*A Industria das Armas (2)

Por villorBlue

Aproximadamente 1600 pacientes com ferimentos de bala são tratados em salas de emergência nos EUA a cada semana, de acordo com o National Institutes of Health .

Os hospitais e salas de emergência acumulam quase 3 bilhões de dólares por ano em custos relacionados a ferimentos a bala.

Cirurgiões de traumas e enfermeiras que estão na linha de frente, não estão vendo grandes mudanças na legislação ou na política, e suas frustrações estão crescendo à medida que as vítimas continuam chegando às suas portas. Essa frustração está levando alguns médicos a buscar ajuda (ABA, etc) para conter o crescente número de vítimas.

Por outro lado, a industria de guerra nos Estados Unidos (através de seus lobby’s no congresso, senado, mídia, departamento de estado, etc) continua a enforcar o contribuinte estadunidense. Este ano, as forças armadas levarão US$ 600Bi. Isso numa economia arrasada, que se arrasta para tentar manter as aparências para o mundo exterior.

Como percebemos, as promessas de uma economia vigorosa feita por Donald Trump quando em campanha, não estão fazendo efeito. O Obama Care regrediu em avanços que poderiam ao menos, amenizar a situação dos mais carentes com o quesito saúde, inclusive com os atingidos por armas de fogo.

Falando em Trump, o “xenófobo mor” estadunidense ainda não desistiu de construir a inútil muralha entre os EUA e o México, isso é algo que só trará benefícios para as grandes construtoras, sempre elas, as grandes construtoras.

O que a história nos mostra ? Os grandes impérios militares foram destruídos de dentro para fora. Em sua loucura de grandeza e poder, os impérios militares se auto consomem.

Em sua corrida militar ensandecida, Trump, com seu estado operando no negativo em quase todos os setores, gasta muito mais do que arrecada, sobrecarregando o contribuinte de forma incontrolável. Por este motivo a Receita é tão rígida nos EUA.

O militarismo estadunidense não se resume as suas politicas externas apenas, cresce internamente o numero de milicias armadas, com um arsenal de fazer inveja a qualquer exército de qualquer pais grande economicamente, onde se pode, até, comprar tanques de guerra para uso pessoal.

“Desde a tomada de posse, o presidente Trump – tal como os seus antecessores – tem marchado ao ritmo das forças armadas. Agora Trump quer 716 bilhões de dólares para expandir no exterior o império militar da América e mais bilhões de dólares para contratar polícias, construir mais prisões e financiar mais programas de guerra às drogas/ao terrorismo/ao crime que corroem a Quarta Emenda Constitucional, mesmo com tanto gasto não deixam o país mais seguro.” ( dinamica global).

Enquanto a tragédia econômica se abate definitivamente sobre os EUA, médicos e enfermeiros como o  Dr. Robert Gore do Kings County Hospital e sua equipe de frente, não sabem como fazer para tentar salvar os dezenas de pacientes por ferimentos de armas que adentram todas as semanas às portas do seu hospital. Uma situação que tende a se agravar.

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Ainda existem no Brasil, defensores do livre armamento (bancada politica da bala, “sertanejos” ), estes defensores de armas dizem que as armas são para patrocinar a paz, como se distribuir armas fosse a solução para todos os problemas de violência vivenciados no planeta, os EUA é prova viva que armas apenas agrava a violência. Os índices de violência por lá (o pais mais armado do planeta [5 armas para cada pessoa]) nos mostram isso.

Deputados defendem na cara dura o uso de armas de fogo para todos cidadãos de bem (KKK ?), assim, a industria armamentista mundial é a que mais fatura. Uma certeza apenas: Enquanto houver interesses antagônicos não haverá PAZ .

foto de alguns deputados da bancada da bala

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Instituto Sou da Paz aponta movimento da bancada da bala contra Estatuto do Desarmamento

Belém-Pará/Brasil, tem uma região onde mais se cometem violências contra a mulher e o deputado Bolsonaro disse em Belém: “Vocês terão armas de fogo“. Uma clara sinalização de que já existe pressão das industrias de armas internacionais para liberação de armas de fogo no Brasil ?

É isso o que os defensores da industria de armas” querem: Uma disparada incontrolável da criminalidade no Brasil versus uma escalada incalculável da violência. Talvez isso já esteja inserido no contexto ensejando uma ditadura militar de proporções inimagináveis.

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Um comentário sobre “*A Industria das Armas (2)

  1. […] *Nota sobre metodologia da pesquisa Para chegar à situação de Ananindeua, levantamos no DataSUS todas ocorrências de mortes de pessoas dos sexo feminino causadas por agressões em todos os municípios brasileiros de 2005 a 2015 (último ano com dados disponíveis no sistema). Em seguida, comparamos o número de mortes com a população feminina do município no ano correspondente, segundo dados do IBGE de população residente. A partir daí, alcançamos o valor da taxa de morte de mulheres por agressões, que é baseada no número de ocorrências a cada 100 mil residentes do sexo feminino. Excluímos do ranking final cidades com menos de 100 mil habitantes, visto que nelas pequenas variações no número de mortes de mulheres produziam uma alteração distorcida na taxa de mortalidade. Nesse recorte, Ananindeua foi o município com mais de 100 mil habitantes com a maior taxa de morte de mulheres por agressões em 2015, último ano do levantamento. Leia também: A Industria das Armas […]

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