*O Controle das Rotas Marítimas (O IMPERIALISMO BATE A SUA PORTA)

Por VillorBlue

Mapa: Wikiwand

É fácil concluir como o Yemen é importante para o controle da entrada de toda a região do Mar Vermelho, o poder econômico que criar ali um império, terá o controle do trafego marítimo de toda a região. Egito, Sudão, Etiópia, Eritreia, Jordânia, Yemen, Somália, controlando toda a movimentação de cargas e conquistando a hegemonia na área entre a península Arábica e o continente Africano.

O Canal de Suez (mantido pelo Egito, liga o Mediterrâneo ao Mar Vermelho) é uma das rotas controladas pelos EUA (por sua hegemonia na região) e liga a península Arábica com o continente Africano, para ser mais amplo, seu controle implica em controle das regiões do: Mediterrâneo, Mar (Golfo de Áden) Arábico a costa oeste da África e parte da Ásia Meridional.

Mar Vermelho. Mapa: CIA Factbook

Mar Vermelho. Mapa: CIA Factbook

Suez tem um tráfego diário próximo a 40 navios, representando um movimento de quase meio bilhão de toneladas por ano transportadas em suas águas.

Entendendo a importância destes dois países, Somália e Yemen, (a margem do Golfo Arábico), entenderemos que toda a segurança do futuro hegemônico da região passa pelo controle destas duas nações, hoje elevadas ao índice máximo de pobreza. Os dois países são os dois pilares do portão de entrada no Mar Vermelho pelo Mar (Golfo de Áden) Arábico.


Somália – Al-Shabaab, uma nova tendência do wahabismo

Entenderemos também que não interessa ao mundo ocidental, civilizado e eurocêntrico o fim do caos implantado no Yemen. Riad como boa serva dos EUA apóia e alimenta esta guerra com armas e contingente.

De acordo com o relatório do Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI), em Copenhague, na Suécia, a Arabia Saudita é o terceiro pais que mais investe em material bélico, mais de 2/3 destas armas são compradas dos EUA e foi responsável por mais de 10% de todas as compras neste sentido. Pelo volume de compra, poderemos ter uma ideia do bombardeio sofrido pelos Yenemitas.

Na Somália (os EUA entram e saem quando querem), o warlords, (atual Al-Shabaab), implementaram o caos, a dor, a destruição, a morte como nação. Ao ponto de ser um elogio se classificarmos a Somália de pais falido.

Mundialmente. os EUA controlam os principais pontos através dos quais passam as principais rotas marítimas. O estreito de Malaca, Singapura, Gibraltar, os Canais de Suez e do Panamá. Concluímos que a “águia do norte” controla mais de 70% do tráfego marítimo global.

Uma das rotas de transporte internacional de manufaturados da China

Por este motivo, não é dificil entender que a guerra no Yemen e a guerra civil na Somália dificilmente terminarão se as nações unidas e humanas não intervirem firmemente (questão humanitária), dando um basta neste status quo. O que se vê nestes dois países é um verdadeiro extermínio, o capital internacional não vai parar ou tirar suas garras destas duas nações até verem boa parte das massas liquidadas e os que sobreviverem, submissos, bastando no caso apenas o golpe de misericórdia e o domínio total de suas águas.

Nova rota da seda construída pela China (terrestre)

Crise na Nicarágua: O cerne de toda a crise que ocorre na Nicarágua atualmente é a construção do “Canal da Nicarágua”, obra totalmente construída com recursos do tesouro e investidores Chineses, a Russia dará apoio politico e fará a segurança.

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Não a toa, este mega canal que ligará um oceano a outro, com um leito mais profundo, mais largo e um percurso quase igual ao Canal do Panamá, deveria ter as obras iniciadas em 2015.

Com a formalização desta oposição golpista em 2014, as obras que seriam iniciadas em 2015, estão sendo proteladas por motivos de segurança e desestimulação do investidor chines e até os dias atuais não começaram.

Comentando sobre a hegemonia estadunidense na América Central este canal em terras nicaraguenses seria uma linha divisória definitiva na construção de um mundo  multipolar. E países da Ásia e toda a Europa teriam um acesso para toda a América do Sul, mais rápido e com menor custo. Sendo verdadeiro o inverso, toda a América do Sul também sai perdendo. 

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