*Os Televisivos e os Vira-latas – Por villorBlue

Todos os meses, uma horda de “brasileiros” vão para os aeroportos e tomam seus aviões para a Europa ou Estados Unidos.

Os destinos preferidos, são dois, por motivos óbvios.

Enquanto, os “com mais dinheiro” se dirigem para a Flórida nos EUA, alguns com “um pouco menos” (não nesta ordem) optam por Portugal.

Porém, o sonho de consumo desta diáspora “adaptada” e tupiniquim é a USA, isso lhes dá o maior nível de status possível.

Portugal, na zona do Euro, é o destino de muitos por alguns motivos; Um porão no Porto ou Lisboa não fica tão caro, o brasileiro é visto com menos asco neste pais e a língua, claro, a língua é a mesma, tirando alguns verbetes.

O status continua o mesmo, é Europa e os pobres vira-latas, assistentes passivos que aqui ficam se contorcem em suas casinhas e morrem de inveja.

Se algum destes migrantes falam mal do Brasil lá fora, podem ter certeza que pertencem a classe média ou são pobres mesmo (ricos fazem criticas ao Brasil dentro de nossas fronteiras, posto que vão e voltam a toda hora), estes últimos se dirigem a estes países para praticar trabalho braçal e adoram lavar banheiros ao salário de U$ 4 por hora, porém, quando aqui nestas terras, odeiam lavar suas próprias cuecas.

São cantores, atores e atrizes de novelas, apresentadores de telejornais, apresentadores de programas de entretenimento, donos de casas para idosos, de frigoríficos, fazendeiros e outros. Neste ponto tenho certeza que; cada um de nós, lembra de algum com este perfil, não havendo razão para citar um nome.

Os motivos alegados são vários, porém os preferidos são dois, a falta de segurança no país e o excesso de corrupção, como se os destinos que os levam não fossem infestados de ratos e de corruptos.

Na realidade eles saem do Brasil por “status“, em seu complexo de vira-latas acreditam que viver la fora os fazem melhor do que os que trabalham aqui e ganham a vida trabalhando.

Uma boa parte, principalmente os que estão na mídia, ganham em reais aqui o que gastam em dólares lá fora, alavancando “ostensivamente” o PIB destes países em que moram, é o caso dos televisivos e ricos em geral (a estes os sociais nacionalistas gringos não tem interesses em banir de suas fronteiras, eles levam nossas riquezas e as depositam em seus bancos), estes servem de exemplos para os braçais, ou os incentivam a atravessar a fronteira desértica nas mãos de coiotes.

Os que ganham aqui e gastam em euros ou dólares são uma minoria e servem como o objetivo ultimo para uma massa de loucos que acreditam que viver no “primeiro mundo” é o alcantil da raça humana.

Não entendem que serão humilhados em outras plagas e lá fora falam mal, muito mal, da nossa América do Sul, não sei porque motivos odeiam tanto esta parte do planeta.

Nos EUA e Europa atualmente existe uma sublevação da direita e como consequência, uma nova ordem de perseguição e tendencia a expulsão de imigrantes para seus países de origem, prova disso é que nenhum candidato politico se elege hoje em dia se não tiver um discurso “social-nacionalista“, e isso não certifica que migrantes sejam um problema, significa que o capital está no termino de seu ciclo, e o discurso nacionalista é pertinente a agonia do moribundo.

Os migrantes sempre serviram como ferramenta de controle do capital. Usando a analogia do sistema “de produção e controle” ser uma torneira e o fluxo migratório ser a água, quando o sistema de produção e distribuição está com atividade plena e as massas operárias começam pressionar por melhores condições de trabalho e salários, o capital abre a torneira da emigração e diminui assim, a pressão das massas por melhores condições e salários.

Acontece o contrário quando o nível de desemprego em uma região atinge um alto nível, ai o capital não sofre mais pressão em seu meio de produção, abrindo espaço para o nazifascismo e o liberalismo, ainda jogam a culpa nos consumidores, que por ironia é a própria massa trabalhadora, somos nós que consumimos.

A mídia, e neste ponto, “as ‘personas vira-latas’ citados no inicio“, se encarregam de fazer com que creiamos ser os culpados realmente pelas crises, esta é uma questão internacional, universal.

Acreditamos que as melhorias conquistadas são as culpadas pelas crises que passamos e acabamos nos sentindo mal por desejarmos uma vida um pouco melhor.

Veja o caso de dois edifícios que pegaram fogo em São Paulo – Brasil, dia primeiro ultimo, a mídia bate na tecla que culpados foram os moradores do quinto andar. Como se a culpa não fosse da própria burguesia que egoisticamente pensa apenas em comprar imoveis no exterior, pagando verdadeiras fortunas, sendo que este dinheiro é ganho aqui e aqui deveria ser investido, tendo neste ponto, um grande controle de remessas de dinheiro ao exterior pela receita e outros órgãos de controle.

Tudo isso se trata de uma evasão de divisas travestida de símbolos honestos e neoliberais, ao serem questionados, muitos respondem que compraram seus imóveis no exterior com o “dinheiro ganho com seu próprio suor“.

Com o dinheiro de uma mansão comprada em Miami por exemplo, conseguiríamos construir vários prédios em programas como o “Minha Casa Minha Vida“. Fazendo que pessoas não tendo onde morar, tivessem um lugar decente e seguro próximos aos seus locais de trabalho e de lazer.

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Foto: CBN

Os prédios incendiados (alguém foi culpado pelo incêndio, a própria mídia foi rápida em afirmar que o fogo começou no quinto andar e de pronto disse se tratar de um botijão de gás) ontem, foram abaixo, evitando assim, gastar com dinheiro para suas implosões.

Acabou de graça, ou melhor, quase de graça a desocupação de um prédio pertencente a uma área cada dia mais ambicionada pela industria imobiliária.

Fico pensativo com estas pessoas que faleceram no local, sua ultima fração de vida ao entender que estavam ruindo em sua passagem miserável.

Alguns dizem que ao morrer temos uma visão de nossa vida inteira, como se houvesse uma transmissão ao vivo exibida em uma televisão de plasma.

Se isso acontece, provavelmente estas vitimas “em seu ultimo segundo” assistiram no plasma de sua jornada, o quando trabalharam para chegar ao nada.

No local da tragédia, provavelmente, será construído um edifício com muito metal e vidros dourados. Como nos mostra a construção, em vias, de duas suntuosas torres onde um dia existiram duas torres em Manhattan. Provando que o capital pensa da mesma forma, seja onde for, independente de quantas pessoas tenham morrido nas tragédias e de seus motivos.

Como o triplex do Guarujá, tudo em cima de um banhado de sangue humano.

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