*Pelo Fim das linhas Burguesas Divisórias…

Destruindo As Barreiras e as Linhas Divisórias, Acaba-se com o Movimento Migratório: Pelo Fim do Regime Burguês de Produção e Dominação

*O movimento Migratório Atual – por villorblue

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algum tempo atrás, fui a uma exposição de fotografias no MON, do foto/jornalista Sebastião Salgado, fiquei pensando sobre o processo migratório e suas causas, desde 1993 Salgado vem fotografando o movimento migratório de seres humanos em todo planeta. Inteirei – me (surpreso), que quase cento e cinqüenta milhões de pessoas sofrem deste processo migratório atualmente e vivem fora de seus locais de origem, numero altíssimo se levarmos em consideração o aumento da população mundial atual que paira em torno de cem milhões de seres humanos anualmente. O aumento é ainda mais assustador, cerca de dez milhões de pessoas engrossam este cordão todos os anos, mantendo estas proporções, daqui a dez anos esta enorme fila migratória terá duzentos e cinqüenta milhões de pessoas, em 1985 eram trinta milhões. Partindo desta analise, Salgado andou por 45 países, durante 7 anos, 45 países é quase um quarto do numero total de nações, se levarmos em consideração os 202 países existente, (dados de 2002, de acordo com a Wikipédia), o que da ao seu trabalho uma importância impar.
Os primeiros povos a migrarem para as Américas (por volta de 48 a 60 mil anos) emigraram da Ásia, provavelmente atravessando o estreito de Bering, alguns teóricos pensam também, que povos oriundos da Polinésia, Malásia e Austrália atingiram a America do sul navegando através do Oceano Pacífico, esta seria outra corrente.
Próximo ao ano de 1500 habitavam o Brasil entre 5 a 6 milhões de nativos, (destes , sobreviveram em péssimas condições de vida e com suas culturas em frangalhos, aproximadamente 200 mil pessoas), poderíamos discorrer ainda mais sobre muitas situações historicamente conhecidas, mais isto não vem bem ao caso, o que eu gostaria de evidenciar seriam as “causas de repulsão e de atração” que evidenciam alguns destes movimentos migratórios em alguma regiões.
Partindo das três causas que a meu ver são as mais importantes, “perseguições político/regionais, econômicas e de natureza climática”, sigo minha linha de pensamento e procurarei me concentrar na atualidade, sendo que posso retornar a historia para ilustrar ou reforçar algum raciocínio.
Segundo o ACNUR (Auto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), a maioria dos refugiados internacionais migra em busca de empregos, ou melhores empregos e melhores salários, após isso vem ás causas de guerras, perseguições étnicas e religiosas, – não nesta ordem obrigatoriamente -, este movimento objetiva principalmente ao EUA e a Europa ocidental e se originam a partir da África, America do Sul e regiões sul e sudeste da Ásia, como podemos constatar, das nações mais pobres do planeta.
Se as causas principais de repulsão da migração atualmente são as acima citadas, poderemos pensar um pouco mais sobre as causas de atração.
Esta analogia é bem simples, mais a partir dela entraremos em uma noção maior. Tenho um trabalho atualmente, ganho muito pouco, na cidade vizinha tem varias empresas com muitos empregos e remuneração maior, a cidade tem uma qualidade de vida melhor. O que eu faço? Fico? Migro? Ai esta a duvida.
Para sobreviver mais confortavelmente, o sistema capitalista teorizou e generalizou. Nas regiões em que ele retira matérias primas para manter seu parque industrial manufatureiro, os salários são vergonhosos, em regiões onde estão implantados os parques industriais os salários são menos vergonhosos e onde estão alojados os executivos, as gerencias, diretorias, etc., os salários são bem melhores. O leitor quer um exemplo? A Adidas abriu uma fabrica na Ásia, mão de obra barata e matéria prima quase de graça, os executivos continuam no EUA com seus salários fabulosos, é assim com todas as transnacionais, carros, cigarros, alimentos, eletrônicos, informática, roupa, etc, etc…Um exemplo mais fácil de confirmar por estar mais próximo, a Cba, (companhia brasileira de alumínio) do grupo Votorantim, comprou a troco de bananas uma vasta extensão de terras na região do Vale do Ribeira (a região com o menor IDH do estado de São Paulo), na divisa entre Paraná e São Paulo, Brasil.
Porque comprou a preço de banana? Primeiro a região sofreu todo um processo de empobrecimento regional ao longo dos últimos anos, fatos divulgados na mídia, falta de investimentos sociais, inexistência de investimentos em infra- estrutura para escoamento da produção agrícola, criação de empregos, etc. A região em evidencia ficou abandonada por um longo tempo, noticiou-se que a Cba (Cia Brasileira de Alumínio) iria construir uma represa (Usina do Alto Tijuco) no rio Ribeira do Iguape, esta represa iria alagar uma vasta área e “ai daquele que teimasse em viver nas regiões abaixo”, na cidade vizinha, Apiaí em São Paulo, tem uma grande mineradora de Cimento, (matéria prima), em outro município limítrofe Adrianópolis no Paraná, tem uma mina (meio desativada..?) de chumbo, prata e ouro (matéria prima), dizem os moradores da região, mais esclarecidos e antigos, que as serras que serpenteiam a região são ricas em ferro, alumínio, prata, urânio e outros. Estas terras atualmente pertencem a Cba, a maioria foi comprada a um preço muito baixo, como a região há muito tempo esta sem investimentos nas áreas sociais, a população em geral, (os pequenos proprietários de terra, etc), venderam ou abandonaram as terras, indo engrossar as periferias das grandes cidades em busca de trabalho. Este exemplo, simplório, por estar mais próximo, faz com que entendamos melhor a situação global.
Nos últimos anos no Brasil, vemos constantemente migrantes morando clandestinamente nas grandes cidades. Quem são estes migrantes? Geralmente oriundos da África, Ásia e America do Sul e geralmente se movimentam por causas econômicas. Quanto ao movimento nacional, sempre tivemos uma grande movimentação da região nordeste e norte do Brasil rumo a região Sudeste/Sul, como a situação de empregos em São Paulo e Rio de Janeiro esta saturada atualmente, se detecta movimentos do Nordeste em direção a alguns estados do Norte (Tocantins, Pará, etc) originados do Piauí, Maranhão, e outros. E na região Sudeste nota-se também o contrario de anos anteriores, habitantes de origens nordestinas estão migrando ou retornando para sua região de origem.
Retornando aos movimentos internacionais, vamos citar um país de origem, poderia citar a China, qualquer região da África, Coréia, qualquer um, especificando citarei apenas a Bolívia. Temos visto constantemente na mídia principalmente em São Paulo, historias de bolivianos que migram e se vem envolvidos em algum problema, geralmente são vitimas de aproveitadores, que lhes tiram o pouco dinheiro que ganham, prometem rios e fundos e não cumprem o que prometem, estes irmãos trabalhadores, que arriscam tudo para conseguir um lugar ao sol, vivem escondidos, trabalham até 20 horas por dia para ter algum lucro, numa clássica relação corroída entre capital e trabalho, isto é, semi escravidão. Este é apenas um exemplo brasileiro, (isto é, falando apenas dos movimentos dentro do território brasileiro. No geral este tipo de problema é igual –só ampliando ou diminuindo suas proporções/micro ou macro- em todas as regiões do planeta onde existe a recepção de migrantes, veja o caso do Japão e seus migrantes brasileiros, “os decasséguis”, eles são vigiados quando entram em supermercados, lojas, etc.), talvez por ignorância e um perfeito desconhecimento da situação destes trabalhadores, olham estes migrantes como se fossem os grandes (ou parte) responsáveis pela péssima situação ou problemas em que vivem, ou por todos os problemas gerados na região onde moram e por serem geralmente pobres, são vistos abaixo da linha do preconceito, desprezados e se não bastasse a falta de benefícios e os baixos salários a que são submetidos em seus trabalhos semi escravos.
COMO O TRABALHADOR DE UMA NAÇÃO POBRE, VÊ UMA NAÇÃO RICA E IMPERIALISTA…
Esta visão serve para quaisquer países em qualquer continente, para facilitar o entendimento exemplificaremos o Brasil como receptor do movimento.
Como um paraguaio, peruano, boliviano, etc, vê o Brasil lá fora? Geralmente sendo este trabalhador um pouco mais consciente, pensa de primeira, é um pais rico e imperialista. Espera lá. Imperialista? Com certeza, desde há muito tempo. Lembram do tratado de Tordesilhas? E da guerra do Paraguai? E a situação do Acre? E do estado de Santa Catarina? A mudança destas divisas e ganho de território foram simples manobras imperialistas, tenho em consciência que toda nação receptora de movimentos migratórios são diretamente responsável pelas regiões pobres do planeta.
Se existe regiões empobrecidas, os mais ricos exploram suas matérias primas como um aspirador de pó absorve a poeira de um tapete. Só os países mais ricos têm parques industriais para transformar esta matéria prima em objetos comerciáveis, apenas eles possuem também saída para estes produtos através das câmaras mundiais, sendo assim impõe a estas matérias prima o preço que querem, relegando aos mais pobres apenas o trabalho e o (in) conformismo.
O Brasil é visto pelo proletário da America Latina, África, sul e sudeste da Ásia, como um país rico e imperialista (não me refiro a população extremamente pobre e as suas tristes realidades), a historia e os dados estão aí para atestar este imperialismo e os índices confirmam que o pais (não a população) não é pobre (PIB, reservas internas e internacionais, arrecadação de impostos, etc.), miserável somos nós, sua massa explorada, esta miséria geralmente não é mostrado no exterior, infelizmente a propaganda internacional mostra apenas mulheres de biquíni, corpos torrados ao sol, como se o Brasil fosse apenas uma grande nação de fornicadores e lascivos.
Como entrar no Brasil é mais fácil do que entrar em países da Europa ocidental e EUA, o Brasil seria uma das opções para se trabalhar e ganhar dinheiro, por três motivos maiores, em parte por se falar o português, o brasileiro aceita razoavelmente o migrante, temos muitas empresas (micro, pequenas, e medias) que admitem estrangeiros sem constrangimentos, incluindo neste aceite os clandestinos, estas facilidades agem como um farol sobre os mais pobres de outros países, norteando e obcecando.
Na idade media o tema dos bárbaros colonizadores, era “não existe pecado ao sul do equador”, isso prevalece como se fosse um arquétipo maldito (este lema foi um dos grandes responsável pelo extermínio da nação indígena brasileira).
Voltando um pouco, se exige pouco das empresas que exploram matéria prima nas áreas das, relações do trabalho, ecologia e sociais, as matérias primas geralmente são vendidas na sua forma pura para outros países (a não ser em países do primeiro mundo onde geralmente são beneficiadas e manufaturadas no local de extração, ver o vale do silício na Califórnia-EUA), deveriam ser beneficiadas em seus locais de extração, se assim ocorresse, seriam gerados um grande numero de empregos nos países do terceiro mundo, contribuindo para o aumento do IDH nestas regiões e segurando os trabalhadores em suas regiões de origem, reduzindo em muito o movimento migratório.
ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS SOBRE O TRABALHO DE MIGRANTES ILEGAIS..
Local: Japão, qualquer estado ou cidade, alguns decasséguis moram num prédio de apartamentos simples, dividem um quarto/cozinha, trabalham para um empreiteiro que não conhecem bem o nome, não tem carteira assinada, não tem benefícios, não tem convenio medico, não tem décimo terceiro, apenas saem de férias quando ocasionam férias coletivas na empresa, 15 ou 20 minutos de almoço, não podem financiar imóvel, carro, ou quaisquer bens duráveis, compram somente a vista, não podem se envolver em acidentes de transito. Como vemos, não difere muito de trabalhadores estrangeiros que moram e trabalham no Brasil, ilustrei este constatado, apenas para mostrar que as contradições entre o capital e o trabalho são comuns em qualquer lugar do planeta, apenas minimizado em algumas regiões, este exemplo poderia acontecer nos EUA, Alemanha, França, ou qualquer outro país, o capital abre e fecha filiais em qualquer parte do mundo, não se importa com o ser humano, ele migra ao bel prazer. Para abrir uma fabrica no Brasil e oferecer 750 empregos diretos, uma indústria automobilística francesa fechou uma fabrica na Bélgica onde mantinha 7500 postos de trabalho diretos (Para onde foram estes trabalhadores demitidos?), isso é apenas um exemplo entre milhares. O sistema só não consegue mudar os locais de exploração das matérias primas.
CONCLUSÃO
Gostaria ao concluir, explanar algumas idéias para tentarmos, senão sanar definitivamente (não acredito que nos parâmetros do sistema capitalista estes conflitos sejam solucionados definitivamente), ao menos amenizar o gravíssimo problema do movimento migratório, não é concebível, seres humanos trabalhando em condições subumanas em regimes escravagistas ou semi-escravagistas apenas porque vêem de uma região mais pobre, por pertencer a outras minorias, etc., na situação de foragidos ou banidos políticos, ou então por causa de cataclismos naturais, ou simplesmente por pertencer às áreas mais pobres do planeta, todos devemos ser respeitados dignamente. Se o sistema vigente não tem capacidade para solucionar esta e outras situações degradantes referente ao ser humano, que reconheça. Só assim a humanidade poderá debater e encontrar seu caminho. Para abrir a discussão, seleciono alguns tópicos para serem colocados em prática a curto e médio prazo, estes tópicos, apesar de gerarem um grande trabalho para sua concretização, são viáveis.

• Beneficiamento das matérias no local de origem de extração, ex. minério do ferro, alumínio, cobre, cal, cimento, madeira, grãos, subprodutos do petróleo, etc.
• Após serem beneficiadas estas matérias (não havendo condições de serem manufaturadas no local), as empresas compradoras por excelência devem exigir das vendedoras as, ISO’s 9000, 14000 e 18000, que regem sobre o controle das qualidades ambientais e das relações do trabalho.
• Um fundo internacional (teoricamente já existe) uma espécie de tributo cobrado de empresas transnacionais e destinados a educação e saúde em países do terceiro mundo, principalmente as regiões mais pobres do planeta, para que não houvesse desvios este fundo seria aplicado pela FAO e UNESCO, seria fiscalizado por ONGs, associações locais, organismos internacionais de auditoria, toda a comunidade envolvida, sindicatos, etc., quanto mais fiscalização mais eficiente sua distribuição.
• Uma reformulação dos salários nas regiões onde originam os disparos emigratórios, para que estas regiões se tornem atrativas para todos. As nações devem envolver-se neste processo, através de fóruns constantes e soluções diretas e praticas.
• O debate constante em fóruns, seminários, nas escolas, nas igrejas, dentro de secretarias e ministérios de governos, para solucionarmos definitivamente o problema dos preconceitos raciais, sociais, étnicos, sexo, etc. …

Com alguns destes tópicos alinhados, gostaria agora de prendê-lo um pouco mais nesta leitura e falar sobre alguns relatórios atuais de organismos com aos quais não tenho duvidas sobre exatidão e seriedade:
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o aumento dos preços dos alimentos no mundo fez o numero de famintos aumentar em 40 milhões em 2008. a FAO divulgou na data de 09/12/2008 que a fome já atinge 963 milhões de pessoas. A FAO disse ainda que a crise mundial levara ainda mais pessoas a esta condição. Segundo a FAO, os problemas estruturais da fome, como falta de acesso à terra, ao credito, e ao emprego, combinados com o aumento dos preços dos alimentos permanecem como uma dura realidade para milhões de pessoas . A FAO relatou ainda que grande maioria destes famintos -907 milhões- vive nos países pobres. Destes, 590 milhões moram em sete países, são estes; Índia, China, Congo, Bangladesh, Indonésia, Paquistão e Etiópia, este mesmo relatório informa que na África Subsaariana, um terço da população -236 milhões- vive em estado de fome crônica. Sendo a maior proporção dentre os continentes. O Congo foi disparado o país Africano onde a fome mais se alastrou. A população de famintos passou de, 26 por cento em 2003/05 para 76 por cento em 2008. Na America Latina e Caribe, a fome atinge 51 milhões de pessoas atualmente.
Outro relatório desta vez emitido pela Comissão Econômica para a America Latina e o Caribe, ( Cepal ), informa que a crise do “sistema capitalista” (eles não usam sistema capitalista, usam crise financeira global), provocara um aumento no numero de pobres e indigentes na America Latina nos próximos anos, acirrando ainda mais os problemas que atravessamos.

Minha opinião para abertura de uma discussão sobre o tema “MOVIMENTO MIGRATÓRIO”.
Como em todas as crises da historia, quem sofre realmente são as massas oprimidas, pagando um alto preço pela dissolução dos problemas do sistema de exploração, nada mais sensato que, as massas tomem as rédeas para a condução de uma sociedade onde realmente a fraternidade e a solidariedade sejam focados como ponto central de todas as políticas. Não vejo outra solução.

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*Eles apenas pensavam e protestavam…foram assassinados – por villorblue

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43 crianças sequestradas e assassinadas no dia 27 de setembro de 2014… México e o extermínio sistemático dos povos autóctones nas AméricasIsso é uma herança do maldito psi e parece não ter fim…

O que aconteceu no México, após o 27 de setembro de 2014? As fotos em redes sociais, o vídeo na Internet, e acima de tudo, as experiências pessoais de boca transmissíveis, passeatas realizadas, intervenções artísticas e políticas em espaços públicos, greves em universidades e milhões de pessoas indignados com um evento que já passou as fronteiras nacionais. “Vivos foram levados, vivos nós queremos!”, “Não somos nós todos, faltando 43”, “Somos todos Ayotzinapa” “Você pode ser você, eles poderiam ser seus filhos” fazem parte dos slogans que gritavam nas últimas semanas, cansados de impunidade e vendo essa afronta à sociedade como os professores-alunos. É a consciência coletiva que ganhou uma batalha feroz contra o individualismo até então invicto. E é por isso que não é raro (quando você acessa os solidários do Facebook ou do Twitter) ver banners mexicanos em vários idiomas, mostrando fisionomia solidaria: “A sua luta é a nossa luta”, “Nous Sommes Tous Ayotzinapa” ” Demokratie em Mexiko ist ein Betrug “. A partir da eleição de 2012, Colima começou a cantar no mesmo tom que o resto do país, ou pelo menos uma parte da sociedade de Colima. A quarta-feira do lado de fora da catedral, na marcha organizada pelo CEU e por estudantes de filosofia, podemos ver unidos os zapatistas, as feministas de diferentes grupos, artistas, professores, sindicalistas, estudantes organizados e não organizados e uma série de pessoas difíceis de classificar. É Colima se opondo solidariamente ao silêncio indolente das elites.

Leia mais;…http://ceucolima.blogspot.com.br/

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*A Syngenta na guerra do Vietnã – por villorblue

Leia tambem: https://radioproletario.wordpress.com/2016/01/12/mosquitos-geneticamente-modificados-liberados-aos-milhoes-inclusive-no-brasil/

História e Sociedade (27)

A Syngenta é uma empresa transnacional do agronegócio com sede na Suíça. A empresa tem operações em mais de 90 países, e emprega mais de 19.500 pessoas. Em 2006, suas vendas foram de US$8,1 bilhões, tendo 80% de sua receita proveniente de agrotóxicos e 20% da produção de sementes. A Syngenta é a terceira maior empresa do setor de sementes no mundo.

A Syngenta resulta de mais de dois séculos de fusões de empresas européias do setor químico. Segundo Brian Tokar, o antecessor mais velho da Syngenta foi J.R. Geigy Ltd., que foi fundada na Suíça em 1758, e começou a produzir químicos industriais inclusive tintas, tinturas e outros produtos. A Geigy ficou famosa e rica quando descobriu a eficácia inseticida do Dicloro Difenil Tricloroetano (DDT, atualmente, produto este proibido em boa parte do planeta). A Syngenta também tem raízes na Industrial Chemical Industries (ICI), uma empresa de explosivos fundada na Grã Bretanha em 1926 por Alfred Nobel, o inventor da dinamite. A ICI abastecia as Forças Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial com explosivos e químicos para uso como arma química. Em 1940, a ICI descobriu as propriedades seletivas do ácido alphanapthylacetic, e sintetizaram os herbicidas MCPA e 2,4-D. O herbicida, agente laranja como é conhecido popularmente, derivado do 2,4-d, posteriormente foi usado pelos militares dos estados unidos durante a guerra imperialista do Vietnã , a grande propaganda de guerra americana na época, dizia que o agente laranja era utilizado para desfolhar as arvores, porém na realidade era utilizado para desfolhar a carne dos norte-vietnamitas. Em 1970 a Geigy e a Ciba se fundiram para formar a Ciba-Geigy, uma grande empresa com operações em mais de 50 países. Em 1994 a ICI desmembrou seus setores de químicos farmacêuticos e agrotóxicos dando origem à Zeneca Group PLC. A Zeneca fundiu-se com a Astra AB da Suécia em 1998, criando a AstraZeneca. Em 1996, a Sandoz, uma outra empresa Suíça formada em 1876, fundiu-se com a Ciba-Geigy para formar a Novartis, a maior fusão empresarial na história daquela época. Em 2000, a Novartis fundiu-se com o setor do agronegócio da AstraZeneca, formando a Syngenta, o primeiro grupo global focado exclusivamente no agronegócio.

A biotecnologia é muito importante para a Syngenta. Entre 2001 e 2002, a Syngenta foi responsável pela maior contaminação genética da história, quando vendeu ilegalmente sementes transgênicas de milho BT10 aos agricultores nos Estados Unidos. Este milho transgênico entrou nos sistemas alimentares dos humanos e de animais. A Syngenta também é líder no desenvolvimento da “Tecnologia Terminator”, um processo de engenharia genética que torna sementes estéreis numa tentativa de forçar os agricultores a sempre comprarem suas sementes, em oposição à prática camponesa de selecionar, cuidar e compartilhar sementes livremente.

O Crime da Syngenta e a Ocupação

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A Ciba-Geigy começou suas operações no Brasil em 1971 e passou a ser demominada Syngenta em 2001. No início de março de 2006, a Terra de Direitos, uma organização localizada em Curitiba, que atua nas áreas de direitos humanos e meio ambiente, e trabalha com os movimentos sociais, denunciou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA), que a Syngenta e doze outros produtores plantaram ilegalmente soja transgênica na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. Dado a suas ameaças à biodiversidade, por determinação da legislação federal brasileira, é proibido cultivar transgênicos na zona de amortecimento dos parques nacionais. Uma investigação feita pelo IBAMA confirmou que a Syngenta e os agricultores violaram a lei ambiental federal e multou a todos. A multa da Syngenta é de aproximadamente US$465,000. Enquanto todos os agricultores recorreram à multa, perderam e em seguida pagaram suas multas, a Syngenta tem se recusado a reconhecer qualquer crime, sendo a única que ainda não efetivou o pagamento.

Após a investigação do IBAMA ter confirmado a violação da lei federal pela Syngenta, a Via Campesina ocupou não violentamente o seu campo experimental. A Via Campesina e a Terra de Direitos defendem legalmente a ocupação com base num artigo constitucional que diz que a terra precisa cumprir uma função social. Eles argumentam que o campo experimental da Syngenta não estava cumprindo a sua função social, e que o cultivo ilegal da soja transgênica na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu constituiu uma ameaça direta à sociedade brasileira, porque colocou em risco sua biodiversidade, os recursos naturais e o sistema alimentar do país.

Em julho de 2008, a Terra de Direitos e a Via Campesina lançaram uma campanha internacional de solidariedade, conquistando apoio de mais de 75 organizações de todo o mundo. A campanha dirigiu emails diretamente para Pedro Rugeroni, chefe da Syngenta no Brasil, exigindo que a empresa reconheça seu crime e pague a multa ao IBAMA. A campanha também dirigiu emails ao Governador Requião (Paraná), motivando-o a desapropriar o sítio da Syngenta. Em resposta, a Syngenta comprou uma página inteira nos dois maiores jornais brasileiros, onde publicou uma mensagem em sua defesa. Na sua resposta hostil aos apoiadores da campanha internacional, continuou negando qualquer crime e atacou a “invasão ilegal” do seu campo experimental.

Segundo a Céleres, especializada em agronegócio, o total da área plantada com cultivos geneticamente modificadas em 2013, chegou a 37,1 milhões de hectares, o que representou um aumento de 14% em relação ao ano anterior (que por sua vez, já tinha registrado um aumento de mais de 21% em relação à safra de 2010/2011) – ou seja, 4,6 milhões de novos hectares dedicados a variedades transgênicas.

Segundo o IBGE em 2013, a área recorde dedicada à atividade agrícola no país de 67,7 milhões de hectares. Cruzando o dado do IBGE com o da consultoria Céleres, chega-se à conclusão de que os transgênicos responderam por 54,8% de toda a área cultivada na safra 2012/2013 no país. Os maiores produtores entre os países em desenvolvimento são Brasil, Argentina, Índia e China. Ironicamente, no pais sede da ‘sungenta’  (proposital) não se planta transgênicos.  “Variedades de algodão resistente a insetos são os cultivares transgênicos comercialmente na Ásia e na África”, diz a FAO. Na América Latina, “são a soja  seguida pelo milho resistente a inseto”. Nem os insetos querem produtos transgênicos…

Como vemos, suecos, suíços, americanos, ingleses, canadenses, etc, são todos santos…

O que já estamos consumindo de transgênico direta ou indiretamente : Milho, soja, algodão, mamão papaya, queijos, trigo, centeio, abobrinha, arroz, feijão, salmão

Fonte : http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130207_transgenicos_cultivo_tp

Isto tudo parece um filme de terror.

*Wikileaks informa os convidados:

Participantes da reunião do clube de bilderberg de 2019 (o capital se direcionando para a próxima década)

REUNIÃO DE BILDERBERG 2019

Montreux, de 30 de maio a 2 de junho de 2019

BOARD 
Castries, Henri de (FRA), Presidente do Comitê Diretivo; Presidente do Instituto Montaigne
Kravis, Marie-Josée (EUA), Presidente da American Friends of Bilderberg Inc .; Senior Fellow, Instituto Hudson
Halberstadt, Victor (NLD), Presidente da Fundação Bilderberg Meetings; Professor de Economia, Universidade de Leiden,
Achleitner, Paul M. (DEU) e Treasurer Foundation Bilderberg Meetings; Presidente do Conselho de Supervisão do Deutsche Bank AG

PARTICIPANTES 
Abrams, Stacey (EUA), Fundador e Presidente, Fair Fight
Adonis, Andrew (GBR), Membro da Câmara dos Lordes
Albers, Isabel (BEL), Diretora Editorial, De Tijd / L’Echo
Altman, Roger C. (EUA) , Fundador e Presidente Sênior, Evercore
Arbor, Louise (CAN), Senior Counsel, Borden Ladner Gervais LLP
Arrimadas, Inés (ESP), líder do partido, Ciudadanos
Azoulay, Audrey (INT), Diretor-Geral, UNESCO
Baker, James H. ( EUA), Diretor do Escritório de Avaliação Líquida, Gabinete do Secretário de Defesa
Balta, Evren (TUR), Professor Associado de Ciência Política, Özyegin University
Barbizet, Patricia (FRA),Presidente e CEO, Temaris & Associés
Barbot, Estela (PRT), Membro do Conselho de Administração e Comitê de Auditoria, REN (Redes Energéticas Nacionais)
Barroso, José Manuel (PRT), Presidente da Goldman Sachs International; Antigo Presidente, Comissão Europeia
Barton, Dominic (CAN), Sócio Sénior e ex-Global Managing Partner, McKinsey & Company
Beaune, Clément (FRA), Conselheiro Europa e G20, Gabinete do Presidente da República da França
Boos, Hans-Christian ( DEU), CEO e fundador, Arago GmbH
Bostrom, Nick (Reino Unido), Diretor, Instituto do Futuro da Humanidade, Universidade de Oxford
Botín, Ana P. (ESP), Presidente Executiva do Grupo, Banco Santander
Brandtzæg, Svein Richard (NOR), Presidente, Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia
Brende, Børge (NOR), Presidente, Fórum Econômico Mundial
Buberl, Thomas (FRA), CEO, AXA
Buitenweg, Kathalijne (NLD), MP, Partido Verde
Caine Patrice (FRA), Presidente e CEO, Grupo Thales
Carney, Mark J. (GBR), Governador, Banco da Inglaterra
Casado, Pablo (ESP), Presidente, Partido Popular
Ceviköz, Ahmet Ünal (TUR), MP, Partido Republicano do Povo (CHP)
Cohen, Jared (EUA), fundador e CEO, quebra, alfabeto Inc . 
Croiset van Uchelen, Arnold (NLD), sócio, Allen & Overy LLP
Daniels, Matthew (EUA), Novos projetos de espaço e tecnologia, Gabinete do Secretário de Defesa
Demiralp, Selva (TUR), Professor de Economia, Universidade de Koç
Donohoe, Paschal (IRL), Ministro das Finanças, Despesas Públicas e Reforma
Döpfner, Mathias (DEU), Presidente e CEO, Axel Springer SE
Ellis, James O. (EUA), Presidente, Grupo Consultivo de Usuários, Conselho Nacional de Espaço
Feltri, Stefano (ITA), Editor-Chefe Adjunto, Il Fatto Quotidiano
Ferguson, Niall (EUA), Membro Sênior da Família Milbank, Instituição Hoover, Universidade de Stanford,
Findsen, Lars (DNK), Diretor, Serviço de Inteligência de Defesa Dinamarquesa
, Fleming, Jeremy (GBR),Diretor, Sede das Comunicações do Governo Britânico
Garton Ash, Timothy (GBR), Professor de Estudos Europeus, Universidade de Oxford
Gnodde, Richard J. (IRL), CEO, Goldman Sachs International
Godement, François (FRA), Conselheiro Sênior para a Ásia, Institut Montaigne
Grant , Adam M. (EUA), Saul P. Steinberg Professor de Administração, The Wharton School, Universidade da Pensilvânia
Gruber, Lilli (ITA), Editor-Chefe e Âncora “Otto e mezzo”, TV La7
Hanappi-Egger, Edeltraud (AUT), Reitor, Universidade de Economia e Negócios de Viena
Hedegaard, Connie (DNK), Presidente da KR Foundation; O ex-comissário europeu
Henry, Mary Kay (EUA),Presidente Internacional, Sindicato Internacional dos Funcionários de Serviços
Hirayama, Martina (CHE), Secretário Estadual de Educação, Pesquisa e Inovação
Hobson, Mellody (EUA), Presidente, Ariel Investments LLC
Hoffman, Reid (EUA), Co-Fundador, LinkedIn; Sócio, Greylock Partners
Hoffmann, André (CHE), vice-presidente, Roche Holding Ltd.
Jordan, Jr., Vernon E. (EUA), diretor administrativo sênior, Lazard Frères & Co. LLC
Jost, Sonja (DEU), CEO, DexLeChem
Kaag, Sigrid (NLD), Ministro do Comércio Externo e Cooperação para o Desenvolvimento
Karp, Alex (EUA), CEO da Palantir Technologies
Kerameus, Niki K. (GRC),MP; Sócio, Kerameus & Partners
Kissinger, Henry A. (EUA), Presidente da Kissinger Associates Inc.
Koç, Ömer (TUR), Presidente da Koç Holding AS . 
Kotkin, Stephen (EUA), Professor de História e Assuntos Internacionais, Universidade Princeton
Krastev, Ivan (BUL), Presidente do Centro de Estratégias Liberais
Kravis, Henry R. (EUA), Co-Presidente e Co-CEO, Kohlberg Kravis Roberts & Co.
Kristersson, Ulf (SWE), Líder do Partido Moderado
Kudelski, André (CHE), Presidente e CEO, Grupo Kudelski
Kushner, Jared (EUA), Assessor Sênior do Presidente, Casa Branca
Le Maire, Bruno (FRA) , Ministro das Finanças
Leyen, Ursula von der (DEU), Ministro Federal de Defesa
Leysen, Thomas (BEL), Presidente do KBC Group e Umicore
Liikanen, Erkki (FIN), Presidente, Administradores do IFRS; Escola de Graduação em Economia de Helsinque
Lund, Helge (GBR), Presidente da BP plc; Presidente, Novo Nordisk AS
Maurer, Ueli (CHE), Presidente da Federação Suíça e Conselheiro Federal de Finanças
Mazur, Sara (SWE), Diretor, Investidor AB
McArdle, Megan (EUA), Colunista, The Washington Post
McCaskill, Claire (EUA) ), Ex-senador; Analista, NBC News
Medina, Fernando (PRT), Prefeito de Lisboa
Micklethwait, John (EUA), Editor-Chefe, Bloomberg LP
Minton Beddoes, Zanny (GBR), Editor-Chefe, The Economist
Monzón, Javier (ESP), Presidente, PRISA
Mundie, Craig J. (EUA), Presidente, Mundie & Associados
Nadella, Satya (EUA), CEO, Microsoft
Holanda, Sua Majestade o Rei da 
Nora (NLD) , Dominique (FRA), Editora Executiva, L’Obs
O’Leary, Michael (IRL), CEO, Ryanair DAC
Pagoulatos, George (GRC), Vice-Presidente da ELIAMEP, Professor; Universidade de Economia de Atenas
Papalexopoulos, Dimitri (GRC), CEO, TITAN Cement Company SA
Petraeus, David H. (EUA), Presidente do Instituto Global KKR
Pienkowska, Jolanta (POL),Mulher-âncora, jornalista
Pottinger, Matthew (EUA), Diretor Sênior, Conselho Nacional de Segurança
Pouyanné, Patrick (FRA), Presidente e CEO, Total SA
Ratas, Jüri (EST), Primeiro Ministro
Renzi, Matteo (ITA), Ex-Primeiro Ministro; Senador, Senado da República Italiana
Rockström, Johan (SWE), Diretor do Instituto de Pesquisa sobre Impacto Climático de Potsdam
Rubin, Robert E. (EUA), Co-Presidente emérito do Conselho de Relações Exteriores; O ex-secretário do Tesouro,
Rutte, Mark (NLD), o primeiro-ministro
Sabia, Michael (CAN), presidente e CEO, Caisse de dépôt et placement de Québec
Sarts, Janis (INT),Diretor, Centro de Excelência da OTAN StratCom
Sawers, John (GBR), Presidente Executivo, Newbridge Advisory
Schadlow, Nadia (EUA), Membro Sênior, Hudson Institute
Schmidt, Eric E. (EUA), Assessor Técnico, Alphabet Inc.
Scholten, Rudolf ( AUT), Presidente, Bruno Kreisky Fórum para Diálogo Internacional
Seres, Silvija (NOR), Investidor Independente
Shafik, Minouche (GBR), Diretor, Escola de Economia e Ciência Política de Londres
Sikorski, Radoslaw (POL), MP, Parlamento Europeu
Singer, Peter Warren (EUA), estrategista, New America
Sitti, Metin (TUR),Professor da Universidade de Koç; Diretor, Instituto Max Planck de Sistemas Inteligentes
Snyder, Timothy (EUA), Richard C. Levin Professor de História, Universidade de Yale
Solhjell, Bård Vegar (NOR), CEO, WWF – Noruega
Stoltenberg, Jens (INT), Secretário Geral, NATO
Suleyman , Mustafa (GBR), Co-Fundador, Deepmind
Supino, Pietro (CHE), Editor e Presidente, Tamedia Group
Teuteberg, Linda (DEU), Secretário Geral, Partido Democrata Livre
Thiam, Tidjane (CHE), CEO, Credit Suisse Group AG
Thiel, Peter (EUA), Presidente, Thiel Capital
Trzaskowski, Rafal (POL), Prefeito de Varsóvia
Tucker, Mark (GBR),Presidente do Grupo, HSBC Holding Plc
Tugendhat, Tom (GBR), MP, Partido Conservador
Turpin, Matthew (EUA), Diretor da China, Conselho de Segurança Nacional
Uhl, Jessica (NLD), CFO e Diretor Exectuive, Royal Dutch Shell plc
Vestergaard Knudsen, Ulrik (DNK), secretário-geral adjunto, OCDE
Walker, Darren (EUA), presidente, Fundação Ford
Wallenberg, Marcus (SWE), presidente, Skandinaviska Enskilda Banken AB
Wolf, Martin H. (GBR), comentarista-chefe de economia do Financial Times
Zeiler, Gerhard (AUT), diretor de receita, WarnerMedia
Zetsche, Dieter (DEU), ex-presidente, Daimler AG

Leia na íntegra: https://www.bilderbergmeetings.org/press/press-release/participants

*Confira algumas associações, sindicatos e entidades do Paraná que confirmaram participação na #GreveGeral14J

Confira as categorias já confirmadas para a #GreveGeral14J
• SMC: Metalúrgicos da Grande Curitiba
• SISMAC: Escolas
• SISMUC: CMEIS, Escolas e quadro geral dos servidores da prefeitura de Curitiba.
• SIFAR: Quadro geral das servidoras e servidores de Araucária
• SISMMAR: Magistério Municipal de Araucária
• APUFPR – SSIND- Trabalhadoras/es da UFPR
• Bancárias/os
• SINDIPETRO: Petroleiras/os
• SINJUTRA: Servidoras/es Públicos Federais da Justiça do Trabalho.
• SINDTEST: Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no estado do Paraná
• SINSEP: Sindicato dos Servidores Públicos de São José dos Pinhais

As seguintes entidades que compõem o Fórum das Entidades Sindicais (FES) definiram aderir a greve geral convocada pelas centrais sindicais contra a reforma da Previdência e ainda em defesa da data-base:

• Educação Básica – escolas e colégios estaduais: APP-Sindicato.
• Instituições Estaduais de Ensino Superior – IEES – Universidades estaduais: Assuel (Londrina) Sindiprol/Aduel (Londrina) Sinteemar e Sesduem (Maringá) Sinteoeste e Adunioeste (Cascavel) Sintespo (Ponta Grossa) Sintesu (Guarapuava) Unespar (7 universidades)
• Saúde SindiSaúde-PR.
• Meio Ambiente e Agricultura: SindiSeab
• Segurança Pública:
– Apra (polícia militar);
– Sindespol (escrivães);
– Sipol (investigadores);
– UPCB Bombeiros (bombeiros militares);
– Sindarspen (agentes penitenciários);
– Sinssp-PR (servidor@s técnic@s administrativos);
– Sindespol (polícia militar);
– Sinclapol (polícia Civil);
– Adepol (associação de delegados)
• Sinpoapar- Peritos
• Assofepar, AVM e Amai (associações de militares)
• Estradas e Rodagem: Sinder
• Detran: SinDetran
• Servidores do Judiciário: Sindijus-PR (Judiciário)
• SindiMP-PR (Ministério Público)

A lista será atualizada no decorrer do dia de hoje 13

*Pfizer Esconde Medicamento que Combate o ALZHEIMER

Do: The Washington Post 

A Pfizer tinha pistas de que seu remédio de sucesso poderia prevenir o mal de Alzheimer. Por que não contou ao mundo?

A droga para artrite da Pfizer pareceu reduzir o risco de contrair a doença de Alzheimer. Chris Rowland, do Washington Post, explica por que a Pfizer não a perseguiu. 

Uma equipe de pesquisadores dentro da Pfizer fez uma descoberta surpreendente em 2015: a terapia de artrite reumatoide da empresa Enbrel, um potente medicamento anti-inflamatório, pareceu reduzir o risco de doença de Alzheimer em 64%.

Os resultados foram de uma análise de centenas de milhares de pedidos de seguro. Verificar se o medicamento realmente teria esse efeito nas pessoas exigiria um dispendioso teste clínico – e após vários anos de discussão interna, a Pfizer optou por não investigar mais e optou por não divulgar os dados, confirmou a empresa.

Pesquisadores da divisão de inflamação e imunologia da empresa pediram à Pfizer para conduzir um teste clínico em milhares de pacientes, que eles estimam custaria US $ 80 milhões, para ver se o sinal contido nos dados era real, de acordo com um documento interno da empresa obtido pelo The Washington Post.

“O Enbrel poderia potencialmente prevenir, tratar e retardar a progressão da doença de Alzheimer”, disse o documento, uma apresentação de slides do PowerPoint que foi preparada para revisão por um comitê interno da Pfizer em fevereiro de 2018.

A empresa disse ao The Post que decidiu durante seus três anos de revisões internas que o Enbrel não mostrou ser promissor para a prevenção de Alzheimer porque a droga não atinge diretamente o tecido cerebral. Considerou a probabilidade de um ensaio clínico bem sucedido ser baixo. Uma sinopse de suas descobertas estatísticas preparadas para publicação externa, diz, não atende aos seus “rigorosos padrões científicos”.

A ciência foi o único fator determinante contra o avanço, disse o porta-voz da empresa, Ed Harnaga.

Da mesma forma, a Pfizer disse que optou pela publicação de seus dados por causa de suas dúvidas sobre os resultados. A publicação da informação pode ter levado cientistas de fora a um caminho inválido.

As deliberações da Pfizer, que anteriormente não foram divulgadas, oferecem uma janela rara para a frustrante busca por tratamentos de Alzheimer dentro de uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo. Apesar de bilhões gastos em pesquisa, a doença de Alzheimer continua a ser uma doença teimosamente prevalente, sem prevenção ou tratamento efetivo.

Alguns cientistas externos discordam da avaliação da Pfizer de que estudar o potencial do Enbrel na prevenção de Alzheimer é um beco sem saída científico. Em vez disso, eles dizem, poderia conter pistas importantes para combater a doença e retardar o declínio cognitivo em seus estágios iniciais.

A Pfizer compartilhou os dados em particular com pelo menos um cientista proeminente, mas pesquisadores externos contatados pelo The Post acreditam que a Pfizer também deveria pelo menos ter publicado seus dados, tornando as descobertas amplamente disponíveis para os pesquisadores.

“Claro que deveriam. Por que não? ”, Disse Rudolph E. Tanzi, um dos principais pesquisadores e professor de Alzheimer da Harvard Medical School e do Massachusetts General Hospital.

“Seria benéfico para a comunidade científica ter esses dados por aí”, disse Keenan Walker, professor assistente de medicina da Johns Hopkins que estuda como a inflamação contribui para a doença de Alzheimer. “Seja dados positivos ou dados negativos, isso nos dá mais informações para tomar decisões mais bem informadas.”

Discussões internas sobre possíveis novos usos de drogas são comuns em empresas farmacêuticas. Nesse caso, as deliberações da Pfizer mostram como as decisões tomadas pelos executivos da indústria – que, em última análise, são responsáveis ​​perante os acionistas – podem ter um impacto muito além das salas de diretoria das empresas.

Quando as deliberações do Enbrel terminaram no início do ano passado, a Pfizer estava saindo da pesquisa de Alzheimer . Anunciou em janeiro de 2018 que estaria encerrando sua divisão de neurologia, onde os tratamentos de Alzheimer foram explorados e demitindo 300 funcionários.

Enquanto isso, o Enbrel chegou ao fim de sua vida de patente. Os lucros estão diminuindo à medida que a concorrência dos genéricos surge, diminuindo os incentivos financeiros para novas pesquisas sobre o Enbrel e outras drogas de sua classe.

“Estou muito frustrado com a coisa toda”, disse Clive Holmes, professor de psiquiatria biológica da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, que recebeu apoio da Pfizer para a pesquisa Enbrel no Alzheimer, um estudo separado de 2015 em 41 pacientes que se mostraram inconclusivos.

Ele disse que a Pfizer e outras empresas não querem investir pesadamente em novas pesquisas apenas para ter seus mercados prejudicados pela concorrência dos genéricos.

“Alguém pode aparecer e dizer: ‘Olha, eu também tenho uma droga para mim'”, disse Holmes, referindo-se ao advento das versões genéricas do Enbrel. “Eu acho que isso é tudo.”

Ciclo de vida do Enbrel

As forças de mercado mais amplas que os críticos dizem desencorajar a Pfizer de investir nos testes clínicos de Alzheimer estão enraizadas no “ciclo de vida” de Enbrel, o período de 20 anos de exclusividade de patentes quando um fabricante de marca obtém lucros monopolísticos de uma droga. Pelos padrões da indústria, o Enbrel, um medicamento biológico injetável, é relativamente antigo, com aprovação da FDA para artrite reumatoide em 1998. Ele também foi aprovado para tratar a psoríase.

A Pfizer obteve direitos para comercializá-la internacionalmente quando adquiriu a farmacêutica Wyeth em 2009. Mas o Enbrel, que rendeu à Pfizer US $ 2,1 bilhões em 2018, agora enfrenta a concorrência dos genéricos.

As empresas farmacêuticas costumam ser criticadas por estender a vida de patente de uma droga – e ganhar novos lucros – apenas ajustando a molécula de uma droga ou mudando o método de entrega no corpo. Mas é um “elevador pesado” para uma empresa ganhar aprovação regulamentar para usar um medicamento para uma doença completamente diferente, disse Robert I. Field, professor de direito e gestão de saúde na Universidade de Drexel.

“Nossas leis de patente não fornecem os incentivos apropriados”, disse Field. A terapia medicamentosa para o início da doença de Alzheimer “seria uma dádiva para os pacientes americanos, por isso deveríamos estar fazendo tudo o que pudermos como país para incentivar o desenvolvimento de tratamentos. É frustrante que possa haver uma oportunidade perdida ”.

Com o fim da vida útil do Enbrel, a Pfizer introduziu um novo medicamento para artrite reumatoide, o Xeljanz, que funciona de maneira diferente do Enbrel. A Pfizer está colocando seu músculo de marketing por trás do novo tratamento. Enquanto a receita do Enbrel está diminuindo, a receita da Xeljanz está crescendo. A patente Xeljanz expira em 2025 nos Estados Unidos e 2028 na Europa, de acordo com as divulgações públicas da Pfizer. A droga está a caminho de faturar mais com a Pfizer a cada ano no futuro previsível.

Apostar dinheiro em um teste clínico do Enbrel para uma doença totalmente diferente, especialmente quando a Pfizer tinha dúvidas sobre a validade de sua análise interna, fazia pouco sentido comercial, disse um ex-executivo da Pfizer que estava ciente do debate interno e falou sobre a condição de anonimato para discutir assuntos internos da Pfizer.

“Provavelmente era um desenvolvimento de medicamentos de alto risco, muito caro e de longo prazo que estava fora da estratégia”, disse o ex-executivo.

Outro ex-executivo, que também falou sob condição de anonimato para discutir as operações da Pfizer, disse que a Pfizer praticamente não ofereceu nenhuma explicação interna por ter optado por novas investigações no início de 2018, quando o debate interno terminou.

“Eu acho que o argumento financeiro é que eles não farão dinheiro com isso”, disse o segundo ex-executivo.

‘Impedindo a pesquisa’

As empresas farmacêuticas frequentemente são ridicularizadas por não divulgarem totalmente os efeitos colaterais negativos de seus medicamentos. O que acontece quando o oposto é o caso? Que obrigação uma empresa tem de divulgar informações potencialmente benéficas sobre um medicamento, especialmente quando os benefícios em questão podem melhorar as perspectivas de tratamento da doença de Alzheimer, uma doença que aflige pelo menos 500 mil novos pacientes por ano?

Um especialista em ética médica argumentou que a Pfizer tem a responsabilidade de divulgar descobertas positivas, embora não seja tão forte quanto um imperativo divulgar descobertas negativas.

“Ter adquirido o conhecimento, recusando-se a revelá-lo àqueles que podem agir sobre ele esconde um benefício potencial e, assim, prejudica e provavelmente prejudica aqueles em risco de desenvolver a doença de Alzheimer impedindo a pesquisa”, disse Bobbie Farsides, professora de ética clínica e biomédica. em Brighton e Sussex Medical School, no Reino Unido.

Outro especialista em ética em cuidados de saúde alertou que a demanda pela divulgação de medicamentos deve permanecer focada nas informações coletadas durante os ensaios clínicos.

“Eu acho que você tem que desenhar alguns limites e dizer que nem todas as informações que eles têm em seus arquivos precisam ser reveladas a outras pessoas”, disse Marc A. Rodwin, professor de direito da Escola de Direito da Universidade de Suffolk, em Boston.

A Pfizer comercializa o Enbrel fora da América do Norte. Outra empresa farmacêutica, a Amgen, que detém os direitos de comercializar o Enbrel nos Estados Unidos e no Canadá, diz que sabia dos dados da Pfizer e também decidiu que os resultados são pouco promissores. A Amgen disse que os fatores de mercado não tiveram papel em suas deliberações.

“Infelizmente, nosso trabalho exploratório não produziu resultados fortes o suficiente para justificar mais estudos”, disse a Amgen.

Analisando reclamações de seguro

Às vezes, os médicos prescrevem medicamentos para usos que não foram aprovados pela Food and Drug Administration. Mas nenhum dos especialistas entrevistados para esta reportagem disse que esse uso “off-label” do Enbrel seria apropriado para a doença de Alzheimer, por causa da natureza muito limitada dos dados até agora. Eles também não acreditam que essa prescrição esteja acontecendo de forma significativa.

O papel da inflamação do cérebro na doença de Alzheimer, recentemente, tem recebido maior atenção entre os acadêmicos após o fracasso de várias drogas experimentais que visavam o acúmulo de placas no tecido cerebral. Em 2016, pesquisadores das universidades de Dartmouth e Harvard publicaram um estudo sobre dados de sinistros de seguros – semelhante aos resultados internos da Pfizer – que mostraram um potencial benefício do Enbrel. Enbrel “mostra promissor como um potencial tratamento” para a doença de Alzheimer, segundo o estudo.

A análise da Pfizer sobre os potenciais benefícios do Enbrel no cérebro surgiu da divisão de imunologia e inflamação da empresa, baseada em um grande complexo de escritórios da Pfizer em Collegeville, Pensilvânia.

Estatísticos em 2015 analisaram dados do mundo real, centenas de milhares de pedidos de seguro médico envolvendo pessoas com artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias, de acordo com o PowerPoint da Pfizer, obtido pelo The Post.

Eles dividiram esses pacientes anônimos em dois grupos iguais de 127.000 cada, um dos pacientes com diagnóstico de Alzheimer e um dos pacientes sem. Então eles verificaram o tratamento com Enbrel. Havia mais pessoas, 302, tratadas com Enbrel no grupo sem diagnóstico de Alzheimer. No grupo com Alzheimer, 110 foram tratados com Enbrel.

Os números podem parecer pequenos, mas foram espelhados na mesma proporção em que os pesquisadores verificaram as informações de sinistros de seguro de outro banco de dados. A equipe da Pfizer também produziu números semelhantes para o Humira, um medicamento comercializado pela AbbVie que funciona como o Enbrel. Os resultados positivos também apareceram quando analisados ​​para “perda de memória” e “comprometimento cognitivo leve”, indicando que o Enbrel pode ter benefícios para o tratamento dos estágios iniciais da doença de Alzheimer.

Um ensaio clínico para provar a hipótese levaria quatro anos e envolveria 3.000 a 4.000 pacientes, de acordo com o documento da Pfizer que recomendou um teste. O documento dizia que a Pfizer ganharia um “efeito halo” de relações públicas positivo ao investigar o tratamento do Alzheimer.

Enbrel reduz a inflamação, visando uma proteína específica chamada TNF-a. A Pfizer alega que a análise de dados foi adicionada a um corpo crescente de evidências de que o TNF-a no corpo tem o potencial de prevenir a doença de Alzheimer, disse Holmes, professor de psiquiatria biológica da Universidade de Southampton.

Holmes está entre os poucos pesquisadores que conseguiram acessar os dados da Pfizer; ele ganhou a permissão da empresa para usá-lo em um pedido de subsídio para um pequeno ensaio clínico que ele está realizando na Inglaterra.

“Se é verdade, na realidade, se você fez isso em um ambiente de teste clínico, é enorme – seria enorme”, disse Holmes. “É por isso que é tão emocionante”.

Um motivo para cautela: outra classe de terapias anti-inflamatórias, denominadas anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), não mostrou efeito contra a doença de Alzheimer leve a moderada em vários ensaios clínicos há uma década. Ainda assim, um acompanhamento a longo prazo de um desses estudos indicou um benefício se o uso de AINEs começou quando o cérebro ainda estava normal, sugerindo que o momento da terapia poderia ser fundamental.

A Pfizer disse que também é cético porque o Enbrel tem apenas um efeito limitado no cérebro. A molécula do Enbrel é muito grande para passar pela barreira hematoencefálica e atingir diretamente o TNF-a no tecido cerebral, disse a empresa.

No entanto, os pesquisadores de Alzheimer acreditam que a inflamação fora do cérebro – chamada inflamação periférica – influencia a inflamação no cérebro.

“Há muitas evidências sugerindo que a inflamação periférica ou sistêmica pode ser um fator determinante da doença de Alzheimer”, disse Walker, pesquisador da Johns Hopkins. É uma hipótese justa de que combater a inflamação fora do cérebro com o Enbrel terá um efeito similar dentro do cérebro, disse ele.

“Eu não acredito que o Enbrel precisaria atravessar a barreira hematoencefálica para modular a resposta inflamatória / imune dentro do cérebro”, disse Walker.

“Há evidências crescentes de que a inflamação periférica pode influenciar a função cerebral”, disse o reumatologista Christopher Edwards, da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha.

“É importante que isso seja publicado e em domínio público”, acrescentou Edward dos dados da Pfizer. “É preciso estar lá fora, que todos saibam”.

Correção: Uma versão anterior desta história desviou a localização da Brighton and Sussex Medical School.

Opinião: Um dos principais tópicos da Revolução Cultural na China, era o retorno à “Medicina Tradicional Chinesa”, (acupuntural, ervas, medicina Taoista e outros). O que os laboratórios ocidentais queriam era uma China com mais de 1Bi500Mi habitantes consumindo paliativos.

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Médico (e querem acabar com a pesquisa cientifica no Brasil) consegue parar e reverter alzheimer com cirurgia revolucionária;

Rodrigo Marmo, médico neurologista brasileiro, conseguiu parar e reverter o alzheimer um paciente de 77 anos através de uma cirurgia revolucionária.

A cirurgia ocorreu dia 11/12/2018 no Hospital Napoleão Laureano, João Pessoa –  Paraíba, em um paciente que sofria de alzheimer há 2 anos e tinha um quadro de leve a moderado da doença.

Quinze dias após a cirurgia o equipamento é ligado e começam a aparecer os primeiros resultados, informa o médico. “Um ‘marca-passo cerebral‘ é implantado no paciente. Eletrodos, conectados a uma bateria presa no peito, dão pequenas descargas elétricas no cérebro, que estimulam o circuito da memória”.

Se o alzheimer é um dos maiores temores de pessoas sobre o futuro, que este exemplo se espalhe e se desenvolva novas técnicas a partir das experiencias do dr. Rodrigo Marmo.

*EUA e o Negócio de Armas no Mundo

NEGOCIO DE ARMAS, NEGOCIO DE GUERRAS, INDUSTRIA DA MORTE:

Ao contrário do que se poderia pensar, o drama de múltiplos assassinatos nos EUA  eles não podem parar o desejo dos cidadãos de adquirir uma arma.

O impacto do mercado de pistolas na economia dos EUA é enorme (nos EUA não existem dados de controles corretos). Estima-se que em 2012 tenha excedido 31.000 milhões de dólares (apenas pistolas).

 

Com diversas ações em todo o país, um grupo de organizações e ativistas norte-americanos comemora o Dia Nacional de Sensibilização à Violência com Armas de Fogo, iniciativa que tem como objetivo enfrentar esse fenômeno, além de homenagear suas vítimas.

Nos EUA existe uma posição favorável em relação às armas de fogo. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Pew Research Center entre março e abril de 2017, 30% dos adultos possuem armas. Da mesma forma, 72% afirmam ter demitido pelo menos uma vez.

O volume de negócios dos fabricantes de armas curtas no país não parou de crescer nos últimos anos. Desde 2010, o setor criou 26 mil empregos diretos, com um salário médio acima de US $ 44 mil.

O impacto do mercado de pistolas na economia dos EUA é enorme. Estima-se que em 2012 tenha excedido 31 bilhões de dólares, segundo dados do último relatório publicado pela National Shooting Sports Foundation. (NSSF), que reúne os principais atacadistas e varejistas do setor.

Ao contrário do que se poderia pensar, o drama de múltiplos assassinatos nos EUA eles não podem parar o desejo dos cidadãos de adquirir uma arma.

As armas não são apenas parte da idiossincrasia do americano médio, mas também representam interesses poderosos nos negócios dos EUA. De fato, o país norte-americano é o primeiro exportador global de armas.

Especialistas calculam que os EUA concentra 34 por cento das vendas mundiais, um número que era de 30 por cento há cinco anos e que em 2018 estava no seu nível mais alto desde o final dos anos 90. (Entendendo esta fatia e o acréscimo, o leitor vai entender o que acontece sobre guerras, conflitos, e aumento de casos de violência em todos os quatro cantos, até a violência e a terrível sequela [o medo] são ocasionados com o intuito da propaganda da industria da morte, incute-se a ideia de; quanto mais armas nas mãos das pessoas, mais a chance de uma pessoa se defender, até golpes contra presidentes legalmente eleitos estão vinculados com a industria das armas – parentese nosso).

Nesse sentido, os conflitos de guerra aumentam o desenvolvimento de armas no país, tão permanentemente os EUA procura intervir ou fazer parte de uma explosão relevante no mundo para promover suas equipes.

Leia na íntegra: USA e o negócio de armas no mundo

Leia também: Negocio de Armas

Leia também: Associação Nacional de Rifles (NRA) ameaça médicos de hospitais nos EUA

*Quem Controla a Mídia no Brasil?

A organização Repórteres Sem Fronteiras e o grupo Intervozes apresentaram o relatório “Monitoramento da Propriedade da Mídia no Brasil” (Media Ownership Monitor/Brasil – MOM). O estudo traz informações detalhadas sobre quem são os principais responsáveis pelos órgãos de imprensa do país, suas atuações em outros setores da economia e mostra o nível de concentração da propriedade dos meios de comunicação locais.

“O MOM associa os nomes dos proprietários aos seus veículos de mídia, grupos econômicos e empresas em outros setores, sistematiza essas informações e as torna acessíveis ao público em geral”, afirma o coordenador da pesquisa pelo Intervozes, André Pasti. Para gerar o relatório, a investigação durou quatro meses, abrangendo os 50 veículos de comunicação com maior audiência no Brasil e os 26 grupos econômicos que os controlam.

Para os organizadores da pesquisa, a transparência a respeito da propriedade da mídia é pequena, pois as empresas não são legalmente obrigadas a divulgar sua estrutura acionária ou balanços. Além disso, nenhuma das organizações respondeu as solicitações de informação da equipe do MOM.

A metodologia para o monitoramento foi desenvolvida pela organização Repórteres Sem Fronteiras. “A mídia não é como qualquer outro setor econômico. É importante saber quem a controla. Os cidadãos têm direito de conhecer os interesses por trás dos meios de comunicação que consomem. É isso que o Media Ownership Monitor deseja proporcionar”, diz o diretor do MOM e integrante da Repórteres Sem Fronteiras na Alemanha, Olaf Steenfadt.

Centros de poder da mídia

Os 50 meios de comunicação com maior audiência no Brasil pertencem a 26 grupos empresariais: nove são do Grupo Globo; cinco do Grupo Bandeirantes; cinco de Edir Macedo (considerando a Rede Record e os meios de comunicação pertencentes à Igreja Universal do Reino de Deus); quatro da RBS; e três do Grupo Folha. Os grupos Estado, Abril e Editorial Sempre Editora/Sada controlam, cada um, dois dos veículos de maior audiência. Os demais grupos possuem apenas uma das mídias pesquisadas.

No total, 80% dos grandes grupos de mídia estão localizados nas regiões Sul e Sudeste do país. Entre os dados revelados pelo estudo é informado que a região metropolitana de São Paulo abriga 73% das empresas sudestinas do setor.

As emissoras de rádio e televisão são organizadas em redes nacionais, em que afiliadas locais retransmitem programação da empresa-mãe. “A propriedade das empresas de comunicação reflete esta hierarquia da transmissão do conteúdo. As afiliadas pertencem a políticos locais ou mantêm fortes laços com eles, o que reforça as relações de poder entre as oligarquias locais e a sede dos grupos, em São Paulo”, dizem os responsáveis pelo estudo.

Os donos da audiência

Como principal meio de comunicação de massa no Brasil, a TV concentra altos índices de audiência. Mais de 70% do público nacional é compartilhado entre quatro grandes redes televisivas: Globo – com 36,9% do total da audiência –, SBT (com 14.9%), Record (com 14,7%) e Band com (4,1%).

O estudo mostra, ainda, que a concentração da audiência se estende aos mercados de mídia impressa e online. A soma da audiência dos quatro principais veículos, em ambos os segmentos, é superior a 50%.

Em rádio, a audiência local é menos concentrada e mais relacionada a dinâmicas de cada cidade. As emissoras de rádio, no entanto, também são organizadas em redes nacionais, que transportam grande parte do conteúdo das emissoras-mães. Das 12 grandes redes de rádio, três pertencem ao Grupo Bandeirantes de Comunicação e duas ao Grupo Globo.

Propriedade Cruzada

Outra questão abordada no estudo é a da propriedade cruzada, ou seja, quando um mesmo grupo controla emissora de rádio, televisão, jornais e portais na web. No Brasil não há dispositivos legais que impeçam este fenômeno. Ao contrário, “a comunicação de massa se constituiu com base na propriedade cruzada, o que reforça a concentração da propriedade nas mãos de um pequeno número de grupos. Isto se aplica tanto a nível nacional como estadual e local”, declaram os responsáveis pela pesquisa.

A única norma brasileira que limita a propriedade cruzada é a Lei 12.485 / 2011, que regula o mercado de televisão por assinatura e proíbe que empresas produtoras de conteúdo audiovisual, por um lado, e as empresas de rádio e de televisão por assinatura, por outro, se controlem mutuamente.

O Grupo Globo, por exemplo, desempenha papel central em diversos mercados: a Rede Globo é líder da TV aberta; o conteúdo gerado por sua subsidiária GloboSat – que inclui GloboNews e dezenas de outros canais – tem destaque na TV por assinatura; o portal Globo.com é o maior veículo de notícias online no Brasil; e as redes de rádio Globo e a CBN estão entre as dez maiores em termos de público. Além disso, o conglomerado atua nos mercados editorial e fonográfico.

Mais dois exemplos podem ser vistos com os grupos Record e RBS. O Grupo Record opera a Record TV e a RecordNews na TV aberta, e seu jornal (Correio do Povo) e o portal R7 estão entre os veículos com maior audiência no país. A RBS, por sua vez, administra a afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, os jornais Zero Hora e Diário Gaúcho, duas redes de rádio (a nacional Gaúcha Sat e a regional Atlântida), o portal ClicRBS e possui outros investimentos em mídia digital, bem como em publicações impressas.

Veja o alcance dos grupos de mídia e seus veículos em números no infográfico apresentados pelos organizadores da pesquisa:

Coronelismo eletrônico

Além de apresentar quem são os grupos de mídia que detêm mais audiência e falar sobre suas extensões, o Monitoramento da Propriedade da Mídia no Brasil mostra quem são os proprietários por trás da comunicação destas empresas, o que inclui pessoas muito próximas a políticos e donos de fundações privadas como bancos, siderúrgicas e igrejas.

De acordo com a Constituição Federal (art.54), políticos titulares de mandato eletivo não podem ser sócios ou associados de empresas concessionárias do serviço público de radiodifusão. Apesar disso, 32 deputados federais e oito senadores controlam meios de comunicação, ainda que não sejam seus proprietários formais.

Em diversos estados brasileiros, os maiores impressos, as afiliadas das grandes redes de TV e estações de rádio são controlados por empresas que representam diretamente políticos ou famílias com uma tradição política – geralmente proprietárias de empresas em mais de um setor da mídia. Como reproduz a concentração da propriedade da terra no Brasil, esse fenômeno é definido, por pesquisadores, como “coronelismo eletrônico”.

Ex-deputado federal e atual prefeito de Betim (MG), Vittorio Medioli (PHS) é um destes políticos. Sua mulher e sua filha gerenciam os negócios de mídia do Grupo Editorial Sempre Editora, que publica cinco jornais – entre o Super Notícias e O Tempo –, tem um portal de internet, um canal de webTV e uma estação de rádio FM.

“A família Macedo, que controla o grupo Record e a Igreja Universal do Reino de Deus, também domina um partido político, o Partido Republicano Brasileiro (PRB), que conta com um ministro no governo federal, um senador, 24 deputados federais, 37 deputados estaduais, 106 prefeitos e 1.619 vereadores”, informam os responsáveis pelo estudo que cita, ainda famílias como os Câmara (Goiás e Tocantins), Faria e Mesquita (São Paulo).

O MOM destaca que, na maioria dos casos, os laços entre políticos e meios de comunicação de massa são forjados por meio de estruturas de rede e acordos comerciais em que grandes radiodifusores nacionais sublicenciam sua marca e seu conteúdo para empresas no nível estadual. Esses afiliados atuam como redistribuidores, mas são veículos de co-propriedade para homens (muito raramente mulheres) poderosos em seus estados e municípios.

Há outros exemplos apresentados no relatório:

  • O Grupo do qual fazem parte a TV Bahia (afiliada da Rede Globo) e o jornal Correio da Bahia, controlado pela família Magalhães, do atual prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM).
  • O Grupo Arnon de Mello, que possui a TV Gazeta Alagoas (afiliada da Rede Globo), o jornal Gazeta de Alagoas e a emissora de rádio FM Gazeta 94, é liderado pelo ex-presidente e agora senador Fernando Collor de Mello (PTC).
  • O Grupo Massa (afiliada do SBT no Paraná), do apresentador Carlos Massa, cujo filho, Ratinho Filho, foi deputado estadual e federal;
  • E o Grupo RBA de Comunicação, que possui o jornal Diário do Pará e a TV Tapajós (afiliada da Globo no Pará) e pertence ao senador Jader Barbalho (PMDB) e sua família.

Para além da política

Além de controlar as empresas de comunicação, os proprietários da mídia no Brasil mantêm fundações privadas no setor de educação, são ativos nos setores financeiro, de agronegócios, imobiliário, de energia e de saúde ou empresas farmacêuticas.

Por exemplo, o grupo Sada/Editora Sempre, da família Medioli, que investe em transporte de veículos e carga, logística, siderurgia, energia, esportes e educação. Além deste, há os proprietários do grupo Objetivo, que, além de controlar a Rádio Mix, são donos de escolas privadas, cursos pré-vestibulares e da Universidade Paulista (Unip).

Redes nacionais de rádio e televisão também são ligadas a igrejas, como o Grupo Record, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e à Rede Aleluia de Rádio. Seu proprietário majoritário, o bispo Edir Macedo, também controla 49% do capital do Banco Renner.

Sobre a autora:

Tácila Rubbo

Formada em jornalismo pela Fiam-Faam, 23 anos. Foi trainee de redação do Portal Comunique-se de setembro de 2016 a abril de 2018. Começou na empresa como estagiária, função que desempenhou por um ano e dez meses. Depois, foi a responsável pelo conteúdo de parceiros publicado no site, avaliando os materiais recebidos e mantendo contato com os “articulistas-parceiros”. Cuidou de produções externas e, claro, produz notas e reportagens especiais. Desde maio de 2018, é a analista de social media do Grupo Comunique-se.

Leia na íntegra: Quem controla a mídia no Brasil?

*Crianças Vítimas do Mesmo Vitimizador

Cada dia centenas de milhares de crianças são afetadas por guerras ou por sanções econômicas impostas por Washington contra países cujos governos não são compatíveis com o modelo que querem implementar

Autor: Elson Concepción Pérez *

O menino iraquiano Qasim Al-Kazim, que perdeu uma perna devido a um ataque terrorista, chuta a bola de futebol, em um jogo na Rússia. Foto: Al Mayadeen

O menino venezuelano Geovanny e o iraquiano Qasim nunca se encontraram. O primeiro, de seis anos, teve seu pequeno coração paralisado enquanto esperava por um transplante de medula óssea em um hospital italiano, por meio de um acordo com a empresa estatal venezuelana PDVSA, mas Donald Trump ordenou que fosse bloqueado o dinheiro da nação bolivariana nos bancos europeus e o menino morreu sem saber por que sancionaram seu país.

O menino iraquiano Qasim Al-Kazim teve uma de suas pernas amputada, depois de um ataque terrorista do chamado Estado Islâmico. Seu sonho de ser um bom jogador de futebol foi cortado. Mas ele viveu sua maior emoção quando foi levado para Moscou e lá participou e deixou inaugurado, com um primeiro chute da bola, um jogo de futebol entre as equipes russas Spartak e Ufa.

São dois exemplos de vítimas afetadas pelo mesmo vitimizador: o terrorismo, seja fundamentalista como no Iraque, ou o terrorismo de Estado aplicado pelo governo dos EUA, aquele que trava guerras e pune, mas que devia ser julgado como tal.

Saber que cada dia centenas de milhares de crianças são afetadas por guerras ou por sanções econômicas impostas por Washington contra países cujos governos não são compatíveis com o modelo que querem implementar, é talvez a parte mais triste e comovente de um balanço, mesmo superficial, das últimas ações de quem governa na Casa Branca.

Venezuela, Iraque, Síria, Líbia, Iêmen, Afeganistão, países em sua maioria com recursos energéticos ou pontos estratégicos na geopolítica dos EUA, estão sendo desestabilizados ou tentam conquistá-los no século XXI. Sua infraestrutura é destruída e se tenta sufocá-los com cruéis sanções econômicas e financeiras, que fazem parte do plano imperial de dominar o mundo.

Ao Afeganistão os Estados Unidos enviaram tropas e armas sofisticadas, em busca dos talibãs que continuam dominando parte do vasto país, um dos mais pobres do planeta. Em Líbia, além de massacrar seu presidente, transformaram o país em um estado fracassado que até hoje ninguém tem controle sobre ele. O petróleo trouxe com seu cheiro os conquistadores estrangeiros que já o desfrutam.

No Iêmen, onde 80% de seus 24 milhões de habitantes precisam de ajuda urgente — segundo a ONU — o número de crianças mortas aumentou de 900 para mais de 1.500, entre o ano passado e o atual. A Síria luta contra dois inimigos: o terrorismo do Estado Islâmico e o aplicado pelo Pentágono com o bombardeio de sua aviação que mata crianças, mulheres e idosos e que ilegalmente mantém mais de mil soldados naquele país. A Venezuela, cobiçada por seu petróleo e outras riquezas, tornou-se o principal foco de atenção internacional, depois que o presidente dos Estados Unidos e sua equipe de falcões, a miserável OEA e alguns governos da região se comprometeram com um plano de golpe de Estado.

A morte nestes dias passados da criança Geovanny, de apenas seis anos, movimentou o país bolivariano e a comunidade internacional. Outras 26 crianças venezuelanas estão esperando na Europa para descongelar os fundos da PDVSA, depois de terem sido enviadas pelo governo revolucionário para salvar suas vidas e agora sofrem a incerteza de que poderia acontecer a elas o que aconteceu com Geovanny.

O povo norte-americano, que também tem filhos — muitos dos quais morrem por causa de tiroteios nas escolas ou são enviados à guerra — deve sentir-se abalado, ao ouvir casos como estes e muitos outros que morrem por causa das armas e sanções de seu governo.

Leia na Integra: Crianças vítimas do mesmo vitimizador

*Os ‘Papers Paraíso’

Os ‘Papers Paraíso’ E A Longa Luta De Crepúsculo Contra O Sigilo Offshore

Um novo vazamento de dados em massa, desta vez de um escritório de advocacia de elite com clientes de elite, mostra quão profundamente o offshoring está inserido no sistema financeiro global.

O “ Papers Paraíso ” , o mais recente de uma série de denúncias jornalísticas globais do setor financeiro offshore, provocou investigações relacionadas a impostos por parte de governos em todo o mundo – dos Países Baixos ao Vietnã e à Nova Zelândia.

Com base em outro vazamento de dados em massa, os Documentos Paraíso provocaram novas ou ampliadas investigações criminais na Suíça e na Argentina , aceleraram as reformas da União Européia , provocaram uma onda de auditorias na Índia e na Coréia do Sul e provocaram tumulto político na Turquia e em Angola.

A gigante da tecnologia e símbolo global de evasão fiscal das empresas, com impressionantes 252 bilhões de dólares no exterior, enfrentará um novo escrutínio de Margrethe Vestager, comissária de competição da União Européia.

Alguns reformadores acreditam que uma repressão global há muito esperada em um sistema desonesto está finalmente à mão.

“Com isso, o sigilo de paraísos fiscais e transações feitas através deles foi destruído“, disse o ministro das Finanças da Índia, Arun Jaitley, ao The Indian Express. Ele disse que a publicação dos Documentos do Paraíso “mostra que nada permanece em segredo”.

Se apenas …

Mas ninguém deve ser enganado.

A indústria offshore é um gigante alastrando de forma tão secreta que seu tamanho só pode ser imaginado e, no entanto, entendido como sendo tão grande a ponto de distorcer a economia global. Uma estimativa conservadora conclui que pelo menos US $ 8,7 trilhões, 11,5% da riqueza do mundo , estão escondidos no “mar”, desviando bilhões de governos nacionais para as contas de corporações e indivíduos poderosos. Eles, por sua vez, usam seu poder para reforçar o jogo fiscal global às custas de todos os outros.

Cerca de 63% dos lucros estrangeiros das multinacionais norte-americanas são mantidos no exterior, a principal razão pela qual as alíquotas efetivas de impostos corporativos dos EUA já eram relativamente baixas antes que a nova lei tributária reduzisse ainda mais. Cerca de 10% da riqueza total da Europa é agora offshore, juntamente com quase um terço da África e metade da Rússia.Sessenta e três por cento dos lucros estrangeiros feitos por multinacionais dos EUA são transferidos para paraísos fiscais. Fonte: Gabriel Zucman Gabriel Zucman

Os lucros dos EUA mudaram para paraísos fiscais.

O projeto “Paradise Papers” foi possível graças a um vazamento de mais de 13 milhões de documentos – a maior parte deles de um escritório de advocacia offshore de elite, o Appleby – para a Süddeutsche Zeitung. Os documentos foram compartilhados com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e mais de 90 parceiros de mídia global .

O que, de fato, os “Documentos Paraíso” confirmados em detalhes preocupantes é até que ponto a indústria offshore superou suas origens nas margens do sistema financeiro. É muito mais do que uma série de operações sombrias, como o escritório de advocacia Mossack Fonseca (atua no Brasil – parentese nosso), o ponto focal da exposição de 2016 da Panama Papers .

Epítetos como “marginais” e “desonestos” não se aplicam à Appleby, que foi nomeada “Firma de Direito Offshore do Ano” mais de uma vez e é membro do “Círculo Mágico Offshore”, uma coleção informal de lei offshore de empresas líder. Seus clientes incluem princesas, primeiros-ministros e estrelas de Hollywood, além de gigantes corporativos: Apple, Nike , Facebook e Glencore , o maior trader de commodities do mundo.

Os documentos da Paradise Papers revelam que os colaboradores da Appleby incluíram os escritórios de advocacia Baker McKenzie e Akin Gump Strauss Hauer & Feld; os gigantes da contabilidade KPMG, Ernst & Young e PricewaterhouseCoopers; e o Citigroup, o Bank of America, o HSBC, o Credit Suisse e o Wells Fargo.

Luke Harding, um repórter do The Guardian e “sócio” dos Panama Papers e Paradise Papers, observou em 2016 que o mundo offshore era considerado uma parte sombria , mas secundária do nosso sistema econômico. Agora sabemos: “Ele é o sistema econômico”, disse ele.

Tão grande foi, que até mesmo os Panama Papers, (com 2,6 terabytes o maior vazamento de dados já entregue aos jornalistas, revelando milhares de empresas de fachada, deu uma olhada em talvez 5% daquela fatia daquele mercado offshore específico), que em si é apenas parte de um sistema financeiro sombra amplo e multifacetado, o economista e autoridade de offshoring Gabriel Zucman disse a Alan Rusbridger em uma entrevista para a New York Review of Books .

“Mesmo se você tiver gigabytes de dados”, disse Zucman, “já que eles envolvem apenas uma empresa específica em um país específico envolvido em uma forma específica de atividade dos paraísos fiscais, não há como inferir com significado o que é a escala do problema global, a magnitude da evasão fiscal e da evasão fiscal, os custos para os governos ”.

The Paradise Papers – o sexto de uma série de investigações em que o ICIJ e seus parceiros usaram dados em massa para examinar assuntos relacionados ao offshore – avança o conhecimento público para outro nível. Mas, como notou Zucman, somente a Suíça registrou US $ 2,4 trilhões em ativos administrados por bancos suíços para estrangeiros, cerca de 60% dos ativos em empresas-fantasmas.

Indivíduos americanos, segundo a estimativa de Zucman, “estão evitando US $ 30 bilhões por ano [em impostos] por meio de ativos não registrados”, enquanto as multinacionais americanas estão evitando US $ 120 bilhões “deslocando artificialmente os lucros para Bermudas e lugares semelhantes”.

E então, Zucman disse, “há todo o aspecto bancário nisso – você sabe, os banqueiros na Suíça e em Luxemburgo e em todos os lugares que estão criando empresas-fantasmas, ou trusts, ou fundações, e assim por diante; ou que estão ajudando ativamente alguns de seus clientes a esconder ativos; que estão investindo seus fundos em seu favor, e assim por diante. ”

Se uma característica definidora da democracia é que todos jogam segundo as mesmas regras, então a democracia está em dificuldades em todo o mundo.

Impacto dos Papéis do Paraíso

Não há esperança?

Em 16 de dezembro, mais de duas dúzias de manifestantes franceses, carregando lupas e usando chapéus de caça à espreita estilo Sherlock-Holmes, desembarcaram na Ilha de Jersey e se dirigiram para o único lugar na ilha autorizado a vender iPhones.

“Apple, Apple, Apple, pague seus impostos!”, Gritavam eles.

O movimento anti-globalização, Attac , chegou a conduzir uma “investigação” satírica sobre se o gigante tecnológico realmente fez negócios corporativos no conhecido paraíso fiscal – uma pergunta justa, já que bilhões de dólares dos lucros do fabricante do iPhone são reservados lá .

Os manifestantes descobriram que a Apple não tinha presença visível na ilha além da solitária loja da Apple.

Duas semanas antes, outros manifestantes da Attac invadiram uma loja da Apple no centro de Paris, algemando-se a balaustradas e formando filas de conga enquanto recitavam que a empresa pagasse US $ 15 bilhões em impostos.

Se os esforços globais para dominar o sistema offshore ganharam força, a crescente conscientização pública tem sido um fator-chave.

Nas seis semanas após a divulgação pública dos Documentos Paraíso, os usuários do Facebook viram as postagens sobre o projeto impressionantes 182 milhões de vezes. Alguns dos mais amplamente lidos e distribuídos cartazes influenciadores foram os políticos – o senador norte-americano Bernie Sanders, o independente de Vermont, por exemplo. O alcance abrangeu países e continentes, com algumas das interações on-line mais ativas na França, na Índia e no México.

Por algumas horas no dia 6 de novembro, um dia após a publicação das primeiras notícias do jornal Paradise Papers, as buscas do Google por “Papers Paraíso” superaram em número as de “Donald Trump”.

Usuários de mídias sociais pediram boicotes de grandes empresas e instituições citadas nos jornais Paradise, incluindo Apple e Nike, outra gigante corporativa que transferiu bilhões de dólares em lucros entre paraísos fiscais para evitar impostos na Europa.

No Twitter, as pessoas gostaram ou retweetaram conteúdos relacionados aos Documentos Paraíso mais de 1,5 milhão de vezes. Os principais posts vieram de Sanders, do líder da oposição do Reino Unido, Jeremy Corbyn, do ator Mark Ruffalo e de outras celebridades.

“O dia do vazamento é meu dia favorito. #ParadisePapers, ” Edward Snowden twittou em 5 de novembro. O post foi retweetado mais de 6.000 vezes e “curtiu”, mais de 11.500.

‘É chamado de trapaça’

Mas a grande maioria das respostas das mídias sociais veio de pessoas comuns que se encorajaram o suficiente para falar.

“É claro que os paraísos fiscais são ‘moralmente errados’ – isso é chamado de trapaça”, Holly Boruck, postou no Facebook da Califórnia em uma resposta típica.

Outra pessoa perguntou: “Quando eles vão mudar a lei para que esses evasores fiscais cumpram pena ou paguem sua parte justa como a maioria dos americanos que podem estar enfrentando o tempo de prisão por seus pequenos impostos não pagos?”

Os estudantes marcharam nas ruas do Reino Unido e realizaram reuniões nos EUA para protestar contra os investimentos no exterior de suas universidades, que, como revelaram os Documentos Paraísios, incluíam o uso de corporações “bloqueadoras” para evitar impostos sobre doações.

“Isso é meio ridículo”, Kari Barclay, 23 anos, candidata a PhD da Stanford University e membro do conselho estudantil, lembrou-se de alguns membros dizendo durante uma reunião do conselho. “As pessoas não esperavam ver o nome de Stanford entre corporações e pessoas de riqueza nos jornais”, disse Barclay.

O conselho pediu que a universidade se desfizesse de suas participações em empresas estrangeiras.

Em Quebec, manifestantes agitaram bandeiras e cartazes em frente ao Parlamento para protestar contra a evasão fiscal, e em Glasgow, Escócia, um artista requisitou uma rotunda para montar uma exposição completa com palmeiras infláveis, dinheiro de jogo e uma máquina de lavar roupa. Uma placa acima da instalação dizia: “O Banco Offshore Paradise”. 
A indústria offshore, antes invisível a todos, com exceção de alguns especialistas, tornou-se um tópico do discurso público.

“Os Documentos Paraíso mostram a magnitude da exploração”, declarou o San Francisco Chronicle em um editorial. “É uma realidade enlouquecedora para o resto de nós que pagamos nossa parte justa do custo dos serviços públicos.”

Dia Útil da África do Sul – observando que dezenas de bilhões de dólares provavelmente estavam sentados, não declarados, fora do país – disse em editorial: “A lição clara para os formuladores de políticas é que precisamos de autoridades tributárias astutas, justas e competentes para lidar com as complexidades. do imposto global de compras de forma eficaz e garantir o público recebe o que é devido a isso.Esses evasores fiscais não apenas prejudicam a economia e o sistema que possibilitam seus lucros, mas o próprio princípio da globalização.Jan Hildebrand

E o Handelsblatt Global argumentou que os esquemas offshore prejudicam a ideia de que o capital deve ter permissão para fluir livremente. “Esses sonegadores de impostos não apenas enfraquecem a economia e o sistema que possibilitam seus lucros, mas o próprio princípio da globalização”, escreveu Jan Hildebrand, editor do Handelsblatt. “E a ironia particularmente cruel é que muitos dos associados mais próximos do presidente dos EUA, que fizeram campanha contra a globalização para garantir sua vitória nas eleições, foram nomeados nos Documentos do Paraíso.”

Um legado do império

As raízes históricas do sistema offshore são mais profundas do que o comumente suposto.

Jornalista e autor Nicholas Shaxson traça-os para o colapso do Império Britânico no pós-guerra e a transformação de antigas colônias insulares – Bermuda, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Cayman – em Territórios Ultramarinos Britânicos, que, como o próprio Reino Unido, abraçaram o papel de intermediário financeiro. “Até o final de 1959, cerca de US $ 200 milhões estavam em depósito no exterior”, escreveu Rusbridger. “Em 1961, o total atingiu US $ 3 bilhões”. Jurisdições ao redor do mundo começaram a competir por dinheiro no exterior, e uma corrida financeira para o fundo começou.

A desregulamentação financeira dos anos Reagan e Thatcher sobrecarregou o processo, e a indústria “offshore” logo se expandiu em alguns estados dos EUA, Irlanda e outras jurisdições desenvolvidas. Um pequeno grupo de profissionais de suporte tornou-se uma indústria global integrada a áreas dedicadas de megabanks e grandes escritórios de advocacia e contabilidade.ARTIGOS RELACIONADOS

A crise financeira de 2008, por toda a miséria que causou, ajudou a expor a indústria offshore. Enfrentando a queda das receitas fiscais, os governos foram forçados a recorrer a uma fonte óbvia: sonegadores e evitadores de impostos. Em 2010, os EUA promulgaram a importante Lei de Conformidade Fiscal de Contas Estrangeiras de 2010, forçando os bancos estrangeiros a entregar dados sobre seus clientes nos EUA ou a enfrentar um imposto de 30% sobre as transações bancárias dos EUA.

O grupo de nações do G-20 e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) começaram a trabalhar em medidas de transparência e compartilhamento de informações que, em 2014, evoluíram para o Common Reporting Standard, ou CRS. Essa troca automatizada de informações, embora problemática, poderia ter efeitos de longo alcance nos esforços de países individuais para localizar e tributar ativos mantidos em outras jurisdições.

Até agora, mais de 100 países se comprometeram a implementar o sistema , embora os críticos apontem para lacunas que dão aos países ampla discrição na decisão de quais países podem receber seus dados. A Suíça tem sido apontada como sendo particularmente imbatível.

Uma batida offshore

Os esforços de reforma internacional foram acompanhados por uma série de denúncias jornalísticas globais baseadas em vazamentos de dados em massa sem precedentes de empresas de serviços profissionais bem colocadas no setor offshore. Cada um causou protestos públicos que mantiveram o calor sobre os esforços de reforma internacional, dizem especialistas.

Em abril de 2013, o ICIJ e 40 parceiros de mídia publicaram uma exposição baseada em documentos vazados de empresas em Cingapura e nas Ilhas Virgens Britânicas que se especializaram na criação de ferramentas discretas de gerenciamento de riqueza. ” Secrecy for Sale ” foi a primeira investigação do ICIJ sobre os negócios financeiros ocultos de políticos, vigaristas e mega-ricos em todo o mundo.

Em 2014, “ Luxembourg Leaks ”, com base em 28.000 páginas de registros vazados, revelou acordos confidenciais entre o governo de Luxemburgo e algumas das maiores corporações do mundo, acordos que concediam, em alguns casos, taxas de impostos efetivas abaixo de 1%. Em 2015, “ Swiss Leaks ” expôs como o banco privado do HSBC na Suíça ajudou a evasão fiscal e escondeu milhões de dólares em receitas corruptas para clientes.

Depois vieram os Panama Papers . Com base em mais de 11,5 milhões de arquivos vazados da Mossack Fonseca, a investigação expôs a história do escritório de advocacia de fornecer empresas secretas e veículos para evasão de impostos para dezenas de políticos, criminosos, bilionários e celebridades. O projeto levou a prisões, processos e demissões, incluindo a renúncia dos primeiros-ministros da Islândia e do Paquistão .

Dezesseis países coletaram um total de US $ 554,5 milhões em multas e impostos não pagos por meio de investigações relacionadas à Panama Papers, de acordo com uma pesquisa com parceiros de mídia do ICIJ. A autoridade fiscal do México, por exemplo, recuperou US $ 52 milhões, disse Oscar Molina Chie, chefe da Unidade de Grandes Contribuintes, ao parceiro de mídia mexicano do ICIJ, Proceso.

A Agência Canadense de Receitas informou que auditou 136 contribuintes e recuperou quase US $ 15 milhões por causa do “Sigilo à venda” e auditou 300 contribuintes, recuperando US $ 39 milhões, devido a “Swiss Leaks”. A agência informou que 123 canadenses estão em auditoria no Panamá. Revelações de documentos e que várias investigações criminais relacionadas estão em andamento. Os Documentos do Paraíso provavelmente darão frutos em quatro a sete anos, previu a agência.

Além das estatísticas, os Panama Papers impulsionaram o offshoring e a evasão fiscal na agenda pública globalmente – e então os Documentos Paraíso deram-lhe outro impulso.

“Acho que é a primeira vez que há indignação pública em tal escala”, disse Zucman a Rusbridger na entrevista à New York Review. “No nível global, as pessoas sentiram muito fortemente que algo está errado”.

Os esforços de reforma recebem outro empurrão

Este mês, durante uma sessão que terminou às 2 da manhã, o Parlamento Europeu votou para exigir que todos os países europeus publiquem os nomes dos verdadeiros proprietários de todas as empresas. A medida contra a lavagem de dinheiro, que os países da UE têm 18 meses para acrescentar às suas leis domésticas, também representa um avanço na luta global contra o sigilo e a evasão fiscal.

A lei foi aprovada apesar da oposição do Reino Unido, Irlanda, Luxemburgo e outros estados que agem como paraísos fiscais ou os toleram. Também estabelece um novo padrão para os retardatários, incluindo os Estados Unidos, que continuam a tolerar altos níveis de sigilo em Nevada, Delaware e outros lugares.

Roberto Gualtieri, presidente do comitê de assuntos econômicos e monetários do Parlamento, disse que as revelações de jornalistas investigativos fizeram a diferença entre os esforços deste ano e os do passado de anos. “Eu me lembro como foi difícil”, disse Gualtieri, da Itália.

A UE também acelerou a adoção de uma “ lista negra ” há muito prometida de paraísos fiscais. Embora a lista tenha deixado as expectativas de alguns defensores – deixou de fora os países europeus e os paraísos populares do Caribe sob o controle britânico – os reformadores disseram que era um começo.Não há razão para a própria existência desses paraísos offshore.Joseph Stiglitz

Desde a publicação dos Documentos Paraíso, os governos abriram investigações fiscais no Vietnã, Lituânia, Indonésia, Irlanda, Grécia, Holanda, Nova Zelândia, Austrália, Nigéria e Paquistão. O Serviço Nacional de Impostos da Coréia do Sul informou que está investigando 37 cidadãos e empresas. Recentemente, as autoridades indianas enviaram o primeiro conjunto de convocações para 23 “grupos” citados nos Documentos Paraíso.

Antonio Gustavo Gomez, procurador-geral da província de Tucuman, na Argentina, disse que os jornais Paradise expuseram empresas estrangeiras relacionadas à Minera Alumbrera, uma empresa de cobre e ouro operada pela gigante de commodities Glencore. Seu escritório está investigando suposta poluição, evasão fiscal e lavagem de dinheiro, segundo uma carta enviada por seu escritório ao ICIJ.

Separadamente, os legisladores argentinos apresentaram uma queixa contra o ministro da Fazenda, Luis Caputo, alegando crimes que incluíam não divulgar seus interesses no exterior e violar suas obrigações como funcionário público.

Na Holanda, o secretário de Estado para finanças anunciou uma revisão de 4.000 acordos entre corporações e a repartição fiscal nacional depois que dois parceiros de mídia do ICIJ, os jornais Trouw e Financieele Dagblad, revelaram que as regras haviam sido violadas ao conceder uma isenção fiscal de US $ 169 milhões. gigante de produtos de consumo Procter & Gamble.

Nos EUA, um cabo de guerra

Mas a batalha final sobre o futuro do sistema offshore será travada nos EUA, que continua a ser uma hegemonia financeira através de seu controle sobre o acesso ao sistema financeiro dos EUA – um assunto de vida ou morte para qualquer jurisdição ou instituição com participação Finanças Internacionais. Além disso, em Nevada, Delaware e em outros lugares, continua sendo um paraíso fiscal.

Legisladores democratas pediram uma investigação sobre o secretário de Comércio do presidente Donald Trump, Wilbur Ross, depois que os Documentos Paraíso revelaram os laços de Ross com influentes interesses comerciais russos . Ross detinha uma participação, através de uma complexa cadeia de empresas nas Ilhas Cayman, em uma companhia de navegação que ganhou milhões de dólares de uma empresa de energia co-controlada por membros do círculo interno do presidente russo Vladimir Putin, incluindo seu genro.

“As revelações financeiras do secretário Ross são como uma boneca russa, com conflitos de interesse claramente escondidos em empresas aparentemente inócuas”, disse o senador Richard Blumenthal, democrata de Connecticut e membro do comitê que confirmou Ross como secretário em janeiro.Wilbur Ross despojou sua participação na Navigator Holdings depois que ela foi revelada pelos Documentos Paraíso.EuRocco Fazzari

Secretário de Comércio Wilbur Ross.

Um porta-voz do Departamento de Comércio disse neste mês que Ross se livrou das ações da empresa de navegação Navigator Holdings Ltd. O inspetor geral do departamento eo Government Accountability Office, braço investigativo do Congresso, disseram ao ICIJ que estão analisando os pedidos de investigações.

A investigação do ICIJ enfocou as práticas fiscais da Apple aos olhos do público, assim como a Apple estava prestes a se tornar a maior beneficiária da legislação então proposta, que incluía cortes de impostos para multinacionais americanas com lucros estrangeiros estacionados no exterior.

Depois que o ICIJ publicou detalhes dos arranjos tributários da Apple, os republicanos no Congresso aumentaram de 10% para 15,5%, a proposta de lei dos lucros em dinheiro no exterior trouxe para os EUA. A taxa existente na época era de 35% e a redução foi promovida. como um incentivo a empresas multinacionais para repatriar lucros.

O medido foi assinado em lei este mês por Trump.

Por um lado, a empresa teria que pagar bilhões de dólares a mais do que havia sido proposto anteriormente para levar para casa todo o seu dinheiro no exterior. Por outro lado, a lei ainda tem um enorme benefício fiscal para a Apple.

E por aí vai.

Como o economista ganhador do Prêmio Nobel Joseph Stiglitz observou em um discurso recente, a questão não é sobre características específicas do sistema offshore. É se o sistema offshore serve a qualquer propósito legítimo ou simplesmente permite que os ricos e poderosos ignorem as regras seguidas por todos os outros.

“A realidade é que eles colocam seu dinheiro lá para se envolver em evasão fiscal, evasão fiscal, evitação regulatória, evasão regulatória”, disse Stiglitz.

“Não há razão para a própria existência desses paraísos offshore”.

Colaboradores desta história: Scilla Alecci , Emilia Díaz-Struck , Simon Bowers , Cecile S. Gallego , Spencer Woodman , Ryan Chittum , Sandra Crucianelli e Karlijn Kuijpers

DO: ICIJ

E você leitor. Entendeu por que os “paraísos fiscais” nunca serão combatidos enquanto o capitalismo vigorar na ordem mundial ?