*O que é o Fascismo ?

Para entender melhor o que é o “fascismo”, seria bom entender melhor o que Orwell quis dizer quando ele classificou o fascismo numa gama de situações, o fascismo pode ser muito ou uma parcela pequena, pode ser uma instituição ou um indivíduo.

Resumindo para que se entenda melhor. O fascismo não significa apenas um xingamento, o fascismo trabalha o ódio latente em todo ser humano, este ódio, (talvez produto das nossas frustrações, dos nossos recalques, de uma educação antilibertária e autoritária, de muitas mazelas causadas nas infâncias, das neuroses produzidas pelo próprio sistema capitalista que não tem condições de suprir os egos) é catalisado e canalizado. Após, as matrizes manipuladoras fascistas  dão a estes ódios uma única direção.

Por isso Orwell afirma que ele pode ser muitas coisas ou poucas ao mesmo tempo.

Porém, o fascismo nada mais é que o ódio trabalhado individualmente ou coletivamente.

Xenofobia, transfobia, intolerância religiosa, misoginia, homofobia, esquerdofobia praticada pelos direitopatas, e muitos outros ódios são o alimento do fascismo. O ódio é a matéria prima que conduz a caminhada humana ao estado fascista.

Por isso ele é fácil de identificar, ele é o ódio proferido através do discurso, é um gesto racista num estádio de futebol e é muito mais grave do que se imagina.

Por: villorBlue

Abaixo: “O que é o fascismo” Ensaio de George Orwell, Tribuna, 1944

De todas as questões sem resposta em nosso tempo, talvez a mais importante é: “O que é o Fascismo ?”

Uma das organizações de pesquisa social na América fez essa pergunta recentemente a cem pessoas diferentes e recebeu respostas que iam de “pura democracia” a “pura maldade”. Nesse país se você pedir à pessoa pensante média para definir o Fascismo, ela normalmente responderá usando os regimes alemão e italiano como exemplos. Entretanto isso é insatisfatório porque mesmo os principais estados fascistas diferem entre si largamente quando se trata de estrutura e ideologia.

Não é fácil, por exemplo, encaixar a Alemanha e o Japão na mesma estrutura e é ainda mais difícil quando se trata de estados maiores que podem ser considerados fascistas. Normalmente considera-se, por exemplo, que o Fascismo é inerentemente beligerante, que ele cresce sob uma atmosfera de histeria de guerra e que só pode resolver seus problemas econômicos através de preparações para guerras ou conquistas estrangeiras. Mas claramente isso não é verdade quando falamos de Portugal ou várias outras ditaduras sul americanas.

Ainda, o antissemitismo é considerado uma das características do Fascismo, mas alguns movimentos fascistas não são antissemitas. Controvérsias frequentes, reverberando por anos sem fim nas revistas americanas, nem mesmo conseguiram definir se o Fascismo é ou não é uma forma de capitalismo. Mesmo assim, quando aplicamos o termo “Fascismo” à Alemanha, Japão ou à Italia de Mussolini, em geral conseguimos saber do que se trata. É na política interna que essa palavra perdeu qualquer vestígio de significado.

Pois se você acompanha a mídia saberá que não há quase nenhum grupo de pessoas – certamente nenhum partido político ou grupo organizado de qualquer tipo – que não tenha sido denunciado como Fascista nos últimos dez anos. Aqui não me refiro ao uso verbalizado do termo “Fascistas”. Digo do que eu vi impresso. Eu vi as palavras “simpatizantes do Fascismo” ou “tendência fascistas”ou simplesmente “Fascista” usadas com toda a seriedade ao falarem dos seguintes grupos de pessoas:

Conservadores: Todos os Conservadores, apaziguadores ou anti-apaziguamento, são considerados subjetivamente pró-Fascistas. O julgo britânico sobre a Índia e as colônicas é considerado indistinguível do Nazismo. Organizações do que poderíamos considerar do tipo patriótico ou tradicional são rotuladas de cripto-fascistas ou “simpatizantes do Fascismo”. Exemplo são a União dos Escoteiros, a Polícia Metropolitana, o M.I. 5, a Legião Britânica. Frase chave: “As escolas públicas são terreno fértil para o Fascismo”.

Socialistas: Defensores do capitalismo à antiga (exemplo, Sir Ernest Benn) defendem que o Socialismo e o Fascismo são a mesma coisa. Alguns jornalista católicos defendem que os socialistas foram os principais colaboradores em países ocupados pelos nazistas. A mesma acusação é feita de um ângulo diferente ao Partido Comunista em suas fases de extrema esquerda. No período de 1930-35 o Daily Worker se referiu com frequência ao Labour Party como Labour Fascists. Isso é ecoado por outros extremistas de esquerda como os anarquistas. Alguns nacionalistas indianos consideram alguns sindicatos britânicos como organizações fascistas.

Comunistas: Uma escola de pensamento considerável (exemplos, Rauschning, Peter Drucker, James Burnham, F. A. Voigt) se recusa a reconhecer a diferença entre os regimes Nazista e Soviético, defendendo que todos os fascistas e comunistas buscam os mesmos objetivos e até mesmo que, em certa medida, são as mesmas pessoas. Líderes no The Times (pré-guerra) se referiram à União Soviética como um “país fascista”. Novamente, de um outro ângulo isso é repetido por anarquistas e trotskistas.

Trotskistas: Os comunistas acusam os Trotskistas oficiais, ou seja, a própria organização de Trótsky, de serem uma organização cripto-fascista a mando dos Nazistas. Isso foi amplamente aceito pela Esquerda durante o período da Frente Popular. Em seus períodos de extrema direita os comunistas tendem a aplicar a mesma acusação a todos que estejam a esquerda de si mesmos, ou seja, a Comunidade das Nações ou o I.L.P.

Católicos: Fora de suas próprias fileiras a Igreja Católica é quase universalmente considerada pró-fascista, tanto objetiva quanto subjetivamente.

Contrários à guerra: Pacifistas e outros contrários à guerra são frequentemente acusados não apenas de facilitarem as coisas para o Eixo como também de se contaminarem com um sentimento pró-fascista.

Apoiadores da guerra: Os contrários à guerra normalmente se baseiam no argumento de que o imperialismo britânico é pior que o nazismo e tendem a aplicar o termo “Fascista” a qualquer um que deseje a vitória militar. Os apoiadores da Convenção do Povo chegaram perto de defender que a disposição de resistir a uma invasão nazista era sinal de simpatias fascistas. A Guarda Nacional foi denunciada como uma organização fascista assim que surgiu. Ainda, quase toda a esquerda tende a considerar militarismo e fascismo como sendo iguais. Soldados politicamente conscientes quase sempre se referem a seus oficiais como sendo “simpatizantes do fascismo”ou “naturalmente fascistas”. Escolas de guerra, decoro militar, saudações militares são todos considerados caminhos para o fascismo. Antes da guerra, alistar-se à Reserva militar era considerada uma tendência fascista. Alistamento compulsório e exército profissional são ambos considerados fenômenos fascistas.

Nacionalistas: O nacionalismo é universalmente considerado fascista, mas isso é usado apenas contra aqueles movimentos nacionais que o próprio locutor desaprova. Nacionalismo árabe, polonês, irlandês, o Congresso Nacional Indiano, a Liga muçulmana, Zionismo e o I.R.A. são todos creditados como fascistas, mas não pelas mesmas pessoas.

Vê-se então que, da forma como é usada, a palavra “fascismo”quase não possui significado. Na conversa, é claro, ela é usada de forma ainda mais aberta do que quando escrita. Já a ouvi aplicada a fazendeiros, comerciantes, ao crédito social, punição corporativa, caçadas, touradas, ao Comitê de 1922, Comitê de 1941, Kipling, Gandhi, Chiang Kai-Shek, homossexualidade, astrologia, mulheres, cães e nem sei mais o quê.

Todavia, por baixo de toda essa bagunça realmente há um significado enterrado. Para começar, é claro que há grandes diferenças, algumas fáceis de apontar e outras não tão fáceis de explicar entre os regimes chamados Fascistas e aqueles considerados democráticos. Segundo, se “Fascista” significa “em simpatia com Hitler”, algumas das acusações que eu citei são mais justas do que outras. Terceiro, mesmo as pessoas que arremessam a esmo o rótulo de fascista atribuem alguma forma de significância emocional ao termo. Por “Fascismo” eles querem dizer, a grosso modo, algo cruel, inescrupuloso, arrogante, obscurantista, anti-liberal e contra a classe trabalhadora. Exceto pelo relativamente pequeno número de simpatizantes do Fascismo, quase qualquer pessoa inglesa aceitaria a palavra “valentão”como sinônimo de “fascista”. Isso é o mais próximo que essa muito abusada palavra chegou de uma definição.

Mas o Fascismo também é um sistema político e econômico. Por quê, então, não podemos ter uma definição clara e geralmente aceita para isso? Infelizmente, não teremos uma – pelo menos não ainda. Dizer o motivo tomaria muito tempo, mas basicamente é porque é impossível definir Fascismo satisfatoriamente sem fazer admissões que nem os próprios Fascistas, nem os Conservadores, nem os Socialistas de qualquer cor, estão dispostos a fazer. Tudo o que se pode fazer no momento é usar essa palavra com um certo nível de circunspecção e não, como normalmente se faz, degradá-la ao nível de um xingamento.

 

 

 

*Como o Capitalismo de Plataforma nos Torna Menos Humanos

Como o capitalismo transformou as relações do trabalho em escravidão moderna

Do: THE GUARDIAN (INGLATERRA)

O aplicativo Uber em um telefone celular, com um táxi preto e busto vermelho de Londres ao fundo

Foto: Kirsty Wigglesworth / AP

‘O IWGB sugere que a licença da Uber para operar em Londres poderia ser condicionada ao respeito dos direitos trabalhistas dos motoristas’.

Uma década atrás, foi lançado um serviço/passeio chamado UberCab no Vale do Silício. Desde então, o renomeado Uber gastou US $ 10 bilhões. Nunca teve lucro . 

O modelo de negócios depende dos acionistas para subsidiar viagens baratas para que a empresa possa espremer os rivais e estabelecer um monopólio. 

O sucesso do Uber é que 90 milhões de pessoas agora o usam em 700 cidades ao redor do mundo. 

Depois de entrar no mercado de ações, seus dois fundadores se tornaram bilionários. Enquanto os proprietários do Uber se tornaram imensamente ricos, as pessoas que dirigem seus carros pagam um preço muito alto. Os sindicatos dizem que os motoristas da Uber no Reino Unido ganham uma média de £ 5 por hora, bem abaixo do salário mínimo legal de £ 8,21 para funcionários com mais de 25 anos.

Eles podem trabalhar até 30 horas a mais por semana antes de igualar ao salário minimo legal inglês.

Centenas de pessoas entraram em greve em maio para protestar contra salários e condições ruins de trabalhos.

Em toda a Grã-Bretanha, otrabalho de show– parte de um mercado de trabalho casual, precário e de plantão – está crescendo a um ritmo vertiginoso.

O setor (“trabalho de show“) mais que dobrou de tamanho desde 2016 e agora é responsável por 4,7 milhões de trabalhadores. 

Em parte, isso se deve à nova tecnologia: as pessoas estão usando aplicativos em seus celulares para vender seu trabalho. O modelo de negócios principal baseia-se no recurso quase instantâneo a um grande grupo de trabalhadores sob demanda que procuram seu próximo show. 

O “trabalho incerto” está se tornando a norma, com o resultado de que as estatísticas do desemprego parecem melhores do que a sensação dos britânicos (sensação de desemprego). É um ambiente de excesso de trabalho, marcado por intensas explosões de exaustão.

Uma empresa de “economia de showstentou comercializar o burnout como um estilo de vida, alegando que seus trabalhadores eram “executores” para os quais “a privação do sono é [sua] droga de escolha”.

Nada pode disfarçar o fato de que a ascensão da “economia do show” foi acompanhada por uma queda no poder de compra das famílias trabalhadoras – que agora representam 58% daquelas abaixo da linha oficial de pobreza; o número era de 37% em 1995.

Em um artigo seminal , Alex Wood e outros pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que metade do trabalho no Reino Unido está em nossas ruas, fornecendo comida ou encomendas de courier ou oferecendo viagens de táxi.

Trabalhadores de cereja

A outra metade do “trabalho de show” é remota – fornecendo serviços digitais, como entrada e programação de dados, em plataformas como Upwork, Freelancer e Fiverr, que atuam como casas de leilão para trabalho humano, onde as pessoas fazem uma oferta para fazer o trabalho oferecido .

Os de nações mais ricas podem ser prejudicados por aqueles em lugares mais pobres. Em 2017, os freelancers dos EUA que usam o Upwork arrecadaram US $ 27 milhões – apenas um pouco mais do que os da Índia. Muitas das maiores empresas do mundo usam esses aplicativos para terceirizar o trabalho e reduzir custos. O trabalho em micro, onde as tarefas são divididas, é dominado pela divisão Mechanical Turk da Amazon. Dois terços de seus trabalhadores nos EUA ganham menos que o salário mínimo federal.

O escritório enfrenta um futuro como o do chão de fábrica na década de 1980, quando o trabalho (produção) era enviado ao exterior para economizar dinheiro e aumentar os lucros.

Em seu livro Humans as a Service , o acadêmico de Oxford Jeremias Prassl diz que os problemas da economia – para trabalhadores e mercados – são dirigidos por empresas “que se apresentam como meros intermediários em vez de provedores de serviços poderosos … [para] mudar quase todo o risco de seus negócios e custar para os outros “.

A ilustração mais simples disso é a afirmação da Uber de que seus motoristas não são funcionários – de uma só vez, isso potencialmente evita passivos de US $ 1,5 bilhão em IVA. Esse tipo de dinheiro poderia ter sido usado para pagar a um serviço de saúde que lida com as consequências de empregos inseguros com turnos imprevisíveis. 

Um estudo de referência ao rastrear pessoas que perderam o emprego na recessão de 2010, descobriram que aqueles que acabaram com um trabalho de baixa qualidade – com baixos salários, baixa autonomia e alta insegurança – apresentaram níveis mais altos de estresse crônico do que aqueles que permaneceram desempregados.

Os direitos do consumidor estão sendo reescritos – geralmente em detrimento do cliente. Pessoas que usam aplicativos populares para levar como; Uber, Eats e Deliveroo podem pedir em milhares de restaurantes sem estar cientes de suas más avaliações de higiene.

Tais práticas comprometem a confiança necessária para que a economia de mercado funcione sem problemas. Escondido sob as reivindicações de autonomia, está o fato de que as plataformas exercem controle firme sobre a maioria dos aspectos de como e com que padrão o trabalho é realizado. A tecnologia pode monitorar se um freelancer está trabalhando o tempo todo faturado. Ele pode detectar se um driver de economia de trabalho freia demasiado difícil. Muitas classificações baixas podem levar um trabalhador a sair de uma plataforma. A produtividade se torna a maneira de medir o valor humano. As empresas podem escolher trabalhadores, geralmente sem filhos ou com boa saúde. O que acontece com aqueles que têm vidas que não correspondem às demandas da “economia do show“?

Comercializando o tempo livre

Na “economia do show“, os funcionários não são mais protegidos por um sistema legal projetado para uma idade diferente. Atualmente, existem três categorias de status de emprego no Reino Unido: empregado, trabalhador e autônomo. Somente a primeira categoria tem direito a todos os direitos trabalhistas, incluindo “pagamentos por despedimento, licença parental e proteção contra demissão sem justa causa“. A segunda categoria deve ter o “salário mínimo e os direitos sindicais protegidos, bem como o direito a férias pagas“. No entanto, as empresas de “economia de shows” assumem que seus trabalhadores são trabalhadores independentes e combatem sindicatos, como o Sindicato dos Trabalhadores Independentes da Grã-Bretanha.(IWGB) que afirmam o contrário. Em quase todos os casos, os trabalhadores na “economia do show” provaram que são de fato empregados. É absurdo que os juízes devam proteger os trabalhadores do trabalho autônomo forçado. A Grã-Bretanha tem leis trabalhistas, mas elas não são totalmente aplicadas. Isso permite que as empresas de show combatam as reivindicações individualmente e depois paguem o trabalhador que vence no tribunal sem aplicar a decisão à força de trabalho em geral. O governo conservador oferece apenas mudanças cosméticas nas regras que regem a economia do show. Seria melhor regular adequadamente as plataformas. Por exemplo, o IWGB sugere que a licença da Uber para operar em Londres poderia ser condicionada ao respeito dos direitos trabalhistas dos motoristas.

Deveria ser possível que os trabalhadores tivessem um trabalho flexível sem lhes negar direitos básicos. As empresas só podem competir de forma justa se as regras de emprego forem igualmente aplicadas e aplicadas de maneira consistente. Em um nível mais profundo, a economia do show está apagando o que era para muitos o objetivo tradicional de trabalhar: comprar tempo livre. Em vez disso, estamos sendo seduzidos e coagidos a pensar que é bom comercializar nosso tempo e bens de lazer. Tempo de sobra? Troque por dinheiro entregando pizza. Seu apartamento é grátis por uma semana? Alugue por dinheiro extra. Isso não vai nos fazer felizes. Devemos trabalhar e ter carreiras que nos permitam focar em nossos relacionamentos e ter passatempos enriquecedores de alma. Não é socialmente bom considerar o lazer como uma oportunidade comercial perdida. A menos que possamos nos afastar de tal pensamento

Obs.: Tradução livre Google

*A Água e as Novas Potências Coloniais ou um Conto de Muitas Cidades

Como as grandes corporações privadas são herdeiras naturais das potências coloniais do passado, atuando na busca pelo controle de recursos naturais

por Franklin Frederick/Jornal GGN

No dia 14 de novembro, o grupo canadense Wellington Water Watchers organizou a conferência “All Eyes on Nestlé” na cidade de Guelph, Ontário, reunindo povos indígenas e movimentos de cidadãos que lutam contra o acaparamento de água pela Nestlé vindos do Canadá, Estados Unidos, França e Brasil. Após este evento público, os representantes das organizações envolvidas se reuniram para trocar informações e discutir possíveis estratégias comuns de resistência à gigantesca empresa e suas captações de água. A partir das experiências e histórias compartilhadas por grupos tão diferentes como o ‘Colectif Eau 88’ – da cidade de Vittel, França –  de ‘Save Our Water’ – de Elora, Canadá – ou o ‘Michigan Citizens for Water Conservation’ – dos EUA – ficou claro que há um padrão comum que se repete em todos esses lugares onde a Nestlé retira água para suas instalações de engarrafamento, ao contrário das afirmações da empresa  de que sempre que há problemas estes são  apenas uma questão local. Este padrão comum mostra, por exemplo, que as quantidades de água captadas – pelas quais a Nestlé paga quase nada – provocam o rebaixamento do lençol freático, afetam os ecossistemas e põem em perigo o abastecimento de água dos cidadãos locais. Em Vittel, por exemplo, a Nestlé e a comunidade retiram água do mesmo aquífero e estudos realizados por  instituições estatais francesas indicam que esta situação coloca em risco o aquífero, uma vez que quantidade da água sendo retirada é maior do que a  sua reposição natural. A solução proposta pelas autoridades francesas? Construir uma tubulação  de cerca de 14 km para trazer água de outro lugar para os habitantes de Vittel, de modo que a Nestlé possa continuar tranquilamente seu negócio bombeando a água subterrânea de Vittel!!

Graças à resistência do grupo ‘Collectif Eau 88’ , o projeto de construçâo da tubulação foi derrotado politicamente e outra solução terá que ser encontrada para proteger o aquífero. Mas se não fosse este movimento de cidadãos, este projeto teria sido construído com dinheiro dos contribuintes. No condado de Wellington, a Nestlé Waters Canada tem permissão para extrair 4,7 milhões de litros de água por dia em poços em Hillsburgh e Aberfoyle e de acordo com Mike Balkwill do Wellington Water Watchers, “a empresa solicitou a renovação dessas licenças, enquanto extrai água sem o consentimento das Seis Nações, em cujo território opera,  apesar da oposição pública de várias organizações indígenas”. E novamente, graças à resistência tanto das Seis Nações como de outros movimentos de cidadãos, a moratória sobre as permissões de bombeamento de água que terminaria no próximo dia 1º de janeiro foi recentemente prorrogada pelas autoridades até outubro de 2020.

A situação é a mesma na Flórida, onde, embora a autoridade local responsável pela água considere que já existe uma superexploração deste recurso na região, a Nestlé ainda assim  pretende bombear água em  Ginnie Springs. O padrão comum que emerge desses e de outros casos – no Estado de Michigan ou na pequena cidade de São Lourenço, no Brasil – também mostra que são sempre os grupos locais que se mobilizam em defesa da água,  não as autoridades hídricas ou ambientais do Estado. Pelo contrário, outro padrão que se repete na maioria dos casos, os governos muitas vezes se colocam do lado da corporação contra os cidadãos. Pior ainda, em muitos lugares a Nestlé acaba se fundindo com as autoridades locais, como no estado do Maine, nos EUA, onde um gerente da Nestlé estava no conselho da agência de proteção ambiental do Estado, ou em Vittel, onde uma vice-prefeita foi processada por um conflito de interesses relativo ao projeto da tubulação mencionado acima: esta vice-prefeita,  vereadora Claudie Pruvost, casou-se com um executivo da Nestlé de Vittel, presidente de uma associação que havia sido escolhida para desenvolver o projeto da tubulação junto  à Comissão Local da Água, presidida pela mesma senhora Pruvost. O julgamento foi adiado porque o caso teve de ser transferido do tribunal da cidade de Epinal – a mais próxima de Vittel – para a cidade de Nancy porque a vice-presidente do tribunal de Epinal também era casada com um outro diretor da Nestlé Waters em Vittel!

Leia também:  Os Sardinhas na Itália e a crise de representação política, por Arnaldo Cardoso

A Nestlé procura sempre estabelecer alianças ou parcerias com Governos para  proteger a si própria e às suas operações de engarrafamento, especialmente no seu país natal, a Suíça, onde a sua imagem tem de ser mais cuidadosamente resguardada. Recentemente, o ex-Chefe de Relações Públicas da Nestlé, Christian Frutiger, foi nomeado Vice-Director da Agência Suíça para o Desenvolvimento e a Cooperação – SDC da sigla em inglês –  a agência governamental suíça responsável por programas de ajuda ao desenvolvimento em países mais pobres – onde será responsável pelo programa Global ÁGUA do SDC!

Os danos ecológicos causados pelas instalações de captação e engarrafamento de água da Nestlé também não se limitam ao nível local. As garrafas  PET são uma das principais fontes de resíduos plásticos em todo o mundo. Um único exemplo é suficiente para dar uma ideia da contribuição da Nestlé para este problema: de acordo com  o ‘Wellington Water Watchers’, se o Governo retirar a moratória e aprovar as licenças da Nestlé para retirar água para engarrafamento comercial no Condado de Wellington, a empresa produzirá mais de 3 bilhões e 500 milhões de garrafas PET por ano – colocadas em fila, estas garrafas  circulariam a Terra 16 vezes! E esta quantidade de plástico vem apenas de duas instalações em Wellington County! A Nestlé tem dezenas de outras instalações de engarrafamento em todo o mundo, utilizando enormes quantidades de combustíveis fósseis para produzir mais bilhões de garrafas de plástico. Se acrescentarmos a isso o combustível consumido para transportar todas estas garrafas – principalmente por camião – vemos que a Nestlé tem um impacto significativo também  no aquecimento global.

Estes padrões são intrínsecos às operações de engarrafamento da Nestlé em todo o mundo e ao poder económico e político desta gigantesca multinacional. Países como o Canadá, os EUA ou a França estão entre as mais ricas e sólidas democracias de nosso planeta e, ainda assim, os seus cidadãos têm de lutar arduamente e durante muito tempo  para obter um mínimo de proteção das águas subterrâneas e de superfície, dos ecossistemas e por seu próprio acesso à água no futuro – coisas que normalmente, numa democracia, consideramos como uma obrigação do Estado. Mas se a Nestlé consegue ter governos do seu lado e contra os cidadãos mesmo em democracias tradicionais como os EUA,o  Canadá ou a França, o que poderá então acontecer às comunidades que enfrentam a apropriação de água pela Nestlé em paises com muito menos garatias democráticas e muito mais vulneráveis na África, na América Latina ou na Ásia?

Hoje em dia as corporações multinacionais são a principal fonte de poder econômico e político, como explicam Paul A. Baran e Paul M. Sweezy em sua obra clássica ‘O Capital Monopolista’ (Monopoly Capital):

“Os votos são a fonte nominal do poder político e o dinheiro é a fonte real: o sistema, em outras palavras, é democrático na forma e plutocrático no conteúdo. (…) Basta dizer que todas as atividades e funções políticas  que constituem as características essenciais do sistema – propaganda eleitoral, organizar e manter partidos políticos, realizar campanhas eleitorais – só podem ser realizadas por meio de dinheiro, muito dinheiro. E como no capitalismo monopolista as grandes corporações são a fonte do dinheiro grande,  elas são também a principal fonte de poder político”.

Leia também:  Adeus à Água como Bem Comum?, por José Álvaro de Lima Cardoso

De fato, algumas corporações transnacionais têm lucros maiores que o PIB da grande maioria dos países do mundo. Um exemplo é suficente para mostrar com clareza a disparidade do  poder econômico dessas corporações em comparação com outras instituições internacionais: em 2017, a Nestlé gastou 7,2 bilhões de dólares  em  publicidade em todo o mundo. O orçamento da Organização Mundial da Saúde -OMS – para 2016-2017 foi de US$ 4.384 milhões. É importante entender também que a moderna corporação transnacional é também a herdeira ‘natural’ das antigas potências coloniais, com a diferença de que enquanto esats antigas potências se concentravam na exploração do sul global, seus herdeiros contemporâneos, as corporações, são capazes de explorar também o NORTE global, quando os recursos de que precisam estão localizados lá, como explicou Paul Sweezy nesta citação de ‘Capitalismo Moderno e Outros Ensaios’ (Modern Capitalism and Other Essays):

“(…) não há razão para supor que uma corporação voluntariamente isentaria mercados estrangeiros e fontes de suprimento de seu horizonte de planejamento apenas porque estes estariam fora de um determinado conjunto de fronteiras nacionais”.

De fato, comunidades no Canadá, França e Estados Unidos tentando proteger seus recursos hídricos da Nestlé estão enfrentando as mesmas lutas que comunidades nos países do sul tiveram que enfrentar para proteger seus próprios recursos da apropriação colonial. As antigas potências coloniais usavam oligarquias locais submissas às suas políticas e visões econômicas como governantes em suas colônias,  o que se tornou o modelo de governo  da maior parte dos países no sul global. Sob o neoliberalismo, este modelo tem sido exportado para o norte global, onde as corporações transnacionais estão gradualmente tomando o espaço democrático e o poder politico, transformando muitos lugares no norte em réplicas de comunidades colonizadas do sul. Sob estas novas potências coloniaisl,  governos no sul como no norte tornam-se meros  servidores e defensores das grandes corporações, assegurando que, apesar dos danos ambientais e sociais, estas sempre tenham acesso aos recursos de que necessitam.

Esta dinâmica cria uma nova e importante abertura para a comunicação, a solidariedade, a compreensão e a ação comum entre movimentos de cidadãos que lutam contra a privatização da água no norte e no sul do mundo. A luta, sul ou norte, é a mesma: manter a água como bem público sob controle democrático. E lutar pela água é também lutar por nossas democracias ameaçadas  pelo autoritarismo e pelo controle corporativo, sul ou norte. Uma nova aliança entre o sul e o norte pode emergir como um movimento poderoso que desafiará o setor corporativo e seus servidores. As corporações, é claro, vão reagir e a Nestlé, mais uma vez, já tem uma longa e bem-sucedida história de luta contra a sociedade civil.

Nos anos 70, foi lançado um boicote internacional contra a Nestlé devido às suas práticas de promoção do uso da mamadeira e do leite em pó em detrimento do aleitamento materno, causando doenças e mortes infantis em países mais pobres. Esta campanha, conhecida como ‘Nestlé mata bebés’, teve um impacto sem precedentes na empresa, prejudicando muito a sua imagem. Para combater esta campanha, a Nestlé contratou Raphael Pagan, um oficial da Inteligência do Exército dos EUA. Pagan aconselhou os presidentes Nixon, Reagan e Bush sobre ‘ Políticas do Terceiro Mundo’ – ou seja, sobre como combater os movimentos de Libertação do Terceiro Mundo.Nixon foi o presidente dos Estados Unidos que apoiou o golpe de Estado do general Pinochet contra o presidente eleito Salvador Allende no Chile, colocando o país sob uma ditadura militar assassina que durou anos. Pagan recebeu o prêmio  ‘Life Achievement Award’ de Reagan – o Presidente dos Estados Unidos responsável pela  guerra sangrenta contra o governo sandinista nicaraguense, matando e aterrorizando milhares de pessoas na América Central. Raphael Pagan foi muito eficaz no combate ao boicote internacional contra a Nestlé, principalmente ao criar uma estratégia para dividir os grupos da sociedade civil responsáveis pela organização da campanha. Essa parceria com a inteligência militar para combater  organizações da sociedade civil foi tão bem-sucedida que mais tarde a Nestlé aprofundou essa colaboração.

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Em 2002, a Nestlé contratou John Hedley, um ex-agente do MI6 – o Serviço Secreto Britânico – como Chefe da Segurança. Entre outras coisas, Hedley foi responsável pela organização de uma operação de espionagem de grupos da sociedade civil críticos da Nestlé na Suíça, principalmente o grupo ATTAC. Quando essa operação foi revelada por um jornalista investigativo suíço que a denunciou na TV suíça, a Nestlé teve que enfrentar um processo judicial e foi condenada pela justiça suíça. A Nestlé também desenvolveu o que é conhecido como a “Sala de Guerra”, um centro de comunicação de alta tecnologia que rastreia em tempo real qualquer menção à Nestlé nas redes sociais, para que a empresa possa reagir rapidamente a qualquer comentário ou informação que a empresa considere uma  ‘ameaça’.  Em 2011, a Nestlé organizou a sua conferência anual “Creating Shared Values” em Washington, em parceria com o “The Atlantic Council” – uma organização sediada nos EUA que reúne grandes empresas, políticos e militares. O Atlantic Council – daí o seu nome – é membro da OTAN – a Organização do Tratado do Atlântico Norte (mais sobre isto em https://www.nestle.com/media/mediaeventscalendar/allevents/creatingsharedvalueforum2011 )

O principal painel  neste evento foi uma discussão entre  o CEO da Nestlé, Peter Brabeck, e  o Presidente e CEO do Atlantic Council, Frederick Kempe, com o seguinte tema:

‘Creating Shared Values’  na América Latina: Oportunidades, Obstáculos e Direcionamentos Futuros em Nutrição, ÁGUA , Desenvolvimento Rural”.

Creio que neste tema a palavra  “obstáculos” se refere principalmente aos movimentos da sociedade civil tentando manter seus recursos naturais – como a água – como bens públicos. Quando confrontadas com este tipo de resistência da sociedade, empresas como a Nestlé podem achar muito útil ter a OTAN ao seu lado para ajudar a “convencer”  governos rebeldes a utilizarem  seus recursos naturais para gerar lucros para o sector privado – não para o desenvolvimento do próprio país.

A Nestlé também tem um programa especial para contratar homens e mulheres veteranos das Forças Armadas dos EUA – ver em

https://www.nestleusacareers.com/military/ e

https://www.nestleusa.com/about-us/project-opportunity-career-acceleration-initiative

Talvez apenas para manter uma estreita ligação com os militares dos EUA, uma vez que, até onde eu sei, não existe um programa especial da Nestlé para contratar ex-militares suíços ou ex-militares franceses – ou ex-militares da Rússia, por que não? – apenas os dos EUA…..

Estes exemplos mostram o empenho da Nestlé em  impor o controle corporativo sobre as instituições democráticas para garantir acesso a recursos naturais como a água. Também revelam que a Nestlé está muito à frente no desenvolvimento de estratégias e táticas para combater a resistência da sociedade civil.

Somente unidos, norte e sul, poderemos proteger as nossas águas da apropriação privada e as nossas democracias do controlo corporativo. Não há outro caminho.

Leia na íntegra: PÁTRIA LATINA

*A Lava Jato e o Fascismo

Da: REVISTA CULT

Marcia Tiburi é filósofa, escritora e professora.

A Lava Jato e o fascismo

Adolf Hitler, que não cansava de agradecer o apoio dos juízes alemães (Arte Revista CULT)

Ao longo da história, não há movimento autoritário que não tenha contado com o apoio de considerável parcela de juristas e juízes. Hitler, por exemplo, não cansava de agradecer o apoio dos juízes alemães. Esse fenômeno da adesão de juristas a regimes autoritários, prontos para justificar as maiores violações aos direitos humanos, foi estudado e diversos livros foram publicados sobre o que entrou para a histórica como “os juristas do horror”.

No Brasil pós-golpe não é diferente. Não faltaram “juristas” para justificar a “legalidade” de um impeachment sem a existência de um verdadeiro crime de responsabilidade. Também nunca faltaram “juristas” para defender a “legalidade” do encarceramento de multidões, pessoas que não interessam aos detentores do poder econômico, em desconformidade com a Lei de Execuções Penais. Há, inclusive, “juristas” que defendem a “legalidade” de atos praticados por juízes de férias e em violação às regras de competência, que existem (e deveriam ser respeitadas) justamente para evitar arbítrios e violações à impessoalidade.

Mais grave: muitos “juristas” passaram – para agradar aos detentores do poder, inclusive aos interesses dos meios de comunicação de massa –  a defender a violação aos limites semânticos impostos pelas leis, como no caso da relativização do princípio constitucional da presunção de inocência.

Como na Alemanha nazista, “juristas” passaram a defender a necessidade de ouvir “a voz do povo” para decidir de acordo com a “vontade popular”. Se antes a “voz do povo” era identificada com a opinião do Führer, hoje, “a voz do povo” é a opinião dos próprios juízes, os Führer dos processos, que, muitas vezes, não passa da opinião dos grupos econômicos que detêm os meios de comunicação.

O exemplo mais significativo da ascensão do autoritarismo pela via judicial está no complexo de ações que passou a ser conhecido como “caso Lava Jato”.  No âmbito dessa operação, que também virou uma mercadoria e foi vendida pela propaganda do poder econômico como “a maior ação de combate à corrupção no Brasil”, diversos procedimentos se caracterizaram pela violação aos limites legais e éticos que definiam a democracia.

Em outras palavras, a pretexto de combater a corrupção, a Operação Lava Jato revelou-se um instrumento de corrupção da democracia. Os princípios e as regras constitucionais, que foram conquistas civilizatórias e serviam como garantia contra a opressão e o arbítrio, passaram a ser ignoradas por juízes, procuradores e ministros, sob os aplausos de uma mídia que, em grande parte, segue fielmente as lições de Goebbels.

Nesse momento, vale lembrar que o “combate à corrupção” foi uma das principais bandeiras do nacional-socialismo e responsável pela adesão popular ao nazismo, embora pesquisas recentes revelem que nazistas enriqueceram por vias ilegais. Os “moralistas” de lá, assim como os daqui, se revelaram uma fraude.

Ao longo da história do Brasil, o “combate à corrupção” sempre foi um exemplo de sucesso como arma política contra inimigos dos detentores do poder econômico (Vargas, Jango, Lula e Dilma), mas um fracasso do ponto de vista de diminuir ou recuperar os prejuízos causados ao erário público. Vários exemplos poderiam ser citados, mas basta acessar os dados que demonstram que todos os valores que seriam objeto de corrupção apontados pelos “juristas” que estão à frente da Lava Jato são bem inferiores aos prejuízos suportados pela economia brasileira em razão da maneira como foi conduzida a operação.

Em outras palavras, diante dos descuidos dos neoinquisidores brasileiros, os efeitos negativos da Operação Lava Jato para a economia são bem superiores à recuperação dos ativos. O Brasil se deu mal com a Lava Jato, mas muitos donos do poder econômico se deram muito bem.

Se fosse apenas um fracasso em termos de defesa dos interesses nacionais, a Lava Jato já seria um problema. Mas, ao desconsiderar sistematicamente a Constituição da República e a legalidade democrática, instaurar perseguições penais extremamente seletivas, manipular a opinião pública (aliás, estratégia admitida pelo juiz Sérgio Moro em um dos poucos, senão o único, artigo acadêmico conhecido de sua lavra) e violar direitos e garantias fundamentais, a Operação Lava Jato contribuiu decisivamente para o crescimento do pensamento autoritário e para a naturalização das ilegalidades estatais em nome de uma “boa intenção”, daquelas que enchem o inferno.

A Lava Jato transformou-se em uma ode à ilegalidade seletiva dos donos do poder. Dentre tantos exemplos, pode ser citado o vazamento ilegal – trata-se de um fato típico penal – das conversas do ex-presidente Lula e da presidenta democraticamente eleita Dilma Rousseff, por obra do juiz Sergio Moro, que – inacreditavelmente – continuou a julgar o ex-presidente, a vítima dessa conduta vedada pelo ordenamento brasileiro, com a – inacreditável – aquiescência de outros órgãos do Poder Judiciário.

A lógica que direciona a atuação na Operação Lava Jato é tratar tudo e todos como objetos negociáveis. Nesse sentido, viola a ideia iluminista da dignidade da pessoa humana. Pessoas voltaram a ser presas para delatar outras pessoas, como acontecia na idade média. Trocaram-se apenas as bruxas por políticos indesejáveis aos olhos dos detentores do poder. A verdade e a liberdade, valores da jurisdição penal democrática, foram transformadas também em mercadorias.

Em delações premiadas sem suficientes limites epistêmicos e legais, a verdade, sempre complexa, acaba substituída pela “informação” que confirma a hipótese acusatória e que já foi assumida como a “adequada” por juízes e procuradores. Trata-se de um novo fundamentalismo, que não deixa espaço para dúvidas, uma vez que trata a mera hipótese acusatória como uma certeza, ainda que delirante.  Pessoas são postas em liberdade ou tem a pena reduzida se falam aquilo, e somente aquilo, que os neoinquisidores querem ouvir.

A necessária luta contra a corrupção foi distorcida. Criou-se um mundo pelo avesso no qual os direitos e garantias fundamentais, condições para uma vida digna, passaram a ser vistos como impedimentos à eficiência punitiva e ao crescimento do Estado Penal.

Um mundo pelo avesso no qual cumprir a Constituição é visto com desconfiança ao mesmo tempo em que se celebram as pessoas que violam os limites democráticos. Resistir ao crescimento do autoritarismo é também resistir à lógica de um poder sem limites em um mundo em que a pós-verdade tornou-se tão aceitável quanto à restrição ilícita da liberdade.

Nesse contexto, figurar como réu em um processo pode significar apenas que alguém foi escolhido como objeto de ódio ou perseguição.

Leia na íntegra: A Lava Jato e o fascismo

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*Grupos Evangélicos são a Nova Arma dos EUA Usadas Para Golpes na América Latina

Do: Conclusion

O filósofo e teólogo Enrique Dussel argumenta que os Estados Unidos promovem uma “guerra santa” para causar derrubadas na região. “Propõe-se que o homem deixe seus costumes ancestrais e pretenda trabalhar e entrar na sociedade consumista capitalista burguesa”, refletiu.

Não há ferramentas intelectuais suficientes para analisar a guerra santa que os Estados Unidos estão usando para sustentar golpes nos países da América Latina. Assim, a tese de Enrique Dussel, acadêmico, filósofo, historiador e teólogo, pode ser resumida ao analisar a derrubada de Evo Morales na Bolívia e o cenário político regional.

Entrevistado pela jornalista mexicana Carmen Aristegui e replicado pelo portal Explicit, Dussel lembrou que “a Bolívia era o país mais pobre junto com o Haiti e aumentou sua porcentagem de riqueza como nenhum outro. Ninguém poderia esperar uma reação lá. Uma primeira questão é como um setor de classe reage à situação de pobreza e, graças aos governos progressistas, entra na classe média. Eles têm outras aspirações que não devem sair da pobreza. Há uma mudança na subjetividade. É passado à subjetividade consumista que acredita que certos projetos de direita poderiam resolver suas novas aspirações ”.

“Católicos vs. evangélicos ”

O teólogo acrescentou que “aqueles que saíram da pobreza na Bolívia são sujeitos que acabam aspirando a ser um consumista neoliberal. E chega um fator: em um golpe de estado como o do militar chileno Augusto Pinochet, aqueles que lideraram esse processo, o mesmo com os militares argentinos, disseram que tinham que afirmar a civilização cristã ocidental de direita contra o comunismo “.

“Um novo fenômeno são as igrejas evangélicas que apoiam o processo brasileiro e na Bolívia, com um homem selvagem como (Luis Fernando) Camacho, que diz algo essencial:« Vamos tirar o Pachamama de lugares públicos e vamos impor a Bíblia ». Mas essa bíblia não é católica, é a dos grupos evangélicos. Considera a cultura popular dos povos nativos um paganismo horrível que o cristianismo deve substituir o rajatabla.

É uma bíblia evangélica que vem de seitas americanas que muda a subjetividade. Propõe-se que o homem deixe seus costumes ancestrais, deixe a embriaguez e pretenda trabalhar e entrar na sociedade consumista capitalista burguesa ”, disse Dussel.

Além disso, o racismo

Além desses fatores, Russel ressalta que “na Bolívia há uma brancura, por um lado, a meta que despreza os indígenas, os cholas, que esta brancura alcança com a doutrina da OEA (seu secretário-geral Luis Almagro). Isso fornece uma visão geral da América Latina que deve ser abordada com muita seriedade”.

“As tradições aimara, que também foram influenciadas por cinco séculos de catolicismo, agora são confrontadas com evangélicos. Será um tipo de luta religiosa, mas isso é essencialmente político. Isso explica outra coisa: a teologia da libertação, que é cristã, mas confia nos pobres contra os ricos. “Bem-aventurados os pobres, malditos os ricos.” Isso é revertido em grupos evangélicos. Isso supõe toda uma revisão histórica teórica de que a esquerda não está acostumada, porque propôs o ateísmo como uma condição de transformação. O indígena foi confrontado e, como ele possuía todo o seu status religioso, ele não sabia como tratá-lo e o rejeitou. E agora temos que assumi-lo e enfrentá-lo para um evangelismo pró-americano. ”

Evangélicos e a OEA

Os evangélicos, (Dussel ressalta), “fazem sentido:” Deixe todos esses costumes desastrosos, torne-se um homem austero, trabalhador e bem organizado, e você sairá da pobreza porque Deus os abençoará com riquezas aceitáveis ​​”. A riqueza é considerada no Calvinismo antigo como uma bênção de Deus. Pachamama é a origem da pobreza. ”

“Essa bíblia reinterpretada de um homem americano moderno é a origem da possibilidade de uma nova Bíblia, usada hoje pela OEA e a nova política americana que está se retirando do Oriente Médio. Eles haviam se mudado da América Latina, mas como no Iraque e no Irã foram derrotados, retornam à América Latina e querem recuperá-lo. Os métodos foram sutis, mas voltamos ao golpe de estado – concluiu Dussel.

Enrique Dussel

Enrique Domingo Dussel Ambrosini (n. 24 de dezembro de 1934, departamento de La Paz, província de Mendoza, Argentina) é um acadêmico, filósofo, historiador e teólogo de origem argentina, naturalizado mexicano. Foi reitor interino da Universidade Autônoma da Cidade do México.

Enrique Dussel é reconhecido internacionalmente por seu trabalho nas áreas de Ética, Filosofia Política, Filosofia Latino-Americana e, em particular, por ser um dos fundadores da Filosofia da Libertação, corrente de pensamento da qual é arquiteto, tendo sido também um dos iniciadores da teologia da libertação. Seu vasto conhecimento em Filosofia, Política, História e Religião, incorporado em mais de 50 livros e mais de 400 artigos – muitos deles traduzidos em mais de seis idiomas – faz dele um dos pensadores filosóficos mais prestigiados do século XX, que contribuiu na construção de uma filosofia comprometida. Ele criticou a modernidade, apelando para um “novo” momento chamado transmodernidade. Ele também criticou helenocentrismo, eurocentrismo e ocidentalismo. Defenda a posição filosófica denominada “descolonização do turno” ou “descolonização do turno”. Pesquisador Emérito Nacional

Leia na íntegra: Enrique Dussel: Grupos evangélicos são a nova arma dos EUA pelos golpes na América Latina

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Imagem: Arte de Angelí

Leia também; Como os evangélicos garantiram a vitória de Adolf Hitler na Alemanha

*24 Vozes que Estão Alertando os EUA Sobre o que Está por vir, e a Maioria Delas Está Sendo Censurada e Perseguida

Chegamos a um dos pontos mais críticos da história americana e deve haver literalmente milhares e milhares de vozes soando o alarme sobre o que está por vir. Então, onde eles estão? Esta é uma pergunta que tenho ponderado bastante ultimamente. Como você verá neste artigo, existem algumas pessoas maravilhosas por aí que tentam acordar a América há muito tempo. É claro que muitos deles também estão sendo violentamente atacados e sistematicamente censurados pelos gigantes da mídia social. Há um preço a pagar por dizer a verdade nos Estados Unidos hoje, e isso só vai piorar.

Minha esposa me incentivou a escrever algo positivo hoje, e por isso vou tentar. Estou tão perturbado com a direção que este país está seguindo, e é claro que definitivamente não estou sozinho. Neste artigo, vou compartilhar uma lista de outras vozes importantes que alertam sobre muitas das mesmas coisas exatamente sobre as quais estou alertando. Alguns desses nomes você conhecerá e outros não. Minha esperança é que esta lista permita que muitos de vocês descubram algumas novas vozes que serão uma bênção para vocês. Nunca tive medo de promover outras pessoas, porque a verdade é que todos fazemos parte da mesma equipe.

Peço desculpas antecipadamente por qualquer pessoa que eu possa ter esquecido que deveria estar nesta lista. Esse é sempre o perigo de fazer uma lista como essa, e tenho certeza de que me chutarei mais tarde quando os leitores me enviarem um e-mail e mencionarem nomes que esqueci.

E lembre-se de que essa não é uma lista de todos os bons especialistas, políticos e pregadores da América. Em vez disso, esta é especificamente uma lista daqueles que estão soando o alarme sobre o que está por vir. Também é importante ter em mente que nem todos nesta lista abordam as coisas da mesma perspectiva, mas todos amam profundamente esta nação. Estamos entrando em um tempo que será diferente de tudo que já vimos na história americana , e gostaria de poder lhe dar uma lista de milhares de “vigias” que estão tentando acordar as pessoas. Mas, por enquanto, aqui está uma lista de 24 que eu recomendaria conferir…

# 1 Alex Jones e toda a equipe da Infowars – Alex e sua equipe são “a ponta da lança” há muitos anos, e sou muito grata por eles. Eles foram incrivelmente bons para mim, e eu sempre gostei de que eles sempre me permitiram dizer o que eu queria dizer. Posso dizer por experiência própria que eles trabalham incrivelmente duro, e o serviço que prestam ao povo americano é inestimável.

# 2 Mike Adams – As grandes empresas de tecnologia tentam apagar Mike Adams e NaturalNews.com da Internet, tanto quanto possível, mas não funcionou. As pessoas conhecem e confiam no Health Ranger, e as informações que ele fornece são sólidas. Passei um tempo com Mike pessoalmente, e ele realmente tem um coração muito bom. Ele realmente quer fazer a coisa certa e continua sendo perseguido por isso.

# 3 Steve Quayle – Alguém na Internet está soando o alarme há mais tempo do que Steve Quayle? Muito antes de começar a escrever, eu estava ouvindo Steve, e todos devemos a ele uma dívida de gratidão. Seu site está na minha lista de sites de notícias importantes que eu verifico diariamente, e admiro muito sua paixão. Não há dúvida de que ele ama a América, e isso aparece em tudo o que ele faz.

# 4 Zero Hedge – Por falar em sites de notícias importantes, os caras do Zero Hedge estão fazendo um trabalho incrível. Ainda me lembro de quando o Zero Hedge era um site relativamente novo, e manteve a mesma personalidade única o tempo todo. Hoje, considero um dos sites de notícias mais importantes do mundo. Eu não apenas verifico diariamente – na verdade, verifico várias vezes por dia.

# 5 Jonathan Cahn – Você sabe por que meu amigo Jonathan Cahn brilha tanto? É porque ele é tão raro. Eu gostaria que houvesse milhares mais como ele, mas não há. Ele é um dos melhores professores da América e, se você quiser realmente se empolgar, basta acessar um de seus vídeos no YouTube. Seus livros atingiram milhões e ele está trabalhando incrivelmente para apontar a América na direção certa.

# 6 Dr. Michael Brown – O Dr. Brown é um dos nomes nesta lista com os quais nunca conversei pessoalmente, mas espero que isso mude, porque estamos na mesma sintonia na maior parte do tempo. Seus artigos são sempre profundamente perspicazes, e ele não tem medo de dizer coisas que a maioria dos outros na comunidade cristã não fará. Ele é profundamente intelectual, extremamente sábio e sua voz é desesperadamente necessária em um momento como esse.

# 7 Mac Slavo – Mac publica meus artigos em seu excelente site há anos, e sou muito grato por isso. Nossos sites ganharam destaque na mesma época, e sempre o considerei um membro extremamente valioso do esforço para despertar a América. Ele sempre foi muito gentil comigo, e suas informações tiveram um tremendo impacto de costa a costa.

# 8 Daisy Luther – Daisy é conhecida como “a Prepper Orgânica” e é uma mulher que trabalha duro. Ela tem um verdadeiro talento para se conectar com as pessoas, e seus conselhos práticos ajudaram inúmeras famílias. Venho publicando seus artigos periodicamente em The Most Important News , e preciso começar a fazer isso com mais frequência, porque as pessoas adoram Daisy Luther.

# 9 Carl Gallups – Eu gostaria que Carl morasse ao lado, porque ele só tem uma maneira de fazer as pessoas se sentirem melhor. Ele é simplesmente o tipo de cara com quem as pessoas gostam de sair. Não sei de onde ele tira toda essa energia e, quando tive a chance de falar com ele pessoalmente, fiquei impressionado com a alegria que ele exala. E apesar de tudo isso, ele nunca recua em dizer a verdade, e sempre vai contar a você diretamente.

# 10 Marty Breeden – Muitos de vocês talvez ainda não conheçam Marty, mas espero que em breve o conheçam. Ele é um ex-policial com um coração muito grande e tem alertado incansavelmente os Estados Unidos sobre o que está por vir. Na verdade, ele foi “código azul” duas vezes , e o que ele experimentou durante esse período difícil no hospital mudou sua vida para sempre. Marty é um amigo pessoal meu, e acredito que seus melhores dias ainda estão por vir.

# 11 Stan Johnson – Descobri que as pessoas amam Stan ou odeiam Stan. E consigo me identificar com isso porque também sou atacado demais. Eu amo meu amigo Stan Johnson e sou muito grato por ele. Minha esposa e eu assistimos aos vídeos dele por mais de uma década, e ele continuou a tocar o alarme de maneira espessa e fina. Stan e eu desenvolvemos uma conexão instantânea quando nos conhecemos, e sei que ele tem um coração muito bom.

# 12 Ricky Scaparo – Ricky não faz um trabalho absolutamente fantástico com os End Time Headlines ? Verifico todos os dias e não sei onde ele encontra todas essas histórias. Eu sempre acho engraçado quando ele decide redesenhar o site mais uma vez, e espero que ele continue com o design atual por um tempo, porque parece ótimo. E é claro que as informações que ele fornece são sempre de primeira.

# 13 Dan Catlin – O trabalho que o pastor Dan fez com os sem-teto em Wichita, Kansas, é incrível, e ele tem tocado fielmente o alarme em seus programas de rádio há muito tempo. Ele tem sido muito gentil em me receber em seus shows repetidas vezes, e ele tem um coração super grande. Eu gostaria que houvesse milhares mais Dan Catlins em todo o país, porque definitivamente precisamos de mais homens como ele.

# 14 Bree Keyton – Você pode não saber quem é Bree Keyton, mas deveria. Seu trabalho com os pigmeus na África é o tipo de coisa que as lendas são feitas, e ela é absolutamente destemida. Toda vez que a ouço, eu aprendo algo novo, e ela tem alertado incansavelmente os Estados Unidos sobre o que acontecerá se esta nação não mudar de direção.

# 15 Augusto Perez – Essa é outra voz que vem alertando a América sobre o que está chegando há muito tempo. Muitas pessoas não conhecem Augusto, mas ele deve ser um dos pregadores mais famosos da América. Ele provavelmente não ficará muito popular até que as coisas comecem a dar errado, mas Augusto nunca esteve nisso pela fama. Ele está apenas tentando ser fiel ao seu chamado e está fazendo um ótimo trabalho.

# 16 Zach Drew – Eu desenvolvi uma estreita amizade com Zach desde a primeira vez que visitei Morningside. É claro que ele tem seu próprio show agora e está indo muito bem. Zach quer ser uma voz que chegue à geração do milênio, e que é desesperadamente necessária a esta hora. Estamos perdendo uma geração inteira de jovens, e eu gostaria que houvesse milhares de outras vozes como Zach tentando acordá-las.

# 17 Tom Horn – Alguém aí ainda se lembra da Raiders News Network? É claro que isso evoluiu para a SkywatchTV agora, e o impacto de Tom é literalmente sentido em todo o mundo. Ele mergulha profundamente em assuntos que quase ninguém mais tocará, e ele tem uma reputação brilhante. Espero que ele continue seu trabalho por muitos anos, porque se tornou uma tremenda luz.

# 18 L.A. Marzulli – LA com certeza já passou por muita coisa ao longo dos anos, mas ele nunca perdeu sua paixão por seu trabalho. Ele realmente foi a lugares que nenhum outro pesquisador havia visitado antes, e minha esposa e eu fomos extremamente abençoados por seus vídeos. E nos próximos tempos, acredito que o trabalho de LA se tornará mais importante do que nunca.

# 19 WND – Apesar de tudo, o WND continua a tocar o alarme. Foi um dos primeiros grandes sites alternativos na Internet e definitivamente passou por alguns altos e baixos. Mas, com isso, todas as pessoas ali continuaram a dizer a verdade, mesmo que muitas vezes pagassem um ótimo preço por isso.

# 20 Paul Begley – Como Paul coloca tantos vídeos? Acabei de verificar e agora existem mais de 14.000 vídeos no canal dele no YouTube. Você está brincando comigo? Eu sei quanto trabalho é necessário para fazer um vídeo, e ele continua lançando vários vídeos dia após dia após dia. Ele está profundamente comprometido em acordar as pessoas e desenvolveu muitos seguidores.

# 22 Michael Boldea – Minha esposa e eu somos muito gratos por Michael e por seu falecido avô. Michael continua tentando acordar a América e também ajuda os órfãos na Romênia através da Hand of Help . E isso é algo que eu descobri ser verdade com muitos desses vigias. Eles estão soando o alarme, mas também estão trabalhando duro para ajudar aqueles que precisam deles ao seu redor.

Treinador # 23 Dave Daubenmire – Existe apenas um treinador Dave, e ele é tão implacável como sempre. Você poderia imaginar como seria esse país se pudéssemos clonar o treinador Dave e fazer com que esses clones substituíssem todos os membros do Congresso? Ele fala a verdade com grande ousadia e nunca recua.

# 24 Greg Hunter – Greg se tornou um dos principais entrevistadores da América, e eu sempre fico impressionado com os convidados que ele consegue reservar. Ele gentilmente me convidou para ser um convidado em seu show esta semana, e nossa conversa está definitivamente causando muitas ondas . Mas acho que nossa conversa após o término da entrevista foi ainda melhor. Greg é realmente um cara legal, e estou ansioso para voltar ao programa em breve.

Existem outros nomes que você adicionaria a esta lista?

Por favor, sinta-se à vontade para me dizer o que achou postando um comentário abaixo…

Sobre o autor : Sou uma voz clamando por mudanças em uma sociedade que geralmente parece satisfeita em permanecer adormecida. Meu nome é Michael Snyder e sou editor do The Economic Collapse Blog , do fim do sonho americano e das notícias mais importantes , e os artigos que publico nesses sites são republicados em dezenas de outros sites importantes em todo o mundo. Escrevi quatro livros disponíveis na Amazon.com, incluindo O começo do fim , Prepare-se agora e Vivendo uma vida que realmente importa. (#CommissionsEarned) Ao comprar esses livros, você ajuda a apoiar o meu trabalho. Eu sempre permito com alegria e liberdade que outras pessoas republicem meus artigos em seus próprios sites, mas devido às regulamentações governamentais, preciso que aqueles que republicam meus artigos incluam esta seção “Sobre o autor” em cada artigo. Para cumprir essas regulamentações governamentais, preciso lhe dizer que as opiniões controversas deste artigo são apenas minhas e não refletem necessariamente as visualizações dos sites em que meu trabalho é republicado. Este artigo pode conter opiniões sobre assuntos políticos, mas não se destina a promover a candidatura de nenhum candidato político em particular. O material contido neste artigo é apenas para fins de informação geral, e os leitores devem consultar profissionais licenciados antes de fazer qualquer negócio jurídico, comercial, decisões financeiras ou de saúde. Quem responde a este artigo fazendo comentários é o único responsável por seus pontos de vista, e esses pontos de vista não representam necessariamente os pontos de vista de Michael Snyder ou dos operadores dos sites em que meu trabalho é republicado. Convido você a me seguir nas mídias sociais emFacebook e Twitter , e qualquer maneira de compartilhar esses artigos com outras pessoas é uma grande ajuda.

Do: TMIN

*Cinco Filtros da Máquina da Mídia de Massa

Por Noan Chomsky: Segundo Chomsky, a mídia opera através de cinco filtros: propriedade, publicidade, elite da mídia, oposição e inimigo comum.

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Imagem: Metamorfoses da mídia norte-americana-Le Monde Diplomatique BR

1- PROPRIEDADE
O primeiro tem a ver com propriedade. As empresas de mídia de massa são grandes corporações. Muitas vezes, eles fazem parte de conglomerados ainda maiores. O jogo final deles? Lucro. E, portanto, é do interesse deles buscar o que garante esse lucro. Naturalmente, o jornalismo crítico deve ocupar o segundo lugar com as necessidades e interesses da corporação.

2- PUBLICIDADE
O segundo filtro expõe o real papel da publicidade. A mídia custa muito mais do que os consumidores jamais pagarão. Então, quem preenche a lacuna? Anunciantes. E pelo que os anunciantes estão pagando? Audiências. E, portanto, não é tanto que a mídia esteja lhe vendendo um produto – a saída deles. Eles também estão vendendo um produto para os anunciantes – VOCÊ. ”

3- A MÍDIA/ELITE
O estabelecimento gerencia a mídia através do terceiro filtro. O jornalismo não pode ser um controle sobre o poder, porque o próprio sistema incentiva a cumplicidade. Governos, corporações, grandes instituições sabem como jogar o jogo da mídia. Eles sabem como influenciar a narrativa noticiosa. Eles alimentam informações da mídia, contas oficiais, entrevistas com os ‘especialistas’. Eles se tornam cruciais para o processo de jornalismo. Então, aqueles que estão no poder e aqueles que relatam sobre eles estão na cama um com o outro.

Abaixo, Vídeo curto sobre Consentimento em Manufatura , trabalho seminal sobre jornalismo convencional e seu papel na mecânica do poder.

4- OPOSIÇÃO
Se você quiser desafiar o poder, será empurrado para as margens (marginalidade). Quando os meios de comunicação – jornalistas, denunciantes, fontes – se afastam do consenso, recebem ‘críticas’. Este é o quarto filtro. Quando a história é inconveniente para os poderes, você verá a máquina antiqueda em ação desacreditando fontes, destruindo histórias e desviando a conversa.

5- O INIMIGO COMUM
Para fabricar consentimento, você precisa de um inimigo – um alvo. Esse inimigo comum é o quinto filtro. O comunismo. Terroristas. Imigrantes. Um inimigo comum, um bicho-papão a temer, ajuda a encurralar a opinião pública.

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Imagem: Noan Chomsky

O inimigo comum poderá ser Lula, Evo Morales, Maduro, Rafael Correa, Pepe Mojica, ou instituições e até países como o Partido dos Trabalhadores, a Venezuela e a Palestina por exemplo.

Leia na íntegra: Noam Chomsky: Os Cinco Filtros da Máquina de Mídia de Massa

Gustavo Horta

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