*Prostituídas pelo Exercito Japonês (entre 1910 e 1945)

Mulheres de Taiwan (mulheres de conforto) pedem a anos o reconhecimento pelo Estado Japonês desta triste pagina da história.

Para que o Tribunal Penal Internacional vença seu desafio

Antes de continuar, veremos o que nos diz sobre “prostituição forçada“, o Tribunal Penal Internacional e os crimes tipificados no Estatuto de Roma:

Expressa o artigo 7º do Estatuto de Roma sobre os crimes contra a humanidade:

1. Para os efeitos do presente Estatuto, entende-se por “crime contra a humanidade”, qualquer um dos atos seguintes, quando cometido no quadro de um ataque, generalizado ou sistemático, contra qualquer população civil, havendo conhecimento desse ataque:

a) Homicídio;

b) Extermínio;

c) Escravidão;

d) Deportação ou transferência forçada de uma população;

e) Prisão ou outra forma de privação da liberdade física grave, em violação das normas fundamentais de direito internacional;

f) Tortura;

g) Agressão sexual, escravatura sexual, prostituição forçada, gravidez forçada, esterilização forçada ou qualquer outra forma de violência no campo sexual de gravidade comparável;

h) Perseguição de um grupo ou coletividade que possa ser identificado, por motivos políticos, raciais, nacionais, étnicos, culturais, religiosos ou de gênero, tal como definido no parágrafo 3º, ou em função de outros critérios universalmente reconhecidos como inaceitáveis no direito internacional, relacionados com qualquer ato referido neste parágrafo ou com qualquer crime da competência do Tribunal;

i) Desaparecimento forçado de pessoas;

j) Crime de apartheid;

k) Outros atos desumanos de caráter semelhante, que causem intencionalmente grande sofrimento, ou afetem gravemente a integridade física ou a saúde física ou mental.

Os crimes contra a humanidade são delitos típicos de lesa-humanidade. Tem como elementos: a conduta como parte de um ataque generalizado ou sistemático dirigido contra uma população civil e que o autor tenha tido a intenção de que a conduta faça parte de um ataque, sendo que o ataque pode ocorrer em tempos de paz.

Como podemos perceber estamos diante de um artigo com 11 (onze) alíneas, assim destaca-se algumas condutas inovadoras que devem ser protegidas pelo TPI, entre elas: “g) agressão sexual, escravatura sexual, prostituição forçada, gravidez forçada, esterilização forçada ou qualquer outra forma de violência no campo sexual de gravidade comparável” e “j) Crime de apartheid”.

Assim, a proteção dada as mulheres é de grande relevância, uma vez que as mulheres têm sido as maiores vítimas de ataques generalizados contra população civil, a violência sexual afeta a mulher que sofreu o abuso, mas também a família e a comunidade moral, físico, emocional e espiritualmente.

Por outro lado, a Coreia do Sul também abre uma petição para que o Japão também assuma seus crimes contra a humanidade por escravizar mulheres para uso sexual durante a segunda guerra mundial imperialista.

Na imagem abaixo, ao protesto que se seguiu a petição de mulheres Coreanas, uma imagem colocada em frente a embaixada do Japão em Seul culminou numa crise internacional e a retirada provisória do embaixador do país.

Pessoas ao redor de estátua em Seul.

Ativistas colocaram estátua de protesto em 28/12/2016. A obra foi colocada por ativistas em frente ao consulado japonês em Busan, a segunda maior cidade coreana.

Estátua em homenagem às mulheres de conforto em Seul, frente à embaixada do Japão

Foto: REUTERS/Lee Jae-Won

Não bastassem as mulheres de Taiwan e Coreia do Sul, Chinesas, Indonésias, australianas e Filipinas também pedem para que o estado Japonês reconheça seus crimes de guerra. Alguns relatos chocantes afirmam que uma única mulher era seviciada por até 70 soldados.

Somos muito velhas. Vamos morrendo ano a ano – uma por uma“, disse à BBC, em 2013, Lee Ok-seon, então com 88 anos.

Mulheres que dizem ter sofrido abusos durante a Segunda Guerra.

Calcula-se que cerca de 200 mil passaram por essa situação – a Coreia do Sul estima que 46 delas ainda vivem no país.

COREIA DO SUL:

A posição do governo é pedir ao governo japonês que peça desculpas às ‘mulheres de conforto, como elas eram chamadas pelos invasores japoneses’ (Que conforto ?) do nosso país durante a Segunda Guerra Mundial imperialista e para que as indenize, fazendo assim justiça“, declarou nesta terça-feira à imprensa.

Esperamos que o governo japonês faça mais para melhorar a situação das chamadas ‘mulheres de conforto’. A nossa posição não mudou

Estas mulheres, agora muito idosas, somam apenas quatro em toda a ilha, de acordo com o diretor da Fundação de Atendimento à Mulher de Taipei, que vem em seus auxílio.

A Coreia do Sul é apenas o começo, e o Japão deve refletir como resolver o problema com as mulheres que foram vítimas dessa prática em Taiwan, China, Filipinas e Indonésia, que aguardam um pedido de desculpas e reparos“, afirmou o diretor da Fundação, Kang Shu-hua.

Esperamos que as quatro sobreviventes, que tem em média 91 anos, recebam em breve uma resposta oficial do Japão“.

O número de escravas sexuais não é certo (não existe um consenso), mas os historiadores dizem que eram dezenas de milhares ou mais, e seu objetivo era impedir a propagação de doenças e reduzir as violações entre soldados.

Acordo sobre “mulheres de conforto” não é suficiente para compensar vítimas

Ao fim, Coreia do Sul reage a investigação sobre mulheres raptadas pelo exército japonês para sistema de escravidão sexual entre 1910 e 1945. Seul lamenta que acordo assinado com o Japão em 2015 não seja suficiente para compensar vítimas. Tóquio diz que acordo é “irreversível”. Leia mais…

Leia mais: O Tribunal Penal Internacional e os crimes tipificados no Estatuto de Roma

Leia mais: Exército japonês pediu uma escrava sexual para cada 70 soldados na II Guerra

Leia mais: Taiwan quer desculpas do Japão por exploração sexual de mulheres

Leia mais: As escravas sexuais da 2ª Guerra que estão no centro de novo conflito diplomático entre Japão e Coreia do Sul

*Pelo fim das guerras imperialistas

Concatenado por: villorBlue

 

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