*No Anel do Pacífico, a China Avança e os Estados Unidos Recuam

Do: SAPO

Por: José Colto Nogueira

Absorvidos pela polémica das touradas, com a desgraça de Borba, ou talvez as peripécias do Brexit, não prestamos muita atenção ao que se passa nas longínquas costas do Pacífico, que incluem desde os países a que costumamos chamar de “orientais” até às margens do continente americano. Mas o efeito borboleta existe, e o que se tem passado nessa parte do mundo terá forçosamente efeitos nas outras partes, inclusive aqui no remanso da costa mais ocidental da Europa.

No Anel do Pacífico, a China avança e os Estados Unidos recuam

E o que se passa no Anel do Pacífico é o desenvolvimento de um acordo comercial (e, inerentemente, geopolítico) chamado TPP – Trans-Pacific Partnership Agreement – que reunia 12 países: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Estados Unidos, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura e Vietname. Incluía, mas já não inclui; em Janeiro de 2017 o Presidente Trump declarou que o acordo era “péssimo” e retirou os Estados Unidos.

Se era ou não, é motivo de disputa. O argumento do Presidente é que se tratava de mais uma tentativa da China de tirar proveito comercial, e os termos não eram convenientes, embora não tenha especificado porquê. Os observadores mais cépticos afirmam que, para além do proposto estar fora da nova política norte-americana de sair de acordos comerciais multilaterais, Trump quer desmanchar tudo o que o seu predecessor fez. Mas a entrada no TPP, se bem que tenha sido finalizada por Obama, ainda por cima quando Hilary Clinton era Secretária de Estado, na realidade foi iniciada ainda no mandato de Bush filho.

O texto do TPP contém trinta capítulos e cobre tarifas sobre bens e serviços, direitos de propriedade intelectual (patentes), regras de comércio electrónico, normas trabalhistas e ambientais, mecanismos de resolução de disputas e muitos outros aspectos do comércio global. O objectivo é unir três continentes, cobrindo cerca de 40% do comércio mundial, criar uma área económica completamente integrada e estabelecer regras de investimento consistentes. Não admira que tenha levado tantos anos a negociar. Para Obama, era um meio de garantir “que os Estados Unidos, e não países como a China, são quem está a determinar as regras da economia mundial neste século.”

Ideologicamente, estão em confronto duas atitudes: uma, globalista, que considera que os acordos deste tipo são um benefício para todas as partes envolvidas; e outra, nacionalista, que defende que um país tem de obter o máximo benefício para si e o mínimo para os outros.

Mas estrategicamente há outro valor em jogo: se os Estados Unidos, o poder dominante até agora, se retiram – como de facto aconteceu – abrem espaço para a China, o poder emergente. Com a saída dos norte-americanos, os chineses tomaram automaticamente a liderança das negociações. Esta atitude desagradou muito naturalmente aos outros grandes poderes na região, o Japão e a Austrália, que sozinhos ou juntos não têm massa crítica para enfrentar a expansão chinesa. Essa expansão, abertamente declarada como objectivo nacional por Xi Jinping, sai automaticamente beneficiada com a retirada norte-americana.

Os australianos, que se sentem naturalmente cercados numa área do planeta onde os orientais predominam e não têm uma base industrial muito diversificada (o PIB é cerca de um terço do Japão), viram o recuo norte-americano com grande preocupação.

Na nova situação, o TPP passou a ser negociado no âmbito da APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation) uma organização que inclui 21 economias, como as Filipinas e a Indonésia, e até a Rússia, dedicada a estabelecer o diálogo e a elaboração de propostas conjuntas, mas que não tem como objectivo estabelecer um tratado multilateral. Mas os seus princípios de facilitar as trocas comerciais entre os participantes coincide com o TPP, apenas envolve menos países. A APEC tem reunido regularmente desde a sua fundação, em 1989, em cidades tão díspares como Singapura e Santiago do Chile. A reunião deste mês decorreu em Papua, na Nova Guiné e foi uma oportunidade para Xi Jiping vender a sua política da “Nova Estrada da Seda”, que inclui a expansão das vias de comunicação através da Asia e daí para a África e para a Europa, para escoar os produtos chineses.

Estiveram presentes os chefes de Estado de quase todos os países membros, com a notável ausência de Putin. Xi Jiping aproveitou para dar um grande abraço ao seu novo amigo Rodrigo Duterte, que considerou a aproximação das Filipinas e da China “muito prometedora”.

Mas a principal decisão da reunião foi marcar uma data para arranque do TPP: 30 de Dezembro de 2018. E dar-lhe um novo nome: CPATPP – Comprehensive and Progressive Agreement for Trans-Pacific Partnership, muito mais de acordo com o vocabulário preferido dos chineses…

Com o desaparecimento dos Estados Unidos da equação, a China está muito mais à vontade para prosseguir os seus interesses. Talvez fosse altura para ressuscitar um slogan maldito usado pelos japoneses na II Guerra Mundial: “A Ásia para os asiáticos”. Só que esse objectivo já foi ultrapassado: actualmente a influência chinesa vai muito para além da Ásia. A única questão em aberto é se a China vai ser a mais influente economia mundial, ou se já o é de facto.

*O Projeto de Saúde Pública, Anarquista e Baseado em Bikes que Mantém as Pessoas Vivas nas Ruas de Olympia

Do: ANA https://noticiasanarquistas.noblogs.org

Por Bethany Denton & Gabriel Spitzer

“Um programa de assistência, tocado por voluntários, baseado em bikes e funcionando 365 noites por ano com suprimentos de emergência básicos, troca de seringas e distribuição de naloxone… Em Olympia, Washington.” É assim que a voluntária Cassie Burke descreve o Projeto de Assistência Emma Goldman para os Sem-teto e a Juventude, ou EGYHOP.

O projeto vem acontecendo já fazem duas décadas nas ruas do centro de Olympia. Em termos práticos, em uma noite do início de outono, tudo começou com duas jovens montadas em moutain bikes frágeis, rebocando grandes caixas pretas amarradas com mais ou menos o que estivesse disponível.

“É só esse punhado de coisas aleatórias do tipo, com o que é que podemos amarrar tudo por hoje? O elástico se rompeu? A gente tem câmaras de ar? Temos corda? Temos qualquer coisa?”, diz Cassie.

Mas o conteúdo dessas caixas é pensado cuidadosamente: roupas gratuitas (principalmente meias), lonas e sacos de dormir quando o clima está frio, comida e bebida advinda de doações, e principalmente, suprimentos limpos para usuários de drogas injetáveis.

Krista Kohler, que vem pedalando com Cassie por sete anos, reúne os suprimentos em kits para as pessoas que são usuárias de drogas.

“Neste saco eu monto um kit esterilizado, com todos os suprimentos que temos acesso para passar para as pessoas, suprimentos que consistem em lenços com álcool, que são muito importantes para limpar a pele antes de injetar. Nós distribuímos água esterilizada, temos algodão limpo e individualmente ensacado, e um pequeno recipiente de fogareiro que está limpo. E, em seguida, laços para as pessoas”, explica ela, antes de entregar o kit a um participante.

David Long-Hair e as origens do EGYHOP

O Projeto de Assistência Emma Goldman para os Sem-teto e a Juventude recebe o seu nome de uma das anarquistas radicais mais prolíficas do século XX. Emma Goldman acreditava fortemente em, como Cassie chamou, auto-determinação, o que quer dizer que cada ser humano merece o direito de fazer as suas próprias decisões sobre como viver as suas vidas.

No começo dos anos 90, o legado de Emma Goldman inspirou um homem conhecido pelo nome de David Long-Hair.

“Eu sou David Long-Hair, e eu sou um voluntário nas ruas de Washington, Olympia, para a comunidade de usuários de drogas injetáveis, e é nossa responsabilidade social tentar nos proteger contra a disseminação da AIDS e do HIV”, disse David em uma entrevista por vídeo, em 1993.

No ápice da epidemia da AIDS, David Long-Hair estava cansado de ver a doença devastar a sua comunidade. Isso foi antes dos coquetéis antirretrovirais, quando muitos ainda estavam morrendo.

David e alguns de seus amigos começaram a pedalar pela cidade oferecendo ajuda a quem precisasse, particularmente a portadores de HIV e usuários de drogas.

Tudo isso estava rolando ao mesmo tempo em que o Estado de Washington era pioneiro em serviços de redução de danos, incluindo ter sido o primeiro governo da história a sancionar um sistema de troca de agulhas em Tacoma. Redução de danos se refere à ideia básica de que a dependência é complexa, e as pessoas que são usuárias de drogas ainda merecem acesso a medidas salvadoras de vidas, como suprimentos limpos e drogas de reversão de overdose, como naloxone. É por isso que o EGYHOP não se enquadra tanto na perspectiva de evangelizar a sobriedade, na medida em que o projeto tenta entregar às pessoas suprimentos que ajudam a deixá-las seguras no hoje e no agora, o que inclui também roupas quentes e meias limpas.

“E na próxima vez em que eu ver você”, David Long-Hair continua no vídeo, “e nós falarmos sobre recuperação e você me diz que você nunca mais dividiu a sua seringa, isso é excelente! Continue assim! E eu estarei aqui pra você, pode vir me ver e eu terei provisões limpas e preservativos, e veremos de te levar até um médico, e talvez um dia desses nós vamos sentar e conversar sobre você ficar limpo.”

‘Eu Vejo Um Buraco Muito Grande No Nosso Mundo’

Vinte e cinco anos depois, voluntárias como Cassie e Krista ajudam a dar continuidade ao programa. Elas carregam um grande recipiente vermelho para recolher agulhas usadas, e distribuem quitutes doados para um grupo na calçada perto do terminal de ônibus e do centro comunitário inter-religioso.

Organizações como a EGYHOP são ocasionalmente criticadas por encorajar o uso de drogas, ou incentivar a persistência de indivíduos em estilos de vida auto-destrutivos.

“Eu não compro necessariamente a ideia de ‘permitir’”, diz Cassie. “Eu acho que as pessoas que já usam drogas, que já vivem nas ruas, que já estão submersas nesse estilo de vida, é simplesmente onde elas estão. …Não acho que seja lugar de ninguém para se sentir como uma cultura, e que podemos dar às pessoas permissão para viver suas vidas onde elas estão. E eu acho que esse tipo de restrição é realmente falso para o tipo de mundo em que eu quero estar.”

“Eu apenas consigo ver um buraco muito grande no nosso mundo, na nossa cidade, no nosso mundo onde as pessoas não estão sendo cuidadas, a sua humanidade não vem sendo reconhecida, e simplesmente parece muito importante fazer parte de algo para preencher este vazio.”

Fonte:http://www.knkx.org/post/bike-based-anarchist-public-health-project-s-keeping-people-alive-olympias-streets

agência de notícias anarquistas-ana

Odiar o “Lumpemproletariado” e querer dar-lhe a solução final é fácil, basta não ter humanidade alguma, nenhuma empatia.

Cuidar destes desvalidos sim, é uma missão hercúlea. 

*Como Funciona o Novo Método de Fraudar Eleições e Manipular Eleitores

O modelo “Ocean” e o fascismo

por Rosana Bond [*]

Do: Pátria Latina 

O capitalismo sempre utilizou a prática de eleições como arma contra-revolucionária e de burla das massas. Uma farsa. Mas agora, com o afundamento do imperialismo, etapa em que se torna mais reacionário e mais violento, a burguesia em desespero elabora um método quase “cinematográfico” de manipulação e enganação do povo, mas cujos resultados, como já afirmou o AND anteriormente, ficaram expressos de forma clara na campanha do Brexit (saída da Inglaterra do grupo da União Europeia), nos êxitos do partido alemão populista-fascista Alternativa Para a Alemanha e na vitória eleitoral do arqui-reacionário Donald Trump no USA. Expresso também no recente pleito no Brasil.

Unindo conteúdos teóricos das chamadas Ciências do Comportamento (Psicologia e outras), mecanismos militares, truques de espionagem, além de conhecimentos de jornalismo (confecção de notícias mentirosas ou falsas, as famosas fake news ), informática (algoritmos e outros) e redes sociais, empresas direitistas-fascistas desenvolveram algo que pretende ser uma “máquina” de ganhar eleição e de obter seguidores fiéis.

Elas criaram um modelo, denominado “Ocean” , para estabelecer parâmetros de personalidade de votantes/eleitores, produzindo materiais específicos para pessoas mais (ou menos) “neuróticas”, “amáveis”, “extrovertidas”, etc, fazendo com que seja aumentada a probabilidade de que cada eleitor vote em determinado candidato ou tema, ou seja, vote no cliente que contratou a empresa (ou escritório/consultoria) para aplicar seu marketing.

O “Ocean” é um conjunto de traços psicológicos que são medidos pelo escritório/consultoria para atingir seu alvo. Cada letra tem um significado, em inglês.

Vejamos: Letra O = Openness (Abertura – Abertura do indivíduo a novas experiências); Letra C = Conscientiousness (Consciência – Nível de preocupação do indivíduo com organização e eficiência); Letra E = Extroversion (Extroversão – Nível de sociabilidade do indivíduo, além de sensibilidade e cooperação com questões relativas a outras pessoas); Letra A = Agreeableness (Simpatia ou Amabilidade – Nível de confiança com que o individuo recebe as notícias)  Letra N = Neuroticism (Neurose ou Instabilidade Emocional – Nível de intensidade emocional com que o indivíduo reage ao receber informações).

ESCÂNDALO FOGO DE PALHA 

Esse modelo, embora lembre um teste de almanaque antigo, uma psico-tolice, uma sondagem mental fraudulenta, ao ser vitaminado com outros ingredientes (notadamente com TI, Tecnologia de Informação), produziu efeitos danosos em parcelas da população mundial submetidas a ele. Tais efeitos foram denunciados no primeiro semestre deste ano, como sendo o “escândalo do Facebook”. Descobriu-se que empresas/escritórios/consultorias roubaram milhões de dados daquela rede social para fazer marketing político direcionado (com base no “Ocean”), através do bombardeio de postagens cibernéticas individualizadas, com evidente propósito manipulador. Muitas dessas postagens eram compostas por noticias falsas.

Foram apontados como culpados o Facebook (que por causa disso teria perdido parte de seu valor econômico) e a empresa Cambridge Analytica (CA). Porém foi tudo fogo de palha e simulação: o Facebook perdeu só umas migalhas de seu poderio e a CA, embora tenha anunciado falência, parece ter seguido em seu trabalho, de modo disfarçado.

A Cambridge é uma agência de publicidade anglo-ianque que analisa dados de eleitores ou consumidores para executar “planos de comunicação estratégica”.

Inicialmente, para montar seus primeiros planos, ela usou os resultados de um questionário aplicado por pesquisadores da Universidade de Cambridge (Inglaterra) em 50 mil voluntários usuários do Facebook.

As respostas do questionário permitiram à CA usar algoritmos e avaliar a intensidade com que cada item do “Ocean” estava presente na personalidade (ou comportamento) das pessoas. Antes do escândalo, afirmou o gerente da Cambridge no EUA, Alexander Nix : “Após milhares e milhares de americanos responderem ao questionário, nós desenvolvemos um modelo capaz de prever a personalidade de cada um dos adultos que vivem nos Estados Unidos”.

Robert Mercer.

E mais: a CA além de anunciar que possui controle/predição sobre os habitantes dos EUA, parece controlar o próprio presidente do país. Sim, a empresa não é um business qualquer. Ela é praticamente “a dona” de Donald Trump, pois foi a principal patrocinadora financeira da candidatura, através do seu trilionário fundador/presidente Robert Mercer.

Mercer, ex-programador da IBM que fez uma imensa fortuna descobrindo usos para algoritmos complexos (em computação, trata-se de sequência-ritmo finito de instruções para executar determinada tarefa, repetindo passos para isso), hoje é um ancião judeu recluso e fascista. Conforme artigo do repórter Matt Forney, publicado na internet em 12 de outubro de 2017, ele é um fervoroso apoiador do estado sionista de Israel.

Assim fica fácil entender o motivo pelo qual Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel, confrontando a ONU e a maioria das nações do mundo, que vêem a cidade também como capital palestina-árabe.

CHANTAGEANDO COM PROSTITUTAS E ESPIÕES 

Bob Mercer e sua Fundação têm aberto generosamente os cofres para a direita dos EUA, da Inglaterra e de outros pontos do planeta (comenta-se que o dinheiro chegou até o Brasil). Desde 2010, só nos EUA, eles doaram 36 milhões de dólares para candidatos do Partido Republicano e grupos reacionários variados.

Eles são, por exemplo, os mantenedores de um site de notícias agressivo e odiado pelo povo estadunidense, chamado Breitbard News e de uma organização policialesca chamada Secure America Now, dentre outras. Anos atrás foram parceiros dos Irmãos Koch no financiamento de entidades de jovens direitistas, principalmente na América Latina.

Portanto os dólares de Mercer também aparecem em nosso país como incentivadores/criadores do MBL (Movimento Brasil Livre), conforme denúncia do jornal The Guardian acerca das ações dos Koch. O MBL era coordenado por Kim Kataguiri , um quase adolescente acusado de mentiroso por seus professores, e de cometer ilegalidades na internet, como perfis falsos e páginas sustentadas com fake news, que lhe valeram punições. Mesmo com o MBL moribundo, na última votação Kataguiri elegeu-se deputado federal pelo DEM (ex Arena ou PDS/PFL, partidos de sustentação da ditadura militar).

Mercer também bancou um grupo que produziu anúncios anti-muçulmanos para redes sociais e Google na eleição de 2016 no USA.

Sócio de Mercer além de gerente da Cambridge antes do escândalo Facebook, Alexander Nix foi filmado por uma emissora de TV britânica falando sobre o uso de chantagem para encurralar políticos, através da contratação de prostitutas e espiões. Nas imagens feitas pelo Channel 4 ele aparece se gabando de seus métodos (e da empresa CA) para desacreditar adversários políticos (competidores de seus clientes por certo), envolvendo espionagem e prostituição.

MUDANÇA COMPORTAMENTAL EM 60 PAÍSES 

Embora grande e forte, a CA é apenas um braço de outra companhia, o SCL ( Strategic Communication Laboratories). Sediada na Inglaterra, essa empresa-matriz prepara estratégias políticas para governos e empreendimentos particulares baseada na análise de dados. Conforme seu site, já “conduziu programas de mudança comportamental em mais de 60 países”, e tem escritórios na Ásia e América Latina.

O SCL tem duas vertentes: SCL Defesa e SCL Eleições. Já prestou serviços para os Departamentos de Defesa da Inglaterra, e do USA no Oriente Médio (incluindo o Afeganistão, onde as tropas do Tio Sam estão tomando um suadouro e não conseguem ganhar a guerra).

Segundo informou ao jornal The Guardian o ex-funcionário Christopher Wylie, a especialidade do SCL “são as operações psicológicas”, que procuram mudar as crenças e os pensamentos políticos das pessoas-alvos por meio da “dominação informativa”, técnica que inclui rumores, desinformação e circulação maciça de notícias falsas.

Wylie, que foi o principal denunciante do vazamento de dados do Facebook, que deu origem ao escândalo, disse ao jornal que as “operações de informação” fazem parte da doutrina militar dos EUA. Outro funcionário do SCL comparou a empresa a um “MI6 de aluguel” (leia-se “mercenário”), referindo-se ao nome do famoso serviço secreto britânico. Mas é como um MI6 sujo, porque você não é tolhido e não precisa estar subordinado a controle (para trabalhar em atos de espionagem e similares).

Mark Block, estrategista do Partido Republicano do USA afirmou certa vez que o SCL “faz guerra cibernética para (vencer-se) eleições”.

O dono do SCL, fundado em Londres em 2005 é o milionário britânico Nigel Oakes , um dos irmãos Oakes, ligados à nobreza, aos ricos e poderosos da terra-da-rainha. Nigel foi também o fundador do Behavioral Dynamics Institute. Como o nome indica, esse Instituto realiza Dinâmicas Comportamentais, que são práticas psicológicas ou técnicas utilizadas para identificar diferenças no “funcionamento” dos seres humanos. Essas técnicas foram resultado de um estudo psicológico iniciado há décadas pelo ianque MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) com mais de 200 mil pessoas de 25 culturas.

Agora esses conhecimentos estão sendo usados para manipular eleitores e ganhar rios de dinheiro com campanhas eleitorais, em favor de teses ultradireitistas/fascistas.

“ESTAMOS INDO PARA O BRASIL” 

Um aliado de Bob Mercer e integrante da CA foi assessor da campanha eleitoral de Trump e, depois da vitória, fez parte de sua equipe de governo. Seu nome: Steve Bannon.

Em agosto último, Eduardo, um dos filhos do candidato Jair Bolsonaro, informou em rede social que se encontrou com Bannon nos EUA. Feliz da vida postou uma foto de ambos, sorrindo juntos, e anunciou que o assessor iria atuar como conselheiro da campanha de seu pai.

No entanto, essa relação da Cambridge com nosso país (na verdade o interesse da empresa em “participar”, leia-se lucrar financeiramente ou ideologicamente, da eleição brasileira de 2018) começou bem antes.

Em 2016, segundo a BBC Brasil, um especialista nacional em marketing, André Torretta , foi procurado por um emissário da CA, do qual ele não informou o nome, pretendendo criar estratégias de comunicação adequadas ao candidato brasileiro que contratasse o serviço, pois a firma “tinha especial interesse nas eleições de 2018”.

Animado, em 2017 Torretta concordou em abrir uma filial no país, que se chamaria CA Ponte (junção dos nomes Cambridge Analytica e Ponte Estratégia). Passados alguns meses, o Estado de S.Paulo de 21 de janeiro de 2018 publicou que membros da equipe de Bolsonaro tentaram contratar a CA, mas que o trabalho não teria sido acertado.

O tempo passou, até que dois meses depois, em 21 de março, o acerto parece ter sido realizado, pois O Globo publicou o seguinte: “Estamos indo para o Brasil”, diz diretor da Cambridge Analytica – Empresário da consultoria que coletou dados do Facebook para Trump miram o ano eleitoral no país. 

Quem veio foi Mark Turnbull, diretor de gestão da CA, confirmando que a companhia efetivamente iria atuar no Brasil, e que inclusive uma filial estava em funcionamento aqui.

Ao iniciar o serviço, os executivos da CA Ponte planejaram utilizar cerca de 750 informações sobre cada eleitor brasileiro freqüentador de redes sociais, para direcionar a propaganda adequada à personalidade/comportamento de cada um. Isso porque o uso de Big Data (grande volume de dados) é o principal instrumento da CA em atividades políticas. Nos EUA foram mais de 1000 informações por eleitor. O que se viu, em seguida, foi a vitória do improvável Donald Trump.

O que se viu aqui foi um enorme crescimento da candidatura Bolsonaro, alimentada por 40 mil robôs atuando no Twitter, 100 mil contas no WhatsApp, 68 páginas no Facebook gerando mais de 12 milhões de interações via perfis falsos e spams.

Steve Bannon.

Em outubro, quando acontecia o primeiro turno, a revista Fórum divulgava a bomba sobre a ajuda de Steve Bannon ao candidato: Guru da ultra-direita mundial e ex-assessor de Trump atua na campanha das redes sociais de Bolsonaro – Divulgando fake news e material misógino, xenófobo e racista, Steve Bannon concentrou o movimento de extrema-direita nos EUA. 

Bannon parece ter dado conselhos proveitosos. O candidato venceu a eleição no segundo turno. Antes disso, o jornal Folha de S. Paulo noticiou, possivelmente indicando o papel que o guru estrangeiro estaria desempenhando na campanha brasileira, que empresários estariam comprando pacotes de disparos em redes sociais de milhões de mensagens contra o adversário.

Seria uma ação ilegal, por ser considerada doação financeira disfarçada. Segundo o jornal, essas empresas estariam usando bases de dados vendidas por agências de estratégia digital, o que também é fora da lei. As normas eleitorais permitem apenas o uso de listas de apoiadores do próprio candidato, com números cedidos de forma voluntária.

[*] Jornalista.

O original encontra-se em https://anovademocracia.com.br/

Este artigo encontra-se em https://resistir.info

*Quem são os 165 Grupos Paramilitares que Atuam nos Estados Unidos

Do: BBC

Paramilitares
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Grupos paramilitares fazem parte do que especialistas descrevem como “ódio organizado

Eles se vestem com roupas de combate e carregam armas de uso militar. Dizem ser extremamente patrióticos e seus grupos têm nomes como Oath Keepers (Mantenedores do Juramento, em tradução livre), Three percenters (Os três porcento) e Posse Comitatus (Força do Condado, em tradução livre, e também o nome de uma lei americana que permite que um agente da lei recrute um civil para ajudá-lo a manter a ordem).
Os grupos também fazem patrulhas em seus estados e treinam operações relâmpago simuladas com munição real.
Mas eles não fazem parte das Forças Armadas ou das forças de segurança dos Estados Unidos, como pode parecer. Estes homens pertencem ao chamado “movimento patriota“.

São centenas de grupos paramilitares cuja missão, dizem, é evitar uma guerra contra o governo e “proteger as liberdades civis“.

Membro da milícia de Ohio
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Há 165 milícias americanas, que formam o braço armado do movimento patriota

O movimento das milícias, como é conhecido, são grupos extremistas antigoverno que começaram a ganhar força nos anos 1990“, explica Mark Pitcavage, pesquisador do Centro de Extremismo da Liga Antidifamação dos Estados Unidos

Como boa parte dos brasileiros são (como disse Stallone) muito engraçados, você da um tiro neles e eles te dão um macaquinho, surge aqui algumas possibilidades para o Brasil no futuro.

Leia na íntegra: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-42371433

Algumas organizações nazifascistas oficiais nos EUA:

Ku Klux Klan:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Nacionalismo_branco

Tea Party: https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Tea_Party

Oath Keepers: https://en.wikipedia.org/wiki/Oath_Keepers

Posse Comitatus: https://en.wikipedia.org/wiki/Posse_comitatus

Atomwaffen Division: https://pt.wikipedia.org/wiki/Atomwaffen_Division

Também pode te interessar: Extremismo negro ganha força nos EUA – https://oglobo.globo.com/mundo/extremismo-negro-ganha-forca-nos-eua-19699183

terrorismo de direita:

São planos, logística e ação final (direta ou não) com o único objetivo de dominar através do medo e das relações de poderes, do domínio vertical sobre pessoas, seres e coisas. Objetiva sempre uma ação final.

No Haiti, os Toton Macoute’s eram grupos terroristas de direita no inicio, com o tempo virou uma das mais sangrentas formas de repressão

O terrorismo de direita é uma opção (por certo tempo) do capitalismo, são uteis até a concretização do regime “nacionalista totalitário“, após esta fase, quando o regime totalitário se consolida eles somem, seus membros são absorvidos pelas novas milicias oficiais, ou simplesmente são descartados. Engana-se quem pensa que eles são desorganizados. No Brasil, atualmente se dividem em grupos para não chamarem a atenção e não darem a noção de um poder paralelo, porém, isso já está mudando e eles se ostentam, estão ousados.

Organizações como o Boko Haran foi um grupo terrorista de direita no passado. Atualmente é uma organização fascista. Totalitários e recebendo apoio internacional, eles pretendem tomar o poder no pais. Como vemos, se não forem combatidos eles crescem.

Podemos reconhece-los em grupos como; skinheads, hooligans. No brasil temos vários grupos organizados e ativos: Carecas do ABC, Chuck, Tumba, Crânio, Lika, Mel, Vivi, Macaco, Sequestrado, Bulldog e Devastação (São Paulo) e em vários estados temos as milicias e os esquadrões da morte (como na Colômbia). Por este motivo, muitos crimes não são esclarecidos.

Extremistas de direita (com apoio da igreja católica nicaraguense e dos EUA)  atuam na Nicarágua, para desestabilizar o governo e contra a construção do canal da Nicarágua

Na Alemanha nazista também havia um esquadrão da morte oficializado:

Einsatzgruppen, os esquadrões da morte alemães. Simplesmente eram assassinos ideológicos e organizados, de extrema direita habitaram até a derrota do nazismo em 1945, eram especializados em execução sumaria.

Na América do Sul, podemos citar a organização de extrema direita “Los Doce Apóstoles de Santiago Uribe”. Leia mais sobre no link abaixo:

 https://www.colectivodeabogados.org/Los-Doce-Apostoles-de-Santiago

*Estados Unidos da Europa

O QUE O “BONAPARTISMO MAÇÔNICO” DE MACRON PENSA SOBRE A UE NO FUTURO

Do: Sputnick

Bandeiras da União Europeia refletidas na entrada do Edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, em Bruxelas

 especialista comenta planos de converter UE em ‘império’

O ministro da Economia e Finanças francês afirmou que a União Europeia deve se tornar um “império”. Nessa conexão, um historiador russo precisou o que tais propostas podem realmente significar.

 

O ministro da Economia e Finanças da França, Bruno Le Maire, afirmou em entrevista ao jornal Handelsblatt que a Europa deve se tornar um “império”, semelhante aos Estados Unidos e à China.

 

Em particular, ao comentar a necessidade de proteger a União Europeia das sanções “ilegais” impostas pelos EUA ao Irã e de “ficar no caminho do governo de Donald Trump”, o político destacou que a “Europa não deve mais temer usar seu poder”.

Há poucos dias, o presidente da França, Emmanuel Macron, ressaltou que a Europa enfrenta inúmeras tentativas de interferência em seus processos democráticos internos e no ciberespaço e propôs a criação de um “exército europeu” independente de Washington. A iniciativa foi classificada como “muito ofensiva” pelo líder norte-americano, Donald Trump.

Nessa conexão, o especialista em história mundial da Academia de Ciências da Rússia, Yevgeny Osipov, avaliou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik as ideias dos políticos franceses.

“A ideia geral é clara: as declarações de Le Maire correspondem ao que Macron está falando nas últimas semanas, bem como outros políticos europeus. Trata-se de; a União Europeia dever se tornar uma força política autossuficiente, não só econômica, para poder desempenhar um papel independente na arena mundial — da mesma forma que os EUA, a China e a Rússia. Ou seja, se converter em um centro de poder”, enfatizou.

“Creio que aqui a palavra ‘império’ é mais uma figura de linguagem. Trata-se do reforço do status da UE, do futuro desenvolvimento da integração europeia. Trata-se do reforço do status da UE, do futuro desenvolvimento da integração europeia. De certa forma talvez se deva falar não de um ‘império’, mas de um termo um pouco esquecido — ‘Estados Unidos da Europa'”, declarou o especialista russo.

O especialista indicou que “os políticos europeus, quando comparam a Europa com os EUA, dizem que é necessário criar os Estados Unidos da Europa, isto é: um poderoso Estado federal unido, cujas partes não vão opor-se umas às outras em cada assunto, mas serão uma entidade única, inclusive em questões da política exterior”, concluiu.

Os políticos europeus propõem regularmente a criação de um exército comum da União Europeia. Por exemplo, o comissário europeu de Economia Digital e Sociedade, Gunther Oettinger, afirmou que sonhava com um exército “que seja conjuntamente responsável pela manutenção da democracia, direitos humanos, liberdade na Europa e missões estrangeiras”.

Ler na íntegra: Estados Unidos da Europa

NESTA BRIGA DO MAR CONTRA O ROCHEDO, NÓS, OS MARISCOS DO TERCEIRO MUNDO SOMOS QUEM SEMPRE PAGAM A CONTA, ELEMENTO DE COBIÇA PARA QUALQUER IMPÉRIO, TODOS QUEREM USURPAR, TIRAR, PROPAGAR O CAOS, DESTRUIR A UNIÃO DAS NAÇÕES TERCEIRO MUNDISTAS PARA DOMINAR E SAQUEAR. NESTA ALTURA, O QUE MENOS PRECISARÍAMOS SERIA MAIS UM IMPÉRIO.

*Matar Feministas: é Assim que Alguns fãs do Videogame mais Vendido se Divertem

FEMINISTAS DE TODO O PLANETA: UNI-VOS

Do: ABC

A Rockstar, desenvolvedora do “Red Dead Redemption 2”, já recebeu inúmeras críticas pela violência explícita ou tratamento de personagens femininas em títulos como a saga “Grand Theft Auto”

Quadro do vídeo que, após se tornar viral, deletou o usuário e em que essas cenas de violência foram vistas

Ele foi colocado à venda há apenas algumas semanas, mas já está dando muito o que falar. E não só porque arrecadou 635 milhões de euros em apenas três dias. Jogadores ‘Red Dead Redemption 2 » muito satisfeitos com esta nova versão e, embora o universo do jogo é vasto e cheio de tarefas, alguns deles decidiram registrado como alavanca para torturar e matar as sufragistas que vivem no jogo.

A segunda parte de “Red Dead Redemption” apresenta um enredo diferente, que deixa para trás o personagem de John Marston para mergulhar no bandido Arthur Morgan e banda de Van der Linde. Seu objetivo, atacar, lutar e roubar para sobreviver no seu caminho através do vasto e difícil coração da América.

Neste universo criado pela Rockstar Games e ambientado em 1899, as mulheres “suffragettes” aparecem como parte integrante da trama, embora o movimento só tenha se desenvolvido alguns anos depois. A Rockstar levanta missões para proteger os manifestantes das agressões que sofreram em plena luz do dia, mas alguns jogadores, no entanto, transformaram a trama que procura tornar visível a sua luta e aproveitá-la para torturá-las e matá-las. Vários que compartilharam no “YouTube” estas “aventuras” torturando as sufragistas , símbolo da luta das mulheres em um momento em que elas eram silenciadas, subjugadas, como aconteceu no século XIX, elas foram agredidas e humilhadas .

Você pensa que é so este game que virtualmente assassina mulheres ou LGBT+, em um game nacional jair bolsonaro assassina LGBTs+ e este é o premio, ganha quem matar mais:

Capa do game: Racista até  cerne

Resumo: bolsonaro tem a missão de matar gays, negros e mulheres em jogo virtual. O jogo “Bolsomito 2k18” está na plataforma Steam, que é especializada em games, e figura na lista dos mais vendidos atualmente.

As críticas feitas por usuários sobre o game são classificadas como “Muito positivas” pela plataforma. A maioria das pessoas apenas reclama da jogabilidade, elogiando a ideia e dizendo que a proposta é muito engraçada.

(foto: Reprodução/Steam)

Start-up desenvolve jogo em que ‘Bolsomito’ ganha pontos ao matar minorias

O jogo foi desenvolvido por uma startup chamada BS Studios, que não quis se pronunciar sobre a questão segundo o Correio Braziliense.

Em resposta a um usuário que reclamou de aspectos técnicos do game, o desenvolvedor – identificado apenas como Xahdy – disse que ele e sua equipe estão trabalhando em melhorias.

Quer enviar seu recado para a  Rockstar Games este é Twitter oficial deles: https://twitter.com/RockstarGames?lang=pt-br

QUEM FORAM AS SUFRAGISTAS NA VIDA REAL ?

Reprodução Instagram / Women Alliance

Reprodução Instagram / Women Alliance (/)

O movimento das sufragistas na Inglaterra teve início em 1897 com a criação da “National Union of Women’s Suffrage Societies” – NUWSS (União Nacional das Sociedades de Mulheres Sufragistas), mas a inquietação das mulheres pela busca por direitos já vinha desde 1792. Naquele ano, a britânica Mary Wollenstonecraft (mais conhecida como Mary Shelley, a autora de Frankenstein) foi pioneira ao lançar um livro sobre direitos femininos, intitulado “Uma Reivindicação pelos Direitos da Mulher”.

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Em 1904, lideranças femininas ao redor do planeta já estavam motivadas pela causa e naquele ano foi lançada a “International Woman Suffrage Alliance” (Aliança Internacional das Mulheres Sufragistas). Essa instituição existe até hoje, mas seu nome passou a ser “International Alliance of Women” (Aliança Internacional da Mulher).

Se você mulher tem direito a opinar através das urnas ou muitos outros direitos, dê graças a estas guerreiras também.

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Imagem: Mary Wollenstonecraft

Por incrível que pareça, existem dois países no mundo onde mulheres não podem votar: a Arabia Saudita e o Vaticano. Assim, são relegadas ao segundo plano politico

Arte gráfica creditada ao: Le Monde

Fontes:

macho do seculo 21

parliament 

wikipédia

m de mulher

Mary Wollstonecraft

Mulheres na política: a desigualdade persiste

*Fascismo Histórico e Retrofascismo

Do: Cinegnose

“Retrofascismo” é um conceito cunhado pelo pesquisador canadense em cultura e tecnologia Arthur Kroker. Uma mistura entre os motivos que fizeram surgir o fascismo histórico (depressão econômica e senso do enfraquecimento do nacionalismo) com hiper-tecnologia atual que virtualiza o outro e a si mesmo nas tecnologias de convergência.

A questão é que o retrofascismo é o fascismo histórico que retorna como farsa. Nos anos 1990, Kroker relacionava o fascismo com a ascensão das tecnologias que virtualizam o organismo sócio-biológico-linguístico humano (clonagem, virtualização do eu nas redes etc.). O fascismo atual como formação reativa ao senso de desaparecimento do eu por meio da personalidade autoritária: limpeza sexual, limpeza étnica, limpeza intelectual, limpeza racial, limpeza do Estado (moralismo anticorrupção) – limpeza como paradigma universal.

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Leia na íntegra: Retrofascismo: na Guerra Híbrida o fascismo retorna como farsa