*Pelo Fim das linhas Burguesas Divisórias…

Destruindo As Barreiras e as Linhas Divisórias, Acaba-se com o Movimento Migratório: Pelo Fim do Regime Burguês de Produção e Dominação

*O movimento Migratório Atual – por villorblue

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algum tempo atrás, fui a uma exposição de fotografias no MON, do foto/jornalista Sebastião Salgado, fiquei pensando sobre o processo migratório e suas causas, desde 1993 Salgado vem fotografando o movimento migratório de seres humanos em todo planeta. Inteirei – me (surpreso), que quase cento e cinqüenta milhões de pessoas sofrem deste processo migratório atualmente e vivem fora de seus locais de origem, numero altíssimo se levarmos em consideração o aumento da população mundial atual que paira em torno de cem milhões de seres humanos anualmente. O aumento é ainda mais assustador, cerca de dez milhões de pessoas engrossam este cordão todos os anos, mantendo estas proporções, daqui a dez anos esta enorme fila migratória terá duzentos e cinqüenta milhões de pessoas, em 1985 eram trinta milhões. Partindo desta analise, Salgado andou por 45 países, durante 7 anos, 45 países é quase um quarto do numero total de nações, se levarmos em consideração os 202 países existente, (dados de 2002, de acordo com a Wikipédia), o que da ao seu trabalho uma importância impar.
Os primeiros povos a migrarem para as Américas (por volta de 48 a 60 mil anos) emigraram da Ásia, provavelmente atravessando o estreito de Bering, alguns teóricos pensam também, que povos oriundos da Polinésia, Malásia e Austrália atingiram a America do sul navegando através do Oceano Pacífico, esta seria outra corrente.
Próximo ao ano de 1500 habitavam o Brasil entre 5 a 6 milhões de nativos, (destes , sobreviveram em péssimas condições de vida e com suas culturas em frangalhos, aproximadamente 200 mil pessoas), poderíamos discorrer ainda mais sobre muitas situações historicamente conhecidas, mais isto não vem bem ao caso, o que eu gostaria de evidenciar seriam as “causas de repulsão e de atração” que evidenciam alguns destes movimentos migratórios em alguma regiões.
Partindo das três causas que a meu ver são as mais importantes, “perseguições político/regionais, econômicas e de natureza climática”, sigo minha linha de pensamento e procurarei me concentrar na atualidade, sendo que posso retornar a historia para ilustrar ou reforçar algum raciocínio.
Segundo o ACNUR (Auto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), a maioria dos refugiados internacionais migra em busca de empregos, ou melhores empregos e melhores salários, após isso vem ás causas de guerras, perseguições étnicas e religiosas, – não nesta ordem obrigatoriamente -, este movimento objetiva principalmente ao EUA e a Europa ocidental e se originam a partir da África, America do Sul e regiões sul e sudeste da Ásia, como podemos constatar, das nações mais pobres do planeta.
Se as causas principais de repulsão da migração atualmente são as acima citadas, poderemos pensar um pouco mais sobre as causas de atração.
Esta analogia é bem simples, mais a partir dela entraremos em uma noção maior. Tenho um trabalho atualmente, ganho muito pouco, na cidade vizinha tem varias empresas com muitos empregos e remuneração maior, a cidade tem uma qualidade de vida melhor. O que eu faço? Fico? Migro? Ai esta a duvida.
Para sobreviver mais confortavelmente, o sistema capitalista teorizou e generalizou. Nas regiões em que ele retira matérias primas para manter seu parque industrial manufatureiro, os salários são vergonhosos, em regiões onde estão implantados os parques industriais os salários são menos vergonhosos e onde estão alojados os executivos, as gerencias, diretorias, etc., os salários são bem melhores. O leitor quer um exemplo? A Adidas abriu uma fabrica na Ásia, mão de obra barata e matéria prima quase de graça, os executivos continuam no EUA com seus salários fabulosos, é assim com todas as transnacionais, carros, cigarros, alimentos, eletrônicos, informática, roupa, etc, etc…Um exemplo mais fácil de confirmar por estar mais próximo, a Cba, (companhia brasileira de alumínio) do grupo Votorantim, comprou a troco de bananas uma vasta extensão de terras na região do Vale do Ribeira (a região com o menor IDH do estado de São Paulo), na divisa entre Paraná e São Paulo, Brasil.
Porque comprou a preço de banana? Primeiro a região sofreu todo um processo de empobrecimento regional ao longo dos últimos anos, fatos divulgados na mídia, falta de investimentos sociais, inexistência de investimentos em infra- estrutura para escoamento da produção agrícola, criação de empregos, etc. A região em evidencia ficou abandonada por um longo tempo, noticiou-se que a Cba (Cia Brasileira de Alumínio) iria construir uma represa (Usina do Alto Tijuco) no rio Ribeira do Iguape, esta represa iria alagar uma vasta área e “ai daquele que teimasse em viver nas regiões abaixo”, na cidade vizinha, Apiaí em São Paulo, tem uma grande mineradora de Cimento, (matéria prima), em outro município limítrofe Adrianópolis no Paraná, tem uma mina (meio desativada..?) de chumbo, prata e ouro (matéria prima), dizem os moradores da região, mais esclarecidos e antigos, que as serras que serpenteiam a região são ricas em ferro, alumínio, prata, urânio e outros. Estas terras atualmente pertencem a Cba, a maioria foi comprada a um preço muito baixo, como a região há muito tempo esta sem investimentos nas áreas sociais, a população em geral, (os pequenos proprietários de terra, etc), venderam ou abandonaram as terras, indo engrossar as periferias das grandes cidades em busca de trabalho. Este exemplo, simplório, por estar mais próximo, faz com que entendamos melhor a situação global.
Nos últimos anos no Brasil, vemos constantemente migrantes morando clandestinamente nas grandes cidades. Quem são estes migrantes? Geralmente oriundos da África, Ásia e America do Sul e geralmente se movimentam por causas econômicas. Quanto ao movimento nacional, sempre tivemos uma grande movimentação da região nordeste e norte do Brasil rumo a região Sudeste/Sul, como a situação de empregos em São Paulo e Rio de Janeiro esta saturada atualmente, se detecta movimentos do Nordeste em direção a alguns estados do Norte (Tocantins, Pará, etc) originados do Piauí, Maranhão, e outros. E na região Sudeste nota-se também o contrario de anos anteriores, habitantes de origens nordestinas estão migrando ou retornando para sua região de origem.
Retornando aos movimentos internacionais, vamos citar um país de origem, poderia citar a China, qualquer região da África, Coréia, qualquer um, especificando citarei apenas a Bolívia. Temos visto constantemente na mídia principalmente em São Paulo, historias de bolivianos que migram e se vem envolvidos em algum problema, geralmente são vitimas de aproveitadores, que lhes tiram o pouco dinheiro que ganham, prometem rios e fundos e não cumprem o que prometem, estes irmãos trabalhadores, que arriscam tudo para conseguir um lugar ao sol, vivem escondidos, trabalham até 20 horas por dia para ter algum lucro, numa clássica relação corroída entre capital e trabalho, isto é, semi escravidão. Este é apenas um exemplo brasileiro, (isto é, falando apenas dos movimentos dentro do território brasileiro. No geral este tipo de problema é igual –só ampliando ou diminuindo suas proporções/micro ou macro- em todas as regiões do planeta onde existe a recepção de migrantes, veja o caso do Japão e seus migrantes brasileiros, “os decasséguis”, eles são vigiados quando entram em supermercados, lojas, etc.), talvez por ignorância e um perfeito desconhecimento da situação destes trabalhadores, olham estes migrantes como se fossem os grandes (ou parte) responsáveis pela péssima situação ou problemas em que vivem, ou por todos os problemas gerados na região onde moram e por serem geralmente pobres, são vistos abaixo da linha do preconceito, desprezados e se não bastasse a falta de benefícios e os baixos salários a que são submetidos em seus trabalhos semi escravos.
COMO O TRABALHADOR DE UMA NAÇÃO POBRE, VÊ UMA NAÇÃO RICA E IMPERIALISTA…
Esta visão serve para quaisquer países em qualquer continente, para facilitar o entendimento exemplificaremos o Brasil como receptor do movimento.
Como um paraguaio, peruano, boliviano, etc, vê o Brasil lá fora? Geralmente sendo este trabalhador um pouco mais consciente, pensa de primeira, é um pais rico e imperialista. Espera lá. Imperialista? Com certeza, desde há muito tempo. Lembram do tratado de Tordesilhas? E da guerra do Paraguai? E a situação do Acre? E do estado de Santa Catarina? A mudança destas divisas e ganho de território foram simples manobras imperialistas, tenho em consciência que toda nação receptora de movimentos migratórios são diretamente responsável pelas regiões pobres do planeta.
Se existe regiões empobrecidas, os mais ricos exploram suas matérias primas como um aspirador de pó absorve a poeira de um tapete. Só os países mais ricos têm parques industriais para transformar esta matéria prima em objetos comerciáveis, apenas eles possuem também saída para estes produtos através das câmaras mundiais, sendo assim impõe a estas matérias prima o preço que querem, relegando aos mais pobres apenas o trabalho e o (in) conformismo.
O Brasil é visto pelo proletário da America Latina, África, sul e sudeste da Ásia, como um país rico e imperialista (não me refiro a população extremamente pobre e as suas tristes realidades), a historia e os dados estão aí para atestar este imperialismo e os índices confirmam que o pais (não a população) não é pobre (PIB, reservas internas e internacionais, arrecadação de impostos, etc.), miserável somos nós, sua massa explorada, esta miséria geralmente não é mostrado no exterior, infelizmente a propaganda internacional mostra apenas mulheres de biquíni, corpos torrados ao sol, como se o Brasil fosse apenas uma grande nação de fornicadores e lascivos.
Como entrar no Brasil é mais fácil do que entrar em países da Europa ocidental e EUA, o Brasil seria uma das opções para se trabalhar e ganhar dinheiro, por três motivos maiores, em parte por se falar o português, o brasileiro aceita razoavelmente o migrante, temos muitas empresas (micro, pequenas, e medias) que admitem estrangeiros sem constrangimentos, incluindo neste aceite os clandestinos, estas facilidades agem como um farol sobre os mais pobres de outros países, norteando e obcecando.
Na idade media o tema dos bárbaros colonizadores, era “não existe pecado ao sul do equador”, isso prevalece como se fosse um arquétipo maldito (este lema foi um dos grandes responsável pelo extermínio da nação indígena brasileira).
Voltando um pouco, se exige pouco das empresas que exploram matéria prima nas áreas das, relações do trabalho, ecologia e sociais, as matérias primas geralmente são vendidas na sua forma pura para outros países (a não ser em países do primeiro mundo onde geralmente são beneficiadas e manufaturadas no local de extração, ver o vale do silício na Califórnia-EUA), deveriam ser beneficiadas em seus locais de extração, se assim ocorresse, seriam gerados um grande numero de empregos nos países do terceiro mundo, contribuindo para o aumento do IDH nestas regiões e segurando os trabalhadores em suas regiões de origem, reduzindo em muito o movimento migratório.
ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS SOBRE O TRABALHO DE MIGRANTES ILEGAIS..
Local: Japão, qualquer estado ou cidade, alguns decasséguis moram num prédio de apartamentos simples, dividem um quarto/cozinha, trabalham para um empreiteiro que não conhecem bem o nome, não tem carteira assinada, não tem benefícios, não tem convenio medico, não tem décimo terceiro, apenas saem de férias quando ocasionam férias coletivas na empresa, 15 ou 20 minutos de almoço, não podem financiar imóvel, carro, ou quaisquer bens duráveis, compram somente a vista, não podem se envolver em acidentes de transito. Como vemos, não difere muito de trabalhadores estrangeiros que moram e trabalham no Brasil, ilustrei este constatado, apenas para mostrar que as contradições entre o capital e o trabalho são comuns em qualquer lugar do planeta, apenas minimizado em algumas regiões, este exemplo poderia acontecer nos EUA, Alemanha, França, ou qualquer outro país, o capital abre e fecha filiais em qualquer parte do mundo, não se importa com o ser humano, ele migra ao bel prazer. Para abrir uma fabrica no Brasil e oferecer 750 empregos diretos, uma indústria automobilística francesa fechou uma fabrica na Bélgica onde mantinha 7500 postos de trabalho diretos (Para onde foram estes trabalhadores demitidos?), isso é apenas um exemplo entre milhares. O sistema só não consegue mudar os locais de exploração das matérias primas.
CONCLUSÃO
Gostaria ao concluir, explanar algumas idéias para tentarmos, senão sanar definitivamente (não acredito que nos parâmetros do sistema capitalista estes conflitos sejam solucionados definitivamente), ao menos amenizar o gravíssimo problema do movimento migratório, não é concebível, seres humanos trabalhando em condições subumanas em regimes escravagistas ou semi-escravagistas apenas porque vêem de uma região mais pobre, por pertencer a outras minorias, etc., na situação de foragidos ou banidos políticos, ou então por causa de cataclismos naturais, ou simplesmente por pertencer às áreas mais pobres do planeta, todos devemos ser respeitados dignamente. Se o sistema vigente não tem capacidade para solucionar esta e outras situações degradantes referente ao ser humano, que reconheça. Só assim a humanidade poderá debater e encontrar seu caminho. Para abrir a discussão, seleciono alguns tópicos para serem colocados em prática a curto e médio prazo, estes tópicos, apesar de gerarem um grande trabalho para sua concretização, são viáveis.

• Beneficiamento das matérias no local de origem de extração, ex. minério do ferro, alumínio, cobre, cal, cimento, madeira, grãos, subprodutos do petróleo, etc.
• Após serem beneficiadas estas matérias (não havendo condições de serem manufaturadas no local), as empresas compradoras por excelência devem exigir das vendedoras as, ISO’s 9000, 14000 e 18000, que regem sobre o controle das qualidades ambientais e das relações do trabalho.
• Um fundo internacional (teoricamente já existe) uma espécie de tributo cobrado de empresas transnacionais e destinados a educação e saúde em países do terceiro mundo, principalmente as regiões mais pobres do planeta, para que não houvesse desvios este fundo seria aplicado pela FAO e UNESCO, seria fiscalizado por ONGs, associações locais, organismos internacionais de auditoria, toda a comunidade envolvida, sindicatos, etc., quanto mais fiscalização mais eficiente sua distribuição.
• Uma reformulação dos salários nas regiões onde originam os disparos emigratórios, para que estas regiões se tornem atrativas para todos. As nações devem envolver-se neste processo, através de fóruns constantes e soluções diretas e praticas.
• O debate constante em fóruns, seminários, nas escolas, nas igrejas, dentro de secretarias e ministérios de governos, para solucionarmos definitivamente o problema dos preconceitos raciais, sociais, étnicos, sexo, etc. …

Com alguns destes tópicos alinhados, gostaria agora de prendê-lo um pouco mais nesta leitura e falar sobre alguns relatórios atuais de organismos com aos quais não tenho duvidas sobre exatidão e seriedade:
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o aumento dos preços dos alimentos no mundo fez o numero de famintos aumentar em 40 milhões em 2008. a FAO divulgou na data de 09/12/2008 que a fome já atinge 963 milhões de pessoas. A FAO disse ainda que a crise mundial levara ainda mais pessoas a esta condição. Segundo a FAO, os problemas estruturais da fome, como falta de acesso à terra, ao credito, e ao emprego, combinados com o aumento dos preços dos alimentos permanecem como uma dura realidade para milhões de pessoas . A FAO relatou ainda que grande maioria destes famintos -907 milhões- vive nos países pobres. Destes, 590 milhões moram em sete países, são estes; Índia, China, Congo, Bangladesh, Indonésia, Paquistão e Etiópia, este mesmo relatório informa que na África Subsaariana, um terço da população -236 milhões- vive em estado de fome crônica. Sendo a maior proporção dentre os continentes. O Congo foi disparado o país Africano onde a fome mais se alastrou. A população de famintos passou de, 26 por cento em 2003/05 para 76 por cento em 2008. Na America Latina e Caribe, a fome atinge 51 milhões de pessoas atualmente.
Outro relatório desta vez emitido pela Comissão Econômica para a America Latina e o Caribe, ( Cepal ), informa que a crise do “sistema capitalista” (eles não usam sistema capitalista, usam crise financeira global), provocara um aumento no numero de pobres e indigentes na America Latina nos próximos anos, acirrando ainda mais os problemas que atravessamos.

Minha opinião para abertura de uma discussão sobre o tema “MOVIMENTO MIGRATÓRIO”.
Como em todas as crises da historia, quem sofre realmente são as massas oprimidas, pagando um alto preço pela dissolução dos problemas do sistema de exploração, nada mais sensato que, as massas tomem as rédeas para a condução de uma sociedade onde realmente a fraternidade e a solidariedade sejam focados como ponto central de todas as políticas. Não vejo outra solução.

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*Eles apenas pensavam e protestavam…foram assassinados – por villorblue

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43 crianças sequestradas e assassinadas no dia 27 de setembro de 2014… México e o extermínio sistemático dos povos autóctones nas AméricasIsso é uma herança do maldito psi e parece não ter fim…

O que aconteceu no México, após o 27 de setembro de 2014? As fotos em redes sociais, o vídeo na Internet, e acima de tudo, as experiências pessoais de boca transmissíveis, passeatas realizadas, intervenções artísticas e políticas em espaços públicos, greves em universidades e milhões de pessoas indignados com um evento que já passou as fronteiras nacionais. “Vivos foram levados, vivos nós queremos!”, “Não somos nós todos, faltando 43”, “Somos todos Ayotzinapa” “Você pode ser você, eles poderiam ser seus filhos” fazem parte dos slogans que gritavam nas últimas semanas, cansados de impunidade e vendo essa afronta à sociedade como os professores-alunos. É a consciência coletiva que ganhou uma batalha feroz contra o individualismo até então invicto. E é por isso que não é raro (quando você acessa os solidários do Facebook ou do Twitter) ver banners mexicanos em vários idiomas, mostrando fisionomia solidaria: “A sua luta é a nossa luta”, “Nous Sommes Tous Ayotzinapa” ” Demokratie em Mexiko ist ein Betrug “. A partir da eleição de 2012, Colima começou a cantar no mesmo tom que o resto do país, ou pelo menos uma parte da sociedade de Colima. A quarta-feira do lado de fora da catedral, na marcha organizada pelo CEU e por estudantes de filosofia, podemos ver unidos os zapatistas, as feministas de diferentes grupos, artistas, professores, sindicalistas, estudantes organizados e não organizados e uma série de pessoas difíceis de classificar. É Colima se opondo solidariamente ao silêncio indolente das elites.

Leia mais;…http://ceucolima.blogspot.com.br/

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*A Syngenta na guerra do Vietnã – por villorblue

Leia tambem: https://radioproletario.wordpress.com/2016/01/12/mosquitos-geneticamente-modificados-liberados-aos-milhoes-inclusive-no-brasil/

História e Sociedade (27)

A Syngenta é uma empresa transnacional do agronegócio com sede na Suíça. A empresa tem operações em mais de 90 países, e emprega mais de 19.500 pessoas. Em 2006, suas vendas foram de US$8,1 bilhões, tendo 80% de sua receita proveniente de agrotóxicos e 20% da produção de sementes. A Syngenta é a terceira maior empresa do setor de sementes no mundo.

A Syngenta resulta de mais de dois séculos de fusões de empresas européias do setor químico. Segundo Brian Tokar, o antecessor mais velho da Syngenta foi J.R. Geigy Ltd., que foi fundada na Suíça em 1758, e começou a produzir químicos industriais inclusive tintas, tinturas e outros produtos. A Geigy ficou famosa e rica quando descobriu a eficácia inseticida do Dicloro Difenil Tricloroetano (DDT, atualmente, produto este proibido em boa parte do planeta). A Syngenta também tem raízes na Industrial Chemical Industries (ICI), uma empresa de explosivos fundada na Grã Bretanha em 1926 por Alfred Nobel, o inventor da dinamite. A ICI abastecia as Forças Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial com explosivos e químicos para uso como arma química. Em 1940, a ICI descobriu as propriedades seletivas do ácido alphanapthylacetic, e sintetizaram os herbicidas MCPA e 2,4-D. O herbicida, agente laranja como é conhecido popularmente, derivado do 2,4-d, posteriormente foi usado pelos militares dos estados unidos durante a guerra imperialista do Vietnã , a grande propaganda de guerra americana na época, dizia que o agente laranja era utilizado para desfolhar as arvores, porém na realidade era utilizado para desfolhar a carne dos norte-vietnamitas. Em 1970 a Geigy e a Ciba se fundiram para formar a Ciba-Geigy, uma grande empresa com operações em mais de 50 países. Em 1994 a ICI desmembrou seus setores de químicos farmacêuticos e agrotóxicos dando origem à Zeneca Group PLC. A Zeneca fundiu-se com a Astra AB da Suécia em 1998, criando a AstraZeneca. Em 1996, a Sandoz, uma outra empresa Suíça formada em 1876, fundiu-se com a Ciba-Geigy para formar a Novartis, a maior fusão empresarial na história daquela época. Em 2000, a Novartis fundiu-se com o setor do agronegócio da AstraZeneca, formando a Syngenta, o primeiro grupo global focado exclusivamente no agronegócio.

A biotecnologia é muito importante para a Syngenta. Entre 2001 e 2002, a Syngenta foi responsável pela maior contaminação genética da história, quando vendeu ilegalmente sementes transgênicas de milho BT10 aos agricultores nos Estados Unidos. Este milho transgênico entrou nos sistemas alimentares dos humanos e de animais. A Syngenta também é líder no desenvolvimento da “Tecnologia Terminator”, um processo de engenharia genética que torna sementes estéreis numa tentativa de forçar os agricultores a sempre comprarem suas sementes, em oposição à prática camponesa de selecionar, cuidar e compartilhar sementes livremente.

O Crime da Syngenta e a Ocupação

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A Ciba-Geigy começou suas operações no Brasil em 1971 e passou a ser demominada Syngenta em 2001. No início de março de 2006, a Terra de Direitos, uma organização localizada em Curitiba, que atua nas áreas de direitos humanos e meio ambiente, e trabalha com os movimentos sociais, denunciou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA), que a Syngenta e doze outros produtores plantaram ilegalmente soja transgênica na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. Dado a suas ameaças à biodiversidade, por determinação da legislação federal brasileira, é proibido cultivar transgênicos na zona de amortecimento dos parques nacionais. Uma investigação feita pelo IBAMA confirmou que a Syngenta e os agricultores violaram a lei ambiental federal e multou a todos. A multa da Syngenta é de aproximadamente US$465,000. Enquanto todos os agricultores recorreram à multa, perderam e em seguida pagaram suas multas, a Syngenta tem se recusado a reconhecer qualquer crime, sendo a única que ainda não efetivou o pagamento.

Após a investigação do IBAMA ter confirmado a violação da lei federal pela Syngenta, a Via Campesina ocupou não violentamente o seu campo experimental. A Via Campesina e a Terra de Direitos defendem legalmente a ocupação com base num artigo constitucional que diz que a terra precisa cumprir uma função social. Eles argumentam que o campo experimental da Syngenta não estava cumprindo a sua função social, e que o cultivo ilegal da soja transgênica na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu constituiu uma ameaça direta à sociedade brasileira, porque colocou em risco sua biodiversidade, os recursos naturais e o sistema alimentar do país.

Em julho de 2008, a Terra de Direitos e a Via Campesina lançaram uma campanha internacional de solidariedade, conquistando apoio de mais de 75 organizações de todo o mundo. A campanha dirigiu emails diretamente para Pedro Rugeroni, chefe da Syngenta no Brasil, exigindo que a empresa reconheça seu crime e pague a multa ao IBAMA. A campanha também dirigiu emails ao Governador Requião (Paraná), motivando-o a desapropriar o sítio da Syngenta. Em resposta, a Syngenta comprou uma página inteira nos dois maiores jornais brasileiros, onde publicou uma mensagem em sua defesa. Na sua resposta hostil aos apoiadores da campanha internacional, continuou negando qualquer crime e atacou a “invasão ilegal” do seu campo experimental.

Segundo a Céleres, especializada em agronegócio, o total da área plantada com cultivos geneticamente modificadas em 2013, chegou a 37,1 milhões de hectares, o que representou um aumento de 14% em relação ao ano anterior (que por sua vez, já tinha registrado um aumento de mais de 21% em relação à safra de 2010/2011) – ou seja, 4,6 milhões de novos hectares dedicados a variedades transgênicas.

Segundo o IBGE em 2013, a área recorde dedicada à atividade agrícola no país de 67,7 milhões de hectares. Cruzando o dado do IBGE com o da consultoria Céleres, chega-se à conclusão de que os transgênicos responderam por 54,8% de toda a área cultivada na safra 2012/2013 no país. Os maiores produtores entre os países em desenvolvimento são Brasil, Argentina, Índia e China. Ironicamente, no pais sede da ‘sungenta’  (proposital) não se planta transgênicos.  “Variedades de algodão resistente a insetos são os cultivares transgênicos comercialmente na Ásia e na África”, diz a FAO. Na América Latina, “são a soja  seguida pelo milho resistente a inseto”. Nem os insetos querem produtos transgênicos…

Como vemos, suecos, suíços, americanos, ingleses, canadenses, etc, são todos santos…

O que já estamos consumindo de transgênico direta ou indiretamente : Milho, soja, algodão, mamão papaya, queijos, trigo, centeio, abobrinha, arroz, feijão, salmão

Fonte : http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130207_transgenicos_cultivo_tp

Isto tudo parece um filme de terror.

*Eleições USA – Votos que Importam e os sem Peso

Ano eleitoral de 2020 (VI): votos que importam e aqueles que não.

Escrito por  Alejandro López .

Você ouve muito que quem ganha em Ohio, ganha nos Estados Unidos. No entanto, muitos outros estados acabaram marcando o fim da eleição. A Pensilvânia foi a chave para Donald Trump, por causa do fator ‘cinto de ferrugem’. Mas mítica é a derrota de Al Gore pela Flórida, de um eminente eleitorado latino. E em 2020 há uma corrida de longa distância para se aproximar de alguns estados que não estavam em discussão no início.

Estados de pêndulo tradicionais

Mas existem outros Estados-chave, graças ao sistema de distribuição por maioria, pelo qual o candidato que vence em um Estado recebe todos os delegados que ele distribui. Essa situação faz a Califórnia ou o Texas desaparecerem do mapa, mas aparecem outros considerados ‘pêndulo’ ou ‘estados oscilantes’, com a Flórida no topo. Os estados mais conservadores, como Alabama ou Texas, são a favor do candidato republicano em muitas ocasiões antes da votação, enquanto o Havaí ou a Califórnia estão tradicionalmente em mãos democratas. Só uma vitória substancial de um dos lados, conforme previsto por alguns meios de comunicação após os protestos raciais, poderia fazer com que um estado consolidado caísse do lado oposto, por exemplo, a possibilidade do Texas ser mencionada antes de uma vitória de Biden por 14 pontos.

Outros casos claros de estados consolidados seriam Utah, profundamente conservador e com considerável influência da população mórmon, ou centros democráticos liberais como Massachusetts e Washington DC. Portanto, está claro que a Flórida é um dos estados mais importantes na corrida presidencial. Os chamados estados de pêndulo ou dobradiça são variáveis, mas geralmente são New Hampshire, Pensilvânia, Ohio, Michigan, Wisconsin, Iowa, Colorado, Nevada e, claro, Flórida. No entanto, cada analista costuma incluir ou não estados diferentes. Este ano, parece que a importância está centrada em Wisconsin, Michigan e nas típicas Flórida e Pensilvânia, às quais teremos que estar muito atentos. A existência destes Estados que fazem pender a balança pela sua situação de maior igualdade demográfica,

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Visão maximalista dos estados do pêndulo. Elaboração própria.

Alguns estados do sul, tradicionalmente republicanos, como Geórgia, Virgínia ou Carolina do Norte também foram tomados pelo pêndulo nos últimos anos devido às suas mudanças demográficas em termos de urbanização, profissionalização de determinados setores produtivos, diversidade e mistura étnica – latinos e afro-americanos principalmente – bem como o Arizona. New Hampshire é um estado ‘branco’ extremamente rígido nas eleições de 2016, quando Clinton e Trump obtiveram pouco mais de 47% dos votos. Além disso, imperdíveis são Nebraska e Maine, que escapam do sistema majoritário e empregam métodos alternativos de maior proporcionalidade. No entanto, deles apenas Maine ficou pendular na eleição de 2016.

Para saber mais: política americana .

O voto latino

O voto hispânico ou latino, que embora não seja o mesmo, costuma ser assimilado pela realidade étnica norte-americana, representa o da principal minoria étnica dos Estados Unidos. Vale ressaltar que os estados com maior presença latina não são os relevantes. A população é estimada em mais de 60 milhões de habitantes, 18% do total segundo dados de 2019. No entanto, apenas menos da metade teria capacidade legal para exercer o direito de voto (13% do censo eleitoral). Além disso, o número do eleitorado latino dobrou até agora neste século. Embora sua importância tenha aumentado e os candidatos estivessem mais determinados a ganhar essa votação com o passar dos anos, a participação dos latinos nas eleições presidenciais apenas diminuiu. A questão da imigração sempre esteve na mesa. Nenhum candidato mostrou um compromisso real com a regularização de migrantes, incluindo o alardeado Barack Obama, que quebrou o recorde histórico de deportações nos Estados Unidos. O desenraizamento na esfera legal também é importante pela necessidade de se exercer uma espécie de voto solicitado geral como parte do sistema eleitoral tradicional. Isso contribuiu para esse declínio em termos relativos de participação do setor. O desenraizamento na esfera legal também é importante pela necessidade de se exercer uma espécie de voto solicitado geral como parte do sistema eleitoral tradicional. Isso contribuiu para esse declínio em termos relativos de participação do setor. O desenraizamento na esfera legal também é importante pela necessidade de se exercer uma espécie de voto solicitado geral como parte do sistema eleitoral tradicional. Isso contribuiu para esse declínio em termos relativos de participação do setor.

A Califórnia, como nas primárias democratas, é mais uma vez a joia da coroa, com quase 8 milhões de eleitores minoritários, seguida por Texas, Flórida, Nova York e Arizona. Porém, Califórnia, Nova York e, se não houver surpresa, Texas, já estariam decantados de antemão. Portanto, a Flórida é o estado com o maior número de latinos entre as duas águas. Mas, com os dados de 2016, é o Novo México que apresenta a maior proporção. Arizona, Nevada e Novo México podem oferecer mais oportunidades aos democratas por causa de seu grande peso latino, embora o Arizona tenha caído para o lado republicano nos últimos tempos. A composição sociocultural da Flórida, no entanto, não funciona da mesma maneira que os estados sulistas claramente conservadores, ou latinos que apóiam candidatos comprometidos com os direitos dos migrantes. A origem em nível federal é principalmente do México, com importância nos estados do sul da migração da Guatemala, Honduras ou El Salvador, que atuaram na política de imigração de Trump durante seus primeiros anos. Vale destacar a forte desmobilização dos latinos, a menos que haja um discurso como o mencionado sobre a migração, por isso desaparece sua maior presença nos estados do sul.

No caso de Nevada, a mobilização do Partido Democrata ganhou alguma esperança durante as primárias do senador de Vermont Bernie Sanders. No entanto, Joe Biden mostrou certas complicações durante as primárias para mobilizar o voto latino. A precariedade do desempenho de Biden fica demonstrada nas pesquisas, já que esse eleitorado tradicionalmente lança maiorias incontestadas para os democratas e agora parecem discretos, sob risco se houver baixa participação diante de fatores exógenos como a pandemia. Por isso, o time de campanha foi inscrito após a eleição de Kamala Harris, já que seu primeiro vídeo promocional de campanha foi em inglês e espanhol. A imagem dos latinos de Biden teria se aproximado da desejada, sem atingir os patamares pré-campanha no voto negro,

Na Flórida, com 20% do eleitorado , porém, alguns setores latinos são bastante conservadores devido à sua origem eminentemente cubana e porto-riquenha, especialmente no caso da primeira, a cidade de Miami e a população venezuelana – menor que a porto-riquenha ou o colombiano, mas muito conservador. E a Flórida nesta eleição é apertada. No entanto, a natureza decisória da Flórida, Nevada e Arizona pode ser estendida a outros estados se eles finalmente agirem como pêndulos, como Carolina do Norte, Pensilvânia ou Texas.

O voto negro

Os partidos conheceram essa dinâmica e optaram por realizar a campanha, com a estreita margem que a pandemia permitiu, nos estados onde mais se disputaram. O Partido Republicano localizou sua Convenção Nacional na Carolina do Norte, no sudeste, para tentar liquidar o Estado devido às crescentes dificuldades com ele. Especialmente antes da chegada de Joe Biden, que conseguiu mobilizar o voto afro-americano – não o voto latino – na campanha das primárias. A Carolina do Sul salvou completamente a exausta e amortizada campanha de Joe Biden nas eleições primárias, abafando os anseios de Michael Bloomberg e da suposta Hillary Clinton.

Para saber mais: Ano eleitoral 2020 (II): Análise da “Superterça” .

Se o voto afro-americano impulsionou Joe Biden pelo apoio de figuras políticas locais na Carolina do Sul e do próprio Barack Obama, os protestos raciais que marcaram 2020 contra o racismo e a brutalidade policial não foram menores. Joe Biden tentou capitalizar seu efeito, com muito mais sucesso do que os analistas esperavam em vagas tentativas de se aproximar das manifestações, talvez mais pelo mérito colateral da disputa entre Donald Trump e governadores e prefeitos democratas. No entanto, a tão esperada eleição de uma mulher negra como Kamala Harris, de ascendência jamaicana e indiana, para a vice-presidência foi uma coragem bem-sucedida, apesar do dardo certeiro de Trump em confrontos difíceis entre Harris e Biden no passado.

Efeito de cinto de ferrugem

Embora se trate de agrupar em setores mais ou menos homogêneos de Estados, é claro que os estados pendulares devem ser conquistados um a um. No entanto, não há espaço para uma análise tão superficial como a de que Ohio e Nevada são marcas de vitória pelo fato de tradicionalmente serem muito bons termômetros do que acontecerá em nível federal, já que incorreria em uma tautologia sem sentido. A chave está no sistema majoritário, o perfil dos Estados do Leste e do Sul em termos de sua evolução demográfica e trabalhista, mas especialmente o perfil dos Estados do Centro-Oeste e o ‘Cinturão de Ferrugem’. Michigan é o epicentro da desindustrialização, mas a região em questão é composta precisamente por estados como Indiana, Illinois -mais democráticos-, Wisconsin, Pensilvânia, West Virginia, Maryland, parte de Iowa, parte de Minnesota e,

Visión maximalista del ‘Rust belt’ o ‘Cinturón del óxido’ industrial del medio-oeste. Elaboración propia.

Os democratas também queriam tirar proveito da dinâmica de campanha, como a Convenção Republicana na Carolina do Norte, que colocou a Convenção Nacional Democrata em Wisconsin. O estado do ‘cinturão de ferrugem’ é fundamental para o partido nesta eleição, já que Donald Trump conseguiu torcer seu resultado em 2016 para o equilíbrio republicano pela primeira vez em mais de 30 anos. A cidade de Milwaukee ganhou importância incomum quando Bernie Sanders propôs, inicialmente contra o julgamento de Biden, o cancelamento da votação nas primárias por causa de uma pandemia não tão incipiente. Mas essa margem reduzida para os republicanos em 2016 teve a ver com a implicação de Trump de uma espécie de tecido industrial destruído pela globalização – vendido pela imprensa com a imagem de um lumpemproletariado – e uma desmobilização do voto afro-americano, potencialmente perto dos democratas. Na verdade, cerca de 40% da população de Milwaukee é negra, com 20% latina.

Para saber mais: Ano eleitoral 2020 (I): Introdução às primárias .

Em 2016, Donald Trump não apenas alcançou sua última vitória ofegante na Pensilvânia, mas também fez um excelente trabalho de campanha, pedindo a reconstrução do tecido empresarial norte-americano por meio de medidas de maior ou menor significado real, como o protecionismo, a renegociação do acordos comerciais e potencial reindustrialização. E ele estava prestes a ganhar o Minnesota, mas foi assim que a Pensilvânia venceu, mas também o Michigan -pelo mínimo-, mas também o já mencionado Wisconsin, mas também Ohio, Iowa, Indiana, West Virginia … diante do olhar atônico de uma Hillary Clinton derrotada e uma mundo que não conseguiu analisar o sucesso espetacular de uma campanha contra a globalização e a desindustrialização em massa. Exceto por surpresa ou reviravolta de última hora, quem ganhar o ‘cinturão de ferrugem’ vencerá em nível federal.

O marketing não engana

Como uma revisão de todos os efeitos demográficos relevantes, deve-se observar que as equipes de campanha estão cientes dessa dinâmica e desviam o investimento principal do pool de anúncios para estados-chave, o que pode inclinar a balança. Afirma que importa e vota que importa. Ganhar o voto popular em Estados decantados pode ser importante, desde que não haja uma ampla margem no nível federal, mas em situações normais nas diferentes áreas de influência ideológica, os votos que importam para resgatar estão concentrados nesses Estados-chave.

Na eleição de 2020, os votos buscados por esse pool de anúncios, de acordo com a CNN, seriam no Arizona, Carolina do Norte, Ohio, Flórida, Iowa, Michigan, New Hampshire, Minnesota, Nevada, Pensilvânia e Wisconsin. O time democrata, além dos 11, se expandiu para Geórgia, Texas, Colorado e Virgínia. O papel da Flórida é conhecido de todos. Nevada e New Hampshire se entendem, em parte, com as dinâmicas já discutidas. Mas o resto dos Estados merece alguma atenção.

Para saber mais: Os escândalos que assombram Joe Biden .

A prioriPode parecer contra-intuitivo para Biden apostar seus recursos em estados republicanos como Texas, Geórgia, Carolina do Norte, Arizona e Ohio – embora essas reservas possam ser movimentadas de acordo com as necessidades da campanha. No entanto, Ohio responde ao estado de pêndulo clássico, onde é importante lutar; a força clássica dos republicanos na Geórgia, Arizona e Texas não é mais tão absoluta nas pesquisas e temos dois fatores extras. Para começar, os estrategistas por trás de Biden já lançaram toda uma declaração de intenções na Convenção Democrata, deixando a ala esquerda de lado para apostar em faces republicanas desiludidas com Trump ou faces democratas conservadoras. E a eleição de Kamala Harris foi no mesmo caminho. O Partido Democrata apostou no voto republicano mais moderado e / ou descontentamento com Donald Trump. Tentar vencer as eleições pela direita já falhou Hillary Clinton como estratégia, apesar de seu maior carisma como líder, mas isso caberia na aposta no Texas e na Geórgia. Há também outro fator importante a levar em conta, que é o já mencionado sucesso que Biden gerou no eleitorado afro-americano, já que a Carolina do Sul foi sua tábua de salvação nas primárias. No entanto, esse estado parece inatingível exceto por uma forte reviravolta, mas os democratas sabem que Trump está se esforçando para defender uma Carolina do Norte não tão segura, especialmente após a vitória de Obama naquele estado em 2008, a partir do que Biden bebeu durante toda a temporada e pré-temporada. Tentar vencer as eleições pela direita já falhou Hillary Clinton como estratégia, apesar de seu maior carisma como líder, mas isso caberia na aposta no Texas e na Geórgia. Há também outro fator importante a levar em conta, que é o já mencionado sucesso que Biden gerou no eleitorado afro-americano, já que a Carolina do Sul foi sua tábua de salvação nas primárias. No entanto, esse estado parece inatingível exceto por uma forte reviravolta, mas os democratas sabem que Trump está se esforçando para defender uma Carolina do Norte não tão segura, especialmente após a vitória de Obama naquele estado em 2008, a partir do que Biden bebeu durante toda a temporada e pré-temporada. Tentar vencer as eleições pela direita já falhou Hillary Clinton como estratégia, apesar de seu maior carisma como líder, mas isso caberia na aposta no Texas e na Geórgia. Há também outro fator importante a levar em conta, que é o já mencionado sucesso que Biden gerou no eleitorado afro-americano, já que a Carolina do Sul foi sua tábua de salvação nas primárias. No entanto, esse estado parece inatingível exceto por uma forte reviravolta, mas os democratas sabem que Trump está se esforçando para defender uma Carolina do Norte não tão segura, especialmente após a vitória de Obama naquele estado em 2008, a partir do que Biden bebeu durante toda a temporada e pré-temporada. Há também outro fator importante a levar em conta, que é o já mencionado sucesso que Biden gerou no eleitorado afro-americano, já que a Carolina do Sul foi sua tábua de salvação nas primárias. No entanto, esse estado parece inatingível exceto por uma forte reviravolta, mas os democratas sabem que Trump está se esforçando para defender uma Carolina do Norte não tão segura, especialmente após a vitória de Obama naquele estado em 2008, a partir do que Biden bebeu durante toda a temporada e pré-temporada. Há também outro fator importante a levar em conta, que é o já mencionado sucesso que Biden gerou no eleitorado afro-americano, já que a Carolina do Sul foi sua tábua de salvação nas primárias. No entanto, esse estado parece inatingível exceto por uma forte reviravolta, mas os democratas sabem que Trump está se esforçando para defender uma Carolina do Norte não tão segura, especialmente após a vitória de Obama naquele estado em 2008, a partir do que Biden bebeu durante toda a temporada e pré-temporada.

Tensão extrema

Iowa, Michigan, Wisconsin, Pensilvânia, Ohio e, em parte, Minnesota, são os estados que respondem ao efeito do ‘cinturão de ferrugem’, mas também devem ser entendidos em termos de tensão federal. Donald Trump tentou vencer os governadores democratas após os eventos raciais, enfrentando a intervenção da Guarda Nacional após o fusível de Minneapolis, precisamente em Minnesota. Mas embora seus momentos mais explosivos tenham sido em Seattle, Washington; Portland, Oregon; e em Washington DC, a tensão voltou a níveis consideráveis ​​em Wisconsin após os eventos de Kenosha. O para-militarismo ganhou as ruas, na época em que os supremacistas brancos tomaram o Capitólio de Michigan e ambos os partidos parecem vender uma história em que os protestos os beneficiaram com a mobilização de suas bases.

Para saber mais: A semente de Minnesota; um problema histórico não abordado .

Porém, o coronavírus poderia impedir esse comparecimento físico à votação, principalmente entre as minorias, pois para votar é preciso estar registrado e essas etnias tendem a comparecer em menor proporção. Pode ser que na noite da eleição chegue a maioria dos votos face a face, talvez republicanos, enquanto o resultado – se ajustado – renderia uma vitória democrata dias ou semanas depois, contando os votos por correspondência. A questão deixou a importância dos correios como capital para este processo, visto que se previa um impulso decisivo para o voto por correspondência. Mas o que a princípio poderia ser vivenciado como uma disputa política inferior, como o corte drástico no orçamento do novo gerente dos correios, perto de Trump – e já adiado para depois das eleições – revelou um confronto clandestino mais importante.

Donald Trump disse que se dependesse do serviço postal, os democratas roubariam as eleições. O espectro da fraude eleitoral e do não reconhecimento dos resultados é um recurso comum em Washington, mas nunca para o mercado interno. O fato de esses cenários estarem sendo avaliados é extraordinário nos Estados Unidos. A presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, já pediu a votação para “ganhar muito” e evitar a possibilidade de Trump não reconhecer os resultados. Pelosi é, de fato, a terceira autoridade do país e exerceria o poder em caso de vacância. Dados esses comentários tão fora da onda usual de paternalismo como campeões da democracia no mundo, as análises mais firmes das correntes extremas se desviam da normalidade. Os neoconservadores mais de direita vendem que os democratas são um perigo vendido ao socialismo, apoiando grupos antifascistas nas ruas e que desmantelariam a polícia. A Guarda Nacional e a dureza antes da Matéria das Vidas Negras têm sido usadas como ponta de lança contra os governadores democratas, exemplificando o que poderia acontecer em um cenário de desacordo pós-eleitoral.

Mas do lado democrata, a mobilização racial serve como uma oportunidade para exemplificar o racismo institucional, a violência policial e a repressão patrocinada por Trump. No entanto, o ex-promotor de Kamala Harris e as acusações de política racista contra Biden deixam claro que pode ser uma abordagem mais do que pontual à rua como parte da campanha. E a vitória contra Trump não é buscada apenas no nível eleitoral, mas também no nível social, a fim de eliminar suas posições e passar para um regime que resgatará os restos do naufrágio globalizante. Uma crise constitucional não parece mais tão marciana. E uma revolução nas cores nos Estados Unidos? Parece extremo. Mas o crescimento das milícias e o confronto entre grupos de esquerda e supremacistas brancos é um dos sinais deste ano eleitoral. É 2020. Para melhor ou para pior.

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Alejandro López Canorea Antropólogo, professor e biólogo especializado em gestão sócio ecossistema. Atualmente se dedica à análise da política internacional.

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