agrupadas na divisão da Embraer Defesa e Segurança.

São elas:

Atech: comercializa sistemas de tráfego aéreo civis e militares e também atua no setor de segurança digital. Reconhecida como empresa estratégica pelo Ministério da Defesa, trabalha no desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro e no Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam). Também está envolvida na construção dos caças Gripen, projeto conjunto da Embraer e da sueca Saab. Em 2017, a Atech recebeu R$ 49,3 milhões do Governo Federal.

Bradar: especializada em sensoriamento remoto e radares de vigilância aérea e terrestre. Recebeu R$ 1,47 milhão do Governo Federal em 2017, sendo que a maior parte desse valor veio da compra de um sistema de defesa antiaérea da Bradar.

OGMA: Companhia criada como estatal em Portugal, foi comprada pela Embraer em 2004. A OGMA é especializada em serviços de manutenção e fabricação de aeroestruturas. É a responsável pela fabricação dos painéis da fuselagem central do cargueiro KC-390.

Savis: é a gerenciadora do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON). Segundo a própria Savis, trata-se do “maior projeto de monitoramento de fronteiras do planeta”. Entre 2015 e 2017, a companhia recebeu R$ 44,5 milhões do Governo Federal.

Visiona: joint-venture com a estatal brasileira Telebras, é a coordenadora do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que é utilizado em comunicações das Forças Armadas do Brasil.

O que é o KC-390?

O cargueiro KC-390 da Embraer


O cargueiro KC-390 é o maior avião militar já desenvolvido no Brasil. Para alavancar o negócio, as Forças Armadas Brasileiras fizeram um pedido inicial de 28 aeronaves, com o custo de R$ 7,2 bilhões.

Um de seus diferenciais é a propulsão por turbinas, e não por hélices, como é comum no setor. Este fator confere uma velocidade máxima maior do que a média: 870 km/h contra 600 km/h, e também permite pousar e decolar em distâncias menores. O KC-390 tem 32,5 metros de comprimento, envergadura de 35,05 metros, alcance de 6.019 quilômetros e capacidade de carga de até 23 toneladas. Ele também pode reabastecer outras aeronaves em pleno voo e transportar blindados.

Jato comercial E190 da Embraer

ANTÔNIO MILENA/ABR: Acordo entre Boeing e Embraer na Justiça: defesa da soberania ou irregularidade jurídica?

O objetivo do cargueiro da Embraer é tomar um multibilionário mercado de cargueiros dominado hoje pelo Hercules, da estadunidense Lockheed Martin. Criado na década de 1950, o Hercules viu suas vendas estacionarem na última década.

A importância do KC-390 e a obsolescência dos Hercules são reconhecidas pelos militares dos Estados Unidos. Em artigo publicado pelo Army War College, instituição responsável por formar os oficiais das Forças Armadas dos EUA, o coronel Robert C. Owen escreveu sobre a importância de os EUA reforçarem sua capacidade de mobilidade área.

“O alcance limitado e as características de carga útil da atual frota de transporte teatral exacerbam os dilemas operacionais inerentes aos desdobramentos de forças, uma vez que podem forçar os comandantes a realizar operações intermediárias de preparo dentro do alcance das armas inimigas. Um [Hercules] C-130J transportando um veículo Stryker básico de 38.000 libras [17,2 toneladas], por exemplo, tem um alcance de cerca de 1.600 milhas náuticas [2.963 km]. Em comparação, o Airbus A400M pode transportar o mesmo veículo para 3.700 milhas náuticas [6.852 km]; a aeronave de transporte Embraer KC-390 para 2.100 milhas náuticas [3.889 km]. Considerando que o raio operacional não reabastecido gira em torno de 40% do alcance de uma aeronave, uma base de ações recebendo o [Hercules] C-130J com uma brigada com Stryker precisaria estar dentro de 640 milhas náuticas [1.185km] do seu ponto de necessidade. Essa distância está bem dentro da faixa de aeronaves táticas armadas com armas isoladas e por mísseis balísticos de médio alcance, como o chinês DF-21.”

Robert C. Owen é coronel aposentado da Força Aérea dos Estados Unidos e também trabalhou como planejador estratégico da Força Aérea dos EUA e do Comando de Mobilidade Aérea.

O que torna os negócios militares diferentes?

“Uma coisa é você comercializar, por exemplo, uma máquina agrícola. Você faz a transferência da máquina de um país para outro e isso não gera nenhum tipo de efeito em termos de poder. O mesmo não acontece quando você transfere um sistema de armas, de preferência armas convencionais, ou seja, aquelas de complexidade tecnológica maior, e ao fazer isso você, mesmo que não querendo, produz um efeito político”, afirma o professor de Relações Internacionais da FAAP e da PUC-SP, David Magalhães, em entrevista à Sputnik Brasil..

Autor de livro sobre a política externa de exportação de armas do Brasil, Magalhães ressalta que vender produtos bélicos pode gerar instabilidade regional, fomentar conflitos e empoderar violadores de direitos humanos. Portanto, a venda de armas costuma ser controlada pelas chancelarias dos países exportadores “tendo em vista que é uma transação política e ela deve ser pensada no âmbito das linhas gerais da política externa do país”.

Jato comercial E190 da Embraer

ANTÔNIO MILENA/ABRVender Embraer para a Boeing fere soberania nacional, diz sindicalistaComo exemplo da interação entre política externa e defesa, Magalhães cita a opção da então presidente Dilma Rousseff (PT) pelos caças suecos da SAAB em 2013. A escolha das aeronaves para renovar a frota brasileira se arrastava há anos, e Dilma bateu o martelo poucas semanas após Edward Snowden revelar que os Estados Unidos espionavam a presidente e ministros de seu governo, além de empresas estratégicas como a Petrobras.

À época, a Boeing e seus F-18 Super Hornet foram preteridos. Os 36 caças Gripen da SAAB foram comprados por US$ 5,4 bilhões em acordo que prevê a transferência de tecnologia para a Embraer.

Qual o futuro dos projetos de defesa?

“É um ótimo negócio para a Boeing. Eu não vejo isso para a Embraer e o Brasil”, diz o professor da UNICAMP e coordenador do Laboratório de Estudos das Indústrias Aeroespaciais e de Defesa, Marcos Barbieri, entrevistado pela Sputnik Brasil.

Especialista no setor de defesa, Barbieri destaca que a Embraer é a única empresa brasileira com inserção internacional no setor de alta tecnologia. Ele ressalta que o negócio vai na contramão da tendência internacional:

“Uma revolução com grande volume de tecnologias disruptivas está surgindo, inteligência artificial, internet das coisas, novos materiais, biotecnologia, nanotecnologia. Nesse momento em que os países avançados buscam proteger suas empresas estratégicas, o Brasil vai no caminho contrário”.

Apesar de o setor de defesa da Embraer ter sido preservado na transação, Barbieri acredita que os efeitos do negócio serão nefastos porque aplicações civis e militares caminham lado a lado.

“Quando eu desenvolvo uma tecnologia nova, uma automação, inteligência artificial, eu posso usar tanto na área civil como na militar. A área comercial é importante para a escala, isso não é só o caso da Embraer, é também da Airbus e da Boeing, você tem uma dualidade de projetos, a tecnologia é a mesma. Os engenheiros, os laboratórios, a competência da empresa, ela usa nos projetos civis e militares. Quando eu faço essa ruptura e vou cindir a empresa em duas, toda essa sinergia que existe entre área civil e comercial, que é a origem da receita e do lucro, eu deixo de ter isso.”

Ler na íntegra: Qual é o impacto da venda da Embraer para os projetos de defesa do Brasil?

*O Massacre dos Inocentes

Tradução livre

Por razões culturais, ideológicas e históricas, a França é o país da indiferença às crianças martirizadas. 
Este livro visa mobilizar opiniões sobre abuso infantil e propor soluções. 
Esta pesquisa também é um trabalho de análise sobre esses abusos, essas mortes de crianças, das quais não falamos. 

Em nosso país (França), onde tudo parece ser feito para protegê-las, duas crianças morrem a cada semana sob o espancamento e a tortura de seus pais. 

E isso é frequentemente apesar do conhecimento e identificação de abuso pelos serviços sociais, vizinhos, juízes, todos os quais mantêm essas crianças em seus algozes.

Este é apenas o aspecto mais espetacular, sobre o qual falamos (às vezes!) Nos jornais, mas a situação geral é igualmente assustadora: 7000 violações por ano (quase 20 por dia), 73 mil casos violência identificada pelas forças policiais (200 por dia). 

E as 300.000 crianças e menores, muitas vezes recebidas tardiamente pelos serviços sociais, dificilmente são melhor tratadas: podem ser espancadas desde as casas até famílias de acolhimento, a sua saúde é mal suportada, geralmente não têm formação (70% não têm diploma, ou, não concluíram qualquer curso). 

E aos 18 anos, todo esse sistema imperfeito é que ele pára abruptamente: elas (crianças) são abandonados pelos serviços sociais, a maioria em situação de fracasso e sem recursos: estas vitimas são 40% dos moradores de rua com menos de 25 anos de idade, crianças velhas descartadas!

Ninguém se importa: essas crianças não votam, essas crianças não aparecem, elas não têm milhares de amigos no Facebook e, quando sobrevivem aos traumas da infância, preferem esquecer. 

Mas por que somos surdos ao sofrimento destas crianças ? Que tolerância temos para torturadores, pedófilos, abusadores de todos os tipos ? Que futuro para as crianças descartadas ? E todos os outros que ficam com famílias atormentadoras ? Devemos facilitar procedimentos de adoção simples ? Os juízes e a ESA (bem-estar infantil) fazem o seu trabalho?

Para elas e com elas, (“República Esquecida”), queremos desafiar a opinião pública e as autoridades … Analisamos os fenômenos da negação, vários casos de infanticídio já tentados e cuidados disfuncionais. .. Nós escrevemos este manifesto que inclui 19 medidas concretas para colocar as necessidades básicas da criança no coração do dispositivo. 
Para apoiar o manifesto escreva na página de comentários: “Eu apóio o manifesto da República Esquecida” indicando seus nomes e qualidades. 

***

Michèle Créoff Vice-Presidente do Conselho Nacional de Proteção Infantil e Françoise Laborde, jornalista, reconstroem dramas, fazem perguntas e trazem elementos de resposta no interesse das crianças, das quais ninguém ouve os pedidos de ajuda … 
Para nos contactar: 
massacredesinnocents@gmail.com

Leia na integra: Sinopse da obra; Le Massacre des Innocents: A edição do Kindle daForgotten Republic

Leia também: Brasil: A cada 24 horas, 320 crianças são abusadas (na maioria dos casos os criminosos são conhecidos das crianças)

*A Desastrosa Guerra da Arábia Saudita no Iêmen

Do INVERTA

No que se segue destas três décadas de guerras insensatas no Oriente Médio, a guerra da Arábia Saudita no Iêmen pode ser considerada a mais insensata de todas. A “Operação Tempestade Decisiva”, o nome irônico da campanha aérea da Arábia Saudita no Iêmen, não conduziu a nada decisivo além de assegurar que o país siga sendo um Estado falido e um campo fértil para organizações como a Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP, por suas siglas em inglês). Muito antes do começo da “Operação Tempestade Decisiva”, o Iêmen, o país mais pobre do Oriente Médio, enfrentava uma quantidade de problemas que iam da grave escassez de água, insegurança alimentar e uma economia moribunda a uma antiga insurgência em múltiplas frentes. A guerra da Arábia Saudita no Iêmen exacerbou todos estes problemas e poderia ser o golpe de misericórdia para um Iêmen unido e relativamente estável.

Na terça-feira, 21 de abril, o governo da Arábia Saudita anunciou abruptamente que terminava a “Operação Tempestade Decisiva” e que reduziria sua campanha aérea no Iêmen. A “Operação Tempestade Decisiva” será substituída pela “Operação Restauração da Esperança”, um nome infeliz para uma operação militar dado que também foi o utilizado na intervenção estadunidense destinada ao fracasso em 1992-1993 na Somália. Não está claro o que se propõe atingir a “Operação Restauração da Esperança”, no entanto a primeira fase da guerra da Arábia Saudita no Iêmen tem sido desastrosa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 900 pessoas morreram no Iêmen desde o começo, dia 25 de março, da campanha aérea dirigida pelos sauditas. Ademais, 150 mil iemenitas foram deslocados e a quantidade de pessoas afetadas pela insegurança alimentar aumentou para mais de 12 milhões. Devido ao contínuo bloqueio de seus portos – o Iêmen importa mais de 90% de seus alimentos– os preços dos alimentos básicos aumentou e existe uma escassez generalizada. Em Aden, onde as temperaturas aumentam rotineiramente a altíssimos níveis, a maior parte da cidade de mais de 500.000 habitantes não tem acesso à água. Em todo o país os fornecimentos de gasolina e gás se esgotaram. Os hospitais, que já lutavam para enfrentar a falta de remédios e recursos, estão com muito pouco ou nenhum combustível para seus geradores. É provável que os pacientes das unidades de cuidados intensivos do Iêmen morram, já que as máquinas salva-vidas deixam de funcionar por falta de eletricidade.

Até agora, a AQAP foi a única beneficiária da guerra da Arábia Saudita no Iêmen. No sudeste do país, na província de Hadramawt, a AQAP apoderou-se da quinta cidade do Iêmen, Mukalla, e também tomou o controle do aeroporto e do porto da cidade. A “Operação Tempestade Decisiva” atacou os houthis, uma milícia zaidita que é inimiga declarada da Al-Qaeda. O bombardeio da Arábia Saudita também se concentrou em setores das Forças Armadas Iemenitas aliados com os houthis e com o ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh. Essas mesmas unidades militares, incluída a Força Aérea Iemenita que foi em grande parte destruída, também eram fundamentais para combater a AQAP e seus aliados. A “Operação Tempestade Decisiva” neutralizou efetivamente duas forças responsáveis de impedir o progresso da AQAP em grandes setores do sul e do leste do Iêmen.

O que os sauditas esperavam conseguir com a “Operação Tempestade Decisiva”? O governo da Arábia Saudita afirmou que tinha lançado operações militares contra o Iêmen para restaurar o “governo no exílio” do presidente iemenita Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi que fugiu do Iêmen para a Arábia Saudita no dia 25 de março.

No entanto, a restauração do governo de Hadi, que tinha pouco apoio antes de que ele e seus ministros chamassem abertamente os sauditas e seus sócios a um bombardeio contra seu próprio país, continua sendo pouco provável. Hadi, quem foi durante muito tempo o vice-presidente de Saleh, foi eleito para esse posto por Saleh por um motivo: Hadi não tem uma base de poder no Iêmen. É um “sulista”, que não tem vínculos com as tribos poderosas do norte do Iêmen e, por ser um “sulista” que apoiou Saleh e o norte na guerra civil de 1994, é considerado um traidor por muitos do sul.

Também é importante destacar que os partidários de Hadi que combatem contra as milícias houthis e seus aliados no sul do Iêmen o fazem sob a bandeira da República Democrática Popular do Iêmen. A maioria dos que combatem em Aden e em outras cidades do sul não combatem por Hadi, mas pela independência do norte devido a uma longa lista de problemas não solucionados. Até uns meses antes de sua partida a Arábia Saudita, os serviços de segurança sob o controle de Hadi perseguiam e prendiam membros da Al-Hirak, Movimento Separatista do Sul.

O segundo objetivo da campanha aérea dirigida pelos sauditas era obrigar os houthis a desarmarem-se. Isto era tão pouco provável como a restauração do governo de Hadi. Os houthis combateram seis guerras contra as Forças Armadas Iemenitas desde 2004 e rechaçaram exitosamente as forças sauditas em 2009-2010. Ainda que a guerra aérea da Arábia Saudita tenha indubitavelmente debilitado algumas capacidades militares dos houthis e pode ter levado à perda do que já se pode dizer um apoio limitado aos houthis e seus aliados, não derrotou em absoluto os houthis, que resistiram coisas bem piores com muito menos recursos do que agora.

Depois de bombardear o Iêmen durante quase um mês e provocar o que poderia ser uma prolongada guerra civil, o governo da Arábia Saudita pode ter chegado finalmente à conclusão de que o único caminho a seguir no Iêmen é mediante o diálogo e a negociação. Nenhum partido ou facção no Iêmen é capaz de assentar seu poder sobre o país, inclusive com o apoio de uma potência regional, seja a Arábia Saudita ou o Irã. O antigo presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, um mestre maquiavélico em política com um conhecimento enciclopédico das tribos e clãs do Iêmen, nunca pôde exercer um controle total sobre o país. Durante grande parte de seus 33 anos no poder referiram-se zombeteiramente a Saleh como o “prefeito de Sana” porque seu poder não se estendia para além da capital. Em muitos aspectos, o Iêmen pode ser descrito como um “asilo de liberdade”. O poder dispersou-se historicamente entre várias facções. Esta dispersão do poder vai de encontro a uma forte autoridade centralizada.

Numa entrevista a 19 de abril ao Russia Today, Jamal Benomar, quem renunciou como Conselheiro Especial das Nações Unidas sobre o Iêmen no dia 16 de abril, afirmou que antes de o bombardeio começar vinham ocorrendo negociações entre todas as partes no Iêmen e estas se aproximavam de uma exitosa conclusão provisória. Em seu vago discurso de 19 de abril, o líder houthi Abdul Malek Al-Houthi, prometeu não se render, mas também indicou que os houthis se mantinham abertos à negociação. O antigo partido dirigente do Iêmen, o Congresso Geral Popular, e seu ex-líder Ali Abdullah Saleh, têm solicitado novas negociações.

O Iêmen tem um abundante acervo de tradições que, se se permitir que funcionem, poderiam limitar conflitos e favorecer acordos negociados. Essas tradições se evidenciaram durante o próprio levantamento popular do Iêmen em 2011, o qual, ainda que violento, não conduziu, naquele momento, a um estado de guerra civil brutal, como o que impactou completamente a Líbia e Síria. Se a guerra da Arábia Saudita no Iêmen continuar, poderia destruir muitas dessas tradições e assegurar que o país seja uma próxima Síria ou Líbia. A guerra já causou a morte de centenas de civis, destruiu uma infraestrutura fundamental, empobreceu milhares de iemenitas mais e permitiu que a AQAP expandisse drasticamente as áreas sob seu controle.


Michael Horton é escritor e analista de Oriente Médio

original: http://www.counterpunch.org/2015/04/22/saudi-arabias-disastrous-war-in-yemen/

Dividir para governar, parece esta a saída que propõe a maioria dos interessados envolvidos. O imperialismo com sua logística, o norte e o sul, cada um querendo que prevaleça seus próprios interesses no meio dos interesses “DAS MASSAS YENEMITAS”.

A continuar, não demora aparecerão os movimentos separatistas, mais sangrentos que a guerra atual. É o interesse do capital internacional acima dos interesses do humano. Está em jogo um dos pilares do portão de entrada no Mar Vermelho e o Golfo Arábico e o controle do Canal de Suez e sua rota mercantil/militar. Como vemos, não é pouco.

Leia também: O controle das rotas marítimas

*O Controle das Rotas Marítimas (O IMPERIALISMO BATE A SUA PORTA)

Por VillorBlue

Mapa: Wikiwand

É fácil concluir como o Yemen é importante para o controle da entrada de toda a região do Mar Vermelho, o poder econômico que criar ali um império, terá o controle do trafego marítimo de toda a região. Egito, Sudão, Etiópia, Eritreia, Jordânia, Yemen, Somália, controlando toda a movimentação de cargas e conquistando a hegemonia na área entre a península Arábica e o continente Africano.

O Canal de Suez (mantido pelo Egito, liga o Mediterrâneo ao Mar Vermelho) é uma das rotas controladas pelos EUA (por sua hegemonia na região) e liga a península Arábica com o continente Africano, para ser mais amplo, seu controle implica em controle das regiões do: Mediterrâneo, Mar (Golfo de Áden) Arábico a costa oeste da África e parte da Ásia Meridional.

Mar Vermelho. Mapa: CIA Factbook

Mar Vermelho. Mapa: CIA Factbook

Suez tem um tráfego diário próximo a 40 navios, representando um movimento de quase meio bilhão de toneladas por ano transportadas em suas águas.

Entendendo a importância destes dois países, Somália e Yemen, (a margem do Golfo Arábico), entenderemos que toda a segurança do futuro hegemônico da região passa pelo controle destas duas nações, hoje elevadas ao índice máximo de pobreza. Os dois países são os dois pilares do portão de entrada no Mar Vermelho pelo Mar (Golfo de Áden) Arábico.


Somália – Al-Shabaab, uma nova tendência do wahabismo

Entenderemos também que não interessa ao mundo ocidental, civilizado e eurocêntrico o fim do caos implantado no Yemen. Riad como boa serva dos EUA apóia e alimenta esta guerra com armas e contingente.

De acordo com o relatório do Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI), em Copenhague, na Suécia, a Arabia Saudita é o terceiro pais que mais investe em material bélico, mais de 2/3 destas armas são compradas dos EUA e foi responsável por mais de 10% de todas as compras neste sentido. Pelo volume de compra, poderemos ter uma ideia do bombardeio sofrido pelos Yenemitas.

Na Somália (os EUA entram e saem quando querem), o warlords, (atual Al-Shabaab), implementaram o caos, a dor, a destruição, a morte como nação. Ao ponto de ser um elogio se classificarmos a Somália de pais falido.

Mundialmente. os EUA controlam os principais pontos através dos quais passam as principais rotas marítimas. O estreito de Malaca, Singapura, Gibraltar, os Canais de Suez e do Panamá. Concluímos que a “águia do norte” controla mais de 70% do tráfego marítimo global.

Uma das rotas de transporte internacional de manufaturados da China

Por este motivo, não é dificil entender que a guerra no Yemen e a guerra civil na Somália dificilmente terminarão se as nações unidas e humanas não intervirem firmemente (questão humanitária), dando um basta neste status quo. O que se vê nestes dois países é um verdadeiro extermínio, o capital internacional não vai parar ou tirar suas garras destas duas nações até verem boa parte das massas liquidadas e os que sobreviverem, submissos, bastando no caso apenas o golpe de misericórdia e o domínio total de suas águas.

Nova rota da seda construída pela China (terrestre)

Crise na Nicarágua: O cerne de toda a crise que ocorre na Nicarágua atualmente é a construção do “Canal da Nicarágua”, obra totalmente construída com recursos do tesouro e investidores Chineses, a Russia dará apoio politico e fará a segurança.

Captura-de-pantalla-2015-07-10-a-las-18.39.51-e1436546429958

Não a toa, este mega canal que ligará um oceano a outro, com um leito mais profundo, mais largo e um percurso quase igual ao Canal do Panamá, deveria ter as obras iniciadas em 2015.

Com a formalização desta oposição golpista em 2014, as obras que seriam iniciadas em 2015, estão sendo proteladas por motivos de segurança e desestimulação do investidor chines e até os dias atuais não começaram.

Comentando sobre a hegemonia estadunidense na América Central este canal em terras nicaraguenses seria uma linha divisória definitiva na construção de um mundo  multipolar. E países da Ásia e toda a Europa teriam um acesso para toda a América do Sul, mais rápido e com menor custo. Sendo verdadeiro o inverso, toda a América do Sul também sai perdendo. 

Leia também: O que realmente se passa na Nicarágua

Leia também: Apesar de apelos do Senado, Trump mantém apoio a príncipe herdeiro saudita

Leia também: Arábia Saudita lança ataque aéreo contra Iêmen e mata 29 crianças

Leia também: A desastrosa guerra da Arábia Saudita no Iêmen

*Lazarus, os Hiper-Cyber’s-Cracker’s

LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO TEM 1OO ANOS DE PERDÃO…

Do: EL TIEMPO

É assim que o Lazarus opera, o poderoso grupo cibercriminoso que rouba os bancos

Eles usam várias técnicas para sistemas apropriados. É a organização mais ativa no universo digital.

Táticas de criminosos cibernéticos

O panorama do cibercrime agrava-se com o surgimento da internet das coisas, o que multiplica as ameaças.
Foto: 123RF

Por: Ana María Velásquez Durán 

20 de dezembro de 2018, 12:00 horas

Em um banco em Bangladesh eles roubaram 81 milhões de dólares, outro em Taiwan conseguiu para obter 60 milhões de dólares, e Costa Rica ficaram com 11 milhões de uma entidade. grupo Lázaro é imparável, e sua história em linha reta fora de um filme: é uma misteriosa organização pelas autoridades temiam hackers de todo o mundo e tornou-se o mais ativo ator universo cibercriminal. O grupo foi criado na Coréia do Norte em 2009 e é dedicada a tornar milionários roubos de bancos , mas também tem sido acusado de ser responsável por grandes ataques cibernéticos em todo o mundo como Wannacry, o que afetou instituições e empresas perto 150 países, em 2017.

Sua operação começou na Ásia, mas recentemente eles atacaram em nível global e até realizaram ataques em vários países da América Latina, como México, Peru e Chile. Em 2016, o primeiro incidente na região foi detectado em um banco no Equador. Lá eles conseguiram roubar 9 milhões de dólares. 

Mas como esse poderoso grupo criminoso cibernético fez para executar ataques dessa dimensão?

Desde 2015, a empresa de segurança cibernética Kaspersky Lab pesquisou o modus operandi da organização e, em um evento em Moscou (Rússia), revelou algumas de suas estratégias mais utilizadas. “Eles são muito inteligentes, estudam a vítima e passam semanas analisando a rede, o software e a operação do banco; Eles fazem tudo muito bem feito. Eles ficam por um tempo e depois fazem o roubo de milhões de dólares ”, explica Fabio Assolini, analista de segurança de computadores da Kaspersky. 

De acordo com a empresa, a organização dos cibercriminosos é dividida em subgrupos: um dedicado especificamente a tarefas de espionagem cibernética e ataques a empresas, e outro dedicado a roubos a instituições financeiras .

“Os servidores da entidade confirmam um site que as pessoas do banco acessarão. Eles infectam um computador, que pode ser alguém que não é tão importante para a entidade”

Especialistas explicam que as táticas usadas são cada vez mais avançadas e variadas. Uma das modalidades a que recorrem são os ataques conhecidos como wateringhole, que, segundo Roberto Martinez, analista de segurança cibernética da Kaspersky, consiste em atacar as entidades onde as instituições financeiras ou pequenas empresas que prestam serviços a elas estão normalmente conectadas. . Por exemplo, na Polônia, eles infectaram o site do Banco Central, levando em conta que todas as entidades tinham que entrar lá. 

“Confirme os servidores da entidade em um site que as pessoas do banco acessarão. Eles infectam um computador, que pode ser alguém que não é tão importante para a entidade, mas faz movimentos laterais. Eles estão em um PC e vão para o outro, até chegarem aos servidores “, diz Assolini.

Martinez diz que os atacantes também apontam para um método de distração. “Eles buscam gerar um ataque que aparentemente tem um objetivo, mas a ideia é que o grupo de resposta a incidentes se concentre nesse objetivo, enquanto eles executam a outra ação, que é a real e que pode ser fraudulentamente fazer transferências, por exemplo “, diz ele. 

Na maioria das vezes, eles fazem transferências através do sistema de pagamento eletrônico Swift, uma rede internacional que conecta 11.000 bancos no mundo e permite o envio de dinheiro entre eles. “O objetivo é fazer transferências que saiam do país para que elas cheguem a contas praticamente criadas e sejam destinadas a distribuir o dinheiro para que não possam ser rastreadas ou recuperadas”, conclui Martínez.

O mais sério, dizem os especialistas da Kaspersky, é que a maioria das instituições financeiras do mundo não está preparada para esse tipo de ataque cibernético . “Normalmente, as entidades permanecem em silêncio, não compartilham nada porque as pessoas não conseguem descobrir”, diz Fabio Assolini. 

Os especialistas prevêem que até 2019, o Lazarus continuará a expandir seu poder em todo o mundo com ataques ainda mais sofisticados.Ataques a sistemas de reconhecimento facial e outras previsões para 2019

Continue lendo: É assim que o Lazarus opera

Leia também: Qual a diferença entre hacker e cracker?

Leia também: A corrupção no Banco Mundial


*Pobre e Indigente, com Mais Inflação

Uma família de quatro pessoas precisa de 25.206 pesos para não ser pobre se você não pagar o aluguel.

Do: PAGINA 12

A recessão Argentina e a miserabilidade das massas:

Uma família de quatro pessoas precisa de 25.206 pesos para não ser pobre (se não pagar aluguel). 


Imagem: Bernardino Avila

Os preços dos bens e serviços que compõem a cesta básica da pobreza subiram 4% em novembro em relação ao mês anterior, assim como a cesta básica de indigência, informou ontem o Indec. Mais uma vez, o aumento do nível de renda necessário para evitar cair na pobreza e na indigência é maior do que a inflação geral, que foi de 3,2% nacionalmente para aquele mês. Nos últimos doze meses, a cesta de pobreza subiu 57,3% e a de indigência, 54,1%. O custo exorbitante de bens e serviços é uma maneira de desgastar as condições de vida dos setores médios e inferiores. A pobreza pode terminar este ano até sete pontos acima do final de 2017. A situação é pior para crianças e adolescentes.

O Indec informou que a cesta básica consiste de pão, bolachas, arroz, farinha, macarrão, batata, açúcar, legumes, frutas, carnes, ovos, leite, óleo, bebidas, sal e erva, entre outros itens de consumo básicos, subiu 4 por cento em novembro, que acumulou um aumento de 54,1 por cento na comparação ano a ano. Embora as estimativas sobre a evolução da renda ainda são fracos, os últimos dados oficiais, o que corresponde a setembro, cor perceber a situação: a variação interanual do índice salarial Indec em setembro apresentou um aumento de 23,7 por cento contra um aumento de 46% na cesta de pobreza para o mesmo período.

O aumento acentuado nas cestas de pobreza e indigência é explicado porque o impulso para a inflação geral vem do lado de alimentos e bebidas. Em novembro, o aumento mensal de 6% no arroz branco e de 6,7 no macarrão seco foi destacado. Entre os produtos lácteos, leite integral subiu 7,6, queijo cremoso fez 3,7 e iogurte firme, 21,4. Entre as bebidas, a água ainda avançou 7,2 e a erva-mate, 3,8%. A evolução dos preços sensíveis da cesta básica nos últimos doze meses é eloquente: o pão francês subiu 80% e a farinha 200%. Arroz branco fez 76% e frango inteiro 63%. O óleo de girassol aumentou 76%. O leite em sachê subiu 41% e a de iogurte, 75%. 

O órgão oficial calculou que um grupo familiar composto de dois adultos e duas crianças precisa de 10.122 pesos por mês apenas para não ficarem sem recursos, ou seja, para ter acesso a alimentos que correspondam à nutrição mínima. Um ano atrás, esse número era de 6568 pesos. O mesmo agregado familiar de quatro membros precisa de 25.206 pesos (assumindo que eles não pagam o aluguel) para não serem pobres. Levando em conta um aluguel de 12 mil pesos, são quase 40 mil pesos de despesas básicas por mês para não serem pobres.

O aumento violento da cesta da pobreza é explicado pelos aumentos nos alimentos e bebidas impulsionados pela desvalorização, juntamente com o relaxamento dos controles oficiais sobre o setor de consumo de massa. A ação do Estado também opera por meio de constantes aumentos nos serviços públicos, que nem cessam antes do atual colapso socioeconômico. No caso dos transportes, o aumento deste item do índice de preços ao consumidor medido pelo Indec é de 68,2% no último ano, devido ao avanço de mais de 100% no coletivo e no metrô e quase 70 por cento em combustíveis. As contas de luz e gás também continuaram a crescer este ano bem acima da inflação média.