*Mulheres e a Resistência, uma História Esquecida (2)

De Teresa Domínguez

08-09/05/2018 Dia  Internacional de recordação e reconciliação para aqueles que perderam suas vidas durante a Segunda Guerra Mundial.

 Falando sobre mulheres:

Para falar sobre a importância das mulheres e seu papel contra a ocupação nazista, devemos começar falando sobre a ocultação dessas mulheres na história da Resistência.

 

  

A participação das mulheres que lutaram e resistiram na segunda guerra imperialista foi esquecida, com exceção de algumas figuras elevadas ao nível de heroínas ou mártires. Naquela época, as mulheres eram marginalizadas, não possuíam nenhum direito político, já que não votavam e não eram elegíveis. No entanto, a resistência não teria sido possível sem elas. As ações das mulheres eram diversas, abrigando imigrantes ilegais, escondendo soldados dos exércitos aliados, transportando jornais ilegais e participando da organização de redes e movimentos. Apesar de sua participação, poucas mulheres receberam condecorações, apenas seis foram reconhecidas contra 1024 homens. Elas desempenharam um papel essencial, eram uma grande maioria e representavam 15% dos deportados. E ainda, sua ação na luta contra o inimigo não é refletida na história.

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Genevieve de Gaulle:  filha do irmão mais velho do general de Gaulle participou da Resistência. Estudante de história na Sorbonne, ela se juntou ao  Grupo do Museu do Homem. Em 1943 ela se uniu à rede de Defesa da França. Ela foi a editora do (seu) jornal clandestino que relatava detalhes das atrocidades nazistas.Screenshot 2018-01-09 em 15.53.39

 

Ela foi traída, presa e deportada para o campo de concentração e Ravensbrück. Em outubro de 1944, ele foi colocada em confinamento solitário no “bunker” do campo, uma decisão tomada por Himmler para mantê-la viva e usá-la como moeda de barganha, numa época em que Charles de Gaulle governava a França. Ela continuará reclusa até 25 de abril de 1945, quando aconteceu a liberação do campo pelo Exército Vermelho.

Croix de Guerre e Medaille de la Résistance“, foi a primeira mulher a receber a dignidade de Grã-Cruz da Legião de Honra. Depois da guerra, ela continuou seu trabalho contra a pobreza no mundo. Ela presidiu a associação de “Mulheres da Resistência, Deportadas e Internadas” e a “ATD – Quarto Mundo“, um movimento internacional que luta contra a extrema pobreza e a exclusão social. Em particular, luta pelo reconhecimento dos direitos das vítimas da violência Experimentos médicos nazistas em Ravensbrück e outros campos. Ela faleceu em 2002.

Muitas vezes pensa-se que a Resistência é uma questão de homens, já que é uma guerra, mas esta era uma guerra particular: era  clandestina, uma guerra total em que todas as áreas da vida social estão envolvidas.  Numerosas mulheres participaram para lutar ao lado de homens, ou sozinhas, de todos os setores. Realizavam atividades que nem sempre deixam uma marca.

Leia na íntegra: Mulheres e a Resistência, uma história esquecida II

NOSSA OPINIÃO:

NAQUELA ÉPOCA AS MULHERES NÃO VOTAVAM, HOJE ELAS VOTAM, SE CANDIDATAM E SE ELEGEM E OS VOTOS NÃO SÃO RESPEITADOS. QUANDO SÃO ÍNTEGRAS (COMO DILMA ROUSSEFF) O CAPITAL LHES TIRA O EMPODERAMENTO ATRAVÉS DE GOLPES.  CONCLUINDO, O “STATUS QUO” CONTINUA…

COMO VEMOS, LUTAR CONTRA A FOME E A POBREZA MUNDIAL É VISTO PELA “PORCA CLASSE DOMINANTE” COMO CRIME, EM QUALQUER PARTE.

 

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