*Como Funciona o Sistema de Saúde dos Estados Unidos

 

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Fachada da emergência de um hospital, em inglês. Foto: Pexels

Os cuidados médicos nos Estados Unidos custam caro. Se você for internado por três dias e não tiver seguro, terá de desembolsar cerca de US$ 30 mil (aproximadamente R$ 97 mil na cotação atual, segundo o site Dólar Hoje) para pagar a conta do hospital. O sistema de saúde dos Estados Unidos é polêmico e vem sofrendo alterações desde 2010, quando o então presidente Barack Obama instituiu o programa Obamacare. A lei prevê que todos os cidadãos devem ter um convênio particular. Recentemente, temos também o Trumpcare. Vamos entender melhor todas essas mudanças?

A HISTÓRIA DO SISTEMA DE SAÚDE DOS ESTADOS UNIDOS

O debate político sobre o dever dos Estados Unidos em fornecer ou não cuidados médicos bancados pelo governo existe desde o século XIX. Em 1854, a ativista Dorothea Dix bolou um projeto de lei que pretendia assegurar saúde pública a todos os cidadãos. No entanto, sua ideia foi vetada pelo então presidente Franklin Pierce. Ele argumentou que o bem-estar social não deveria estar nas mãos do Estado.

No início do século 20, o ex-presidente americano Theodore Roosevelt tentou implementar um sistema de saúde assegurado pelo governo para todos os cidadãos, isto é, público. No entanto, foi derrotado por políticos dos dois principais partidos: Republicano e Democrata. Desde então, instituições privadas são responsáveis pelos convênios médicos.

No Brasil, os cidadãos podem contratar um plano de saúde privado ou usar o SUS (Sistema Único de Saúde), bancado pelo governo federal. Em países da Europa, como Inglaterra e Espanha, o Estado também se encarrega de prover saúde em troca do pagamento de impostos. Nos Estados Unidos, por outro lado, a única forma de receber atendimento é pagando um convênio particular. Pessoas abaixo da linha de pobreza e idosos são os únicos beneficiados por serviços gratuitos como o Medicare Medicaid, que prestam apenas atendimentos mais simples e de emergência.

MEDICARE E MEDICAID: COMO SÃO OS PROGRAMAS DE SAÚDE DOS EUA?

Medicare é um sistema de seguro social criado em 1966. Bancado pelo governo federal, oferece atendimento médico para americanos de 65 anos ou mais que tenham contribuído com o pagamento de impostos para a saúde durante seus anos de trabalho. O sistema também oferece proteção para pessoas com deficiências ou condições que as impeçam de trabalhar, assim como certas doenças terminais.

O Medicare é dividido em quatro tipos de serviços diferentes. Nem todos os beneficiados têm direito a todas elas:

Parte A – Seguro Hospitalar: Abrange internações hospitalares, cuidados em centros de enfermagem especializados, cuidados paliativos e alguns cuidados de saúde em casa.

Parte B – Seguro Médico: Cobre serviços médicos, cuidados ambulatórios, suprimentos e serviços preventivos.

Parte C – Planos Medicare Advantage: São os planos de saúde do Medicare oferecidos por uma empresa privada para seus funcionários, incluindo os benefícios das partes A e B. Nesse caso, não é o governo que paga pelos serviços.

Parte D – Cobertura de Medicamentos Prescritos: Os planos são oferecidos por empresas privadas e companhias de seguros aprovadas pelo Medicare. Eles cobrem a compra de medicamentos com receita médica.

Já o Medicaid é um programa de saúde voltado para pessoas de qualquer idade que têm recursos financeiros extremamente limitados. Diferente do Medicare, que é financiado pela previdência dos Estados Unidoso Medicaid é bancado pelo governo federal em conjunto com os estados. Eles reembolsam hospitais e médicos que fornecem tratamento a pessoas que não podem arcar com suas próprias despesas médicas.

O governo federal exige que os estados beneficiem certos grupos de pessoas, como famílias de baixa renda e crianças que recebem renda de segurança suplementar do Estado.

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Idoso atendido em hospital. Foto: Pexels

Mas como funciona o sistema de saúde privado nos EUA?

Os Estados Unidos adotam o sistema federalista, o que significa que os estados têm bastante autonomia para criar regras e leis próprias. Portanto, cada estado oferece diferentes tipos de coberturas de saúde e regula o funcionamento dos convênios médicos em seus territórios. Em todo o país, há clínicas e hospitais particulares e públicos. As provedoras de seguro geralmente são empresas privadas separadas dessas instituições.

A forma mais comum de obter um plano de saúde nos Estados Unidos é trabalhando em uma empresa que ofereça o benefício aos funcionários. No entanto, grande parte dos americanos não é beneficiada por essa prática e não tem dinheiro suficiente para pagar um convênio. Em 2007, 46 milhões de pessoas não tinham seguro, de acordo com dados do Census Bureau divulgados pela BBC. Após a criação do Obamacare, esse número vem caindo. Em 2016, 28 milhões não tinham convênio médico. Os que não o possuem enfrentam dificuldades quando precisam arcar com cuidados médicos. Tratar uma perna quebrada, por exemplo, pode custar US$ 7.500 (mais de R$ 24.000 na cotação atual, segundo o site Dólar Hoje). Dependendo da complexidade do atendimento necessário, é possível ir à falência.

E como funcionam os planos de saúde privados nos EUA?

Assim como no Brasil, as seguradoras de saúde nos Estados Unidos oferecem diversos planos, com valores e coberturas distintas. Os planos empresariais custam mais barato para os funcionários, mas quem define todas as regras é a empresa onde trabalham. Já os individuais costumam pesar mais no bolso, mas é a própria pessoa quem escolhe as regras e o orçamento.

Os planos empresariais e individuais pagam uma mensalidade fixa para a seguradora, que diz respeito à manutenção do convênio. Esse valor pode cobrir serviços mais simples, como atendimentos rápidos no pronto-socorro. Em geral, é preciso pagar uma quantia extra para consultas médicas, exames, tratamentos e outros serviços não incluídos. Quanto mais cara for a mensalidade fixa, menos o usuário do plano terá de pagar a cada vez que utilizar o convênio.

Além disso, é preciso pagar uma espécie de franquia, chamada “deductible”, na hora de contratar o plano. Por exemplo, se você contratar um seguro cujo “deductible” é US$ 3 mil, significa que a seguradora só começará a cobrir os gastos depois que esses US$ 3 mil iniciais forem gastos. Por outro lado, há o “Out of Pocket Maximum”, que coloca um limite no quanto o usuário pode tirar do próprio bolso por ano. Se o valor estabelecido for US$7 mil e ele precisar de um tratamento complexo, que custe muito mais caro, a seguradora se encarregará de pagar a diferença.

CONVÊNIO PARTICULAR DE SAÚDE NOS EUA: PRÓS E CONTRAS

Como o sistema de saúde público nos Estados Unidos não contempla toda a população, os cidadãos ficam sem outra opção além de obrigatoriamente contratar um convênio particular para garantir seus cuidados médicos. Do ponto de vista de mercado, esse é um ponto negativo, pois as seguradoras estabelecem suas próprias condições e, muitas vezes, elas podem ser abusivas. O Obamacare se propõe a regulamentar parte das práticas, evitando, por exemplo, que as empresas neguem seguro para pessoas com problemas de saúde pré-existentes.

Além disso, muitos estadunidenses deixam de ir ao médico para não gastar – tanto os que não têm convênio, quanto os que têm, pois a cobertura médica oferecida pela empresa privada nunca é completa. Sem prevenção, só recorrem aos cuidados médicos quando a situação já é grave.

Depender de um sistema de saúde privado também dá espaço para desigualdade, já que só tem convênio quem pode pagar por ele. Para aumentar seus lucros, as seguradoras privadas ainda criam planos mais caros, voltados para pessoas com maior poder aquisitivo. Se o sistema de saúde público atendesse todos os cidadãos, os estadunidenses provavelmente gastariam menos e teriam os mesmos direitos, independente da renda de cada um.

Por outro lado, quem contrata um convênio particular tem acesso a instituições de saúde menos lotadas, filas menores e tem o direito de escolher os profissionais com os quais quer se consultar. Alguns hospitais privados não restringem horários de visita e oferecem quartos individuais, dependendo do plano contratado. Se o usuário tiver dinheiro suficiente para pagar por um bom seguro, terá atendimento diferenciado e mais conforto.

O OBAMACARE

 

Manifestantes a favor do Obamacare, em 2015. Foto: Público / Flickr

Patient Protection and Affordable Care Act (PPACA ou, em português, “Lei de Proteção e Cuidado Acessível ao Paciente”), conhecido popularmente como Obamacare, tem o objetivo de ampliar o acesso dos americanos a convênios médicos. A lei foi assinada em março de 2010 e previa que todo cidadão deveria ter seguro de saúde até 31 de março de 2014. Quem não o adquirisse teria de pagar uma multa de US$ 95, incluída nos impostos pagos anualmente. Em 2016, a taxa aumentou em U$500, passando para US$695, ou 2,5% da renda familiar total do indivíduo. Recentemente, em 2017, o presidente Donald Trump eliminou a multa.

A meta primordial do Obamacare é reduzir os gastos do governo federal em saúde. Em 2009, Medicare e Medicaid custaram US$676 bilhões, o que equivale a 10,4% do orçamento. O Estado previa que os custos iriam duplicar até 2020. A única maneira de cortar despesas seria facilitar o acesso aos convênios médicos.

Se mais indivíduos estiverem assegurados, não utilizarão o sistema público ou irão assumir uma dívida milionária quando precisarem usar o hospital. Além disso, o Obamacare aposta na prevenção: com acesso ao convênio médico, os cidadãos terão meios de cuidar da saúde regularmente, realizando consultas e exames preventivos.

E como funciona o Obamacare?

Para garantir o acesso à saúde, o Obamacare ampliou a faixa econômica do Medicaid, atingindo mais 15 milhões de pessoas. Pessoas com renda mensal até quatro vezes acima da linha da pobreza podem pedir subsídios federais (ajuda financeira) para bancar os custos de planos de saúde. Empresas com mais de 50 funcionários foram obrigadas a oferecer convênio, enquanto companhias menores puderam solicitar benefícios fiscais em troca de oferecer assistência de saúde.

Além disso, o Obamacare estabeleceu que jovens com até 26 anos podem ser beneficiados pelo convênio médico dos pais. As companhias de seguro também  precisaram se adaptar. Antes, elas podiam negar a assistência a pessoas que tivessem condições de saúde pré-existentes. Após a lei, foram obrigadas a oferecer seguro para todos e não poderiam retirar a cobertura de quem ficasse doente.

Para contratar um plano de saúde, é preciso acessar o portal Healthcare, gerido pelo governo. Funciona como um intermediário entre o indivíduo e a seguradora de saúde, garantindo que o cidadão terá acesso a um convênio que caiba dentro do seu bolso. Há diversas modalidades de seguro, cujos custos dependem de cinco fatores: idade, renda, tamanho da família, localização e tipo de plano escolhido. A ideia é que ninguém pague mais do que 9,5% de sua renda mensal por ano.

 

Manifestantes contra o Obamacare, em 2015. Foto: Público / Rippdemud

O TRUMPCARE

Obamacare vem recebendo críticas desde que foi aprovado. O partido Republicano, que faz oposição ao Democrata (do qual Obama faz parte), não concorda que todos os cidadãos sejam obrigados a arcar com um plano de saúde individual. Além disso, afirma que a lei é ineficiente, já que muita gente acaba faltando às consultas para reduzir os gastos. Afinal, os planos de saúde oferecidos pelas seguradoras não cobrem todas as despesas. Quanto mais caro for o convênio, mais gastos cobrirá. No entanto, o beneficiário sempre precisará pagar uma parcela do atendimento do seu próprio bolso.

Quando assumiu a presidência em 2017, Donald Trump criou o Trumpcare, uma alternativa ao Obamacare. Hoje, o projeto criado por Obama ainda está em vigor, mas o atual presidente está aprovando novas medidas aos poucos. No final de 2017, o governo retirou o pagamento das taxas para quem não tiver plano de saúde, assim como a obrigatoriedade criada para empresas com mais de 50 funcionários, retirando o convênio para todos os trabalhadores. Outras decisões foram mantidas, como a possibilidade de manter os filhos no seguro até que completem 26 anos.

De acordo com artigo publicado no The Washington Post em dezembro de 2017, o Trumpcare ainda tem um longo caminho a seguir até derrubar o Obamacare. Entre as medidas previstas, Trump pretende flexibilizar as regras impostas para as seguradoras. Por enquanto, os cidadãos americanos ainda podem contratar os planos de saúde no portal Healthcare com o intermédio do governo federal.

Publicado em 14 de março de 2018.

“Sobre Camila Luz

Formada em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero com um pé nas ciências sociais. Trabalha como repórter, redatora e produtora de TV, além de atuar como voluntária na ONG Fly Educação e Cultura e redatora voluntária no Politize! É apaixonada por geopolítica, música e viagens e aspirante à poliglota.”

Leia na íntegra: POLITZE Por Camila Luz

 

*Construindo uma Narrativa Sobre o Coronavírus (covid-19) – Ou, a Grande Culpa da Imprensa Brasileira

A direita brasileira como sempre mente, manipula, controla, tudo é valido para acumular capital político.

Noticias sobre coronavírus são “camufladas“, exemplo é a narrativa que estão construindo sobre o vírus ser mortal para idosos, e estes idosos indo a óbito, algum problema grave já carregavam consigo (diabetes e hipertensão), etc.

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Estas duas doenças (hipertensão/diabetes) que podem ser controladas, assim, estão sendo incorporadas dia-a-dia, massivamente, a exaustão.

Ao noticiar estes dados sobre mais mortes dentro do noticiário “pandemia coronavírus“, a mídia burguesa isenta o estado da culpa por qualquer morte que venha ocorrer dentro da trágica pandemia, (a culpa de quem morre é do morto que não se cuidou devidamente).

Notem, toda a mídia brasileira alega isso ao atualizar dados duvidosos. É a construção de uma narrativa que será usada no futuro, para a defesa da própria direita no poder.

O papel da mídia deveria se resumir apenas as informações de dados e medidas tomadas pela nação, não direcionar “corações e mentes“.

É algo que já conhecemos, é algo que se repete desde o inicio, quando os donos dos jornais já eram os ricos das grandes cidades e quem lia estes jornais já era a classe média, nada escapa a este circulo fechado, houve uma época que os jornais vinham impressos de Portugal, prontos, expressavam as ideias do “império sobre a colônia“.

Lembrem da farsa política que foi o “impeachment” de Dilma Rousseff e entenderão o que estou tentando dizer.

*Fim do Capitalismo ? Ou ele vai Acabar Conosco

Ronan Burtenshaw e Milton Allimadi

 

“Temos uma escolha de capitalismo ou democracia”

Ronan Burtenshaw (@ronanburtenshaw) se junta a nós para falar sobre a resposta do Reino Unido e o desafio que os socialistas terão que provar às pessoas que as coisas podem mudar. 

David divide o papel do FED e nos lembra que deveríamos democratizá-lo o mais rápido possível. 

Milton Allimadi (@allimadi) se junta a nós para compartilhar o conhecimento sobre as lições da iniciativa “Cuba & the Belt & Road“.

 

Leia mais e entre no debate: Patreon

*O Coronavírus e a Necessidade Urgente de Redefinir a Segurança Nacional 

imagem da internet

 

Por muito tempo, os Estados Unidos gastam seus preciosos recursos orçamentários em uma estratégia militar do século XIX e em uma política estratégica de armas que não trouxe vantagens ao povo americano. Nas últimas três décadas, nossas políticas de segurança nacional foram ineficazes e irrelevantes para as ameaças genuínas que enfrentamos hoje. Essas ameaças não emanam da Rússia ou da China. Em vez disso, elas resultam de um sistema de saúde pública subfinanciado e altamente vulnerável, um mundo cibernético que está fora de controle e uma infraestrutura em ruínas. Em 2017, a Sociedade Americana de Engenheiros Civis atribuiu um grau de D-plus à infraestrutura do país, com os graus mais baixos a estradas, pontes, transporte de massa e sistemas de gerenciamento de água.

O presidente Dwight D. Eisenhower nos alertou há 60 anos que as demandas militares sobre os gastos dos EUA se tornariam uma “cruz de ferro” que limitaria os gastos com necessidades domésticas. Os Estados Unidos têm sido desonestos, ignorando inimigos reais, particularmente a catástrofe climática que aguarda a comunidade global, bem como as evidências domésticas de deterioração econômica.

Apesar de ser uma das nações mais ricas do mundo, os Estados Unidos têm uma pobreza enorme e o nível mais alto de desigualdade econômica do mundo; um sistema arcaico para cuidados de saúde que foi exposto pela nova pandemia de coronavírus; e o mais alto nível de mortalidade infantil no mundo industrial. Adoramos uma cultura de armas e não encontramos inconsistência em endossar a pena de morte e, ao mesmo tempo, endossar o direito à vida. Ao contrário da maioria do mundo industrial, não temos atendimento universal de saúde e nenhuma licença médica garantida.

Enquanto isso, como a única superpotência desde o colapso da União Soviética em 1991, utilizamos mal nosso poder militar porque havia uma ausência da restrição que o poder soviético havia assegurado. Tivemos cuidado em alguns cenários, porque não tínhamos certeza de como o Kremlin reagiria. Mais recentemente, foram desperdiçados recursos na busca de tarefas tolas no Oriente Médio e no sudoeste da Ásia, onde os Estados Unidos travam uma guerra sem objetivos claros. Maiorias bipartidárias crescentes veem os gastos com defesa como uma fatura de empregos e, como resultado, apóiam os gastos em defesa em nível recorde que encontram os Estados Unidos em uma corrida armamentista consigo.

O inchado orçamento militar e de inteligência faz com que os Estados Unidos gastem mais em defesa do que durante os piores anos da Guerra Fria, superando toda a comunidade global. Os gastos e aquisições em defesa devem estar ligados a ameaças reais aos Estados Unidos, reconhecendo que não há contestadores nos Estados Unidos nas principais áreas de projeção de energia; poder naval e poder aéreo geral. Nenhum outro país possui grandes bases militares em todo o mundo ou acesso a inúmeros portos e ancoradouros. Nenhum outro país usou o poder militar letal com tanta frequência e tão longe de suas fronteiras em busca de duvidosos interesses de segurança.

O governo Trump abandonou o mundo do controle e desarmamento de armas, que todo governo presidencial desde o governo Eisenhower endossou. Em dezembro de 2019, os Estados Unidos testaram um míssil balístico que seria proibido pelo Tratado de Forças Nucleares de alcance intermediário (INF), assinado em 1987 e revogado por Donald Trump três décadas depois. O secretário de Defesa Mark Esper quer colocar novos mísseis na Ásia “mais cedo ou mais tarde”; felizmente, os aliados dos EUA na região não têm interesse. Enquanto isso, o tratado de redução de armas nucleares estratégicas negociado no governo Obama expira em menos de um ano, e não há indicação de interesse dos EUA em retomar as negociações. O presidente russo, Vladimir Putin, pediu uma moratória para novas implantações de mísseis,

O que é necessário para ser feito?  

Curiosamente e ironicamente, temos uma declaração da antiga União Soviética para o discurso substantivo que um presidente americano deveria emitir. Na véspera da inauguração do presidente Jimmy Carter, em janeiro de 1977, o secretário-geral Leonid I. Brezhnev, um defensor persistente do afastamento, apresentou uma nova política militar que renunciou à busca da superioridade militar e endossou as limitações e reduções estratégicas de armas. O Politburo de Brezhnev estava comprometido em reduzir os programas de defesa soviéticos e o alto nível de gastos em defesa. Foi um sinal para os militares soviéticos de que estava recebendo mais do que seu quinhão de recursos e investimentos soviéticos e que era hora de os militares compartilharem essa generosidade com uma economia civil que estava ficando para trás. É exatamente isso que os Estados Unidos devem fazer.

O discurso de Brezhnev foi uma declaração seminal da política soviética que oferece idéias à política de segurança nacional americana mais de quatro décadas depois. Antes de tudo, o Kremlin entendeu que havia uma paridade grosseira entre as forças estratégicas dos dois lados. Moscou liderou na área do número geral de lançadores de mísseis ICBM e SLBM, bem como peso estratégico de lançamento de mísseis. Os Estados Unidos lideraram o número de ogivas de mísseis, bases submarinas avançadas e bombardeiros estratégicos. A existência de paridade estratégica, que continua até hoje, permite reduções significativas na capacidade estratégica. Moscou estava se opondo à preocupação de Washington com o poder militar e o equilíbrio militar, que continua até hoje e piorou na era Trump.

O primeiro secretário de defesa de Donald Trump, James Mattis, queria transformar as forças armadas dos EUA em uma força de combate mais eficaz, que desperdiçaria menos dinheiro e buscaria maior cooperação dentro dos acordos aliados. Trump ficou no caminho disso com sua busca por uma Força Espacial; implantação de um muro e da Guarda Nacional na fronteira sul; modernização estratégica; e defesa nacional e regional de mísseis. O Pentágono foi poupado inicialmente da politização que Trump infligiu ao Departamento de Estado, ao Departamento de Justiça e à comunidade de inteligência, mas sua nomeação do Secretário de Defesa Esper aponta também para a politização das forças armadas. A hostilidade dos EUA em relação à Rússia e à China levou Pequim e Moscou a estabelecer suas melhores relações entre estados nos últimos 60 anos.

Agora, em um momento em que não há sérios desafios do exterior para a segurança dos EUA ou a supremacia militar, mais de 60% dos gastos discricionários dos EUA destinam-se a apoiar a defesa, incluindo os orçamentos do Pentágono, Assuntos de Veteranos, Inteligência, Energia e Segurança Interna. . Nenhuma outra agência do governo dos EUA recebe até 10% dos gastos discricionários dos Estados Unidos, e o orçamento atual de Trump exige uma redução ainda maior do orçamento de agências domésticas, como Saúde e Serviços Humanos, Educação e Habitação e Desenvolvimento Urbano. A crise da pandemia deve nos lembrar que essas agências de não defesa devem ser reforçadas.

Para lidar com sérias preocupações domésticas, os Estados Unidos devem buscar economias significativas, reduzindo o orçamento do Pentágono, encerrando guerras sem fim e retornando à arena de controle e desarmamento de armas. Os programas de assistência à segurança devem ser mais transparentes e responsáveis, e as alianças com ditadores e monarquias corruptos devem ser encerradas. Como observa o analista de defesa William Hartung, a questão não é “se os gastos militares geram empregos – é se mais empregos poderiam ser criados pela mesma quantia de dinheiro investida de outras maneiras”.

Leia na íntegra: O coronavírus e a necessidade urgente de redefinir a segurança nacional 

 

Mais artigos por: 

Melvin A. Goodman  é membro sênior do Centro de Política Internacional e professor de governo na Universidade Johns Hopkins. Ex-analista da CIA, Goodman é o autor de Fracasso da inteligência: o declínio e a queda da CIA  e a  insegurança nacional: o custo do militarismo americano . e  Um denunciante na CIA . Seu livro mais recente é “Carnificina Americana: As Guerras de Donald Trump” (Opus Publishing), e ele é o autor do próximo “O Estado de Segurança Nacional Perigoso” (2020). ” Goodman é o colunista de segurança nacional do  counterpunch.org .

*Vírus, uma Analogia

-Livre pensamento-

O homem é o único ser vivo dotado às acumulações, isso acontece desde a pré-história.

Nossos antepassados precisavam acumular alimentos em época de rara caça.

Supondo que trazemos esta tendência para acumular em nosso DNA.

Fica fácil imaginar que, mudar o sistema capitalista (a síntese do sistema é a acumulação, numa formula matemática: trabalho+tempo+investimento) seria impossível dentro da realidade atual.

Nenhum ser humano quer abrir mão de nada.

De acordo com ‘Bernardo’, um dos organizadores do capitalismo moderno e fundador do “Bilderberg Club“. “É difícil reeducar às pessoas que foram educadas no nacionalismo. É muito difícil convencê-los de que renunciem a parte de sua soberania em favor de uma instituição supranacional”.

Esta é uma visão de capitalista, porém mostra bem o que uma educação burguesa pode fazer na mente de um ser que hora se desenvolve.

Após aplicada a semente em solo virgem, ela germina e segue seu rumo, a educação burguesa é “pétrea“, plantada em suas bases você não a modifica, nunca mais.

Isso vale para os de maior idade, lembram da afirmação de Bernardo ?

Separando a ‘nata do capitalismo transnacional’ existem os ‘reacionários‘, estes podem ser ‘pobres‘ igualmente ou ‘remediados‘,. Após receberem a consagração da educação pequeno burguesa estes dificilmente mudam sua opinião, levam-na consigo aos “túmulos”.

E será sobre estes que o capitalismo internacional vai trabalhar. O capital em si precisa desta camada da sociedade (a classe média seria o “lugar tenente” do capital).

É a pequeno burguesia, dada as devidas coordenadas pela classe dominante,  que produzirá ‘cultura de massa‘ (observe bem que; “cultura de massa” nem sempre significa “cultura popular”), ‘conhecimento científico‘ e ‘orientação política‘ e pra isso ela tem que estar totalmente incluída no contexto do capital, por isso a educação particular e apolítica direcionada exclusivamente para se ‘sentirem supremos‘.

É justamente a classe média que acumula grande parte do conhecimento humano (desde que foi identificada no final do século XVIII, por Thomas Gisborne), seria também a classe média a grande massa sonhadora em acumular bens materiais. Pela proporção, a ‘pequeno burguesia‘ seria a maior acumuladora de bens de consumo duráveis ou não. Temas como; meritocracia e outros se referem a esta classe, eles são assim porque puderam estudar, se acham melhores que outros, estão acima da classe pobre. No fim os ‘pequenos burgueses‘ são apenas manipulados, e usados ao ‘bel prazer‘ da classe dominante.

Considerando que o ser humano é uma das únicas raças que acumulam, portanto conquistam mais do que precisam para viver, é fácil entender que somos nós que estamos levando o planeta ao “cataclismo“, a partir do momento que tiramos da terra mais que o necessário (o excedente para fins de acumulação). Por isso, é nossa espécie que precisa ser exterminada, não um ou outro, toda a espécie, não somos deuses ou semideuses, somos pragas geradoras de doenças.

Alguns animais carnívoros enterram ossos, esquilos armazenam castanhas, gralhas azuis armazenam pinhões, por aí vai, porém isso não se trata de acumulação, guardam as sobras quando isso é possível, guardam quando o excesso cai ao solo, escondem por segurança e de forma alguma tem intenção  de acumular.

*O único animal que acumula é o homem.

*O único animal que levou a casa onde habita à saturação foi o homem.

*O único ser que precisa ser exterminado a favor do equilíbrio universal é o homem.

Seria ? O que classificamos como vírus, os verdadeiros guardiões do universo ?  Fungos e bactérias seriam seus auxiliares ?

Por villorBlue

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*China Anuncia Bloqueio Econômico aos Estados Unidos

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Algumas horas atrás, após o fechamento da Bolsa de Xangai hoje, com o triunfante lançamento dos Contratos Futuros de Petróleo da Petro Yuanes, em resposta direta às sanções tarifárias de Donald Trump sobre suas exportações, nacional e com a projeção global, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Popular da China, Hua Chun Ying, declarou o seguinte:

«As altas posições dos EUA afirmam que ‘a era da rendição comercial de seu país chegou ao fim, mas é a sua intimidação econômica global e a hegemonia que acabou, os EUA devem respeitar as leis internacionais novamente, cessar a revogação ou extraterritorial de direitos ou mandatos, você deve aprender a respeitar seus pares, a fim de salvaguardar trocas diplomáticas e comerciais transparentes e não discriminatórias: A China e os EUA negociaram outros atritos no passado com bons resultados, de modo que as portas para o diálogo estão abertas, desde que baseadas no respeito e no benefício mútuo. Mas enquanto esses novos atritos comerciais persistirem, a China informará reciprocamente de maneira unilateral o governo dos Estados Unidos da América e de todo o mundo, que imediatamente impõe tarifas sobre 128 produtos originários dos EUA. Por sua vez, começamos a considerar a ideia de cessar a compra da dívida pública americana, isso é tudo, boa noite. ”

Os chineses não esperaram 24 horas após o lançamento do Yuan Oro para formular essas ameaças. Nunca antes um oficial chinês ameaçou reduzir ou parar de comprar títulos soberanos americanos, mesmo nos momentos mais quentes da guerra fria. Espera-se a reação de Trump e dos empresários americanos a quem essas medidas afetarão grandemente.

Quem teve dúvidas sobre a mudança de tempo e o marco histórico que representou a data de hoje, com esta afirmação, não pode mais ter dúvidas, a hegemonia americana acabou.

Ler na integra: RESUMEM LATINO-AMERICANO

A guerra comercial entre Estados unidos e China, já vem de longa data.

*O comercio do petróleo mundial está um pouco parado, porém, o que a China está comprando da África da pequenos indícios que a economia chinesa está se recuperando.

 

Beijing, 28 mar (Xinhua) — A China pede que os Estados Unidos corrijam sua prática errada, abstenham-se de implementar a chamada “Lei de Taipei 2019” e não impeçam a busca de relações normais com a China por outras nações. Caso contrário, a China responderá com contramedidas resolutas, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, na sexta-feira.

Milhões de barris de petróleo nigeriano e angolano não vendidos estão acumulando vírus

*As refinarias dos EUA aumentaram suas importações de petróleo bruto iraquiano, nigeriano, brasileiro e angolano, com os volumes de maio em dobro em relação aos níveis de abril, mostraram dados da Refinitiv Eikon na segunda-feira.

EUA dá impulso nas importações de petróleo do Iraque, Nigéria, Brasil e Angola

*Nesta quinta-feira (6-02-2020), a mineradora chinesa Baoshan Iron & Steel Co Ltd anunciou o fechamento de um acordo milionário em yuanes com a mineradora brasileira Vale.

*A mineradora chinesa passou a fechar acordos em Yuan desde 2019 e já celebrou contratos com países como a Ucrânia e a África do Sul. Tal mudança de direção não é isolada e pode apontar um movimento estratégico da China, informa o site Sputnik.

*Yuan desafia sistema financeiro mundial: Sobre esse acordo, a Sputnik Brasil ouviu Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC). Para ele, o acordo na moeda chinesa faz parte de uma política nacional da China.

Yuan desafia sistema financeiro mundial, diz presidente da Câmara de Comércio Brasil-China

*A China lançando uma contrapartida digital do yuan com lastro em ouro, coloca o Bitcoin (BTC) em desvantagem, pelo menos é o que diz Peter Schiff, veterano especialista em ouro.

Criptomoeda com lastro em ouro será melhor que Bitcoin, diz Peter Schiff

*China anuncia sanções aos Estados Unidos por protestos em Hong Kong

As medidas foram adotadas como resposta à aprovação de uma lei em Washington que apoia as manifestações pró-democracia que abalam o território semiautônomo chinês há seis meses

China anuncia sanções aos Estados Unidos

*Arma oculta de Pequim: China está pronta para venda massiva de títulos de dívida dos EUA

Arma oculta de Pequim

*Estados Unidos y China, en guerra para controlar la Organización Mundial de Propiedad Intelectual

China ha denunciado que EEUU está amenazando con bloquear las ayudas del FMI y el Banco Mundial a los gobiernos que no respalden su candidatura.

China impõe sanções a EUA por lei em apoio a protestos em Hong

A China anunciou nesta segunda-feira, 2, a suspensão ..

*Terrorismo machista

#ARevoluçãoSeráFemininaOuNãoSerá

Por  Laura Isabel Gómez García

A Espanha tem um sério problema de terrorismo machista .

Veja os dados.

De acordo com dados da Delegação do Governo contra a Violência de Gênero , 1.046 assassinatos de mulheres por violência de gênero foram registrados desde 2003 na Espanha (sem contar outras vítimas que não entram nas estatísticas porque seu perfil de vítima não está em conformidade com a lei). ); mais 36 crianças mortas e 264 ficaram órfãos desde 2013.

Em 2019, 55 mulheres foram mortas (mais de duas assassinadas por semana), e um total de 46 crianças ficaram órfãs , e outras 3 foram mortas junto com suas mães; mais à parte as famílias desfeitas que são devastadas nesses casos.

Em 2020 nada indica que esse sangramento vai parar. Até agora, este ano (dois meses, 13 mulheres e uma menor foram mortas, juntamente com um total de 8 menores órfãos.

Por que falamos sobre TERRORISMO MACHISTA ?

Bem, porque o ETA matou 854 pessoas em 50 anos . É por isso que é justo dizer que a Espanha é um estado machista e feminicída cujas figuras de violência de gênero excedem em muito a barbárie que nosso país viveu por 50 anos nas mãos do ETA, de modo que o paralelismo entre o número total de vítimas entre eles é mais que óbvio. (a autora faz um paralelo entre o total de mortes praticadas pelo ETA em 50 anos, e o numero de mulheres e crianças mortas em 7 anos, o ETA é considerado um grupo terrorista a nível mundial – parênteses nosso)

IGUALDADE FORMAL NÃO É IGUALDADE REAL

Tanto quanto a Constituição de 78 é citada para outros assuntos, quando se trata de Igualdade, é mal e ignorantemente citada, porque o Artigo 14 é sempre mencionado (os espanhóis são iguais perante a lei, sem qualquer discriminação em razão do nascimento prevalecente). , raça, sexo, religião, opinião ou qualquer outra condição ou circunstância pessoal ou social.) e todos ficam lá. Em Igualdade Formal . Igualdade esta que no papel é muito boa e que, mais ou menos, conseguimos atualmente alcançar níveis importantes em um Estado democrático como a Espanha.

Por outro lado, o artigo 9.2 (corresponde às autoridades públicas promover as condições para que a liberdade e a igualdade do indivíduo e dos grupos em que está integrado sejam reais e eficazes; remova os obstáculos que impedem ou dificultam sua plenitude e facilitam a participação de todos os cidadãos na vida política, econômica, cultural e social.) que realmente garante a verdadeira igualdade ; uma vez que deixa claro que os poderes públicos farão todos os esforços necessários para alcançar a referida igualdade.

Parece que, quando se trata de cumprir a Constituição de acordo com as necessidades, elas não são obrigatórias, porque não se entende que, após mais de uma década de validade das leis 1/2004 (Lei da Igualdade) e 3/2007 (Lei contra a violência de gênero), temos os terríveis dados que temos sobre violência contra as mulheres e desigualdade no local de trabalho (entre outros). Para mais informações, temos pessoas que trabalham em instituições públicas que ainda não querem entender, nem mesmo negar, o problema da violência contra as mulheres, as desigualdades sócio-trabalhistas entre mulheres e homens e as razões pelas quais essa violência é específica e portanto, precisa de atenção especial e abrangente, bem como legislação específica para combatê-lo. Deixo duas frases de dois homens profissionais especialistas em “Violência de Gênero” que são muito claras:

Nenhuma violência mata 60 pessoas do mesmo grupo populacional a cada ano, exceto a violência de gênero“.

(Miguel Lorente, Professor e Médico)

Na violência do casal, 95% dos condenados são homens. E quase 100% dos criminosos sexuais também são homens. Você tem que ser muito macho para não capturar a discriminação estrutural das mulheres e não entender a necessidade de medidas de proteção.

(Joaquim Bosch, juiz)

Algo que é tão claro em outros casos, como o racismo, a LGTBI-fobia, parece que o machismo e a misoginia em relação às mulheres ainda não são entendidos da mesma maneira, porque, ao fazê-lo, ninguém questionaria a existência de leis específicas para a luta contra violência de gênero Violência que, a propósito, não afeta uma minoria social, um coletivo ou um setor, mas afeta 50% da população mundial de maneira transversal e interseccional .

Se tudo isso não bastasse, agora temos um partido político no Parlamento espanhol que luta ativa e profusamente contra essas leis, e não apenas isso, mas também nas prefeituras e no CC. Os que fazem parte do governo municipal / autônomo de AA estão fazendo avanços que levaram 40 anos para as mulheres estarem voando pelo ar, também são guarda-chuvas de abusadores, sexistas e atuam como oradores da corrente de negação da lei. violência de gênero Refiro-me à Prefeitura da cidade de Madri, à Assembléia do Governo de Madri, ao Governo da Andaluzia ou a Múrcia, para dar alguns exemplos.

A violência contra as mulheres não é uma ideologia, é um fato . E existem dados nacionais e internacionais. O que é ideologia é negar que, mesmo hoje em dia, nascer uma mulher o torne mais vulnerável do que nascer um homem; porque não apenas a violência que atravessa o sexo masculino passa por você, mas você também tem outros acréscimos por ter nascido mulher. Portanto, não é uma questão de ideologia, não é uma questão de ser ou não ser feminista, é uma questão de justiça social e que, do poder político, é preciso lutar profusamente para erradicar, legislar e aplicar a lei.

Incluir medidas da Convenção de Istambul de 2011 (Convenção ratificada pela Espanha), em uma necessária reforma da lei VG que esteja incluída no Pacto Estadual contra a Violência de Gênero de 2017 e da qual somente os 25% (de acordo com dados do Ministério da Igualdade) devido à negligência e abandono dos governos que tivemos ao nos comprometer em fazer da violência sexista um problema de estado, como foi feito com a ETA.

Vimos nossas senhoras e senhores há mais de um mês se matando pela questão de ” Delcy Gate “, enquanto toda semana a violência sexista cobra uma média de duas mulheres, às vezes até 3 em 24 horas na última quarta-feira, 27 de fevereiro. Mas nada … Nada acontece. Gostaria de saber se esse pasotismo seria o mesmo se esse sangramento ocorresse em outros grupos: jogadores de futebol, jornalistas, políticos, cantores, taxistas, etc. Suponho que, nesses casos, estaríamos em estado de emergência nacional, pelo menos!

Outro enfoque esquecido é o que tem a ver com a prevenção e o fornecimento de meios econômicos e serviços abrangentes, que devem ser realizados em todas as áreas da sociedade e de todos os Ministérios, de maneira transversal e especificamente da Educação ( 10% das medidas do Pacto Estadual são destinadas à prevenção na escola e não foram aplicadas ), Justiça e Saúde Pública. Faltam profissionais treinados na perspectiva de gênero e com treinamento específico no tratamento e detecção de casos em vítimas de violência sexista.

O presidente da TSJA já havia alertado, há alguns meses, da alta porcentagem de assassinatos de mulheres que não haviam apresentado uma queixa contra seus agressores, e estamos falando de 75% das mulheres assassinadas que não denunciaram seus agressores.

Algo que denunciamos de grupos feministas, ONGs que trabalham com vítimas de violência sexista e profissionais das diferentes instituições envolvidas, e que não estamos cansados ​​de repetir, é que estamos enfrentando um fenômeno de “ iceberg ”, o que significa que eles não são mais os alto número de mulheres mortas ou queixam-se, qual é a superfície do problema, mas a realidade subjacente e quais são os casos que não são relatados; e por que? A causa é múltipla: medo, culpa, vergonha, medo de não acreditar, que o agressor termina sua vida ou a de seus filhos e filhas, muitas mulheres agredidas não querem denunciar seus parceiros por uma dependência emocional, falta de apoio social, porque muitos são isolados por seus agressores de familiares e amigos, eles também não têm recursos financeiros porque deixaram o trabalho para ficar em casa porque seus agressores os forçaram, porque além da violência física, são vítimas de violência psicológica e econômica que Eles muitas vezes destroem as mulheres ainda mais, se possível, deixando-as nulas. A tudo isso, devemos acrescentar que, no momento da denúncia, ou no momento de testemunhar perante o tribunal, há uma falta de sensibilidade por parte da polícia, juízes, juízes e promotores. Muitas vezes a vítima é revitimizada pelas instituições e pelos profissionais que devem protegê-las e garantir-lhes uma proteção abrangente para si e seus filhos e filhas menores. Por tudo isso, é normal queApenas 25% das mulheres vítimas de violência de gênero são aquelas que se fortalecem para denunciar e enfrentar esse processo brutal.

Segundo dados da Fundação ADECCO, 81% das mulheres vítimas de VG estão desempregadas ou trabalham na economia clandestina , e esse é outro ônus que não denuncia seus parceiros, e as que relatam têm em média 8 anos na apresentação de uma queixa, conforme revelado pelo ” Estudo sobre o tempo que leva para as mulheres vítimas de violência de gênero verbalizarem sua situação “, pela Delegação do Governo para a Violência de Gênero.

Em 2017, os tribunais espanhóis receberam um total de 166.260 denúncias de violência de gênero , o número mais alto desde que o Conselho Geral do Judiciário conta os dados.

Continuando com os dados, aqueles que os incrédulos gostam tanto, aqui estão alguns números de 2019 extraídos de fontes oficiais para serem ilustrados no assunto:

Segundo o Portal Estatístico da Delegação Governamental para a Violência de Gênero, 80.814 reclamações foram registradas até junho de 2019 . Dos quais, 40.495 foram arquivados no segundo trimestre (801 arquivados diretamente pela vítima em juízo; 493 por parentes da vítima; 1.164 por terceiros, enquanto  a maioria foi responsável por atestados policiais  (34.297)e 3.740 foram registrados através de partes de lesões diretamente no tribunal. Esses dados são muito importantes porque desmantelam o mito de que as mulheres denunciam sistematicamente seus parceiros na maioria dos casos de violência de gênero, uma vez que os números mostram que a grande maioria é realizada por policiais, e não das próprias mulheres; Ou é que a Polícia Nacional e a Guarda Civil agem de forma inadequada em todos esses casos?

De fato, de acordo com dados da Polícia Nacional e da Guarda Civil , mais de 64.000 queixas  por crimes de violência de gênero foram processadas  de janeiro a outubro de 2019 nos quase 400 municípios ligados ao sistema de monitoramento policial para vítimas de violência de gênero. .

Em relação às ligações feitas para 016 , de acordo com o Portal Estatístico da Delegação Governamental, até o final de outubro de 2019, foram recebidas 51.273 ligações .  66,5% das chamadas eram as próprias mulheres, e 27,5% eram parentes ou pessoas próximas da vítima. 

As estatísticas relacionadas ao sistema de monitoramento de medidas e multas por restrição revelam que havia  1.353 dispositivos de rastreamento eletrônico ativos antes do final de outubro de 2019.

Também vale mencionar os dados relacionados a  outros crimes sexuais contra mulheres que ainda não foram marginalizados do termo “ violência de gênero ”, dados que foram compartilhados em 20 de novembro pela Secretaria de Estado da Segurança e que revelam que entre janeiro e em outubro de 2019, a Polícia Nacional prendeu  40.919 homens por crimes de violência sexista, doméstica ou sexual. Dos presos,  20% foram presos por maus-tratos a seu parceiro ou ex-parceiro  ou por outro comportamento criminoso na família .

Lei Orgânica 1/2004, de 28 de Dezembro sobre Protecção Integrada Medidas contra a Violência de GêneroLei Orgânica 3/2007, de 22 de março para Igualdade Efetiva de Mulheres e Homens , ambos, embora no papel são muito bem, na prática, eles não são aplicados como deveriam, nem com recursos suficientes, nem com dotações orçamentárias necessárias, nem com profissionais adequadamente treinados. Mesmo assim, é verdade que ambas as leis fizeram progresso, mas o monstro do machismo é um germe que está incorporado em nossa sociedade, em todas as áreas, classes sociais, mídia, etc.

O machismo é travado com “políticas públicas feministas”, com educação, com profissionais treinados em igualdade de gênero, com feminismo e aplicando a perspectiva de gênero de forma transversal. Sem tudo isso, não é possível erradicar a violência machista que dia após dia nos rouba o bem-estar social e os direitos das mulheres.

É urgente que cheguemos a isso, porque os números na Espanha de violência de gênero, estupros, abuso sexual, assédio sexual, feminicídio, etc. Eles são assustadores. Algo que é impossível acreditar que temos as leis da VG e da Igualdade que possuímos, mas que não são explicáveis ​​quando observamos a grande ineficiência dos poderes públicos em executá-las como deveriam.

8M NÃO É PARTE

Não, 8 de março não é uma festa. 8 de março é uma data para sair à rua para gritar que ESTÃO NOS MATANDO, ESTAMOS SENDO VIOLADAS, ASSASSINADAS, E QUE NÃO HÁ IGUALDADE SALARIAL ENTRE HOMENS E MULHERES.

Não, 8 de março não é uma festa. 8 de março é um dia em que não há nada para comemorar, nem nada para felicitar. 8 de março não é o dia de parabenizar-nos por ser mulheres, mas é uma data para tornar visível que 50% da população mundial é discriminada e sofrem desigualdade em comparação aos outros 50%.

Até agora, ficamos em silêncio, mas não mais. Pouco a pouco, nós, mulheres, nos revelamos contra os mandatos patriarcais estabelecidos de gênero, e que até algumas décadas atrás estávamos apenas cumprindo. AGORA BASTA. Agora estamos começando a desafiá-los, combatê-los e aboli-los, porque não desistimos da luta e porque temos em nossas mãos o testemunho de que nossas mães, avós e bisavós passaram por nós que iniciaram a emancipação das mulheres séculos atrás. Por respeito à memória e por aquelas que no dia 8 de março não poderão sair na rua para gritar porque foram assassinadas, ou estão sendo maltratadas, ou estão trancados em uma CIE ou estão sendo exploradas em um “clube de rua”, ou trabalhando em um “hotel”, ou estagiários de limpeza em uma casa; mulheres sobre quem recai todo o peso do patriarcado; para elas, para todas,

#8M2020

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Gustavo Horta

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