*Pelo Fim das linhas Burguesas Divisórias…

Destruindo As Barreiras e as Linhas Divisórias, Acaba-se com o Movimento Migratório: Pelo Fim do Regime Burguês de Produção e Dominação

*O movimento Migratório Atual – por villorblue

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algum tempo atrás, fui a uma exposição de fotografias no MON, do foto/jornalista Sebastião Salgado, fiquei pensando sobre o processo migratório e suas causas, desde 1993 Salgado vem fotografando o movimento migratório de seres humanos em todo planeta. Inteirei – me (surpreso), que quase cento e cinqüenta milhões de pessoas sofrem deste processo migratório atualmente e vivem fora de seus locais de origem, numero altíssimo se levarmos em consideração o aumento da população mundial atual que paira em torno de cem milhões de seres humanos anualmente. O aumento é ainda mais assustador, cerca de dez milhões de pessoas engrossam este cordão todos os anos, mantendo estas proporções, daqui a dez anos esta enorme fila migratória terá duzentos e cinqüenta milhões de pessoas, em 1985 eram trinta milhões. Partindo desta analise, Salgado andou por 45 países, durante 7 anos, 45 países é quase um quarto do numero total de nações, se levarmos em consideração os 202 países existente, (dados de 2002, de acordo com a Wikipédia), o que da ao seu trabalho uma importância impar.
Os primeiros povos a migrarem para as Américas (por volta de 48 a 60 mil anos) emigraram da Ásia, provavelmente atravessando o estreito de Bering, alguns teóricos pensam também, que povos oriundos da Polinésia, Malásia e Austrália atingiram a America do sul navegando através do Oceano Pacífico, esta seria outra corrente.
Próximo ao ano de 1500 habitavam o Brasil entre 5 a 6 milhões de nativos, (destes , sobreviveram em péssimas condições de vida e com suas culturas em frangalhos, aproximadamente 200 mil pessoas), poderíamos discorrer ainda mais sobre muitas situações historicamente conhecidas, mais isto não vem bem ao caso, o que eu gostaria de evidenciar seriam as “causas de repulsão e de atração” que evidenciam alguns destes movimentos migratórios em alguma regiões.
Partindo das três causas que a meu ver são as mais importantes, “perseguições político/regionais, econômicas e de natureza climática”, sigo minha linha de pensamento e procurarei me concentrar na atualidade, sendo que posso retornar a historia para ilustrar ou reforçar algum raciocínio.
Segundo o ACNUR (Auto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), a maioria dos refugiados internacionais migra em busca de empregos, ou melhores empregos e melhores salários, após isso vem ás causas de guerras, perseguições étnicas e religiosas, – não nesta ordem obrigatoriamente -, este movimento objetiva principalmente ao EUA e a Europa ocidental e se originam a partir da África, America do Sul e regiões sul e sudeste da Ásia, como podemos constatar, das nações mais pobres do planeta.
Se as causas principais de repulsão da migração atualmente são as acima citadas, poderemos pensar um pouco mais sobre as causas de atração.
Esta analogia é bem simples, mais a partir dela entraremos em uma noção maior. Tenho um trabalho atualmente, ganho muito pouco, na cidade vizinha tem varias empresas com muitos empregos e remuneração maior, a cidade tem uma qualidade de vida melhor. O que eu faço? Fico? Migro? Ai esta a duvida.
Para sobreviver mais confortavelmente, o sistema capitalista teorizou e generalizou. Nas regiões em que ele retira matérias primas para manter seu parque industrial manufatureiro, os salários são vergonhosos, em regiões onde estão implantados os parques industriais os salários são menos vergonhosos e onde estão alojados os executivos, as gerencias, diretorias, etc., os salários são bem melhores. O leitor quer um exemplo? A Adidas abriu uma fabrica na Ásia, mão de obra barata e matéria prima quase de graça, os executivos continuam no EUA com seus salários fabulosos, é assim com todas as transnacionais, carros, cigarros, alimentos, eletrônicos, informática, roupa, etc, etc…Um exemplo mais fácil de confirmar por estar mais próximo, a Cba, (companhia brasileira de alumínio) do grupo Votorantim, comprou a troco de bananas uma vasta extensão de terras na região do Vale do Ribeira (a região com o menor IDH do estado de São Paulo), na divisa entre Paraná e São Paulo, Brasil.
Porque comprou a preço de banana? Primeiro a região sofreu todo um processo de empobrecimento regional ao longo dos últimos anos, fatos divulgados na mídia, falta de investimentos sociais, inexistência de investimentos em infra- estrutura para escoamento da produção agrícola, criação de empregos, etc. A região em evidencia ficou abandonada por um longo tempo, noticiou-se que a Cba (Cia Brasileira de Alumínio) iria construir uma represa (Usina do Alto Tijuco) no rio Ribeira do Iguape, esta represa iria alagar uma vasta área e “ai daquele que teimasse em viver nas regiões abaixo”, na cidade vizinha, Apiaí em São Paulo, tem uma grande mineradora de Cimento, (matéria prima), em outro município limítrofe Adrianópolis no Paraná, tem uma mina (meio desativada..?) de chumbo, prata e ouro (matéria prima), dizem os moradores da região, mais esclarecidos e antigos, que as serras que serpenteiam a região são ricas em ferro, alumínio, prata, urânio e outros. Estas terras atualmente pertencem a Cba, a maioria foi comprada a um preço muito baixo, como a região há muito tempo esta sem investimentos nas áreas sociais, a população em geral, (os pequenos proprietários de terra, etc), venderam ou abandonaram as terras, indo engrossar as periferias das grandes cidades em busca de trabalho. Este exemplo, simplório, por estar mais próximo, faz com que entendamos melhor a situação global.
Nos últimos anos no Brasil, vemos constantemente migrantes morando clandestinamente nas grandes cidades. Quem são estes migrantes? Geralmente oriundos da África, Ásia e America do Sul e geralmente se movimentam por causas econômicas. Quanto ao movimento nacional, sempre tivemos uma grande movimentação da região nordeste e norte do Brasil rumo a região Sudeste/Sul, como a situação de empregos em São Paulo e Rio de Janeiro esta saturada atualmente, se detecta movimentos do Nordeste em direção a alguns estados do Norte (Tocantins, Pará, etc) originados do Piauí, Maranhão, e outros. E na região Sudeste nota-se também o contrario de anos anteriores, habitantes de origens nordestinas estão migrando ou retornando para sua região de origem.
Retornando aos movimentos internacionais, vamos citar um país de origem, poderia citar a China, qualquer região da África, Coréia, qualquer um, especificando citarei apenas a Bolívia. Temos visto constantemente na mídia principalmente em São Paulo, historias de bolivianos que migram e se vem envolvidos em algum problema, geralmente são vitimas de aproveitadores, que lhes tiram o pouco dinheiro que ganham, prometem rios e fundos e não cumprem o que prometem, estes irmãos trabalhadores, que arriscam tudo para conseguir um lugar ao sol, vivem escondidos, trabalham até 20 horas por dia para ter algum lucro, numa clássica relação corroída entre capital e trabalho, isto é, semi escravidão. Este é apenas um exemplo brasileiro, (isto é, falando apenas dos movimentos dentro do território brasileiro. No geral este tipo de problema é igual –só ampliando ou diminuindo suas proporções/micro ou macro- em todas as regiões do planeta onde existe a recepção de migrantes, veja o caso do Japão e seus migrantes brasileiros, “os decasséguis”, eles são vigiados quando entram em supermercados, lojas, etc.), talvez por ignorância e um perfeito desconhecimento da situação destes trabalhadores, olham estes migrantes como se fossem os grandes (ou parte) responsáveis pela péssima situação ou problemas em que vivem, ou por todos os problemas gerados na região onde moram e por serem geralmente pobres, são vistos abaixo da linha do preconceito, desprezados e se não bastasse a falta de benefícios e os baixos salários a que são submetidos em seus trabalhos semi escravos.
COMO O TRABALHADOR DE UMA NAÇÃO POBRE, VÊ UMA NAÇÃO RICA E IMPERIALISTA…
Esta visão serve para quaisquer países em qualquer continente, para facilitar o entendimento exemplificaremos o Brasil como receptor do movimento.
Como um paraguaio, peruano, boliviano, etc, vê o Brasil lá fora? Geralmente sendo este trabalhador um pouco mais consciente, pensa de primeira, é um pais rico e imperialista. Espera lá. Imperialista? Com certeza, desde há muito tempo. Lembram do tratado de Tordesilhas? E da guerra do Paraguai? E a situação do Acre? E do estado de Santa Catarina? A mudança destas divisas e ganho de território foram simples manobras imperialistas, tenho em consciência que toda nação receptora de movimentos migratórios são diretamente responsável pelas regiões pobres do planeta.
Se existe regiões empobrecidas, os mais ricos exploram suas matérias primas como um aspirador de pó absorve a poeira de um tapete. Só os países mais ricos têm parques industriais para transformar esta matéria prima em objetos comerciáveis, apenas eles possuem também saída para estes produtos através das câmaras mundiais, sendo assim impõe a estas matérias prima o preço que querem, relegando aos mais pobres apenas o trabalho e o (in) conformismo.
O Brasil é visto pelo proletário da America Latina, África, sul e sudeste da Ásia, como um país rico e imperialista (não me refiro a população extremamente pobre e as suas tristes realidades), a historia e os dados estão aí para atestar este imperialismo e os índices confirmam que o pais (não a população) não é pobre (PIB, reservas internas e internacionais, arrecadação de impostos, etc.), miserável somos nós, sua massa explorada, esta miséria geralmente não é mostrado no exterior, infelizmente a propaganda internacional mostra apenas mulheres de biquíni, corpos torrados ao sol, como se o Brasil fosse apenas uma grande nação de fornicadores e lascivos.
Como entrar no Brasil é mais fácil do que entrar em países da Europa ocidental e EUA, o Brasil seria uma das opções para se trabalhar e ganhar dinheiro, por três motivos maiores, em parte por se falar o português, o brasileiro aceita razoavelmente o migrante, temos muitas empresas (micro, pequenas, e medias) que admitem estrangeiros sem constrangimentos, incluindo neste aceite os clandestinos, estas facilidades agem como um farol sobre os mais pobres de outros países, norteando e obcecando.
Na idade media o tema dos bárbaros colonizadores, era “não existe pecado ao sul do equador”, isso prevalece como se fosse um arquétipo maldito (este lema foi um dos grandes responsável pelo extermínio da nação indígena brasileira).
Voltando um pouco, se exige pouco das empresas que exploram matéria prima nas áreas das, relações do trabalho, ecologia e sociais, as matérias primas geralmente são vendidas na sua forma pura para outros países (a não ser em países do primeiro mundo onde geralmente são beneficiadas e manufaturadas no local de extração, ver o vale do silício na Califórnia-EUA), deveriam ser beneficiadas em seus locais de extração, se assim ocorresse, seriam gerados um grande numero de empregos nos países do terceiro mundo, contribuindo para o aumento do IDH nestas regiões e segurando os trabalhadores em suas regiões de origem, reduzindo em muito o movimento migratório.
ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS SOBRE O TRABALHO DE MIGRANTES ILEGAIS..
Local: Japão, qualquer estado ou cidade, alguns decasséguis moram num prédio de apartamentos simples, dividem um quarto/cozinha, trabalham para um empreiteiro que não conhecem bem o nome, não tem carteira assinada, não tem benefícios, não tem convenio medico, não tem décimo terceiro, apenas saem de férias quando ocasionam férias coletivas na empresa, 15 ou 20 minutos de almoço, não podem financiar imóvel, carro, ou quaisquer bens duráveis, compram somente a vista, não podem se envolver em acidentes de transito. Como vemos, não difere muito de trabalhadores estrangeiros que moram e trabalham no Brasil, ilustrei este constatado, apenas para mostrar que as contradições entre o capital e o trabalho são comuns em qualquer lugar do planeta, apenas minimizado em algumas regiões, este exemplo poderia acontecer nos EUA, Alemanha, França, ou qualquer outro país, o capital abre e fecha filiais em qualquer parte do mundo, não se importa com o ser humano, ele migra ao bel prazer. Para abrir uma fabrica no Brasil e oferecer 750 empregos diretos, uma indústria automobilística francesa fechou uma fabrica na Bélgica onde mantinha 7500 postos de trabalho diretos (Para onde foram estes trabalhadores demitidos?), isso é apenas um exemplo entre milhares. O sistema só não consegue mudar os locais de exploração das matérias primas.
CONCLUSÃO
Gostaria ao concluir, explanar algumas idéias para tentarmos, senão sanar definitivamente (não acredito que nos parâmetros do sistema capitalista estes conflitos sejam solucionados definitivamente), ao menos amenizar o gravíssimo problema do movimento migratório, não é concebível, seres humanos trabalhando em condições subumanas em regimes escravagistas ou semi-escravagistas apenas porque vêem de uma região mais pobre, por pertencer a outras minorias, etc., na situação de foragidos ou banidos políticos, ou então por causa de cataclismos naturais, ou simplesmente por pertencer às áreas mais pobres do planeta, todos devemos ser respeitados dignamente. Se o sistema vigente não tem capacidade para solucionar esta e outras situações degradantes referente ao ser humano, que reconheça. Só assim a humanidade poderá debater e encontrar seu caminho. Para abrir a discussão, seleciono alguns tópicos para serem colocados em prática a curto e médio prazo, estes tópicos, apesar de gerarem um grande trabalho para sua concretização, são viáveis.

• Beneficiamento das matérias no local de origem de extração, ex. minério do ferro, alumínio, cobre, cal, cimento, madeira, grãos, subprodutos do petróleo, etc.
• Após serem beneficiadas estas matérias (não havendo condições de serem manufaturadas no local), as empresas compradoras por excelência devem exigir das vendedoras as, ISO’s 9000, 14000 e 18000, que regem sobre o controle das qualidades ambientais e das relações do trabalho.
• Um fundo internacional (teoricamente já existe) uma espécie de tributo cobrado de empresas transnacionais e destinados a educação e saúde em países do terceiro mundo, principalmente as regiões mais pobres do planeta, para que não houvesse desvios este fundo seria aplicado pela FAO e UNESCO, seria fiscalizado por ONGs, associações locais, organismos internacionais de auditoria, toda a comunidade envolvida, sindicatos, etc., quanto mais fiscalização mais eficiente sua distribuição.
• Uma reformulação dos salários nas regiões onde originam os disparos emigratórios, para que estas regiões se tornem atrativas para todos. As nações devem envolver-se neste processo, através de fóruns constantes e soluções diretas e praticas.
• O debate constante em fóruns, seminários, nas escolas, nas igrejas, dentro de secretarias e ministérios de governos, para solucionarmos definitivamente o problema dos preconceitos raciais, sociais, étnicos, sexo, etc. …

Com alguns destes tópicos alinhados, gostaria agora de prendê-lo um pouco mais nesta leitura e falar sobre alguns relatórios atuais de organismos com aos quais não tenho duvidas sobre exatidão e seriedade:
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o aumento dos preços dos alimentos no mundo fez o numero de famintos aumentar em 40 milhões em 2008. a FAO divulgou na data de 09/12/2008 que a fome já atinge 963 milhões de pessoas. A FAO disse ainda que a crise mundial levara ainda mais pessoas a esta condição. Segundo a FAO, os problemas estruturais da fome, como falta de acesso à terra, ao credito, e ao emprego, combinados com o aumento dos preços dos alimentos permanecem como uma dura realidade para milhões de pessoas . A FAO relatou ainda que grande maioria destes famintos -907 milhões- vive nos países pobres. Destes, 590 milhões moram em sete países, são estes; Índia, China, Congo, Bangladesh, Indonésia, Paquistão e Etiópia, este mesmo relatório informa que na África Subsaariana, um terço da população -236 milhões- vive em estado de fome crônica. Sendo a maior proporção dentre os continentes. O Congo foi disparado o país Africano onde a fome mais se alastrou. A população de famintos passou de, 26 por cento em 2003/05 para 76 por cento em 2008. Na America Latina e Caribe, a fome atinge 51 milhões de pessoas atualmente.
Outro relatório desta vez emitido pela Comissão Econômica para a America Latina e o Caribe, ( Cepal ), informa que a crise do “sistema capitalista” (eles não usam sistema capitalista, usam crise financeira global), provocara um aumento no numero de pobres e indigentes na America Latina nos próximos anos, acirrando ainda mais os problemas que atravessamos.

Minha opinião para abertura de uma discussão sobre o tema “MOVIMENTO MIGRATÓRIO”.
Como em todas as crises da historia, quem sofre realmente são as massas oprimidas, pagando um alto preço pela dissolução dos problemas do sistema de exploração, nada mais sensato que, as massas tomem as rédeas para a condução de uma sociedade onde realmente a fraternidade e a solidariedade sejam focados como ponto central de todas as políticas. Não vejo outra solução.

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*Eles apenas pensavam e protestavam…foram assassinados – por villorblue

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43 crianças sequestradas e assassinadas no dia 27 de setembro de 2014… México e o extermínio sistemático dos povos autóctones nas AméricasIsso é uma herança do maldito psi e parece não ter fim…

O que aconteceu no México, após o 27 de setembro de 2014? As fotos em redes sociais, o vídeo na Internet, e acima de tudo, as experiências pessoais de boca transmissíveis, passeatas realizadas, intervenções artísticas e políticas em espaços públicos, greves em universidades e milhões de pessoas indignados com um evento que já passou as fronteiras nacionais. “Vivos foram levados, vivos nós queremos!”, “Não somos nós todos, faltando 43”, “Somos todos Ayotzinapa” “Você pode ser você, eles poderiam ser seus filhos” fazem parte dos slogans que gritavam nas últimas semanas, cansados de impunidade e vendo essa afronta à sociedade como os professores-alunos. É a consciência coletiva que ganhou uma batalha feroz contra o individualismo até então invicto. E é por isso que não é raro (quando você acessa os solidários do Facebook ou do Twitter) ver banners mexicanos em vários idiomas, mostrando fisionomia solidaria: “A sua luta é a nossa luta”, “Nous Sommes Tous Ayotzinapa” ” Demokratie em Mexiko ist ein Betrug “. A partir da eleição de 2012, Colima começou a cantar no mesmo tom que o resto do país, ou pelo menos uma parte da sociedade de Colima. A quarta-feira do lado de fora da catedral, na marcha organizada pelo CEU e por estudantes de filosofia, podemos ver unidos os zapatistas, as feministas de diferentes grupos, artistas, professores, sindicalistas, estudantes organizados e não organizados e uma série de pessoas difíceis de classificar. É Colima se opondo solidariamente ao silêncio indolente das elites.

Leia mais;…http://ceucolima.blogspot.com.br/

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*A Syngenta na guerra do Vietnã – por villorblue

Leia tambem: https://radioproletario.wordpress.com/2016/01/12/mosquitos-geneticamente-modificados-liberados-aos-milhoes-inclusive-no-brasil/

História e Sociedade (27)

A Syngenta é uma empresa transnacional do agronegócio com sede na Suíça. A empresa tem operações em mais de 90 países, e emprega mais de 19.500 pessoas. Em 2006, suas vendas foram de US$8,1 bilhões, tendo 80% de sua receita proveniente de agrotóxicos e 20% da produção de sementes. A Syngenta é a terceira maior empresa do setor de sementes no mundo.

A Syngenta resulta de mais de dois séculos de fusões de empresas européias do setor químico. Segundo Brian Tokar, o antecessor mais velho da Syngenta foi J.R. Geigy Ltd., que foi fundada na Suíça em 1758, e começou a produzir químicos industriais inclusive tintas, tinturas e outros produtos. A Geigy ficou famosa e rica quando descobriu a eficácia inseticida do Dicloro Difenil Tricloroetano (DDT, atualmente, produto este proibido em boa parte do planeta). A Syngenta também tem raízes na Industrial Chemical Industries (ICI), uma empresa de explosivos fundada na Grã Bretanha em 1926 por Alfred Nobel, o inventor da dinamite. A ICI abastecia as Forças Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial com explosivos e químicos para uso como arma química. Em 1940, a ICI descobriu as propriedades seletivas do ácido alphanapthylacetic, e sintetizaram os herbicidas MCPA e 2,4-D. O herbicida, agente laranja como é conhecido popularmente, derivado do 2,4-d, posteriormente foi usado pelos militares dos estados unidos durante a guerra imperialista do Vietnã , a grande propaganda de guerra americana na época, dizia que o agente laranja era utilizado para desfolhar as arvores, porém na realidade era utilizado para desfolhar a carne dos norte-vietnamitas. Em 1970 a Geigy e a Ciba se fundiram para formar a Ciba-Geigy, uma grande empresa com operações em mais de 50 países. Em 1994 a ICI desmembrou seus setores de químicos farmacêuticos e agrotóxicos dando origem à Zeneca Group PLC. A Zeneca fundiu-se com a Astra AB da Suécia em 1998, criando a AstraZeneca. Em 1996, a Sandoz, uma outra empresa Suíça formada em 1876, fundiu-se com a Ciba-Geigy para formar a Novartis, a maior fusão empresarial na história daquela época. Em 2000, a Novartis fundiu-se com o setor do agronegócio da AstraZeneca, formando a Syngenta, o primeiro grupo global focado exclusivamente no agronegócio.

A biotecnologia é muito importante para a Syngenta. Entre 2001 e 2002, a Syngenta foi responsável pela maior contaminação genética da história, quando vendeu ilegalmente sementes transgênicas de milho BT10 aos agricultores nos Estados Unidos. Este milho transgênico entrou nos sistemas alimentares dos humanos e de animais. A Syngenta também é líder no desenvolvimento da “Tecnologia Terminator”, um processo de engenharia genética que torna sementes estéreis numa tentativa de forçar os agricultores a sempre comprarem suas sementes, em oposição à prática camponesa de selecionar, cuidar e compartilhar sementes livremente.

O Crime da Syngenta e a Ocupação

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A Ciba-Geigy começou suas operações no Brasil em 1971 e passou a ser demominada Syngenta em 2001. No início de março de 2006, a Terra de Direitos, uma organização localizada em Curitiba, que atua nas áreas de direitos humanos e meio ambiente, e trabalha com os movimentos sociais, denunciou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA), que a Syngenta e doze outros produtores plantaram ilegalmente soja transgênica na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. Dado a suas ameaças à biodiversidade, por determinação da legislação federal brasileira, é proibido cultivar transgênicos na zona de amortecimento dos parques nacionais. Uma investigação feita pelo IBAMA confirmou que a Syngenta e os agricultores violaram a lei ambiental federal e multou a todos. A multa da Syngenta é de aproximadamente US$465,000. Enquanto todos os agricultores recorreram à multa, perderam e em seguida pagaram suas multas, a Syngenta tem se recusado a reconhecer qualquer crime, sendo a única que ainda não efetivou o pagamento.

Após a investigação do IBAMA ter confirmado a violação da lei federal pela Syngenta, a Via Campesina ocupou não violentamente o seu campo experimental. A Via Campesina e a Terra de Direitos defendem legalmente a ocupação com base num artigo constitucional que diz que a terra precisa cumprir uma função social. Eles argumentam que o campo experimental da Syngenta não estava cumprindo a sua função social, e que o cultivo ilegal da soja transgênica na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu constituiu uma ameaça direta à sociedade brasileira, porque colocou em risco sua biodiversidade, os recursos naturais e o sistema alimentar do país.

Em julho de 2008, a Terra de Direitos e a Via Campesina lançaram uma campanha internacional de solidariedade, conquistando apoio de mais de 75 organizações de todo o mundo. A campanha dirigiu emails diretamente para Pedro Rugeroni, chefe da Syngenta no Brasil, exigindo que a empresa reconheça seu crime e pague a multa ao IBAMA. A campanha também dirigiu emails ao Governador Requião (Paraná), motivando-o a desapropriar o sítio da Syngenta. Em resposta, a Syngenta comprou uma página inteira nos dois maiores jornais brasileiros, onde publicou uma mensagem em sua defesa. Na sua resposta hostil aos apoiadores da campanha internacional, continuou negando qualquer crime e atacou a “invasão ilegal” do seu campo experimental.

Segundo a Céleres, especializada em agronegócio, o total da área plantada com cultivos geneticamente modificadas em 2013, chegou a 37,1 milhões de hectares, o que representou um aumento de 14% em relação ao ano anterior (que por sua vez, já tinha registrado um aumento de mais de 21% em relação à safra de 2010/2011) – ou seja, 4,6 milhões de novos hectares dedicados a variedades transgênicas.

Segundo o IBGE em 2013, a área recorde dedicada à atividade agrícola no país de 67,7 milhões de hectares. Cruzando o dado do IBGE com o da consultoria Céleres, chega-se à conclusão de que os transgênicos responderam por 54,8% de toda a área cultivada na safra 2012/2013 no país. Os maiores produtores entre os países em desenvolvimento são Brasil, Argentina, Índia e China. Ironicamente, no pais sede da ‘sungenta’  (proposital) não se planta transgênicos.  “Variedades de algodão resistente a insetos são os cultivares transgênicos comercialmente na Ásia e na África”, diz a FAO. Na América Latina, “são a soja  seguida pelo milho resistente a inseto”. Nem os insetos querem produtos transgênicos…

Como vemos, suecos, suíços, americanos, ingleses, canadenses, etc, são todos santos…

O que já estamos consumindo de transgênico direta ou indiretamente : Milho, soja, algodão, mamão papaya, queijos, trigo, centeio, abobrinha, arroz, feijão, salmão

Fonte : http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130207_transgenicos_cultivo_tp

Isto tudo parece um filme de terror.

*Construindo uma Narrativa Sobre o Coronavírus (covid-19) – Ou, a Grande Culpa da Imprensa Brasileira

A direita brasileira como sempre mente, manipula, controla, tudo é valido para acumular capital político.

Noticias sobre coronavírus são “camufladas“, exemplo é a narrativa que estão construindo sobre o vírus ser mortal para idosos, e estes idosos indo a óbito, algum problema grave já carregavam consigo (diabetes e hipertensão), etc.

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Estas duas doenças (hipertensão/diabetes) que podem ser controladas, assim, estão sendo incorporadas dia-a-dia, massivamente, a exaustão.

Ao noticiar estes dados sobre mais mortes dentro do noticiário “pandemia coronavírus“, a mídia burguesa isenta o estado da culpa por qualquer morte que venha ocorrer dentro da trágica pandemia, (a culpa de quem morre é do morto que não se cuidou devidamente).

Notem, toda a mídia brasileira alega isso ao atualizar dados duvidosos. É a construção de uma narrativa que será usada no futuro, para a defesa da própria direita no poder.

O papel da mídia deveria se resumir apenas as informações de dados e medidas tomadas pela nação, não direcionar “corações e mentes“.

É algo que já conhecemos, é algo que se repete desde o inicio, quando os donos dos jornais já eram os ricos das grandes cidades e quem lia estes jornais já era a classe média, nada escapa a este circulo fechado, houve uma época que os jornais vinham impressos de Portugal, prontos, expressavam as ideias do “império sobre a colônia“.

Lembrem da farsa política que foi o “impeachment” de Dilma Rousseff e entenderão o que estou tentando dizer.

*Fim do Capitalismo ? Ou ele vai Acabar Conosco

Ronan Burtenshaw e Milton Allimadi

 

“Temos uma escolha de capitalismo ou democracia”

Ronan Burtenshaw (@ronanburtenshaw) se junta a nós para falar sobre a resposta do Reino Unido e o desafio que os socialistas terão que provar às pessoas que as coisas podem mudar. 

David divide o papel do FED e nos lembra que deveríamos democratizá-lo o mais rápido possível. 

Milton Allimadi (@allimadi) se junta a nós para compartilhar o conhecimento sobre as lições da iniciativa “Cuba & the Belt & Road“.

 

Leia mais e entre no debate: Patreon

*O Coronavírus e a Necessidade Urgente de Redefinir a Segurança Nacional 

imagem da internet

 

Por muito tempo, os Estados Unidos gastam seus preciosos recursos orçamentários em uma estratégia militar do século XIX e em uma política estratégica de armas que não trouxe vantagens ao povo americano. Nas últimas três décadas, nossas políticas de segurança nacional foram ineficazes e irrelevantes para as ameaças genuínas que enfrentamos hoje. Essas ameaças não emanam da Rússia ou da China. Em vez disso, elas resultam de um sistema de saúde pública subfinanciado e altamente vulnerável, um mundo cibernético que está fora de controle e uma infraestrutura em ruínas. Em 2017, a Sociedade Americana de Engenheiros Civis atribuiu um grau de D-plus à infraestrutura do país, com os graus mais baixos a estradas, pontes, transporte de massa e sistemas de gerenciamento de água.

O presidente Dwight D. Eisenhower nos alertou há 60 anos que as demandas militares sobre os gastos dos EUA se tornariam uma “cruz de ferro” que limitaria os gastos com necessidades domésticas. Os Estados Unidos têm sido desonestos, ignorando inimigos reais, particularmente a catástrofe climática que aguarda a comunidade global, bem como as evidências domésticas de deterioração econômica.

Apesar de ser uma das nações mais ricas do mundo, os Estados Unidos têm uma pobreza enorme e o nível mais alto de desigualdade econômica do mundo; um sistema arcaico para cuidados de saúde que foi exposto pela nova pandemia de coronavírus; e o mais alto nível de mortalidade infantil no mundo industrial. Adoramos uma cultura de armas e não encontramos inconsistência em endossar a pena de morte e, ao mesmo tempo, endossar o direito à vida. Ao contrário da maioria do mundo industrial, não temos atendimento universal de saúde e nenhuma licença médica garantida.

Enquanto isso, como a única superpotência desde o colapso da União Soviética em 1991, utilizamos mal nosso poder militar porque havia uma ausência da restrição que o poder soviético havia assegurado. Tivemos cuidado em alguns cenários, porque não tínhamos certeza de como o Kremlin reagiria. Mais recentemente, foram desperdiçados recursos na busca de tarefas tolas no Oriente Médio e no sudoeste da Ásia, onde os Estados Unidos travam uma guerra sem objetivos claros. Maiorias bipartidárias crescentes veem os gastos com defesa como uma fatura de empregos e, como resultado, apóiam os gastos em defesa em nível recorde que encontram os Estados Unidos em uma corrida armamentista consigo.

O inchado orçamento militar e de inteligência faz com que os Estados Unidos gastem mais em defesa do que durante os piores anos da Guerra Fria, superando toda a comunidade global. Os gastos e aquisições em defesa devem estar ligados a ameaças reais aos Estados Unidos, reconhecendo que não há contestadores nos Estados Unidos nas principais áreas de projeção de energia; poder naval e poder aéreo geral. Nenhum outro país possui grandes bases militares em todo o mundo ou acesso a inúmeros portos e ancoradouros. Nenhum outro país usou o poder militar letal com tanta frequência e tão longe de suas fronteiras em busca de duvidosos interesses de segurança.

O governo Trump abandonou o mundo do controle e desarmamento de armas, que todo governo presidencial desde o governo Eisenhower endossou. Em dezembro de 2019, os Estados Unidos testaram um míssil balístico que seria proibido pelo Tratado de Forças Nucleares de alcance intermediário (INF), assinado em 1987 e revogado por Donald Trump três décadas depois. O secretário de Defesa Mark Esper quer colocar novos mísseis na Ásia “mais cedo ou mais tarde”; felizmente, os aliados dos EUA na região não têm interesse. Enquanto isso, o tratado de redução de armas nucleares estratégicas negociado no governo Obama expira em menos de um ano, e não há indicação de interesse dos EUA em retomar as negociações. O presidente russo, Vladimir Putin, pediu uma moratória para novas implantações de mísseis,

O que é necessário para ser feito?  

Curiosamente e ironicamente, temos uma declaração da antiga União Soviética para o discurso substantivo que um presidente americano deveria emitir. Na véspera da inauguração do presidente Jimmy Carter, em janeiro de 1977, o secretário-geral Leonid I. Brezhnev, um defensor persistente do afastamento, apresentou uma nova política militar que renunciou à busca da superioridade militar e endossou as limitações e reduções estratégicas de armas. O Politburo de Brezhnev estava comprometido em reduzir os programas de defesa soviéticos e o alto nível de gastos em defesa. Foi um sinal para os militares soviéticos de que estava recebendo mais do que seu quinhão de recursos e investimentos soviéticos e que era hora de os militares compartilharem essa generosidade com uma economia civil que estava ficando para trás. É exatamente isso que os Estados Unidos devem fazer.

O discurso de Brezhnev foi uma declaração seminal da política soviética que oferece idéias à política de segurança nacional americana mais de quatro décadas depois. Antes de tudo, o Kremlin entendeu que havia uma paridade grosseira entre as forças estratégicas dos dois lados. Moscou liderou na área do número geral de lançadores de mísseis ICBM e SLBM, bem como peso estratégico de lançamento de mísseis. Os Estados Unidos lideraram o número de ogivas de mísseis, bases submarinas avançadas e bombardeiros estratégicos. A existência de paridade estratégica, que continua até hoje, permite reduções significativas na capacidade estratégica. Moscou estava se opondo à preocupação de Washington com o poder militar e o equilíbrio militar, que continua até hoje e piorou na era Trump.

O primeiro secretário de defesa de Donald Trump, James Mattis, queria transformar as forças armadas dos EUA em uma força de combate mais eficaz, que desperdiçaria menos dinheiro e buscaria maior cooperação dentro dos acordos aliados. Trump ficou no caminho disso com sua busca por uma Força Espacial; implantação de um muro e da Guarda Nacional na fronteira sul; modernização estratégica; e defesa nacional e regional de mísseis. O Pentágono foi poupado inicialmente da politização que Trump infligiu ao Departamento de Estado, ao Departamento de Justiça e à comunidade de inteligência, mas sua nomeação do Secretário de Defesa Esper aponta também para a politização das forças armadas. A hostilidade dos EUA em relação à Rússia e à China levou Pequim e Moscou a estabelecer suas melhores relações entre estados nos últimos 60 anos.

Agora, em um momento em que não há sérios desafios do exterior para a segurança dos EUA ou a supremacia militar, mais de 60% dos gastos discricionários dos EUA destinam-se a apoiar a defesa, incluindo os orçamentos do Pentágono, Assuntos de Veteranos, Inteligência, Energia e Segurança Interna. . Nenhuma outra agência do governo dos EUA recebe até 10% dos gastos discricionários dos Estados Unidos, e o orçamento atual de Trump exige uma redução ainda maior do orçamento de agências domésticas, como Saúde e Serviços Humanos, Educação e Habitação e Desenvolvimento Urbano. A crise da pandemia deve nos lembrar que essas agências de não defesa devem ser reforçadas.

Para lidar com sérias preocupações domésticas, os Estados Unidos devem buscar economias significativas, reduzindo o orçamento do Pentágono, encerrando guerras sem fim e retornando à arena de controle e desarmamento de armas. Os programas de assistência à segurança devem ser mais transparentes e responsáveis, e as alianças com ditadores e monarquias corruptos devem ser encerradas. Como observa o analista de defesa William Hartung, a questão não é “se os gastos militares geram empregos – é se mais empregos poderiam ser criados pela mesma quantia de dinheiro investida de outras maneiras”.

Leia na íntegra: O coronavírus e a necessidade urgente de redefinir a segurança nacional 

 

Mais artigos por: 

Melvin A. Goodman  é membro sênior do Centro de Política Internacional e professor de governo na Universidade Johns Hopkins. Ex-analista da CIA, Goodman é o autor de Fracasso da inteligência: o declínio e a queda da CIA  e a  insegurança nacional: o custo do militarismo americano . e  Um denunciante na CIA . Seu livro mais recente é “Carnificina Americana: As Guerras de Donald Trump” (Opus Publishing), e ele é o autor do próximo “O Estado de Segurança Nacional Perigoso” (2020). ” Goodman é o colunista de segurança nacional do  counterpunch.org .

*Vírus, uma Analogia

-Livre pensamento-

O homem é o único ser vivo dotado às acumulações, isso acontece desde a pré-história.

Nossos antepassados precisavam acumular alimentos em época de rara caça.

Supondo que trazemos esta tendência para acumular em nosso DNA.

Fica fácil imaginar que, mudar o sistema capitalista (a síntese do sistema é a acumulação, numa formula matemática: trabalho+tempo+investimento) seria impossível dentro da realidade atual.

Nenhum ser humano quer abrir mão de nada.

De acordo com ‘Bernardo’, um dos organizadores do capitalismo moderno e fundador do “Bilderberg Club“. “É difícil reeducar às pessoas que foram educadas no nacionalismo. É muito difícil convencê-los de que renunciem a parte de sua soberania em favor de uma instituição supranacional”.

Esta é uma visão de capitalista, porém mostra bem o que uma educação burguesa pode fazer na mente de um ser que hora se desenvolve.

Após aplicada a semente em solo virgem, ela germina e segue seu rumo, a educação burguesa é “pétrea“, plantada em suas bases você não a modifica, nunca mais.

Isso vale para os de maior idade, lembram da afirmação de Bernardo ?

Separando a ‘nata do capitalismo transnacional’ existem os ‘reacionários‘, estes podem ser ‘pobres‘ igualmente ou ‘remediados‘,. Após receberem a consagração da educação pequeno burguesa estes dificilmente mudam sua opinião, levam-na consigo aos “túmulos”.

E será sobre estes que o capitalismo internacional vai trabalhar. O capital em si precisa desta camada da sociedade (a classe média seria o “lugar tenente” do capital).

É a pequeno burguesia, dada as devidas coordenadas pela classe dominante,  que produzirá ‘cultura de massa‘ (observe bem que; “cultura de massa” nem sempre significa “cultura popular”), ‘conhecimento científico‘ e ‘orientação política‘ e pra isso ela tem que estar totalmente incluída no contexto do capital, por isso a educação particular e apolítica direcionada exclusivamente para se ‘sentirem supremos‘.

É justamente a classe média que acumula grande parte do conhecimento humano (desde que foi identificada no final do século XVIII, por Thomas Gisborne), seria também a classe média a grande massa sonhadora em acumular bens materiais. Pela proporção, a ‘pequeno burguesia‘ seria a maior acumuladora de bens de consumo duráveis ou não. Temas como; meritocracia e outros se referem a esta classe, eles são assim porque puderam estudar, se acham melhores que outros, estão acima da classe pobre. No fim os ‘pequenos burgueses‘ são apenas manipulados, e usados ao ‘bel prazer‘ da classe dominante.

Considerando que o ser humano é uma das únicas raças que acumulam, portanto conquistam mais do que precisam para viver, é fácil entender que somos nós que estamos levando o planeta ao “cataclismo“, a partir do momento que tiramos da terra mais que o necessário (o excedente para fins de acumulação). Por isso, é nossa espécie que precisa ser exterminada, não um ou outro, toda a espécie, não somos deuses ou semideuses, somos pragas geradoras de doenças.

Alguns animais carnívoros enterram ossos, esquilos armazenam castanhas, gralhas azuis armazenam pinhões, por aí vai, porém isso não se trata de acumulação, guardam as sobras quando isso é possível, guardam quando o excesso cai ao solo, escondem por segurança e de forma alguma tem intenção  de acumular.

*O único animal que acumula é o homem.

*O único animal que levou a casa onde habita à saturação foi o homem.

*O único ser que precisa ser exterminado a favor do equilíbrio universal é o homem.

Seria ? O que classificamos como vírus, os verdadeiros guardiões do universo ?  Fungos e bactérias seriam seus auxiliares ?

Por villorBlue

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*China Anuncia Bloqueio Econômico aos Estados Unidos

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Algumas horas atrás, após o fechamento da Bolsa de Xangai hoje, com o triunfante lançamento dos Contratos Futuros de Petróleo da Petro Yuanes, em resposta direta às sanções tarifárias de Donald Trump sobre suas exportações, nacional e com a projeção global, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Popular da China, Hua Chun Ying, declarou o seguinte:

«As altas posições dos EUA afirmam que ‘a era da rendição comercial de seu país chegou ao fim, mas é a sua intimidação econômica global e a hegemonia que acabou, os EUA devem respeitar as leis internacionais novamente, cessar a revogação ou extraterritorial de direitos ou mandatos, você deve aprender a respeitar seus pares, a fim de salvaguardar trocas diplomáticas e comerciais transparentes e não discriminatórias: A China e os EUA negociaram outros atritos no passado com bons resultados, de modo que as portas para o diálogo estão abertas, desde que baseadas no respeito e no benefício mútuo. Mas enquanto esses novos atritos comerciais persistirem, a China informará reciprocamente de maneira unilateral o governo dos Estados Unidos da América e de todo o mundo, que imediatamente impõe tarifas sobre 128 produtos originários dos EUA. Por sua vez, começamos a considerar a ideia de cessar a compra da dívida pública americana, isso é tudo, boa noite. ”

Os chineses não esperaram 24 horas após o lançamento do Yuan Oro para formular essas ameaças. Nunca antes um oficial chinês ameaçou reduzir ou parar de comprar títulos soberanos americanos, mesmo nos momentos mais quentes da guerra fria. Espera-se a reação de Trump e dos empresários americanos a quem essas medidas afetarão grandemente.

Quem teve dúvidas sobre a mudança de tempo e o marco histórico que representou a data de hoje, com esta afirmação, não pode mais ter dúvidas, a hegemonia americana acabou.

Ler na integra: RESUMEM LATINO-AMERICANO

A guerra comercial entre Estados unidos e China, já vem de longa data.

*O comercio do petróleo mundial está um pouco parado, porém, o que a China está comprando da África da pequenos indícios que a economia chinesa está se recuperando.

Milhões de barris de petróleo nigeriano e angolano não vendidos estão acumulando vírus

*As refinarias dos EUA aumentaram suas importações de petróleo bruto iraquiano, nigeriano, brasileiro e angolano, com os volumes de maio em dobro em relação aos níveis de abril, mostraram dados da Refinitiv Eikon na segunda-feira.

EUA dá impulso nas importações de petróleo do Iraque, Nigéria, Brasil e Angola

*Nesta quinta-feira (6-02-2020), a mineradora chinesa Baoshan Iron & Steel Co Ltd anunciou o fechamento de um acordo milionário em yuanes com a mineradora brasileira Vale.

*A mineradora chinesa passou a fechar acordos em Yuan desde 2019 e já celebrou contratos com países como a Ucrânia e a África do Sul. Tal mudança de direção não é isolada e pode apontar um movimento estratégico da China, informa o site Sputnik.

*Yuan desafia sistema financeiro mundial: Sobre esse acordo, a Sputnik Brasil ouviu Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC). Para ele, o acordo na moeda chinesa faz parte de uma política nacional da China.

Yuan desafia sistema financeiro mundial, diz presidente da Câmara de Comércio Brasil-China

*A China lançando uma contrapartida digital do yuan com lastro em ouro, coloca o Bitcoin (BTC) em desvantagem, pelo menos é o que diz Peter Schiff, veterano especialista em ouro.

Criptomoeda com lastro em ouro será melhor que Bitcoin, diz Peter Schiff

*China anuncia sanções aos Estados Unidos por protestos em Hong Kong

As medidas foram adotadas como resposta à aprovação de uma lei em Washington que apoia as manifestações pró-democracia que abalam o território semiautônomo chinês há seis meses

China anuncia sanções aos Estados Unidos

*Arma oculta de Pequim: China está pronta para venda massiva de títulos de dívida dos EUA

Arma oculta de Pequim

*Estados Unidos y China, en guerra para controlar la Organización Mundial de Propiedad Intelectual

China ha denunciado que EEUU está amenazando con bloquear las ayudas del FMI y el Banco Mundial a los gobiernos que no respalden su candidatura.

China impõe sanções a EUA por lei em apoio a protestos em Hong

A China anunciou nesta segunda-feira, 2, a suspensão ..

*Terrorismo machista

#ARevoluçãoSeráFemininaOuNãoSerá

Por  Laura Isabel Gómez García

A Espanha tem um sério problema de terrorismo machista .

Veja os dados.

De acordo com dados da Delegação do Governo contra a Violência de Gênero , 1.046 assassinatos de mulheres por violência de gênero foram registrados desde 2003 na Espanha (sem contar outras vítimas que não entram nas estatísticas porque seu perfil de vítima não está em conformidade com a lei). ); mais 36 crianças mortas e 264 ficaram órfãos desde 2013.

Em 2019, 55 mulheres foram mortas (mais de duas assassinadas por semana), e um total de 46 crianças ficaram órfãs , e outras 3 foram mortas junto com suas mães; mais à parte as famílias desfeitas que são devastadas nesses casos.

Em 2020 nada indica que esse sangramento vai parar. Até agora, este ano (dois meses, 13 mulheres e uma menor foram mortas, juntamente com um total de 8 menores órfãos.

Por que falamos sobre TERRORISMO MACHISTA ?

Bem, porque o ETA matou 854 pessoas em 50 anos . É por isso que é justo dizer que a Espanha é um estado machista e feminicída cujas figuras de violência de gênero excedem em muito a barbárie que nosso país viveu por 50 anos nas mãos do ETA, de modo que o paralelismo entre o número total de vítimas entre eles é mais que óbvio. (a autora faz um paralelo entre o total de mortes praticadas pelo ETA em 50 anos, e o numero de mulheres e crianças mortas em 7 anos, o ETA é considerado um grupo terrorista a nível mundial – parênteses nosso)

IGUALDADE FORMAL NÃO É IGUALDADE REAL

Tanto quanto a Constituição de 78 é citada para outros assuntos, quando se trata de Igualdade, é mal e ignorantemente citada, porque o Artigo 14 é sempre mencionado (os espanhóis são iguais perante a lei, sem qualquer discriminação em razão do nascimento prevalecente). , raça, sexo, religião, opinião ou qualquer outra condição ou circunstância pessoal ou social.) e todos ficam lá. Em Igualdade Formal . Igualdade esta que no papel é muito boa e que, mais ou menos, conseguimos atualmente alcançar níveis importantes em um Estado democrático como a Espanha.

Por outro lado, o artigo 9.2 (corresponde às autoridades públicas promover as condições para que a liberdade e a igualdade do indivíduo e dos grupos em que está integrado sejam reais e eficazes; remova os obstáculos que impedem ou dificultam sua plenitude e facilitam a participação de todos os cidadãos na vida política, econômica, cultural e social.) que realmente garante a verdadeira igualdade ; uma vez que deixa claro que os poderes públicos farão todos os esforços necessários para alcançar a referida igualdade.

Parece que, quando se trata de cumprir a Constituição de acordo com as necessidades, elas não são obrigatórias, porque não se entende que, após mais de uma década de validade das leis 1/2004 (Lei da Igualdade) e 3/2007 (Lei contra a violência de gênero), temos os terríveis dados que temos sobre violência contra as mulheres e desigualdade no local de trabalho (entre outros). Para mais informações, temos pessoas que trabalham em instituições públicas que ainda não querem entender, nem mesmo negar, o problema da violência contra as mulheres, as desigualdades sócio-trabalhistas entre mulheres e homens e as razões pelas quais essa violência é específica e portanto, precisa de atenção especial e abrangente, bem como legislação específica para combatê-lo. Deixo duas frases de dois homens profissionais especialistas em “Violência de Gênero” que são muito claras:

Nenhuma violência mata 60 pessoas do mesmo grupo populacional a cada ano, exceto a violência de gênero“.

(Miguel Lorente, Professor e Médico)

Na violência do casal, 95% dos condenados são homens. E quase 100% dos criminosos sexuais também são homens. Você tem que ser muito macho para não capturar a discriminação estrutural das mulheres e não entender a necessidade de medidas de proteção.

(Joaquim Bosch, juiz)

Algo que é tão claro em outros casos, como o racismo, a LGTBI-fobia, parece que o machismo e a misoginia em relação às mulheres ainda não são entendidos da mesma maneira, porque, ao fazê-lo, ninguém questionaria a existência de leis específicas para a luta contra violência de gênero Violência que, a propósito, não afeta uma minoria social, um coletivo ou um setor, mas afeta 50% da população mundial de maneira transversal e interseccional .

Se tudo isso não bastasse, agora temos um partido político no Parlamento espanhol que luta ativa e profusamente contra essas leis, e não apenas isso, mas também nas prefeituras e no CC. Os que fazem parte do governo municipal / autônomo de AA estão fazendo avanços que levaram 40 anos para as mulheres estarem voando pelo ar, também são guarda-chuvas de abusadores, sexistas e atuam como oradores da corrente de negação da lei. violência de gênero Refiro-me à Prefeitura da cidade de Madri, à Assembléia do Governo de Madri, ao Governo da Andaluzia ou a Múrcia, para dar alguns exemplos.

A violência contra as mulheres não é uma ideologia, é um fato . E existem dados nacionais e internacionais. O que é ideologia é negar que, mesmo hoje em dia, nascer uma mulher o torne mais vulnerável do que nascer um homem; porque não apenas a violência que atravessa o sexo masculino passa por você, mas você também tem outros acréscimos por ter nascido mulher. Portanto, não é uma questão de ideologia, não é uma questão de ser ou não ser feminista, é uma questão de justiça social e que, do poder político, é preciso lutar profusamente para erradicar, legislar e aplicar a lei.

Incluir medidas da Convenção de Istambul de 2011 (Convenção ratificada pela Espanha), em uma necessária reforma da lei VG que esteja incluída no Pacto Estadual contra a Violência de Gênero de 2017 e da qual somente os 25% (de acordo com dados do Ministério da Igualdade) devido à negligência e abandono dos governos que tivemos ao nos comprometer em fazer da violência sexista um problema de estado, como foi feito com a ETA.

Vimos nossas senhoras e senhores há mais de um mês se matando pela questão de ” Delcy Gate “, enquanto toda semana a violência sexista cobra uma média de duas mulheres, às vezes até 3 em 24 horas na última quarta-feira, 27 de fevereiro. Mas nada … Nada acontece. Gostaria de saber se esse pasotismo seria o mesmo se esse sangramento ocorresse em outros grupos: jogadores de futebol, jornalistas, políticos, cantores, taxistas, etc. Suponho que, nesses casos, estaríamos em estado de emergência nacional, pelo menos!

Outro enfoque esquecido é o que tem a ver com a prevenção e o fornecimento de meios econômicos e serviços abrangentes, que devem ser realizados em todas as áreas da sociedade e de todos os Ministérios, de maneira transversal e especificamente da Educação ( 10% das medidas do Pacto Estadual são destinadas à prevenção na escola e não foram aplicadas ), Justiça e Saúde Pública. Faltam profissionais treinados na perspectiva de gênero e com treinamento específico no tratamento e detecção de casos em vítimas de violência sexista.

O presidente da TSJA já havia alertado, há alguns meses, da alta porcentagem de assassinatos de mulheres que não haviam apresentado uma queixa contra seus agressores, e estamos falando de 75% das mulheres assassinadas que não denunciaram seus agressores.

Algo que denunciamos de grupos feministas, ONGs que trabalham com vítimas de violência sexista e profissionais das diferentes instituições envolvidas, e que não estamos cansados ​​de repetir, é que estamos enfrentando um fenômeno de “ iceberg ”, o que significa que eles não são mais os alto número de mulheres mortas ou queixam-se, qual é a superfície do problema, mas a realidade subjacente e quais são os casos que não são relatados; e por que? A causa é múltipla: medo, culpa, vergonha, medo de não acreditar, que o agressor termina sua vida ou a de seus filhos e filhas, muitas mulheres agredidas não querem denunciar seus parceiros por uma dependência emocional, falta de apoio social, porque muitos são isolados por seus agressores de familiares e amigos, eles também não têm recursos financeiros porque deixaram o trabalho para ficar em casa porque seus agressores os forçaram, porque além da violência física, são vítimas de violência psicológica e econômica que Eles muitas vezes destroem as mulheres ainda mais, se possível, deixando-as nulas. A tudo isso, devemos acrescentar que, no momento da denúncia, ou no momento de testemunhar perante o tribunal, há uma falta de sensibilidade por parte da polícia, juízes, juízes e promotores. Muitas vezes a vítima é revitimizada pelas instituições e pelos profissionais que devem protegê-las e garantir-lhes uma proteção abrangente para si e seus filhos e filhas menores. Por tudo isso, é normal queApenas 25% das mulheres vítimas de violência de gênero são aquelas que se fortalecem para denunciar e enfrentar esse processo brutal.

Segundo dados da Fundação ADECCO, 81% das mulheres vítimas de VG estão desempregadas ou trabalham na economia clandestina , e esse é outro ônus que não denuncia seus parceiros, e as que relatam têm em média 8 anos na apresentação de uma queixa, conforme revelado pelo ” Estudo sobre o tempo que leva para as mulheres vítimas de violência de gênero verbalizarem sua situação “, pela Delegação do Governo para a Violência de Gênero.

Em 2017, os tribunais espanhóis receberam um total de 166.260 denúncias de violência de gênero , o número mais alto desde que o Conselho Geral do Judiciário conta os dados.

Continuando com os dados, aqueles que os incrédulos gostam tanto, aqui estão alguns números de 2019 extraídos de fontes oficiais para serem ilustrados no assunto:

Segundo o Portal Estatístico da Delegação Governamental para a Violência de Gênero, 80.814 reclamações foram registradas até junho de 2019 . Dos quais, 40.495 foram arquivados no segundo trimestre (801 arquivados diretamente pela vítima em juízo; 493 por parentes da vítima; 1.164 por terceiros, enquanto  a maioria foi responsável por atestados policiais  (34.297)e 3.740 foram registrados através de partes de lesões diretamente no tribunal. Esses dados são muito importantes porque desmantelam o mito de que as mulheres denunciam sistematicamente seus parceiros na maioria dos casos de violência de gênero, uma vez que os números mostram que a grande maioria é realizada por policiais, e não das próprias mulheres; Ou é que a Polícia Nacional e a Guarda Civil agem de forma inadequada em todos esses casos?

De fato, de acordo com dados da Polícia Nacional e da Guarda Civil , mais de 64.000 queixas  por crimes de violência de gênero foram processadas  de janeiro a outubro de 2019 nos quase 400 municípios ligados ao sistema de monitoramento policial para vítimas de violência de gênero. .

Em relação às ligações feitas para 016 , de acordo com o Portal Estatístico da Delegação Governamental, até o final de outubro de 2019, foram recebidas 51.273 ligações .  66,5% das chamadas eram as próprias mulheres, e 27,5% eram parentes ou pessoas próximas da vítima. 

As estatísticas relacionadas ao sistema de monitoramento de medidas e multas por restrição revelam que havia  1.353 dispositivos de rastreamento eletrônico ativos antes do final de outubro de 2019.

Também vale mencionar os dados relacionados a  outros crimes sexuais contra mulheres que ainda não foram marginalizados do termo “ violência de gênero ”, dados que foram compartilhados em 20 de novembro pela Secretaria de Estado da Segurança e que revelam que entre janeiro e em outubro de 2019, a Polícia Nacional prendeu  40.919 homens por crimes de violência sexista, doméstica ou sexual. Dos presos,  20% foram presos por maus-tratos a seu parceiro ou ex-parceiro  ou por outro comportamento criminoso na família .

Lei Orgânica 1/2004, de 28 de Dezembro sobre Protecção Integrada Medidas contra a Violência de GêneroLei Orgânica 3/2007, de 22 de março para Igualdade Efetiva de Mulheres e Homens , ambos, embora no papel são muito bem, na prática, eles não são aplicados como deveriam, nem com recursos suficientes, nem com dotações orçamentárias necessárias, nem com profissionais adequadamente treinados. Mesmo assim, é verdade que ambas as leis fizeram progresso, mas o monstro do machismo é um germe que está incorporado em nossa sociedade, em todas as áreas, classes sociais, mídia, etc.

O machismo é travado com “políticas públicas feministas”, com educação, com profissionais treinados em igualdade de gênero, com feminismo e aplicando a perspectiva de gênero de forma transversal. Sem tudo isso, não é possível erradicar a violência machista que dia após dia nos rouba o bem-estar social e os direitos das mulheres.

É urgente que cheguemos a isso, porque os números na Espanha de violência de gênero, estupros, abuso sexual, assédio sexual, feminicídio, etc. Eles são assustadores. Algo que é impossível acreditar que temos as leis da VG e da Igualdade que possuímos, mas que não são explicáveis ​​quando observamos a grande ineficiência dos poderes públicos em executá-las como deveriam.

8M NÃO É PARTE

Não, 8 de março não é uma festa. 8 de março é uma data para sair à rua para gritar que ESTÃO NOS MATANDO, ESTAMOS SENDO VIOLADAS, ASSASSINADAS, E QUE NÃO HÁ IGUALDADE SALARIAL ENTRE HOMENS E MULHERES.

Não, 8 de março não é uma festa. 8 de março é um dia em que não há nada para comemorar, nem nada para felicitar. 8 de março não é o dia de parabenizar-nos por ser mulheres, mas é uma data para tornar visível que 50% da população mundial é discriminada e sofrem desigualdade em comparação aos outros 50%.

Até agora, ficamos em silêncio, mas não mais. Pouco a pouco, nós, mulheres, nos revelamos contra os mandatos patriarcais estabelecidos de gênero, e que até algumas décadas atrás estávamos apenas cumprindo. AGORA BASTA. Agora estamos começando a desafiá-los, combatê-los e aboli-los, porque não desistimos da luta e porque temos em nossas mãos o testemunho de que nossas mães, avós e bisavós passaram por nós que iniciaram a emancipação das mulheres séculos atrás. Por respeito à memória e por aquelas que no dia 8 de março não poderão sair na rua para gritar porque foram assassinadas, ou estão sendo maltratadas, ou estão trancados em uma CIE ou estão sendo exploradas em um “clube de rua”, ou trabalhando em um “hotel”, ou estagiários de limpeza em uma casa; mulheres sobre quem recai todo o peso do patriarcado; para elas, para todas,

#8M2020

Leia também: 13 DIFERENÇAS ENTRE O FEMINISMO LIBERTÁRIO E O FEMINISMO BURGUÊS

*A Sombria História da Eugenia nos Estados Unidos

Poucos sabem, a eugenia nasceu nos Estados Unidos. A eugenia, somadas as teorias da evolução de Charles Darwin e outras, gerou o que denominamos atualmente de nazismo

Poucos sabem que a eugenia – o desejo de criar uma sociedade em que todos seriam belos, fortes e inteligentes – foi, por muito tempo, promovida ativamente pelo governo dos Estados Unidos. Ela era tremendamente popular na virada do século XX, antes mesmo da eclosão da “segunda guerra imperialista” e da “solução final” proposta por Hitler. Os presidentes Theodore Roosevelt e Calvin Coolidge – bem como, do outro lado do Atlântico, o naturalista Charles Darwin e  o inventor do telefone,  Alexander Graham Bell –  eram entusiastas da ideia de dar uma mãozinha para um suposto aprimoramento humano.

Vários estados americanos encamparam a eugenia e esterilizaram dezenas de milhares de indivíduos que viviam em asilos do governo e tinham inteligência considerada abaixo da média. Num episódio famoso, em 1927, a Suprema Corte dos EUA aprovou a esterilização de Carrie Buck, uma deficiente intelectual de 17 anos, filha de uma mulher nas mesmas condições e mãe de um bebê que recebera o mesmo diagnóstico. O veredito: “três gerações de idiotas são mais que suficientes”. Os Estados Unidos também limitaram a imigração de populações que consideravam geneticamente indesejáveis e desenvolveram programas para encorajar casais saudáveis a se reproduzirem.

Um documentário produzido há quatro anos pela rede de TV CBS, baseado no livro “State Boys Rebellion”, de Michael D’Antonio, ilustra o funcionamento dessa eugenia de estado. Ele conta como a Fernald State School, um dos primeiros orfanatos públicos especializados em crianças com deficiências intelectuais, converteu-se num depósito que chegou a ter 2.500 alunos, muitos deles perfeitamente dentro da norma.  Mas o Estado não sabia o que fazer com eles e, ademais, a escola precisava de mão-de-obra grátis para plantar alimentos e fazer os serviços de limpeza e manutenção. Transformada em depósito humano, ela era palco de toda sorte de abusos, inclusive o uso dos jovens como cobaias de experiências científicas. Nos anos 20, o reformatório era considerado um modelo de sucesso pelos eugenistas americanos, o melhor dentre 100 instituições no gênero em todo o país.

Pensamos, por muito tempo, que nós pertencíamos àquele lugar, que não pertencíamos à espécie [humana]”, relatou à CBS Fred Boyce, que chegou à Fernald em 1949, aos oito anos, quando sua mãe adotiva morreu, e ali ficou por 11 anos. “Pensávamos que nunca deveríamos ter nascido”.

O pesquisador D’Antonio estima que pelo menos a metade dos internos funcionariam bem no mundo atual. Mesmo assim, tinham acesso a apenas a um mínimo de educação, revendo as mesmas lições durante cinco, seis anos seguidos. Além disso, em 1994 foi divulgado que pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, o MIT, forneceram mingau irradiado para os garotos num estudo nutricional encomendado pela Aveia Quacker (sim senhores, a Aveia Quacker era vendida no Brasil). Um grupo de ex-internos acabou conseguindo uma pequena indenização, paga pela empresa, o MIT e o governo. Nada que compensasse, mesmo remotamente, a experiência de passar pela Fernald.

Leia na íntegra: PAGINA 22

-Nota nossa- A eugenia prevalece até os dias atuais, na moda, na indústria de cirurgias plásticas para fins de estética (entenda que de forma alguma estou pondo em crítica as cirurgias corretivas, estas para o bem da saúde, são necessárias e deveriam ser feitas gratuitamente pelo sistema SUS), nos suplementos alimentares, nas redes de academias fitness que movimentam bilhões ao redor do mundo, tratamentos de beleza a base de ouro, tratamento de beleza a base de sangue humano, tratamento de beleza a base de placenta humana, na não aceitação do corpo gerador de dores e aflições, nas mutilações de jovens e até crianças, na grande mídia mundial (tv’s, rádios, indústria da musica, revistas, livros de auto ajuda, novelas que contam histórias de pessoas jovens brancas e bonitas, em boa parte das guerras, -na maioria das guerras os invasores se consideram raças superiores, como se os invadidos não tivessem direito a ter o que tem-) e por tabela a indústria de armas, na indústria de modelos, na fábrica de brinquedos, na indústria das joias, no bullying na indústria da perfumaria e cosméticos, e muitas outras.

Como percebemos, a eugenia é muito mais que uma teoria ou uma palavra, ela é uma indústria descomunal que gera uma receita de trilhões ao redor do mundo.

Por si, esta indústria não precisaria de um sistema nazifascista para manter os templos salomônicos dos “poderosos”. Porém, (este é um verbete que gosto muito) o capitalismo viveria calmamente e satisfeito com o eugenísmo atual e as paranoias humanas, se não fosse a agonia do capital e seu declínio planetário. O mundo está exaurido com este sistema sórdido e a única forma dele sobreviver é através do nazifascismo. A ultima cartada. Resistamos. (villorBlue)

Leia também: RELATÓRIO DE UMA INSTITUIÇÃO DE MASSACHUSETTS

Os nazistas se tornaram famosos por isso, mas mesmo antes de Hitler traçar sua raça principal, os Estados Unidos praticavam eugenia (um movimento para melhorar o pool de genes removendo indesejáveis) – um segredo que um relatório de 60 MINUTOS traz de volta ao centro do palco com toda sua vergonha feia . O relatório de Bob Simon sobre uma instituição estatal que já manteve milhares de crianças afastadas do resto da sociedade será transmitido em 60 MINUTOS, domingo, 2 de maio (19:00 – 20:00, ET / PT) na CBS Television Network.

A Escola Walter E. Fernald, em Waltham, Massachusetts, já fez parte de um sistema nacional de instituições estatais que armazenavam crianças consideradas “débeis”, em alguns casos até a década de 1970. Michael D’Antonio escreve em seu novo livro, The State Boys Rebellion, que a eugenia foi uma idéia que atingiu o pico nas décadas de 1920 e 1930. “Disseram às pessoas: ‘Podemos nos livrar de todas as doenças … diminuir a taxa de criminalidade … aumentar a riqueza de nossa nação, se impedirmos que certas pessoas tenham bebês’ ‘”, diz D’Antonio a Simon. De fato, muitas das crianças não eram deficientes mentais, mas apenas desobedientes ou pobres e sem instrução, sem ter para onde ir. Tais crianças eram frequentemente sujeitas ao abuso inerente a grandes instituições.

Fred Boyce estava comprometido com Fernald aos 8 anos de idade quando sua mãe adotiva morreu. “Era a saída mais fácil. Eles não precisavam procurar casas para você, para que pudessem despejar você nesses armazéns humanos e deixá-lo apodrecer”, ele diz a Simon. Boyce passou 11 anos lá e foi rotulado de “idiota”, embora sua inteligência estivesse dentro da faixa normal. Havia muitos outros mantidos em Fernald que não eram mentalmente deficientes. “Pensamos durante muito tempo que pertencíamos a esse lugar, que não fazíamos parte da espécie … [não] que deveria nascer”, diz Boyce, que descreve um ciclo vicioso de abuso e punições severas por tentar fugir. do abuso em Fernald. Além disso, os reclusos normais como Boyce tiveram que trabalhar longas e duras horas nos jardins, pomares e outras áreas de trabalho de Fernald e, portanto, tiveram uma educação adequada.

Joe Almeida estava em Fernald ao mesmo tempo que Boyce. Ele relata uma experiência semelhante, mas fala sobre outro segredo que os dois homens compartilham: eles foram submetidos a experimentos de radiação em Fernald, sem saber. “Estávamos recebendo tratamento especial … sobremesa extra … leite extra”, diz Almeida, do “clube de ciências” para o qual foram recrutados. A comida era radioativa, parte de um experimento conduzido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, pelo governo e pela empresa Quaker Oats.

Boyce, Almeida e outros membros do “clube de ciências” entraram com um processo e venceram os experimentos. Os US $ 60.000 que cada um deles recebeu foram pequenos, diz Almeida, mas nenhuma quantia pode substituir a coisa preciosa tirada dele e de milhares de outros. “Eles tiraram a coisa mais importante da minha vida … minha infância e minha educação”, diz Almeida a Simon. “As duas coisas que você precisa na vida para fazer isso, elas tiraram de mim.”

Gustavo Horta

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