*Acampamento por Lula Livre Sofre Ataque a Bala

EM CURITIBA AGORA É ASSIM, VISITE A CIDADE E LEVE UM OU MAIS TIROS:

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QUEM NÃO SE LEMBRA DOS Outdoors FASCISTAS ?

Do Tijolaço

Em vídeo publicado minutos atrás no Facebook, Gleisi Hofmann informa que o acampamento “Lula (perseguido e preso politico) Livre” foi atacado a tiros, esta madrugada, por homens que passavam em veículos palas ruas do bairro Santa Cândida, onde os manifestantes passam as noites.

Duas pessoas foram feridas, uma delas com gravidade: Jefferson Lima de Menezes, com um tiro no pescoço.

Os agressores, claro, serão tão identificados e punidos quanto foram os que dispararam contra os ônibus da caravana de Lula ou os que executaram a vereadora Mareille Franco.

Sigam as câmeras da avenida !!!

A alguns dias atras algumas pessoas do acampamento foram brutalmente agredidas por fascistas da torcida “império coxa branca“, ninguém fez nada.

Leia também: Acampamento Lula Livre

*A Ucrânia Criou o Próprio Acordo MECU/USAID

Após 50 anos do Brasil ter criado o seu MEC/USAID, a Ucrânia criou o acordo MECU(Ministério da Educação e Ciência da Ucrânia)/USAID

 

O Ministério da Educação e Ciência da Ucrânia aboliu o termo“universidade”.

Agora elas serão chamados de “instituição de ensino superior“.

Além disso, o Ministério da Educação e Ciência da Ucrânia oferece agora, a oportunidade de receber o ensino superior no trabalho (EADs ?).

A Ucrânia está cada dia mais inclinada ao fascismo ? Está, porém, em matéria de acordos com “USAID” ela está a mais de meio século atrasada.

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Assim continuando, não demora, o parlamento ucraniano votará projetos como “Escola sem partido” “fim do ensino de história, sociologia e filosofia“, este pesadelo pode ser definindo em uma frase:

A escola do partido fascista é a meta da direita

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Leia na íntegra: Na Ucrânia não haverá mais “universidades”

*Após 10 Anos de Silêncio, Kim Quer Conversar Mais com A Coreia do Sul

DO PORTAL RT

Após 10 anos de silêncio, Kim, da Coreia do Norte, quer falar com o sul mais

As duas Coreias são irmanadas, quem as separou foi o imperialismo ocidental
O líder norte-coreano Kim Jong-un disse a seu colega do sul que está ansioso para ir a Seul sempre que for convidado, prometendo não interromper mais o sono do Sul, numa aparente referência aos testes de mísseis.

Kim e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, concluíram na sexta-feira a primeira rodada de conversas entre os dois, planejados para a cúpula histórica.

Kim, que na semana passada anunciou uma suspensão indefinida de todos os testes nucleares e de mísseis, um ponto importante de atrito entre as duas Coreias na última década, pareceu tranquilizar Moon sobre isso. Como citado pela autoridade sul-coreana, Kim disse que não interromperá mais o sono matinal da Coreia do Sul“.

Kim também disse que não se importaria de visitar a Casa Azul, a sede do governo sul-coreano, para mais conversas, disse um representante da Coréia do Sul durante a conferência de imprensa.

O líder norte-coreano Kim Jong-un aperta a mão do presidente sul-coreano Moon Jae-in, 27 de abril de 2018 © Anfitriã Broadcaster via Reuters

 

Moon disse que gostaria de viajar para a Coréia do Norte, para o qual Kim respondeu que o sistema de trânsito pouco desenvolvido do país tornaria essa viagem desconfortável. Moon aproveitou a oportunidade para promover a possibilidade de melhorar as ferrovias do Norte, caso o progresso diplomático seja bem-sucedido.

No início da reunião, Kim disse esperar que a cúpula seja um novo começo e traga resultados viáveis, ao contrário dos encontros anteriores entre os líderes de seus países, que não conseguiram acabar com um impasse de décadas.

Desejo que seja uma chance para nós caminharmos de mãos dadas enquanto olhamos para o futuro com uma determinação, ao invés de resultados como aqueles no passado que não puderam ser implementados“, Kim disse a Moon, citado por Agência de Notícias Yonhap.

Moon entrou na conversa, dizendo que ele gostaria que eles fizessem um acordo e criassem um grande presente para o nosso povo e todos os outros no mundo que desejam a paz“.

Kim repetidamente disse que deposita grandes esperanças na cúpula, que ele vê como uma chance de reconciliação, para que as cicatrizes entre o sul e o norte possam ser curadas“.

Em uma aparente referência a uma futura reunificação, que era o objetivo declarado das duas Coréias, Kim disse que a linha de fronteira não é tão alta” e “acabará sendo apagada se muitas pessoas passarem por ela“.

Enquanto isso, o líder norte-coreano também está se preparando para negociações com o presidente dos EUA, Donald Trump, o que teria parecido impensável poucos meses atrás. Os dois líderes já negociaram insultos e Kim lançou um míssil balístico intercontinental (ICBM), que ele alertou que poderia atingir todo o território norte-americano.

Encontro histórico entre líderes da Coréia do Norte e Coréia do Sul (VIDEO)

O líder norte-coreano Kim Jong-un aperta a mão do presidente sul-coreano Moon Jae-in, 27 de abril de 2018 © Anfitriã Broadcaster via Reuters

A esperada cúpula entre Kim Jong-un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in começou na “aldeia de trégua” de Panmunjom. É a primeira vez que os líderes dos dois países se sentam para conversar em mais de uma década.

O primeiro encontro inter-coreano desde 2007, quando o falecido pai de Kim Kim Il-sung conheceu o líder sul-coreano Roh Moo-hyun, está chamando a atenção para o esperado encontro entre Kim e o presidente dos EUA, Donald Trump.

Ler na íntegra

O programa nuclear da Coréia do Norte, cujo rápido avanço desencadeou ameaças beligerantes do presidente dos EUA, aumentando as tensões na península até o ponto de ebulição no final de 2017, deve dominar a reunião de sexta-feira, que ocorre menos de uma semana depois de Pyongyang ter anunciado congelamento de todos os exercícios nucleares e de mísseis e encerramento de um grande local de testes.

 

A reunião também é de alto valor simbólico. Atravessando a fronteira sul-coreana a pé para ser saudado por Moon do outro lado, Kim faz história, tornando-se o primeiro líder norte-coreano a pisar em solo sul-coreano desde que a guerra entre os dois terminou em 1953.

Kim e Moon apertaram as mãos na linha de demarcação, sorrindo enquanto posavam para fotos. Em um momento, os dois líderes entraram brevemente no território norte-coreano antes de voltar para a parte sul da fronteira, onde foram recebidos pela Guarda Nacional da Coréia.

Antes de começar uma reunião a portas fechadas, Kim deixou um bilhete no livro de visitas da “casa da paz”. “ Uma nova história começa agora. Uma era de peça do ponto de partida da história , diz.

A cúpula cobre vários meses de tensão rapidamente montada, seguida por um degelo cauteloso. Setembro de 2017 foi o sexto e o mais poderoso teste nuclear da Coreia do Norte até agora, bem como o teste de lançamento de um novo tipo de míssil balístico de longo alcance que, segundo afirma, pode chegar aos EUA.

Em resposta, a Coréia do Sul e os EUA realizaram uma série de exercícios militares nas costas da Coréia do Norte. Trump ameaçou Pyongyang com fogo e fúria em agosto e depois ridicularizou Kim como “um homem-foguete em uma missão suicida“. A guerra de palavras, assim como as demonstrações de força, desde então diminuíram, e Trump passou a saudar o grande progresso na desnuclearização do norte e chamar Kim de muito honrado e muito aberto“.

Ler na íntegra

Leia também: Coreias aspiram à paz e à reunificação

Leia também: Coreias assinam declaração de paz conjunta

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CARICATURA DE TRUMP

O IMPERIALISMO (entenda-se a industria de material bélico) NÃO GOSTOU…E ESPERAMOS QUE A BURGUESIA DO OCIDENTE DEIXE AS DUAS NAÇÕES SE ENTENDEREM E QUE DEEM UM PAÇO MAIOR PELA PAZ DEFINITIVA NA ASIA

*Revisitando o Assassinato do Lula

Jamais imaginei, nestas tão pequenas análises de nossa triste realidade, ver agentes estrangeiros e corrompidas figuras no governo, com tamanho desprezo pelas leis e pela humanidade, tratando outro brasileiro.

Nem se completou um mês, quando escrevi sobre o que me parecia ser mais ficção do que realidade, e estas poderosas forças do sistema financeiro internacional, da banca como o denomino, por seus capitães do mato, seus agentes e prepostos no País, transformarem em odiosa efetividade aquelas considerações imaginadas. Nem mesmo esperaram o envolvimento nacional, como a copa do mundo de futebol.

Vamos analisar este caso pelo maior aprofundamento de seus componentes, que meus atilados e cultos leitores, com certeza, exigem.

Tratemos primeiro da lei, do direito, pois reside, atualmente, no poder judiciário a mais ativa ação da banca. Aquela que outrora, pelo anteriores colonizadores, era entregue às Forças Armadas (FFAA), e que a banca, mais sutil, evita empoderar.

Quem faz a lei?

Jorge Rubem Folena de Oliveira, em artigo publicado em  24/07/2017, no GGN – o jornal de todos os brasis, relembra a magnífica obra do Desembargador, cassado pelo primeiro ato institucional do governo Castello Branco, Osny Duarte Pereira: “Quem faz as leis no Brasil?”, de 1963.

Transcrevo:

“Portanto, para saber quem faz as leis no Brasil, não é tão importante conhecer a máquina de produzi-las, como, sobretudo, inquirir de onde vêm as forças que impulsionam aquela máquina. (…)  Nas Faculdades de Direito ensinam-lhes todo o mecanismo. Não há, porém,  nenhuma cadeira, em todo o quinquênio escolar, que se ocupe com o estudo das forças que movimentam a engrenagem complicada de elaboração das leis. Se algum professor penetra nesse terreno, é por conta própria. Não é bem visto pelos colegas da Congregação. Não passará de um ‘comunista encapuzado’, um ‘demagogo na feira das vaidades” (no citado artigo).

Ora, concluo eu, as leis são o produto de uma classe, os verdadeiros detentores do poder, que não paira dúvida ser a banca, desde o golpe aplicado no Presidente Geisel.

Tenho, e muito me orgulha a amizade, conversado com o Professor da  UNIFESP, pós-doutor Antonio Sergio Carvalho Rocha, dos maiores, senão o maior conhecedor do processo de elaboração da Constituição de 1988. Destinada a ser a mais neoliberal constituição, não fosse a então insuspeita ação das forças progressistas, nacionalistas e populares, que se uniram para evitar a repetição de tão longo período de autoritarismo. Mas, se houve algum avanço, ele não resistiu aos governos da banca que se seguiram, especialmente de Fernando Collor e Fernando Cardoso.

Enumeremos alguns retrocessos:

Emenda Constitucional (EC) 6, de agosto de 1995: acaba com a diferença entre empresa brasileira e empresa de capital nacional, permitindo também a empresas constituídas no Brasil com capital estrangeiro participar de concessões de lavra de recursos minerais;

EC 7, igualmente de agosto de 1995: permite a estrangeiros serem armadores, proprietários e comandantes de navios nacionais e a navios estrangeiros a navegação de cabotagem e interior;

EC 8, também do prolífico agosto de 1995:  permite a concessão ao setor privado do setor de telecomunicações;

EC 9, de novembro de 1995. Vamos nos deter um pouco mais nesta emenda pois trata do petróleo, cuja descoberta no pré-sal, em águas brasileiras, foi maior incentivador do golpe de 2016. Dispunha o texto original: § 1º O monopólio previsto neste artigo inclui os riscos e resultados decorrentes das atividades nele mencionadas, sendo vedado à União ceder ou conceder qualquer tipo de participação, em espécie ou em valor, na exploração de jazidas de petróleo ou gás natural, ressalvado o disposto no art. 20, § 1º. A ressalva refere-se ao  “resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração” destinados aos Estados, Distrito Federal, Municípios e órgãos da administração direta da União. Esta emenda, ao permitir “a concessão de atividades de petróleo e gás natural“, extinguiu o monopólio da União e entregou aos estrangeiros a insubstituível reserva de petróleo brasileiro, abrindo o flanco para as águas superficiais e os aquíferos brasileiros. Ainda aguardo, 23 anos depois, o contundente pronunciamento das FFAA brasileiras. Das estadunidenses já tivemos: “em 24 de abril de 2008, o então Chefe de Operações Navais (CNO), Almirante Gary Roughead anunciou o restabelecimento da Quarta Frota. Quase três meses mais tarde em 12 de julho de 2008, ela foi restabelecida durante uma cerimônia na Estação Naval de Mayport, Flórida” (Felipe Coutinho, “Eventos históricos da disputa pelo pré-sal e a renda petroleira”, in AEPET Direto, 26/04/2018);

EC 13, de agosto de 1996: abriu caminho para a quebra do monopólio do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e permitiu sua privatização;

EC 23, de setembro de 1999: extingue os Ministérios das Forças Armadas, unificando-os sob o da Defesa;

EC 36, de maio de 2002: permite participação estrangeira em meios de comunicação;

EC 40, de maio de 2003: flexibiliza a regulação do sistema financeiro do Brasil.

Como observa meu caro leitor, não mencionei qualquer retrocesso nos direitos sociais, trabalhistas ou previdenciários, que, sem qualquer dúvida, são importantíssimos. Restringi-me aos retrocessos na Soberania Brasileira.

Todo este aparato legal, seja constitucional, infraconstitucional ou meramente regulamentador, objetiva dar a “tranquilidade jurídica” aos detentores do poder e impunidade a seus agentes e prepostos nas funções de execução.

Então por que menosprezá-los, fazer letra morta de seus conteúdos substantivos ou processuais, ou simplesmente atropelá-los?

Pois não é o que a “justiça” vem fazendo quando se trata de punir os membros e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores, seus aliados e, em especial, o Presidente Lula?

O golpe de 2016 criou um novo tipo de paredão no Brasil. Não para eliminar os inimigos da Pátria, mas seus defensores, os que lutam para a independência do Brasil. Parodiando a conhecida e feliz expressão do jornalista Barbosa Lima Sobrinho, pune-se, mais uma vez, Tiradentes e glorifica-se, remunera-se regiamente os Silvérios dos Reis.

Agora a justiça se move para assassinar Luiz Inácio Lula da Silva. As ações da juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, com o constrangimento para brasileiros, aqui e no exterior, desprezando a mais comezinha regra de direito e de humanidade, colocam Lula na solitária, a caminho da morte. Nem lhe é facultada a visita de seu médico!

Quer, caro leitor, maior prova de que está sendo assassinado? Não é mais visto por amigos, por autoridades que, pelo prestígio internacional, afiançariam sua condição de vida salubre, por seu médico e ainda escolhe quem pode e quem não pode ser seu advogado?

É o pleno regime de exceção, exceção à própria legislação elaborada pelo poder, pelo colonizador, por quem, de fato, manda no Brasil.

Só vejo na insurreição a saída para retomamos o Brasil para os brasileiros e, então, excluir para sempre estes agentes, os corrompidos pelo poder estrangeiro, os inimigos de nossa nacionalidade. E, com tristeza, celebrarmos as missas devidas a mais um mártir de nossa história da busca pela liberdade, ainda que tardia.

*Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado 

Leia também: Os Miseráveis. De Victor Hugo a Dostoiévski. Uma analogia

*ANGOLA: 400 TRABALHADORES DA ENP HÁ 54 MESES SEM SALÁRIOS

Os trabalhadores da Empresa Nacional de Pontes de Angola admitiram hoje a possibilidade de se queixarem à Organização Internacional do Trabalho (OIT), por estarem há 54 meses sem receber salário. Isto acontece, provavelmente, por Angola ser um país… pobre.

Apossibilidade foi levantada hoje no encontro promovido pela comissão sindical daquela empresa estatal, em Luanda, que contou com a presença de mais de 50 trabalhadores e com o director-geral, após falhadas as promessas anteriores, de liquidação dos salários.

“Porque a OIT é uma organização que vela pelos interesses dos trabalhadores a nível do mundo e julgamos que ela poderá intervir para resolver a nossa situação, que se arrasta há 54 meses, sem qualquer resposta das autoridades”, disse hoje à imprensa o 1.º secretário da comissão sindical da empresa, Mateus Muanza Alberto.

Falta de dinheiro para se alimentarem, dificuldades em suportar as despesas com a saúde ou do ensino dos filhos nortearam as preocupações dos cerca de 400 trabalhadores nesta condição, conforme explicou, no final, Mateus Muanza Alberto.

“São muitas preocupações. Até hoje estamos aflitos, mas aprofundando a situação nós não vamos parar por aqui e nas celebrações do 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, também vamos apresentar a nossa dramática situação”, afirmou.

“Não é normal um chefe de família conseguir viver. Aliás, estamos a sobreviver, por isso mesmo, independentemente daquilo que ouvimos continuamos na mesma situação”, disse.

De acordo com o sindicalista daquela empresa pública, a situação por que passam foi já reportada ao Presidente da República, João Lourenço, numa carta enviada em Março, bem como ao gabinete do ministro da Construção e Obras Públicas, mas sem qualquer resposta.

Em Outubro de 2017, o novo ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, visitou as instalações da Empresa Nacional de Pontes de Angola, em Luanda, tendo assumido analisar a situação, apelando por isso o diálogo entre sindicato e administração.

“Temos algumas perspectivas no nosso plano orçamental e isso pode ajudar a resolver já os problemas candentes e equacionar o problema dos atrasados”, disse na ocasião o governante, tendo ainda assegurado que seriam elaborados programas “para alavancar” a empresa.

Promessas que, segundo Mateus Muanza Alberto, não se concretizaram na prática: “De facto foram muitas promessas, mas continuamos na mesma situação. Tanto que ainda ontem voltamos a solicitar uma audiência com o senhor ministro, para abordar a situação”.

“Vamos propor muitas situações internas e externas, porque apesar de a direcção não conseguir aprofundar as questões, esse silêncio nos afecta. Há até solicitações para a empresa adjudicar obras, mas a direcção tarda em elaborar contratos”, adiantou.

O director-geral da empresa, José Henriques, referiu que no quadro de uma parceria com um consórcio, para alavancar a empresa, 88 trabalhadores deverão ser suspensos, situação que preocupa a comissão sindical.

“Se a empresa deve aos trabalhadores, esta suspensão vai-se basear em quê? Ao menos que paguem os salários em atraso, indemnizem. Porque não acreditamos que os trabalhadores suspensos possam ser reenquadrados”, argumentou.

As dívidas para com os trabalhadores datam desde 2011, situação que deixa Maria Alexandrina, há 20 anos na empresa, “triste e agastada”, sem forma de sustentar os sete filhos.

“Por isso estou a pedir às entidades superiores que nos ajudem, que façam qualquer coisa. Os nossos filhos estão fora do sistema escolar, como é que a gente vai acabar”, questionou.

João Lourenço prometeu “Melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”. A primeira parte está a ser cumprida. Os poucos que têm milhões estão a ver melhoradas as condições. Têm cada vez mais milhões. Os outros, os milhões que têm pouco, ou nada, continuam a ter cada vez menos.

Falta só saber se João Lourenço vai exonerar as pontes ou os 400 trabalhadores que, por não compreenderem a filosofia do novo governo, teimam em julgar que têm direito a receber salário

Leia mais: 400 TRABALHADORES DA ENP HÁ 54 MESES SEM SALÁRIOS

NÃO NOS ESQUEÇAMOS QUE DOS 50 MINÉRIOS MAIS COMERCIALIZADOS NO PLANETA, ANGOLA TEM 38 EM SEU SOLO.

*O Capital e os Números – Por villorBlue

Uma das maiores façanhas do capital foi transformar o ser humano em um “complexo leitor economicista” da realidade em que vive.

Feito isso, medimos nosso grau de felicidade, transformamos nossos atos em números, algo como; o que existe são momentos de felicidade (números).

Se uma pessoa faz cinco refeições ao dia e quatro não tem o que comer, na nossa leitura economicista aparecerá que, cada uma fez uma refeição no dia, um número fora da realidade, porém existente na ciência das  pesquisas.

Quando em sociedade, poderemos ser considerados melhores, mais respeitados e maiores, somando os bens materiais que possuímos, números de carros, joias, etc, somos considerados vitoriosos se ao chegarmos aos quarenta anos, tivermos um acumulo considerável de bens materiais..

Nossa consciência é uma fatoração colocada em uma balança de dois pratos e nossos atos bons têm que contrabalancear nossos atos ruins, deixando ao comando do primeiro nosso futuro nesta vida ou em outra futura (se assim a tivermos).

Nossos orgasmos têm que ser relativos aos não orgasmos tudo isso transformado numa equação com as tentativas para obtê-los, vencendo assim o maior número das conquistas ou derrotas.

Uma nação vai bem se o PIB estiver acima de 2%, justamente porque 2% se transformou em um número de segurança, isso é, na realidade pode significar zero ou um número negativo, porém, 2% é positivo e aceito.

Há quatro anos, quando tínhamos no Brasil um número de desemprego de 4% a economia não estava bem (segundo a mídia e os economistas burgueses) (e 4% de desempregados é considerado emprego pleno pelos economistas burgueses, por uma questão das várias fórmulas matemáticas este percentual pode ser ou não positivo).

Atualmente o país tem aproximadamente 25 milhões de desempregados (e isso representa 12% da população total, se levarmos em conta a população ativa e apta ao trabalho este percentual cresce assustadoramente) e a mídia burguesa e capacha do capital, continua a mascarar os números dizendo que o Brasil tem menos de 14% de desempregados, lendo assim, o numero nem fica muito assustador.

Citando um exemplo, em 2014 na “república de Curitiba”, uma passagem de ônibus urbano custava $ 2,30 e as massas de manobra faziam manifestações questionando estes valores ou os $ 0,30 que se propunha de aumento, hoje, custa quase $ 5 e não se observa mais manifestações nas ruas, ou redes sociais contrariando estes valores, o que nos leva crer que nossa leitura economicista pode ser relativa as vezes e isso depende de variantes. O salario minimo em 2014 era de R$ 724, em 2018 R$ 937.

Observa-se nos últimos dois anos, um número crescente de pessoas nos semáforos das cidades brasileiras vendendo coisas, limpando vidros de carros, ou nas ruas catando recicláveis, porém, para a burguesia, este é um número que não interessa.

Conforme os órgãos do governo, nos últimos dois meses, tem crescido o número de vagas para empregos no país, com referência a estes dados faremos alguns comentários: São vagas para “televendas, faxineiros, vendedores e empregos domésticos em geral, muitos deles são empregos por comissão, isso é, o trabalhador recebe apenas se vender”, observando que estes empregos citados começaram a aparecer após a reforma trabalhista e o fim da CLT no ano passado.

Não surpreende ninguém (e isto quem afirma é a OIT – Organização Mundial do Trabalho) que o Brasil é o país com o maior número de empregada(o)s doméstica(o)s no mundo.

Trabalhar em afazeres domésticos na “casa grande” era considerado pelos escravagistas dos trabalhadores escravizados forçadamente (oriundos da África), uma benesse. Esta é uma realidade gerada no escravagismo e persiste aos dias atuais, infelizmente nossa classe média é preguiçosa e não perdeu seus vícios.

O primeiro pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história, é que todos os homens devem estar em condições de viver para poder ‘fazer história’. Mas, para viver, é preciso antes de tudo comer, beber, ter moradia, vestir-se e algumas coisas mais. (A Ideologia Alemã, tópico A.1 – História)

*Os Miseráveis. De Victor Hugo a Dostoiévski. Uma analogia – Por villorBlue

“UBUNTU, SEMPRE LULA”

Na minha opinião, Victor Hugo está na lista dos maiores escritores mundiais, com Dostoiévski, formam a dupla que melhor representa a dor e o sofrimento humano.

Em “Os Miseráveis“Jean Valjean é o protagonista desta história, ele rouba um pão e distribui para uma família miserável matar a fome, como a história se passa na França do século 19 e a situação naquela nação separava uma casta caviar que consumia brioches no lugar de pão, e uma massa de famélicos do outro lado que não sabia o que era brioches, nunca tinham visto ou ouvido falar em brioches.

Valjean recebe como punição por ter pego um pão para matar a fome desta família, 19 anos de serviços forçados e o sofrimento na gales, o leitor deveria ler a obra para melhor entender.

O personagem recebe o perdão judicial e muda de nome por motivos óbvios, monta uma pequena fábrica e trata seus funcionários com dignidade máxima possível para a França da época.

A história envolve ainda Fantine, sua pequena filha Cosette, a família Thenadier e o policial Javert.

A saga e o sofrimento de Jean Valjean não para. E dura por todas as páginas, o conto tem também como cenário a Paris das “Comunas de Paris”, uma cidade sitiada com barricadas populares, com guerrilheiros de um lado e a repressão do outro lado.

O encarne de Javert mostra bem o significado de uma perseguição doentia, Javert persegue Valjean sem mesmo ouvir o que este tem a dizer, mesmo em Paris a perseguição segue, e termina apenas com a morte simbólica deste, e nesta parte, Hugo mostra como nenhum outro o significado de uma perseguição politica ou uma perseguição por birra.

Sobre Dostoiévski (Tolstoi afirmava que ele era simplesmente o melhor) é a outra ponta deste texto. Em sua “Memórias da Casa Dos Mortos” mostra simplesmente a realidade das perseguições políticas, Dostoiévski -por ser “Marxista”- foi condenado à morte, num último recurso teve o “perdão” e foi condenado a cumprir pena em masmorras (o ambiente real é outro) na Sibéria, dez anos naquela época para um homem de 40 anos, era morrer no calabouço, simplificando, prisão perpétua num inferno daqueles poderia significar coisa pior que a morte, sendo assim, a “benevolência” pode significar algo pior muitas vezes

No resumo, o antes explanado é uma analogia, trarei este comentário para os dias atuais e uma comparação do que acontece no Brasil nestes dias.

Troque os nomes nestas duas histórias, Valjean por “nação e a esquerda brasileira” e Dostoiévski por “Luiz Inácio Lula da Silva“.

No primeiro caso, (Os Miseráveis) a esquerda brasileira tirou 36 milhões de pessoas da linha da fome (distribuiu pão aos famélicos e os estava ensinando a produzir o pão) e por este motivo está sendo condenada pela burguesia e seu aparato de estado (todos os cinco poderes) que bem poderiam ser Javert.

No segundo caso (Memorias da casa Dos Mortos), Luiz Inácio Lula da Silva continua sofrendo perseguição política mesmo com 74 anos, isso ocorre por ele ser o maior ícone vivo da esquerda mundial. E “deus” livre a burguesia mundial se; a moda de combater a fome e a miséria nos quatro cantos do planeta pegar. Onde o capital arrumará escravos e matérias-prima de graça para manter sua luxúria e poder no planeta? E neste ponto Lula viajava o mundo ensinando a combater a fome.

Realmente, Hugo e Dostoiévski eram dois visionários e o “poder burgues” entendeu que as vezes matar de um golpe pode transformar alguém em mártir e tudo em volta deste mártir pode virar uma religião amanhã, sim, Cristo serve com exemplo. Por este motivo os matam vagarosamente, no campo da simbologia.

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Ou se preferir um caso real ao invés de uma obra criativa baseada em fatos reais. Leia “J’accuse” de Émile Zola e entenda melhor a realidade do “Brasil atual” e do Preso Político Luiz Inácio Lula da Silva

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Degradação militar de Alfred Dreyfus

Leia também: Revisitando o Assassinato do Lula