*Neo Feudalismo Financeiro (síntese)

Uma certeza, se o mercantilismo foi o pai do capitalismo, ao recriar um feudalismo financeiro o capital se revigora, fica mais eficiente, mais regional e transnacional ao mesmo tempo, invisível e sem rastro, silencioso e abarcador, agora não tendo cara nem digital se torna eficiente, muito mais eficiente. (VillorBlue)

Hiper-capitalismo… feudal (!): pra baixo, super-competição; pra cima, sombra e água fresca

Uma visão de mundo na qual somos várias empresinhas individuais que precisam cuidar de sua vida e dar o seu lucro no mundo cão competitivo regido pela lei da selva (gerador de tanta polarização e ódio). Da mesma forma, cada instância do poder público é também uma empresa e o Brasil uma grande empresa, lenta e gigante que precisa de um “downsizing” urgente para competir globalmente.

Analogia: Antes uma grande montadora fabricava praticamente todos os componentes para sua linha de montagem (algumas tinham fundição e usinagem em suas fábricas), agora ela apenas monta e é servida por uma empresa média que monta os componentes, esta empresa média é servida por outras empresas menores que montam algumas peças, estas empresas menores são servidas por; individuais, empresas pequenas ou micro que lhe servem apenas alguma coisa, assim, as montadoras não tem deveres algum com o sistema produtivo/jurídico de uma nação, apenas direitos, (pode acontecer em outras áreas por exemplo; todos lembram do caso da mineradora Vale e o desastre ecológico, então, acionistas internacionais da Vale estão processando o Brasil em cortes estadunidenses ou casos da Petrobras), os individuais, pequenos e os micros que se virem. Se pensarmos o capitalismo como um corpo humano; nós somos compostos de um aglomerado de órgãos, cada um trabalhando em uníssono e individualmente ao mesmo tempo, cada órgão é composto de moléculas, estas por células e estas por átomos. Assim seria o “feudalismo financeiro” inserido no sistema de produção. Qualquer coisa pode ser produzida em qualquer lugar e em qualquer tempo, incluindo aí o “just in time“, neste caso, fabricam e montam em águas internacionais na maioria dos casos.

Lembrando: o conselho de acionistas não tem residência fixa, afinal, o dinheiro não está mais nos Estados… e sim nos paraísos fiscais. E não precisam mais da política, pois sua ideologia já está instalada e reproduzida diariamente nos discursos da (falsa) esquerda e da direita… plano perfeito?

Será que cada um de nós consegue mesmo fugir dessa lógica em nossas ações e na micropolítica do cotidiano?

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