*Síria em Yalta, um Reforço da Cooperação Pós-conflito

Por: Antonio Rondón García do Prensa Latina:

Simferopol-Crimeia, 19-04-2018. Síria reforça hoje a cooperação econômica com uma Rússia submetida a sanções, e pela qual o “IV Foro Econômico Internacional de Yalta” parece o meio adequado para abordar esse tema e se fraternizar com cidades como Latakia.

Rússia e Crimeia, por um lado, e Síria, por outro, estão submetidas a sanções econômicas e comerciais unilaterais por parte de potências ocidentais, e contam com objetivos comuns para romper esse cerco.

O deputado sírio Samir Shina, à frente do comitê parlamentar de amizade com a Venezuela, declarou à Prensa Latina que se sentia orgulhoso de ser parte desse órgão de diálogo, dedicado a reforçar a amizade entre os dois países.

Encontramo-nos no foro de Yalta como um gesto de agradecimento à Rússia que nos ajudou por anos, afirmou, no enfrentamento ao terrorismo internacional, tanto do ponto de vista político como militar.

Nosso objetivo é debater aqui aspectos da cooperação no processo de restauração da Síria, após a guerra, com várias esferas e perspectivas de desenvolvimento da atividade econômica bilateral, afirmou o político sírio.

Como representante de Latakia-Síria, uma província síria com saída ao mar, tal e como é a Crimeia e, dentro dela, Yalta-Criméia, buscamos desenvolver a colaboração como duas regiões marítimas, sublinhou o deputado.

Nós sabemos que os russos gostam de descansar no mar, por isso nós temos uma grande potência para o desenvolvimento da infraestrutura, apontou.

A região costeira de Latakia desenvolve tais esferas como o cultivo de vegetais, cítricos, e desenvolvemos a produção de sucos e azeite de oliva e buscamos aumentar o fornecimento à Rússia desses produtos, destacou Shina.

Esperamos que os empresários de ambos Estados possam analisar a cooperação bilateral no foro de Yalta, acrescentou. Os investimentos russos existiram antes da guerra mundial que empreende o Ocidente contra a Síria, como o caso de empresas turísticas, apontou.

Mas, lamentavelmente, o conflito congelou todos esses projetos e por isso queremos restabelecer essa cooperação e atrair outras companhias e investidores para desenvolver nosso turismo, além da extração de fosfato, gás e petróleo, informou.

Esperamos que possamos nos pôr de acordo sobre projetos de investimentos em infraestrutura que são importantíssimas no período de restauração da Síria porque garantem rendimentos para o financiamento desse propósito, estimou o legislador.

Nós nos pronunciamos contra as sanções impostas à Síria e contra o bloqueio à Crimeia, por isso realizamos um voo internacional da Síria para a Crimeia e com isso rompemos esse cerco, comentou.

Buscamos o desenvolvimento multilateral das relações com a Rússia em geral e com a Crimeia especificamente, e nesse sentido estamos prontos para que os pagamentos entre as duas nações passem às moedas nacionais, adiantou. Dessa forma, revelou, demonstramos que não reconhecemos essas sanções e para reforçar nossa cooperação temos a intenção de assinar em Yalta um acordo de irmandade entre essa cidade e Latakia.

Também abriremos um jardim dedicado à amizade russo-síria com 50 mudas de oliveira em Yalta e o mesmo vamos fazer nesse dia em uma vila esportiva de Latakia, explicou.

Em relação ao Congresso de Diálogo Nacional de Sochi, efetuado no último dia 29 de janeiro, ao qual assisti, foi um processo muito útil, onde participaram parlamentares, opositores e representantes do governo, afirmou.

Pronunciamo-nos por um diálogo direto, inclusivo e entre os sírios. Quanto à Carta Magna, não falamos diretamente de uma reforma constitucional, mas de um diálogo que possa levar a essas mudanças, sem uma interferência exterior.

Shina, que faz parte de uma delegação em Yalta de aproximadamente 80 sírios, recordou que, ao terminar esse congresso, foi aprovada uma declaração final, onde se sublinha que só o povo sírio pode resolver seus assuntos, sem ingerência estrangeira.

Nossa opinião: Que a Síria consiga sair deste verdadeiro ataque imperialista que sofre atualmente e comece a construir seu futuro, os sírios merecem.
“PELA DEMOCRACIA DIRETA”

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