*A 43 Anos de Malvinas: a Foto de Margaret Thatcher que Milei tem no seu Escritório.

Por: Juan L.uiz González

Na Casa Rosada, o presidente tem uma lembrança com o rosto da primeira-ministra britânica, a mentora da Guerra das Malvinas e do criminoso naufrágio do Belgrano. O que Thatcher significa para Milei.

Imagem: CEDOC

Em 2 de abril de 1982, um ano antes de Javier Milei entrar no ensino médio, a Guerra das Malvinas começou. Mas algo mais também aconteceu: uma cena brutal que resume perfeitamente como foram os anos de infância de Javier Milei. O então menino, que faltava um ano para entrar no ensino médio, ficou surpreso ao ver os anúncios grandiloquentes na televisão sobre o início da guerra e cometeu o pecado de dizer em voz alta em sua cozinha — com a certeza que um garoto de 11 anos pode ter — que a escalada acabaria mal para a Argentina. Isso provocou a indignação patriótica de Norberto, seu pai, que o espancou com violência selvagem. Karina, uma testemunha involuntária do espancamento, sofreu um choque tão terrível ao testemunhar a cena que teve que ser levada ao hospital. De lá a mãe ligou para Javier. “Sua irmã está assim por sua causa”, ela disse ao jornalista Agustín Gallardo em uma entrevista de 2018 para o Perfil.

No entanto, há uma figura associada à Guerra das Malvinas que, longe de trazer de volta memórias dolorosas, é alguém digno de admiração por Milei. É o caso de Margaret Thatcher, que foi primeira-ministra britânica durante a guerra e deu a ordem de afundar o General Belgrano, um crime de guerra – já que estava fora da zona de conflito – e que terminou com a morte de 323 argentinos, metade dos soldados que morreram nas Ilhas. Para o presidente, no entanto, ela é uma espécie de heroína, alguém que ele admira. Tanto que ele tem uma foto dela em seu escritório na Casa Rosada.

A imagem está em uma das mesas de trabalho de seu escritório. Das fotos que circulam com frequência, seria a que fica à direita de sua mesa, onde também guarda livros e outros papéis de trabalho. Thatcher não está sozinha: há também uma lembrança idêntica, mas com o rosto de Ronald Reagan, o presidente americano que Milei também admira. O presente chamou a atenção do canal britânico BBC, que entrevistou o presidente em maio do ano passado, no mesmo local, e mencionou o objeto na reportagem. “Houve uma guerra, e nós fomos os que perdemos. Isso não significa que você não pode considerar aqueles que estavam no comando como pessoas que fizeram bem o seu trabalho. E eu não admiro apenas Margaret Thatcher; eu também admiro Ronald Reagan nos Estados Unidos. E qual é o problema? Criticar alguém por sua nacionalidade ou raça é intelectualmente muito precário. Eu ouvi muitos discursos de Margaret Thatcher; ela foi brilhante. Então qual é o problema?” o libertário respondeu quando perguntado se ele “admirava” Thatcher.

El despacho de Javier Milei, en la nota con la BBC

A idolatria com Thatcher não é nova. No último debate presidencial, Sergio Massa perguntou a ele sobre sua admiração por alguém que ele descreveu como “um inimigo da Argentina”. Milei respondeu: “Por esse padrão, quando a Alemanha marcou quatro gols contra a Argentina em 74, e Cruyff destruiu tudo e fez uma bagunça (nota do editor: Cruyff jogou pela Holanda), você teria que considerá-lo um jogador terrível. Ou com os gols que Mbappe marcou contra nós na final, você teria que desprezá-lo. Tivemos uma guerra, e a perdemos.” O Presidente, nisso, é claramente coerente: cada vez que entra em seu gabinete na Casa Rosada, ele pode ver seu ídolo.

Fonte: DESACATO

Um comentário sobre “*A 43 Anos de Malvinas: a Foto de Margaret Thatcher que Milei tem no seu Escritório.

  1. Como descrever este sentimento? Pessoas no mundo passando fome! Hoje em dia! Passando fome? É, fome. Você consegue imaginar o que é isto? No mundo, no Brasil, no meu estado, na minha cidade, quem sabe, em meu bairro… Há fontes que dizem que são treze milhões no Brasil. Eu sinto vergonha, impotente que me sinto. E, para esta impotência não há qualquer ‘citrato de sildenafila’ que resolva. O que resolve a fome é alimento, comida. Pago meus impostos, e não é pouco, e não somos poucos a fazê-lo. Nunca (NUNCA) soneguei um único centavo, e não somos poucos a fazê-lo. Mas, […]

    out/2012 [revisado]: Medo, vergonha, impotência…

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